Breathe
7 Chapter six
Notas iniciais
Mason
-Onde está me levando? — Perguntei, pela sexta vez, curioso.
-Você é muito apressado sabia mocinho?! — Respondeu Kat, com as mãos ainda cobrindo meu olhos.
-É, sei disso. Agora me diga.
-Dizer o quê? — Me provocou.
-Onde está me levando? — Agora pela sétima.
-Calma, logo vai ver com seus próprios olhos.
-Me conta! — Fiz manha.
-Deixa de ser chato! — Andamos mais algum tempo. — Pronto, chegamos! — Ela disse, descobrindo meus olhos. Pisquei repetidamente, por conta da claridade.
-Que lugar é esse? — Indaguei.
-Leia a placa. — ''Instituto infantil para crianças com câncer'' (N/a: invetei esse nome ok?). Franzi o cenho. — Sou voluntária aqui.
-Wow! Eu não sabia disso. — Realmente não sabia.
-É por isso que te trouxe aqui. Hoje você vai ser meu ''assistente''. — Ela disse, fazendo aspas no ar.
-Oh.
-Não faça essa cara! É melhor do que parece. Agora vamos.
Depois de preenchermos alguns papéis e nos esterilizarmos, andamos por porções de corredores repletos de crianças de todas as idades. Algumas em cadeiras de rodas (Quimioterapia) , outras brincando normalmente. Até que entramos em uma sala com várias crianças que usavam máscaras. Ao verem Kat ficaram eufóricos.
-Oi gente! — Disse ela em um tom meigo. — Esse é meu amigo, Mason, ele vai me ajudar a contar a história de hoje para vocês. Combinado?
-Sim! — Responderam em um coro prolongado.
-Por que eles usam máscaras?- Perguntei assim que todos se disperçaram.
-Por causa da quimioterapia eles perdem a maioria das células defensoras, por isso podemos transmitir doenças para eles fácilmente. (N/a: Desculpa se a informação estiver errada, foi isso que ouvi). — Levantei as sobrancelhas. Não fazia idéia de que esse era o motivo. Na verdade sempre pensei que fosse o contrário.
-Oh. — Me limitei a falar.
-É. Agora vamos lá, pegue uma cadeira para você. — Falou apontando para uma cadeira do outro lado da sala. Concordei com a cabeça. Depois de ajeitarmos o espaço para as crianças nos sentamos, e Kat anunciou o título da história:
-Hoje nós vamos ler a bela e a fera*. — E assim começou a er o livro:
O conto "A Bela e a Fera" relata a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três filhas, porém, enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.
Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.
Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.
Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o que precisava lhe era servido como por encanto.
Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.
Ao chegar em casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer para a Fera, imaginando que ela a devoraria. Ao invés de a devorar, a Fera foi se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa. Apesar de achá-lo feio e pouco inteligente, Bela se apegou ao monstro que, sensibilizado a pedia constantemente em casamento, pedido que Bela gentilmente recusava.
Um dia, Bela pediu que Fera a deixasse visitar sua família, pedido que a Fera, muito a contragosto, concedeu, com a promessa de ela retornar em uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu anel sobre a mesa, e magicamente retornaria.
Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo. Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou Fera morrendo no jardim, pois ela não se alimentara mais, temendo que Bela não retornasse.
Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento. Mal pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e foram felizes para sempre.
Ela entonava a voz de acordo com as partes da história, nas tensas uma sombria, nas felizes uma aguda, e nas tristes uma melancólica. Enquanto lia a encarei. Ás vezes me flagrava pensando no quanto era linda. Em como seus olhos azuis ficavam profundos como um oceano quando estava sob a luz do sol, como colocava a mexa que insistia em cair em seus olhos atrás da orelha, como franzia levemente a testa quando estava concentrada em algo, coisas como essa. Que me faziam me apaixonar cada dia mais por ela.
-Mason! — Ouvi sua voz me chamar suavemente.
-Oi. — Chacoalhei a cabeça.
-Está na hora de dizer tchau. — Sussurou em meu ouvido, de maneira discreta, o que me causou um arrepio.
-Ãh... Tchau crianças, foi ótimo conhecer vocês! — Falei, na hora em que uma garotinha (com uma peruca) veio em minha direção abrindo os braços para um abraço. Isso, de uma maneira diferente, me comoveu. Tentei esconder isso, mas quando ela enterrou sua pequena cabeça em meu pescoço, fazendo a peruca cair no chão, senti meus olhos marejarem. Isso surpreendeu até mesmo á mim, nunca fui dessas pessoas que se comove com qualquer coisa e sonha com a paz mundial. Piquei repetidamente, me contendo.
-Qual é o seu nome? — Perguntei, mantendo a calma.
-Amber. — Respondeu a garota tímidamente.
-Oi, Amber. Meu nome é Mason.
-Você quer ser meu amigo? — Me surpreendi.
-Claro! Vamos ser amigos. — Falei, o que a fez abrir um largo sorriso, que logo tratei de retribuir.
-Amb já está na hora de ir lanchar. — Ouvi uma das funcionárias dizer.
-Mas e quero ficar com o meu amigo Mason! — Fez pirraça, que foi reprimida com um olhar severo.
-Hey, vai lá. Se você for, prometo que eu volto. — Encorajei.
-Jura, juradinho?
-Juro, juradinho!
Ela deu um sorriso, me abraçou e foi em direção á sua ''monitora''. Vi pelo canto do olho que Kat estava sorrindo.
-São lindos, não são? — Perguntou apoiando o queixo em meu ombro.
-São. — Disse dando um sorriso sincero e a puxando em minha direção, a fazendo ficar de frente para mim.
-Por que me trouxe aqui? — Perguntei.
-Não sei. Gosto de vir aqui. Me faz perceber o quão boa é minha vida, e repensar o por quê reclamo dela, sendo que há muitas pessoas com muito mais dificuldades do que eu e ainda sim conseguem ser felizes. Queria dividir isso com você. — Falou olhando fundo em meus olhos.
-Obrigado. — Foi a única coisa que cosnegui dizer, diante de suas palavras. Ela respondeu com um sorriso e encostou sua testa na minha. Por um momento ficamos encarando um ao outro, até que Kat enterrou sua cabeça em meu pescoço. Me abraçando forte.
-Me promete uma coisa? — Perguntou com a voz abafada por conta de ainda estar com o rosto em meu pescoço.
-Qualquer coisa. — Falei mechendo em seu cabelo.
-Me promete que nunca vai deixar de tentar ser feliz. Mesmo que não seja comigo. — Puxei sua cabeça delicadamente, para lhe fazer olhar em meus olhos.
-A única pessoa com que sempre vou me sentir feliz é você. — Ela sorriu, mas não um sorriso de alegria, não consegui identificar o sentimento, pois ele logo se foi dando lugar a uma expressão séria.
-Prometa.
-Ok. Eu prometo. — Me rendi. Kat olhou fundo em meus olhos antes de mergulharmos em um beijo profundo.
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*Gente, aqui está o link de onde eu peguei a história : http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Bela_e_a_Fera
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