Brincadeira De Crianças

11 Jogando a toalha


Notas iniciais
Yooooo minna!
Bem, acho que ninguém esperava que essa fic fosse atualizada. Tenho que admitir que eu nem esperava conseguir continua-la.
Mas bem, aqui está o capítulo! Aviso, que a fic está em sua reta final e espero conclui-la logo *.*
Até logo
Ps: Não aguentei e coloquei um pequeno Pov do Ikuto nesse cap.!

Duas semanas depois....

-Ei, Amu, tudo bem? – Mori perguntava com um olhar cheio de preocupação.

Levei um susto com suas palavras, notando só então, que eu vinha olhando fixamente para um arvore por cerca de cinco minutos. Eu não estava bem.

-É claro que estou bem! – Sorri forçada. Eu não queria de forma alguma estragar aquele encontro, que já era o nosso quarto, portanto eu iria me esforçar.

Ele não parecia convencido com a minha resposta, mas com um suspiro alto deixou o assunto de lado e voltou a segurar minha mão. Um gesto que vinha ocorrendo com tanta frequência que eu nem mais notava.

-Então... – Ele começou com as bochechas meio coradas – Você está gostando?

Sorri com isso. Mori-kun vinha se provando ser um cara gentil, sensível, fofo, prestativo, cuidadoso e tudo mais o que eu poderia desejar. É claro que ele tinha seus defeitos, era certinho demais, super perfeccionista e grudento, mas quem não tem defeitos? Alias uma de suas maiores qualidades era a capacidade de suportar meus defeitos! Eu batia palma para a paciência que ele tinha.

De qualquer forma, as duas ultimas semanas vinham sendo maravilhosas e ao mesmo tempo perturbadoras. Cada vez que eu via aquele por quem certa vez tive fortes sentimentos meu coração apertava e uma vontade imensa de chorar me preenchia. Porém essas sensações incomodas sumiam logo que as mãos calorosas do Mori alcançavam as minhas. Tudo estava confuso demais, meus sentimentos se embaralhavam, minha mente estava lotada de memorias boas e ruins envolvendo ambos os meninos que mexiam comigo.

Eu já havia decido apagar de vez os sentimentos incômodos que eu nutria pelo Ikuto, mesmo quando ele pediu desculpas e se confessou não senti insegurança em minha resposta. A partir do momento em que ele me recusou, eu jurei a mim mesmo que não voltaria atrás. Há quem ache que guardo muita magoa de eventos passados, porém eu acho que felicidade não é algo com que se brinque e como já brinquei muito com o amor, sei que as consequências por se brincar com um sentimento são grandes.

Felizmente, após aquela noite a duas semanas, ele vinha me evitando. Provavelmente incomodado com o fora ou quem sabe, ele já não estava me esquecendo com a ajuda da Hebi. A ultima possibilidade me incomodava, não havia como não admitir, sentimentos antigos são difíceis de serem apagados.

Voltei-me para a realidade:

-Estou adorando tudo – Fui o mais sincera possível – Ficar ao seu lado faz maravilhas com meu humor! E bem... Eu gosto de ficar perto de você.

-Bem... Eu acho que já não é nem novidade – Mori comentou constrangido – Mas qualquer momento que eu passe ao lado da menina que gosto é incomparável.

Naquele instante parecíamos dois bobos apaixonados, corados e sorrindo, sentados num pequeno banco de madeira, no parque principal da cidade, sob uma arvore de cerejeira, de mãos dadas e com os olhos fixos um no outro.

Eu realmente parecia uma idiota apaixonada, e bem, quem poderia discordar disso?

POV Ikuto

Seus olhos por um instante encontraram os meus, mas nada vi além disso.

-Então, amor, vamos fazer o que agora? – Hebi com uma voz animada questionou-me pela quinta vez. Eu apesar de já estar sem paciencia, gostava de sua companhia, elas eram tão iguais....

-Onde você quer ir? – Falei desviando o olhar do casal a nossa frente, percebendo assim o olhar critico da menina ao meu lado.

Nós estávamos em mais um encontro. Dessa vez num parque arborizado da cidade, bem simples e romântico, porém para mim aquele lugar mais parecia um campo de tortura, principalmente ao ter que ver minha Amu-koi ao lado daquele lá. A visão de suas mãos juntas era insuportável.

-Ei, tudo bem? – Hebi questionou, logo olhando para o local que antes eu observava.

Ignorei sua pergunta e a mesma também ficou calada, pensando talvez. Até que de repente, ela me encarou e disse firme:

-Não faça isso.

Estranhei.

-Isso o que...?

Sem hesitar ela segurou minha mão, olhando-me com aquele olhar já conhecido, e sorrindo meio triste falou:

-Não desista, se há algo que você quer muito vá lá e pegue, apenas isso, pois na vida aqueles que temem nunca conseguirão nada – Sua voz soava firme, porém suas mãos tremiam e de relance vi uma unica lagrima rolar seus olhos – Sabe Ikuto-kun, de inicio eu planejava brincar, mas a coisa mudou completamente de figura. Não posso machucar novamente pessoas que eu amo.

Seu olhar vagou para a menina de cabelos rosados a nossa frente.

-Não uma pessoa que já esta tão quebrada e ferida por dentro. Não! – Um suspiro cansado saiu de seus lábios – De inicio eu sempre disse que seria aquela que colaria cada pedaço caido ao chão... Mas como posso fazer isso se a culpada por essa dor sou eu?

Observei sua tristeza confuso. Sobre quem ela estava falando? A Amu? Mas elas não se conheciam e muito menos conversam....

-Você esta falando de quem?

-Da minha irmã...

-Quem? – Perguntei sem entender ainda.

-Um dia você ira conhecer-la, tenho certeza... No dia em que ela tirar essa armadura você verá seu verdadeiro eu... – Hebi sussurou falando para si mesma. Ignorei suas ultimas palavras, e pegando sua mão a levei a uma pequena ponte no centro do parque, querendo com isso me afastar daquele casal.

Sob um pequeno lago cheio de peixes e com uma coloração cristalina, a ponte de madeira antiga era o lugar mais bonito e também o mais romantico do lugar. No instante que nos aproximamos dela, senti certa tristeza. Um tempo atrás eu imaginei Amu vindo aqui comigo, provavelmente quando passassemos por essa ponte ela estaria corada por algo que falei ou até estaria tentando me bater. Não importa como, seria memorável...

-Desculpa...

Acordei meio confuso de meus pensamentos onde uma Amu nervosa me xingava com nomes nada bonitos e eu ria com gosto.

-O que?!

-Eu desisto! – Tais palavras sairam frias e um pouco agudas, deixando-me impressionado. Nessas duas semanas e poucos dias eu nunca vira Hebi falar assim, senti um forte sentimento de familiaridade.

-Do que exatamente? – Apesar de saber sobre o que ela dizia tive que fazer-la repetir.

- ... EU ESTOU JOGANDO A TOALHA! – Ela gritou – Entendeu?

-Ah... Para falar a verdade, não.

-É o seguinte eu não sou mais sua namorada muito menos estou participando desse seu desafio, Sacou? – Quase ri com a raiva clara em seu rosto. Elas eram definitivamente parecidas.

-Sim, senhora!

-Então agora faça-me o favor de ir até lá – Ela apontou para um banquinho um pouco afastado de nós onde Amu e Mori não-sei-das-quantas conversavam – E pegue a garota que você ama, senão eu juro que te arrebendo!

-... Hai — Definitivamente elas erão iguais!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.