Breaking the Rules
7 Um Novo Plano
Um novo plano.

Gajeel
O lado de fora estava uma loucura. Viaturas, ambulâncias e bombeiros, cercavam o lugar do acidente. Vi minha capitã instruindo os oficiais ali presente, enquanto alguns tentavam conter a curiosa multidão que fazia de tudo para se aproximar.
— Eai, o que tem pra mim? – disse assim que me aproximei de Sarah.
— Gajeel! Ond... Porque está com uma toalha na cabeça?
— “Ah... Droga...” — É que...
— Quer saber, não me interessa! Cadê Levy?
— Dentro de casa.
— Eu vou ir vê-la! Desde que cheguei não consegui sair daqui!
Antes que eu pudesse dizer algo, ela disparou em direção a casa.
— Cuida das coisas aqui! – ela gritou enquanto me dava às costas.
— Okay... – olhei em volta para ver por onde eu poderia começar. Até que avistei uma cabeleira loira conhecida.
Hora de implicar.
— Hey Bunny Girl! – disse me aproximando.
— Ninguém merece... – ela falou enquanto se virava e me encarava com uma cara de tédio. — O que faz aqui encosto?
— O mesmo que você, Bunny Girl.
— Já disse para não me chamar assim droga! Porque está com uma toalha na cabeça?
— O que uma toalha costuma fazer?
— Secar.
— E se ela está na minha cabeça, então...
— Ela está secando os poucos de neurônios que você não tem! Acertei?
— Passou longe. – decidi tirar a toalha antes que mais alguém perguntasse.
— Onde está a Chefa?
— Com a pirralha.
— Quem?!
— A filha dela.
— E porque a chama de pirralha?
— Força do hábito...
— Que?
— “Ah, esqueci que ela não sabe do meu atual trabalho... Assim como também não sei do dela. Saco.”— Esquece. O que você descobriu ai? – disse enquanto puxava umas folhas que estavam em sua mão.
— O básico. Apenas o nome, histórico, e essas coisas. Nada concreto ainda.
Observei a papelada à procura de algo interessante.
— O cara se chamava Zancrow. – disse a loira enquanto eu continuava a analisar as folhas — Já foi preso por porte e trafico de drogas. Fugiu de duas clinicas de reabilitação. E estava em condicional. Era um viciado. Morreu nesse acidente.
— E o outro cara?
— Quem?
— Tinha outro cara! – falei enquanto ia em direção ao o que sobrou do carro. E Lucy me seguia. – Alguém dirigia enquanto o loiro estava para fora atirando.
— Como você sabe disso?!
— Desculpe, mas vocês não podem passar aqui! – disse um dos policiais que cercavam o carro
Eu teria o pego pela camisa e perguntado quem me impediria de passar. Mas Lucy foi mais rápida.
— Tudo bem, nos deixe passar. – disse enquanto mostrava o distintivo.
Continuamos o nosso caminho. O carro não estava em boas condições.
— Gajeel, lhe fiz uma pergunta! Como sabia que havia mais alguém? – Lucy me parou segurando em meu ombro e me virando em sua direção. Respirei fundo antes de lhe dar uma resposta.
— Porque fui eu quem causou o acidente. – ela me olhava perplexa, mas depois ligou os pontos.
— Foi você quem ligou para a Capitã?
— Sim. É por isso que tenho a certeza de que havia outra pessoa. Me ajuda a procurar alguma pista. – fomos em direção ao carro amassado a procura de algo que a perícia deixou passar.
— Você não viu quem era?!
— Não prestei atenção.
— Idiota.
— Não começa, Bunny Girl!
Levy
Depois que Gajeel saiu, fiquei sentada embasbacada no sofá. O desgraçado bateu na minha bunda! Na. Minha. Bunda! E aquilo doeu! Doeu muito!
— Levy! – estava tão distraída que nem escutei a porta se abrir e minha mãe passando feito um furacão.
— Mamã... – ela me impediu de continuar a falar com o seu super abraço apertado.
— Levy! Você está bem filha?!
— Sim, eu...
— Alguém te machucou?! O que aconteceu?!
— Eu não...
— Tem certeza que você está bem?!
— Sim! Mamãe eu...
— Sabe quem fez isso?!
— SARAH! – gritei, fazendo-a finalmente me largar do abraço. Como essa mulher fala. — Mãe se acalme! Eu estou bem!
— O que... O que aconteceu? – ela disse mais calma.
— Eu estava voltando para casa quando um carro começou a me persegui. Pelo horário eu sabia que o Gajeel ainda não havia chego, então dei várias voltas no quarteirão. Depois de um tempo resolvi voltar pro caminho de casa e por sorte ele já estava aqui. Gajeel me salvou mamãe. Eu estou bem.
— Que bom querida! – ela me deu um beijo na testa e voltou a me abraçar. Pelo menos agora eu respirava.
— Gajeel levou um tiro, por sorte foi de raspão, então eu cuidei do ferimento. Assim como eu fazia com o papai.
— Fez um ótimo trabalho, amor!
— Obrigada...
Ficamos um tempo assim, até que ela se afastou fazendo um pequeno carinho em minha cabeça.
— Sabe que eu não vou poder ficar, e terei que levar o Gajeel junto. Eu liguei para o pai da Kana, você ficara com eles até eu voltar. Então faça uma mochila simples que ele já deve está chegando.
— Tudo bem.
Fui para o meu quarto para fazer minha pequena mala. Um pijama, escova de dente, meu uniforme e o material do colégio era o suficiente. Amanhã seria sexta feira ainda. Fazia cerca de um mês que Gajeel cuidava de mim, e apesar das implicâncias, eu estava agradecida por tê-lo por perto.
Resolvi tomar um banho, estava precisando urgentemente de um! Após todo o meu processo de higiene e beleza pessoal – o que não demorou muito – coloquei uma roupa qualquer e fiz alguns curativos nos meus arranhões, não era nada sério.
Ainda estava de tarde, então peguei minha mochila e me dirigi à sala. Essa já estava vazia. Pensei em ficar esperando minha mãe voltar, ou sair para o lado de fora. E como um boa menina comportada que sou, eu sai.
Avistei minha mãe um pouco a frente e logo após vi o Tio Gildarts chegando.
— Olá Sarah.
— Gildarts! Quanto tempo!
— Realmente, nem parece que nossas filhas são amigas...
— Tiozão! – falei e me joguei em cima dele dando um grande abraço.
— Olá pequena. Você está bem? – ele perguntou assim que me soltou.
— Estou sim. Onde está a Kana?
— Pedi para que fosse buscar a Juvia. Iremos fazer a noite das garotas. E do pai.
— Hahaha Você é demais Tiozão!
As ambulâncias já haviam ido embora, e algumas viaturas também. O clima estava agradável, até que...
— Sarah! – gritou Gajeel se aproximando exasperado em nossa direção. — Veja isso! – ele disse enquanto entregava uma placa de metal na mão da minha mãe.
— O que ouve Gajeel?! O que é isso?
Mamãe observou confusa a placa, até que vi seus olhos arregalarem.
— É a placa do carro! É a merda da placa daquele maldito carro! – berrou Gajeel. Sua voz estava rouca e exaltada.
Como uma boa menina curiosa, estiquei o pescoço para ver também. Era uma placa de carro aparentemente comum. Apenas a escrita era um pouco diferente, talvez seja personalizada. Quem colocaria a placa do carro de “00-00H” ? Eu ignoraria esse detalhe, caso não tenha percebido que aqueles números havia um significado a mais. Um significado que Mamãe e Gajeel entendiam.
— Eu não acredito... Não... – minha mãe continuava olhando incrédula para a placa
Eu teria perguntado qual era o problema, mas novamente fomos interrompidos. Desta vez por uma policial loira que eu tinha a ligeira impressão de conhecê-la...
— Capitã! – ela disse quase sem fôlego. Veio correndo até aqui. — Acabo de receber uma chamada. Houve uma fuga na cadeia Norte.
— Não... – mamãe começou a olhar incrédula da placa para a policial. Como se tivesse ligado algum fato.
— Sarah... – disse Gildarts de uma forma calma, com as mãos nos ombros dela, despertando-a daquele transe.
— Gildarts tire a Levy daqui! Lucy mande viaturas para o local da fuga!
— Já fiz isso Capitã. – disse a policial loira.
— Ótimo, então vamos para lá imediatamente! Gajeel... – ela parou assim que notou Gajeel a seguindo. – Você fica. Escolte Levy e Gildarts...
— Não! – ele berrou se aproximando, ficando cara a cara com a minha mãe. — Eu vou com você! – ele disse firme e decidido.
— Você fica. – respondeu mamãe sustentando o olhar de Gajeel.
Acho que essa não era a resposta que ele queria ouvir. Seu cenho franziu mais do que o normal, e seus dentes rangeram. Suas mãos se fecharam em punhos, tão apertados que dava para ver suas veias saltarem.
Gildarts percebeu, assim como eu, a raiva que Gajeel segurava e ia se aproximar para impedi-lo de seja lá o que Gajeel pretendia fazer, mas segurei seu braço antes.
Aquela discussão estava interessante demais para ser interrompida.
— Me deixe ir! – Gajeel gritou quase estourando meus tímpanos. Mas isso não pareceu alterar a postura da minha mãe. Ele fechou os olhos e respirou fundo antes de continuar. — Sarah eu preciso ir! Por favor!
— Não Gajeel. – mamãe disse com uma voz tão calma que nem sequer parecia uma discussão. Ela colocou uma das mãos em seu ombro antes de continuar. — Faça o que eu estou mandando e escolte Levy. Depois eu irei lhe contatar e prometo lhe dizer tudo o que descobrir.
— Mas...
— Confie em mim Gajeel. – ele fechou os olhos e respirou profundamente. Esticou a palma da mão em direção a minha mãe, onde ela lhe entregou um molho de chave.
Eu e Gajeel fomos para o carro de minha mãe seguindo o Tiozão que estava em seu carro mais a frente. Não falamos mais nada no caminho.
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— Levy! – disseram Juvia e Kana ao mesmo tempo assim que adentrei a porta.
— Olá meninas! – disse abraçando-as.
— Gajeel o que faz aqui? – falou Juvia com um pequeno sorriso assim que nos afastamos do abraço.
O outro apenas soltou um resmungo e virou a cara.
— Ele está de mal humor, não liguem pra ele. – eu disse.
— Meu pai não me explicou muito. O que aconteceu com você?! – perguntou Kana.
— Conte-nos tudo! – disse Juvia enquanto nos empurrava em direção a sala.
Eu ia começar a falar, mas fui interrompida pelo Tiozão. As pessoas estão com mania de não me deixar falar hoje.
— Meninas porque vocês não vão para o quarto enquanto faço alguma coisa para comerem?
— Boa idéia pai! Vamos! – Kana saiu nos puxando escada acima para o seu quarto.
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— Então o Gajeel salvou sua vida! – disse Juvia com olhinhos brilhantes assim que terminei de contar a historia.
— E bateu na sua bunda... – falou Kana.
— Isso é fofo! Ele foi um herói te salvando daquele jeito! – disse Juvia.
— Pare de fantasiar Juvia! Esse é o trabalho dele.
— Não Levy, o trabalho dele é impedir que você fuja! – falou Kana
— E impedir que eu morra faz parte também!
— Certo, mas bater no seu bumbum não.
— Quer parar de me fazer lembrar disso Kana?!
— Um tanto curiosa essa atitude dele...
— Não começa Juvia!
— Certo que a Levy tem um bumbum grande e redondinho. Deve ser bem macio também!
— Kana!
Socorro! Meu rosto provavelmente estava um pimentão! E elas não calavam a boca! Poderia pedir amigas piores? Por que eu fui falar disso pra elas...
— Mas ele dar um tapa e ainda dizer que terá um castigo... – começou Juvia — Parece um tanto quanto...
— Suspeito... – Kana terminou sua frase.
As duas se encararam e após sorrisos maliciosos e sobrancelhas levantadas, elas soltaram um comprido e sonoro “hm”. Houve três batidas na porta, e logo após Gildarts apareceu com uma bandeja em mãos.
Estou salva!
— Trouxe nachos! – ele sorriu mostrando aquela comida apetitosa.
— Tiozão você é o melhor! – disse Juvia se levantando e pegando a bandeja.
— Eu sei que sou! A propósito, Levy poderia levar um pouco para o jovem lá fora?
— Gajeel?
— Ele mesmo.
— "Tinha que ser..."
— Estava de cabeça quente e resolveu ficar do lado de fora, de vigia. Por favor, vá chamá-lo e diga que pode ficar aqui dentro se quiser.
— Por que eu tenho que ir? – disse me levantando e cruzando os braços. Lembrei-me da conversa que acabara de ter e meu rosto provavelmente voltou a coloração avermelhada. Sempre sobra pra mim!
— Por que você é amiga dele! – disse Juvia.
— Desde quando?
— Eu até iria, mas não o conheço e quando pedi para que ficasse ele simplesmente ignorou. – disse Gildarts — Já está anoitecendo e está ficando frio lá fora.
— Se ele não quer ficar então para que insistir?
— Levy... – falou Kana se levantando. – Minha doce e pequenina Levy... – disse enquanto dava voltas em mim. – Todos nos sabemos que você quer ir lá fora, então pare de enrolar e anda logo! – ela disse me empurrando para fora do quarto.
Eu não tinha escolha mesmo. E já que todos insistiam, que mal faria ir falar com ele...
Gajeel
Frustração. Essa palavra me resume neste exato momento.
Eu estava irritado, com raiva e inevitavelmente frustrado! Eu queria ter ido investigar tudo daquele acidente. Depois de ver a placa daquele carro, não tinha duvidas. Só uma pessoa usava aquele codinome. Tinha quase a certeza de quem era o responsável pela perseguição da Levy... E o pior de tudo é que eu sabia o porquê. Sarah sabia o porquê. E eu sabia o porquê dela não ter deixado eu ir... Sou irritado com facilidade, provavelmente faria alguma idiotice. Não que eu fosse assumir isso para alguém um dia.
De qualquer forma, eu estava irritado! Aquele... Maldito...!
— Nachos?
Quase saquei minha arma ao escutar a voz fina e a pequena mãozinha batendo na janela. Abaixei o vidro e ela praticamente enfiou a tigela na minha frente.
— Volta pra dentro da casa pirralha. – eu disse empurrando a tigela pra fora e voltando a fechar o vidro.
— Você é muito chato! – ela disse virando as costas para mim. Achei que fosse ir embora, mas ela apenas deu a volta no carro entrando pelo lado do acompanhante.
— Tsk! Lá se vai meu sossego... Será que por um momento você poderia me deixar em paz?! – disse da forma mais gentil que consegui, e mesmo assim fui rude.
— Não. – disse ela colocando a tigela no banco de trás. — Eu não sei qual o seu problema, mas...
— Isso mesmo, você não sabe! Então cai fora. – disse abrindo a porta do acompanhante. — Escuta pirralha, estou com uma tremenda dor de cabeça. E não estou a fim de descontar em você, então seja uma boa garotinha e me deixe em paz.
— Não. – ela disse batendo novamente a porta do carro.
— Eu disse para... – antes que eu pudesse terminar a frase, ela puxou meu cabelo me obrigando a deitar a cabeça em seu colo.
Com quem essa pirralha pensa que está lidando?!
— Só fique quieto. – ela disse de uma forma calma e serena, começando então a fazer cafuné em minha cabeça. — Eu não sei qual é o seu problema, e nem quero saber por que provavelmente não é da minha conta. Mas isso não significa que eu não posso ajudar.
— E o que você pensa que está fazendo?
— Bem, eu fazia isso quando papai chegava em casa com dor de cabeça. Ele dizia que resolvia.
— Que seja...
Eu não desistiria tão facilmente, mas estava cansado. Cansado do dia de hoje. Eu havia atirado em um carro, e isso causou um acidente, que matou um cara. Certo que foi para salvar a pirralha, mas isso não diminui minha culpa. Provavelmente não seria acusado ou preso, mas não sou o tipo de policial que prefere matar um bandido. Prende-lo e torturá-lo é bem mais divertido.
Então, por eu estar cansado, com dor de cabeça e estressado, deixei que a pirralha continuasse seja lá o que ela estava fazendo. Suas pequeninas mãos se perdiam em meu cabelo, mas mesmo assim eu conseguia senti-las. Seu colo era quente e ela exalava um cheiro que me lembrava baunilha e morango. Eu gosto de ambos os três. Da baunilha, do morango e do cheiro dela.
— Sabe Gajeel... Eu não lhe disse isso antes mas... Obrigada. Não sei o que teria sido de mim sem você...
Ela sabe ser legal quando quer....
— E eu não sei o que seria de mim se você morresse....
— Minha mãe te mataria.
— Com toda a certeza!
Rimos. Eu levei um tapa – não sei porque — saímos do carro e voltamos para dentro da casa do tal Gildarts, conhecido também como Tiozão, pelo sexo feminino adolescente. Por algum motivo, quando entramos, a azulada de peitões que sempre é simpática, e a morena – esqueci o nome dessas gurias – elas nos encararam com sorrisos nada discretos e pronunciaram em uníssono um sonoro e prolongado “hm”. Não entendi, mas isso fez a minha pirralha ficar vermelha. Então levei em consideração que elas conversaram algo constrangedor enquanto estavam no quarto, e — por algum motivo do qual eu desconheço — eu estava envolvido nisso.
Estranho...
~Horas depois – Delegacia~
— Cheguei – disse enquanto adentrava a sala onde mais duas pessoas se encontravam, nem fiz questão de bater na porta antes.
— Sua educação me comove... – disse a loira sentada em uma das cadeiras, com as pernas cruzadas e um ar de superior.
— O que ela faz aqui?!
— Ela ira investigar esse caso conosco. – disse Sarah, que até então permanecia em silencio. Suas mãos cruzadas em frente a boca e os cotovelos apoiados na mesa de madeira maciça.
— E o que ela tem haver com isso?
— Tudo. Agora se sente e cala a boca. Sem discussão vocês dois!
A contragosto me sentei. Iríamos tratar de um assunto sério agora.
— Sei que separei vocês dois para que pudessem interagir melhor, pelo menos foi isso que eu disse. – começou Sarah. Ela tinha um sorriso irônico no rosto — Na verdade estava cansada das discussões dos dois. Sério, ninguém merece aquilo! Não se ofendam.
— Não ofendeu. – dissemos eu e Lucy ao mesmo tempo, enquanto revirávamos os olhos.
— Ótimo! Voltando ao assunto Gajeel, já contei tudo para a Lucy. Inevitavelmente ela acabou se envolvendo nesse assunto. O trabalho ao qual eu havia solicitado a ela era investigar um suposto trafico de drogas, e descobrimos que o trafico de armas estava envolvido junto. E adivinha qual marca havia nas armas que apreendemos?
— Não me faça dizer.
— Você estava certo Gajeel, havia outro cara. – disse Lucy me entregando uma pasta. – Descobri quem dirigia o carro.
— Seu nome é Lawyer Racer. – falou Sarah.
Observei a imagem um pouco distorcida do tal Racer. Tentando reconhecer algum traço.
— Seu nome não me é estranho, mas não consigo identificar o rosto.
— Assim como todos os capangas mais próximos daquele cara, Racer não tem passagem na policia. – começou Sarah — Hoteye também não tinha até duas semanas atrás, quando o prendemos em flagrante. E agora adicionamos mais uma coisa nova na sua ficha.
— Não conseguimos capturá-lo. A fuga dele foi feita com sucesso. – disse Lucy.
— Então foi ele quem fugiu...
— Quem mais seria? Você entendeu qual foi o plano deles, certo Gajeel? – falou Sarah
— Tenho uma idéia.
— Pegamos um deles... – começou Lucy
— Então tentaram pegar um dos nossos. – terminei sua frase.
— O que mais me assusta é que eles não tentaram pegar um dos meus policias, eles atacaram minha filha! – disse Sarah batendo fortemente na mesa.
— Foi tudo uma distração. – comecei minha linha de raciocino. Já havia criado uma teoria para tudo o que havia acontecido. — Eles sabiam que eu estaria lá, e que se alguma coisa acontecesse com a Pirralha, você sairia do seu posto imediatamente. Sem você por perto, e distraída, eles conseguiriam uma fuga.
— Primeiramente, não chame minha filha de pirralha, Pirralho! Segundo, sua teoria pode esta correta até certo ponto. Ninguém sabia onde você estava trabalhando Gajeel, não teriam como eles saberem que você estaria por perto.
— Mas sabiam onde você morava!
— Não. Eles sabiam onde Levy estudava. Iriam sequestra-la. Eu ficaria tão desnorteada, que talvez uma fuga não fizesse parte dos planos, mas sim...
— Uma troca. – completou Lucy — A vida da querida filha, pela liberdade do capanga.
— Exatamente.
— Droga! – exclamei me levantando e dando voltas na sala — Agora eles sabem onde você mora!
— E de qualquer jeito a fuga foi realizada.
— Mas sua filha ainda corre perigo. Ele não desistiria facilmente. – falou Lucy.
— Ah eu sei disso! Conheço aquele cara a tempo suficiente para saber que ele não vai desistir. Provavelmente está arquitetando algo para me ferir neste momento.
— Porque ele faria isso mesmo depois de conseguir o que queria?
— Ele ainda não conseguiu o que queria Lucy. Eu arruinei seus planos na noite em que prendi Hoteye. O fiz perder uma grande mercadoria. O que ele quer é vingança.
Ao ouvir essas palavras dei um soco tão forte na parede que as duas se assustaram. Sarah se levantou e veio em direção a mim, tocando em meu ombro e finalmente despertando-me dos meus pensamentos homicidas.
— Se acalma Gajeel, eu tenho um novo trabalho para você...
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