Brincadeira Perigosa

12 Capítulo 12 A Volta


Notas iniciais
Oi , me desculpem, mas eu fiz uma confusão enorme e só percebi hoje quando fui postar o novo cap, eu já tinha escrito dois capítulos da fic e sem perceber postei o cap 13 no lugar do 12, porém já arrumei os caps espero que gostem e vou postar dois caps hoje, o 12 e o 14espero que gostem e comentem em ambos, bjs e desculpe.

Os Uzumaki cumpriram a palavra não tive problemas para visitar Chiyo ela estava muito bem, tinha feito grande amizade com a companheira de quarto e as duas faziam planos de se visitar quando saíssem da clínica.

Eu quase não via Kurenai, já que a mesma passava fora a maior parte do tempo e a casa começava a ter uma aparência de abandono. Todos os dias depois do trabalho eu fazia uma limpeza rápida e às segundas-feiras em minha folga fazia as compras e preparava a comida para a semana.

Uma tarde em que Naruto me levou ao banco na cidade do som pensei ter visto minha madrasta numa das casas da montanha fiquei surpresa e aliviada, não esperava que Kurenai fizesse amizades por ali, mas se tinha acontecido era um ótimo sinal. Talvez estivesse finalmente se adaptando e esquecesse a ideia de insistir com Sasuke para se mudarem depois do casamento.

Não fiz perguntas e tão pouco Kurenai perguntou como é que estava fazendo para visitar Chiyo, ela nem mesmo se prontificou a tocar nesse assunto. Portanto não ficou sabendo das novidades: o Dr. Hyuuga disse que com cuidados e atenções ela poderia em breve voltar para casa.

— Isso é ótimo, o apartamento está prontinho esperando por ela.

É obvio que para Kurenai a notícia não seria bem recebida. Por isso, achei melhor esperar que Sasuke voltasse para tocar no assunto.

À medida que o dia da festa com Naruto se aproximava percebi que me sentia ansiosa, não fazia outra coisa além de trabalhar e já me esquecera até como era ter uma noite divertida, eu estava até parecendo uma adolescente que ia ao primeiro baile.

Por insistência de Kushina acabei comprando um vestido verde de uma alça só. Uma extravagância que desfalcou minha conta no banco, entretanto me deu um imenso prazer. Ficaria ótimo com os brincos indianos que comprara em Suna nos bons tempos.

Na sexta-feira acordou animada, disposta a fazer o cabelo depois do trabalho. A cidade estava movimentada e em frente da mercearia havia várias motos paradas. Um dos motoqueiros era Jugo Utatane, o ex-jardineiro do Ninho dos Falcões. Já havíamos nos cruzado algumas vezes e ele nunca pareceu prestar atenção em mim, mas nessa manhã foi diferente.

Quando me aproximei Jugo barrou a passagem, olhando-me de um jeito esquisito, que não gostei, tentei se desviar, mas ele insistiu em não me deixar passar. Senti uma pontinha de medo, mas imaginei que o rapaz não se atreveria a fazer nada de mal com tanta gente por perto e bem em frente à loja da irmã e da tia. Além do mais, que motivo ele teria para não gostar de mim?

— Quero falar com você. (disse arrogante)

— Se é sobre o trabalho na casa, terá que falar com o sr. Uchiha quando ele voltar de Konoha.

— Não quero nenhum trabalho nojento com ele, é com você que preciso falar. Escute é verdade que vai à festa dessa noite com aquele sujeitinho? (Apontou para a loja de cristais).

— As novidades se espalham. (respondi friamente)

— Cidades pequenas são assim mesmo, as pessoas não têm mais o que falar, a não ser umas das outras, mas você deve saber muito bem disso.

— O que sei é que está me atrasando para o trabalho. Posso passar, por favor?

— Pra que essa pressa boneca? (Olhou-me da cabeça aos pés, fazendo com que me sentisse nua) — Que tal ir comigo?

— Com você? Mesmo que eu quisesse, não poderia... já combinei de ir com Naruto.

— Isso significa que não pode ou que não quer?

— Que não quero.

— Já que está sendo tão franca, vou ser também. O negócio é que Naruto costumava sair com minha irmã e ela ainda está a fim dele. Os dois tiveram uma briguinha, mas já teriam voltado se você não aparecesse. Agora se disser a ele que prefere ir comigo, Naruto acabará convidando Karin e todos vão ficar felizes.

Eu já estou cansada de pensar sempre no bem dos outros e nunca no meu próprio.

— Sinto muito, mas não posso. Não o conheço e não tenho a menor intenção de ir a uma festa ou a qualquer outro lugar com um desconhecido. Além do mais, se Naruto quisesse levar sua irmã, não me convidaria. Suas intenções podem ser as melhores, mas a gente não tem o direito de interferir na vida dos outros. Ainda não descobriu isso?

Um dos rapazes nas motos imitou o que eu disse com uma voz de falsete e todos caíram na gargalhada, senti que corava.

A situação estava se tornando insustentável, mas o orgulho me impedia de fugir dali correndo.

Jugo continuou insistindo:

— O que há? Não sou bastante bom para você? Comigo você vai se divertir muito mais do que com o palerma do Naruto ou com aquele bastardo lá de cima.

Senti meu rosto esquentar e com certeza devia estar parecendo um pimentão. Não é possível que as pessoas estivessem fazendo mexericos sobre mim e Sasuke! Tentei me controlar. Não, Jugo só disse isso para me irritar, é pura maldade. Ele não sabia de nada. Ninguém sabia.

— E só uma festinha. Você está fazendo barulho à toa. Não estou namorando Naruto nem nada, não tenho direitos exclusivos sobre ele. Pode dançar quantas vezes quiser com sua irmã. Agora, quer fazer o favor de sair da frente? Tenho que trabalhar.

Jugo devia ter percebido a determinação em minha voz e sem uma palavra me deixou passar.

Pude ouviu as gargalhadas atrás de mim e suspirei aliviada. Foi um incidente desagradável, mas acabara. Mesmo assim, me arrependia de ter aceitado o convite de Naruto. Não que achasse que ele convidaria Karin Utatane, mas para evitar me envolver em pequenos dramas amorosos. Já bastam os que tenho. Estremeci ao lembrar o olhar de Jugo, uma mistura de sensualidade e antagonismo. Pode ser que ele tenha me convidado como um ato para ajudar a irmã. Na verdade, ele me amedronta.

Pensei em comentar o incidente com Kushina, mas depois mudei de ideia. A família inteira estava mobilizada e ansiosa por causa dos exames de Naruto. Para que lhes dar mais uma preocupação? Além do mais, Minato podia resolver bancar o pai durão e proibir o rapaz de ir à festa e o coitado necessita de um pouco de diversão. Nas últimas semanas não tinha feito outra coisa além de estudar.

Tivemos muitos clientes nesse dia e não houve tempo para conversar com Kushina. Naruto também não apareceu, imaginei que devia estar com o professor particular.

Quando a loja fechou eu estava apressada para sair, precisava arrumar o cabelo, correr para casa, tomar um banho e trocar de roupa, vacilei perante a porta, temia encontrar Jugo esperando por mim, sei que é um medo ridículo, porém não consegui evitar.

Abri a porta e saí felizmente ele não estava lá, entretanto Karin era quem estava diante a mercearia, ela arrumava algumas frutas na banca que havia na calçada, sorri para ela, mas o que ganhei em troca foi um olhar agressivo. Oh, Deus! Por que as coisas tinham que ser tão difíceis?

O dia foi limpo e ensolarado e a noite prometia ser também agradável. Pensava nisso ao passar pelos portões do Ninho dos Falcões. O céu estava claro e havia apenas poucas nuvens no topo da montanha. Porém a perspectiva de ficar em uma sala de baile abafada e cheia de fumaça não era das mais tentadoras.

Subi o caminho que fazia uma curva antes de chegar a casa. Parei sem acreditar no que via o carro de Sasuke estava parado na porta, ele voltou sem avisar, nem Chiyo sabia, pois não disse nada quando a visitei no dia anterior.

Fiquei nervosa não havia sinal do carro de Kurenai, mais uma vez ela não estava para recebê-lo com a casa limpa e comida decente, a não ser que ela esteja tão segura de si que acredite ser desnecessário cumprir o acordo.

Tensa abri a porta e parei dando uma olhada em volta, nem sinal dele, mordi o lábio e segui a busca. A casa estava descuidada, relaxada, negligenciada. Por todo lado havia poeira.

Tentei ouvir algum sinal da presença de Sasuke, nada. Se não tivesse visto o carro pensaria que a mansão estava vazia.

Fui até a cozinha, pelo menos lá poderia fazer uma rápida arrumação e lavar a louça que Kurenai sempre deixa dentro da pia. Nem isso ela é capaz de fazer, abri a porta suspirando.

Sasuke estava sentado à mesa diante de um prato com restos de comida e uma xícara de café.

Notas finais
Espero que tenham gostado e mais uma vez me desculpem.