Brincadeira De Crianças
10 Uma briga entre amantes
Andamos em direção ao ponto de encontro para enfim irmos para casa, ou pelo menos encontrarmos os outros.
A mão quente e forte de Mori mantinha-me aérea, fazendo-me questionar aqueles sentimentos que vinham surgindo em sua presença. O que eles poderiam significar? Voltei o olhar para o rosto daquele que no momento eu chamava de namorado. Será?
Será que eu estava superando aquele sentimento que me destruira quando mais jovem?
-Yup! – Falei, pensando alto, ou melhor, comemorando alto.
Mori riu de meu gesto, envolvendo-me com seu sorriso e confirmando mais e mais meus novos e ainda indefinidos sentimentos.
-Esta se divertindo ai Amu-chan? Você deve ter uma mente bem ... – Ele calou-se tentando evitar o uso de palavras como “louca” ou “infantil” provavelmente. Soquei-lhe o braço de leve – Ta bom! Você com certeza tem uma mente “avançada”, melhor?
Ri, afirmando e num gesto impulsivo, daqueles onde você faz e depois se arrepende, abracei-o, acomodando minha cabeça em seu peito. Oh! Homens altos malditos!
E apesar de estarmos no meio do shopping aquele momento não poderia ser mais perfeito, com diversas pessoas passando por nós e outras olhando de relance, senti que achara meu lugar. Quase chorei ao chegar nessa conclusão, que apesar de brega e patética refletia meu maior desejo: um amor.
-Amu, eu realmente gosto de você – Mori falou com os labios perto de meu ouvido, numa voz extremamente carinhosa – Adoro seu jeitinho atrapalhado e violento e desejo que você nunca mude.
Essas eram ao palavras que todas meninas queriam ouvir. Ser amada pelo que se era? Será um sonho.....
-Mori, eu acho que gosto, mesmo que um pouquinho.... – Travei, ao ver ao nosso lado Ikuto, com uma cara de demonio ou assassino(da na mesma....) preste a matar o ser que eu acho que começara a gostar mesmo que um tiquinho de nada.
Estranhando minha pausa, meu amigo e namorado virou-se dando de cara com o punho do infeliz que um dia eu gostei(ou gosto ainda..... mesmo que seja um titiquinho de nada!)
E assim armou-se uma confusão!
Esses caras estão mesmo de parabens! Pros quintos dos infernos com esse machismo e violencia!
Mas deixando de lado minha revolta, ficamos cerca de uma hora só pra resolver os probleminhas com os superiores do shopping, caso contrario seriamos estritamente proibido de entrar lá novamente. Veja bem o grau da briga que os machos bakas tiveram, quase que sujo minha roupa de sangue....
...
-Ja ne Mori-kun! Hebi-san! – Utau fala num tom frio e cortante, aparentando uma assassina prestes a cometer um homicidio ou massacre.
Após nosso tragico fim de encontro, decidi, ou melhor, fui obrigada a dormir na casa de Utau. Sendo assim, despedi-me de Mori e fui silenciosamente andando com minha amiga e seu irmão.
O clima não podia ser pior e ambos os irmão idiotas não se encaravam emburrados. Suspirei exasperada.
-Da para vocês pararem com essa birra, droga! – Exclamei agarrando o braço de ambos, numa atuação de mãe mal feita – Vamos esquecer o que aconteceu e nós divertir?!
Eles me encararam como se eu estivesse falando grego, deixando-me assim mais nervosa.
-Observem! Caso vocês continuem assim eu irei direto para minha casa vazia e escura e ficarei o resto da noite tremendo de medo com as sombras na parede de meu quarto – Apelei um pouco para a amizade que nós unia; a amizade e preocupação – Vocês realmente querem que eu fique assim?
Seus rosto se contorceram de preocupação e nervosismo, mas no fim acabaram cedendo; Ganhei!
-Ta bom, rosinha! Eu prometo que hoje ficarei em paz. Não brigarei com o inutil enquanto vocês estiver em casa! – Utau proclamou com dificuldade. Que melodramaticos!
-Ok... Por mim...
E assim um tratado de paz foi feito, um tratado que infelizmente durava apenas um dia. Mas como sempre dizem: “melhor um passaro na mão, do que dois voando”, ou para melhor se encaixar na situação, melhor dois irmãos em paz por um dia, do que dois irmãos mortos em menos de cinco minutos. Estou virando uma poeta!
Poucos minutos depois chegamos a grande casa ou mansão. Entramos sem fazer cerimonias e após sermos avisados de que a oba-san e o velho não estavam, fomos correndo para a sala de estar, pelo menos eu fui.
-Teli!!! – Gritei seu nome como um pessoa crente diz o nome de seu criador. Era muita devoção e amor em uma só palavras.
Sentei no sofá e a liguei....
-Ela é maluca...
-Será que devemos avisar da nova?
-Acho melhor não, imagina se ela vir.... Vai morrer com um sorriso no rosto...
-Pode cre que é verdade...
Ouvi sussuros incomodos atrás de mim, interrompendo minha sessão de pareciação a Teli. Vi os irmão fofocando baixo.
-O que vocês estão fuxicando ai? – Cerrei os olhos numa clara espressão de desconfio. Desde de quando esses bakas eram tão intimos? Impossivel! Tem algo de muito errado aqui...
-Na... Nada! Nada! Nós estamos falando sobre nada! – Utau tentava dar uma desculpa, mas gaguejando no processo. Suspeita!
-Assistar seu programa e para de encher o nosso saco! – Ikuto como sempre um animal, falou. Catei meu tenis no chão e lhe taquei na cara!
-Vai para os quintos maldito! Eu sei que vocês estavam falando sobre algo de meu interesse... O que é a nova?!
-A... An... NÃO É NADA! – Utau saiu correndo, deixando apenas o animal e eu na sala.
Encarei-o pronta para o ataque.
-Ou você me fala ou eu vou acabar com você até ouvir gritou e ver lagrimas!
-.... Ok... Mas respire fundo antes – Ele falou com cuidado ainda temendo minhas palavras. Fiz o que foi pedido – Meu pai comprou a nova TV master, modelo 5.3 e de ...
Prendi a respiração.
— .... polegadas...
-Amu-koi? Você esta bem? – Ikuto falava meio temerosos, talvez pela minha queda ou expressão.
-Cade?! Cade?! CADE?!!!! EU QUERO VER A TELI 2.0!!!!!
--
E assim se sucedeu o ataque de uma louca por televisões. E eu realmente não quero me lembrar muito menos compartilhar com alguem desse momento sombrio e obssessivo de minha vida ( na verdade não quero mesmo é compartilhar a maravilhosa imagem, figura e presença da Teli 2.0 master com vocês!!!! Fiquem na instiga!)
--
-Já se recuperou amiga? – O medo era claro em sua voz. Apenas afirmei silenciosa – Então.... Boa noite!
E com essa palavras apressadas vi apenas o ser que se alto intitulava minha melhor amiga sumir embaixo de um monte de cobertores. Que amizade duradoura a nossa!
-Ta... Bom... Eu vou beber um pouco de aguá e já subo... Boa noite, maria chiquinhas!
Tranquilamente desci as escadas, tomando cuidado para não fazer barulho ou rolar escada abaixo. E ao chegar ao hall, não pude resistir de dar uma olhadinha na Teli.
Assim, imersa em escuridão abri a porta da sala, dando de cara com um ser no chão... Que era? Só podia ser o animal mesmo....
-Linda noite, não é Amu-koi? – Ele lançou um de seus sorrisos conquista meio mundo, mas como sempre não funcionou.
-Koi é sua avó! Eu já disse para não me chamar assim! – Falei emburrada mais parecendo uma criança mimada do que a jovem madura e responsavel de 16 anos que eu era.... Ok! esqueçam essa ultima parte.
-Ta bom, pequena – Sua tentativa de me deixar nervosa estava dando certo, pode ter certeza – Senta aqui do meu lado e vamos ver as estrelas como faziamos antigamente.
Ele bateu de leve a mão num cantinho ao seu lado. E com uma noite tão lindo pedindo para ser vista e elogiada, não aguentei. Sentei ao seu lado e me apoiando em seu braço, deitei, visualizando o céu com uma perfeição imcomparável, para uma residencia fechada.
-Esta parecido com a noite que te conheci... – Comentei vagamente.
-Sim... Mas hoje esta mais bonito, naquela época, pelo menos, eu não sabia ver a beleza escondida nesses pequeno ou ordinarios locais... ou até pessoas, posso dizer... – Sua voz diminuia gradativamente.
Senti meu coração tropeçar com aquelas palavras.
-Eu quero me desculpar pelas coisas que você viu naquele dia... No dia em que você me entregou a carta – Segurei a respiração com tal recordação – Não, que eu espere que você vá me desculpa, mas quero apenas deixar claro, que eu falei, sim, aquelas coisas. Rasguei sua carta e zombei de seus sentimentos na frente de todos os meus colegas.
“Eu não me insento da culpa, mas tenho que dizer, que naquela época o que me importava era a popularidade, os amigos falsos, uma vidas social cheia e nenhum tipo de envolvimento amoroso, apenas o ficar”
Encarei-o meio surpresa com o rumo que nosso encontro estava tomando. De uma noite normal estava se torndo uma noite de confessar seus erros?!
-Eu me arrependi de ter rasgado, e me senti culpado por diversos meses, mas no fim eu não sabia a razão daquele incomodo em ter destratado tanto os sentimentos de uma menina. Para mim tal atitude era normal, mas pela primeira vez aquilo me pertubou e deixou minha mente confusa – Ele olhou para o chão triste – Não entendendo minha releção ou muito menos sentimentos que eu nutria por você, eu me encondi atrás de uma personalidade de playboy.
“Eu gostei muito desse lado meu, no entanto minha mente continuava transtornada. E como você já deve ter percebi demorou muito, mas muito mesmo, para eu me ligar e ver que eu gostava de você...”
Fiquei calada, ainda tentando absorver tudo que ele dissera. Mas sabendo, que no fim independente do que ele dissesse ou pudesse ter dito, eu já o havia perdoado, há muitos anos atrás, quando sua companhia se tornou algo essêncial para minha felicidade.
Mas nem tudo na vida é doce.
-Eu te perdoo – Sentenciei impassível – Mas tenho que recusar seus sentimentos.
Notas finais
E visitem meu blog.... É sobre animes e mangas
http://ootakusekai.blogspot.com.br/
Bem é só isso! Até o proximo capitulo!
Fale com o autor