Breathe
8 Chapter seven
Notas iniciais
Espero que gostem, e desculpa de novo.
Kathryn
Estávamos na varanda da sorveteria, pois era provavelmente o dia mais quente que eu já enfrentei em toda a minha vida.
–Me dá um pouco do seu? — Perguntou Mason, se referindo ao meu sorvete. Estendi a casquinha em sua direção, e na hora em que ele ia lambê-la esfreguei o sorvete no seu rosto todo.
–Já disse o quanto eu te amo? — Respondeu enquanto eu gargalhava.
–Acho que sim. — Falei tentando recuperar o fôlego.
–Você é muito idiota sabia? — Ele disse se levantando da cadeira.
–Aonde você está indo? — Resondi com outra pergunta.
–Venha. — Disse estendendo a mão. — E a pergunta correta é aonde nós estamos indo.
–Aonde nós estamos indo? — Perguntei impaciente. Estávamos andando pelo parque na rua da sorveteria.
–Não sei. Só queria passear com você. — Respondeu entrelaçando nossas mãos. Own. Notei um sorriso bobo brotar em meus lábios. Andamos em silêncio em algum tempo até que Mason me surpreende com uma pergunta quando um casal passa com um carrinho com um bebê dentro:
–Qual será o nome de nossos filho? — Ele perguntou como se estivesse perguntando que dia da semana era aquele. Arregalei os olhos.
–Filhos? — Engasguei.
–É. Quero ter nove. — Mason disse em um tom brincalhão, o que me fez rir junto.
–Só nove? Vamos ter logo onze para formar um time de futebol. Vão jogar na copa mundial e tudo.
–Com direito a autógrafos e tudo! — Gargalhei tentando imaginar como seriam onze crianças correndo pela casa feito loucas. — Mas você não me respondeu. Qual vai ser o nome? — Ele perguntou, e parecia realmente interessado.
–Bom... Acho que Samantha. Por causa da minha avó.
–O que tem ela? — Mason perguntou olhando em meus olhos.
–Ela era minha avó preferida até que meu avô morreu, e dois meses depois ela morreu de depressão. Sentia que ela era a única pessoa no mundo que me entendia. Tirando que Sam é um apelido legal. — Falei para tentar descontrair o clima. Andamos em silêncio por mais um tempo até que Mason parou aburptamente e começou a me encarar.
–O que foi? — Perguntei.
–Nada. Só estava vendo o quão você é linda. — Me senti corar até a raiz dos cabelos.
–Ãh... — Por mais que estivéssemos namorando nunca ninguém além de minha família me dizia que sou linda. Abaixei a cabeça, esperando que não visse o quanto estava vermelha — Obrigada.
–Kat?
–Sim.
–Olhe para mim. — Ele disse, puxando meu rosto em direção ao seu, me fazendo olhar em seus olhos. Senti-o tirar uma mecha que havia caído em meus olhos. Acho que inicialmente ele tinha a intenção de me dizer algo, mas como sempre nos perdemos nos olhos um do outro. Senti ele se aproximar lentamente, sem desgrudar seus olhos do meu. Me sentia hipnotizada e quando percebi seus lábios estavam nos meus, me causando um arrepio. Senti suas mãos apertarem minha cintura e passei as mãos em volta de seu pescoço, nossas línguas travavam uma batalha por espaço. Foi um beijo terno, como se representasse tudo o que não tínhamos dito. Nos separamos e Mason encostou sua testa na minha.
–Então, aonde vamos agora? — perguntei com as testas ainda grudadas.
–Não sei. Onde você quer ir? — Ele respondeu.
–Não faço a mínima idéia. — Sorri. Vasculhei minha cabeça á procura de um lugar e me lembrei de um lugar que ia sempre que queria ficar sozinha. — Já sei! — Disse pegando sua mão e o puxando pelo caminho. Rezei para lembrar o caminho certo, caso contrário ficaríamos perdidos. Entramos em um bosque dentro do próprio parque e andamos um pela ''floresta'' até avistar uma pequena nascente. Daquelas em que a água ainda é límpida e é possível beber sem se preucupar com a poluição ou algo do tipo. A água caminhava sinuosa pela pequena trilha em direção á — provavelmente — um rio maior ou o oceano.
–Wow! — Falou Mason, soltando um assovio baixinho. Dei um sorriso, satisfeita.
–É um dos meus lugares preferidos. — Falei com o sorriso ainda estampado no rosto.
–Como descobriu esse lugar? — Ele perguntou ainda deslumbrado. Fechei a cara. Lembrava de como descobri esse lugar. Foi um dos dias mais traumatizantes da minha vida, e em meio ao inferno que a minha vida começou a ser tornar, aquele lugar era o céu. Como se fosse um pequeno pedaço do paraíso que me trazia calma e paz.
–Isso não vem ao caso, vem? — Falei dando alguns passos, com o intuito de me afastar. Sentia o olhar de Mason queimando em minhas costas. Tirei meus tênis e coloquei os pés na água cristalina, notei que Mason se sentou ao meu lado no mais completo silêncio e permanecemos assim por algum tempo.
–É lindo. — Ele falou apontando para o sol, que já estava se pondo.
–É, sim. — Falei, me deitando em seu peito. Assim que fiz isso, Mason começou a mexer em meu cabelo.
–Sabe, — Ele disse se uma maneira calma — acho que deveríamos ir para casa. Daqui á pouco vai começar a escurecer.
–Só mais um pouquinho. — Resmunguei, já de olhos fechados.
–Acho melhor não, Kat.
–Tá! — Quando tornei a abrir os olhos notei que Mason estava certo, o sol já tinha sumido e nuvens pesadas se formavam no céu. Nos levantamos e saímos de lá o mais rápido possível, mas não foi o suficiente, pois quando estávamos no meio do caminho para minha casa uma chuva torrencial começou a cair.
–Merda! — Dissemos em um uníssono.
–Corrida até minha casa? — O desafiei.
–O perdedor paga um milk-shake. — Mason apostou.
–Fechado. — Disse. — Um... dois... — Antes de completar a contagem saí correndo pela rua, contando com uma vantagem bem grande, pois Mason demorou uns cinco segundos para se recuperar do choque.
–Hey, não valeu, você roubou! — Ele gritou, logo atrás de mim.
–Não posso roubar se não há regras! — Gritei mais alto que a chuva caindo ao redor.
–Ai! — Ouvi depois de alguns segundos de corrida. Olhei para trás e vi um Mason caido com as mão sobre o tornozelo.
–O que ouve? — Perguntei me aproximado. Provavelmente tinha escorregado no chão molhado.
–Acho que vou querer um de morango. — Ele falou me puxando para o chão ao mesmo tempo que se levantava e saia correndo á minha frente. Fiquei atordoada demais para me levantar durante cinco segundos até que me recompuz e recomecei a correr.
–Você roubou! — Gritei indignada.
–Não posso roubar se não há regras! — Gritou Mason, repetindo minhas palavras.Forcei um sorriso irônico. Como o esperado ele chegou antes de mim o que provocou uma carranca.
–É, acho que vai ser o de morango mesmo. — Zombou Mason, gargalhando.
–Eu deixei você vencer! — Falei cruzando os braços. A chuva ainda estava caindo e estava ficando frio.
–É claro que deixou. — Ele disse em um tom irônico.
–Deixei, sim! — Falei dando um tapa em seu braço, mas antes que pudesse puxá-lo de volta Mason o agarrou e me segurou de frente para ele. Seus olhos tão hipnóticos quando um daqueles cordões que os mágicos usam.
–Sei. — A essa altura já não tinha mais noção do mundo á nossa volta, só dos pingos frios da chuva sobre minha pele fervente, por conta da situação. E pela segunda vez naquele dia um beijo profundo e cheio de significados aconteceu.
–Ainda me deve um mil-shake. — Ele disse deipois de quebrarmos o beijo.
–Vou pensar no seu caso. — Respondi e recebi como resposta um sorriso encantador.
–Até amanhã. — Ele disse beijando a ponta de meu nariz. O obsevei ir embora enquanto a chuva lavava seu rosto. Não pude evitar um sorriso. Aquele era o garoto por quem me apaixonei. Aquele era meu garoto.
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