Notas iniciais
Eu espero que vocês gostem da fic! Mesmo que não queiram comentar, favoritem e acompanhem ♥ Beijinhos e boa leitura!

Prólogo.

Levy

Nunca imaginei que eu conseguiria sobreviver, depois de ter sentenciado minha morte.

Esperava pacientemente em pé, meu carrasco chegar naquela sala. Olhando em volta, havia vários adolescentes junto a mim, formando uma fileira encostada na parede. Enquanto na minha frente se encontrava dois policiais. Uma mulher loira de braços cruzados, que ficava andando pra lá e pra cá. E um homem de cabelos negros e compridos, preso em um rabo de cavalo, que estava sentado de um jeito desleixado na cadeira, enquanto as pernas estavam em cima da mesa.

Se tivesse que culpar alguém por estar ali, e que esse alguém não fosse eu, com certeza seria esse cara. Se não fosse por ele, neste momento eu poderia estar em casa, sã e salva. Mas a culpa não é totalmente dele, de certa forma ele estava apenas fazendo o seu trabalho. Surpreenderia-me caso ele não me detivesse.

Maldita hora que não quis escutar minhas amigas...

"- Sério? Você vai mesmo para aquela casa noturna nova? – disse Juvia, minha melhor amiga.

— Sim! É estréia, eles vão estar tão ocupados que se eu tiver sorte, não vão nem ligar para identidades. Mas caso peçam, eu uso a minha falsa e entro sem problemas.

— Semana passada quase fomos pegas!

— Ah Juvia! Corta essa! Você sabe meus métodos.

— Mas é um lugar novo!

— Todo lugar já foi novo um dia. Eu vou lá, irei mapear o lugar e encontrar uma trajetória de fuga. Caso não encontre, irei embora. E mais, é estréia! O lugar é novinho, não tem fama ainda. As possibilidades da policia aparecer são mínimas.

— Mesmo assim...

— Não precisa se preocupar.

— Não me peça isso, é impossível! Você parece ter um imã para perigo!

— Então venha comigo! Assim você fica de olho em mim, o que acha??

— Já disse que não posso, vai ser aniversário do meu avô.

— Entendi... Manda um beijo pro Velho. E você Kana? Vai vim?

— Não, obrigada. Meu pai vai me apresentar a “nova namorada”, preciso estragar isso. – falou Kana, minha outra melhor amiga.

— Boa sorte com o Tiozão.

— Valeu.

— Bem, já que vocês não vão, o que me resta é ir sozinha!

— Você não consegue ficar um fim de semana em casa?? – disse Juvia, indignada.

— Não dá, a vida é muito curta para ficar fazendo nada. Preciso aproveitar enquanto posso.

— Você não toma jeito..."

Como eu poderia imaginar que um lugar novo, em plena a sua noite de estréia, iria ser invadido pela policia? É lógico que ser presa não estava nos meus planos. Ainda mais pela mãe que eu tenho. Mas aquele maldito tinha que ter segurado meu braço?! Se não fosse por ele, teria conseguido fugir!

"O lugar era legal. Tinha jogo de luzes em todo canto, e a casa estava lotada. A música era hipnotizante. E as bebidas eram tropicais. Depois de dançar bastante, fui para o bar descansar um pouco. Estava tudo tranquilo, até que repentinamente a música para. Uma mulher loira, com um corpo escultural e usando o uniforme da policia, estava ao lado do DJ. Ela pegou o microfone e em seguida coçou a garganta.

— Olá – disse ela – Pedimos desculpa por atrapalhar a festa de vocês, mas recebemos denuncia de que havia muitos menores de idade aqui. E como vocês sabem essa é uma balada para +18. Então, sugiro que os pirralhos aqui presente façam uma fila civilizada, para que possamos voltar com a festa sem maiores problemas. Lembrando que vocês serão todos detidos e chamaremos seus responsáveis.

Assim que ela terminou de falar, uma grande correria começou. Pessoas tumultuando e se apertando, correndo para a saída.

— Humf! Amadores. – dei meu ultimo gole na bebida, e me dirigi calmamente para um lugar estratégico, que eu conseguiria fugir sem problemas. Mas no meio do caminho, sinto meu braço ser puxado.

— Aonde pensa que vai mocinha? – falou uma voz rouca e grossa.

Quando me virei, vi um homem que deveria ter o dobro do meu tamanho. Aquele cara parecia um armário! Tinha a pele morena e seus cabelos estavam jogados para traz. Mas o pior de tudo, era que ele também estava fardado. Quando foi que a policia invadiu?!

— E-Está me machucando... – falei, e ele finalmente soltou meu braço.

— Identidade. – ele pediu.

— “Droga... Eu não acredito que vou ser detida aqui! Isso é inaceitável! Pense... não transmita que você está nervosa...” – Eu... Deixei minha carteira com uma amiga. Estou procurando por ela. Mas eu sou maior de idade, Senhor.

— É maior de idade? Então responda rápido, se demorar um segundo levarei você agora mesmo. Em que ano nasceu?

— 1994.

— Dia e mês?

— 3 de maio.

— Hoje é dia 2, você ainda tem 17 anos.

— Mas estamos em maio! Eu faço aniversário em março!

— Não, você disse maio que eu ouvi muito bem.

— Acho que o senhor se enganou, não deve ter ouvido direito por causa do barulho. Mas eu disse claramente março.

— Tsk! Não tente me fazer de idiota! Você vai para a delegacia, e lá faremos uma busca. Se a senhorita for maior de idade será liberada sem problemas.

— “Droga...” "

Depois que chegamos à delegacia, ele pegou o nome completo de cada adolescente que se encontrava ali. Quando eu disse o meu, ele apenas riu e disse: “Gihihi! Você é danadinha, sendo filha de quem é” — Insolente. Esse cara é muito insolente!

Já havia se passado uns 10 minutos desde que a tal loira mandou um terceiro policial levar a ficha com os nomes dos adolescentes. Eles iriam pesquisar e chamar os pais. Eu sabia que não havia escapatória, então aguardava tudo com certa calma. Na verdade eu estava pensando em uma desculpa boa o suficiente para que eu saísse o menos enrascada possível.

Estava um completo silencio naquela sala, até que pude ouvir uma gritaria vindo do outro lado.

— Lá vem... – falei baixinho e abaixei a cabeça já esperando a bomba chegar.

A porta se abriu em um estrondo, e por ela passou uma mulher extremamente furiosa e gritando.

— LEVY!!

Alta, um corpo modelado e bem estruturado. Cabelos preto azulado e curtos, olhos cor de mel e a pele branca um pouco corada. Usava um terno feminino preto e um batom vermelho preenchia seus lábios. Uma mulher muito bonita que nem parecia que tinha 38 anos. Casou-se aos 19, e teve filho aos 21. Era a delegada oficial da melhor DP que havia na cidade de Magnólia. Sabia lutar várias artes, e atirava muito bem. Uma pessoa de caráter sério e muito inteligente, mas também sabe ser um coração de manteiga. Essa é Sarah McGarden, uma agente policial, e em todo caso, minha mãe.

— Oi... mamãe... – eu disse, com um pequeno sorriso no rosto.

Minha tentativa de simpatia foi quebrada pelo olhar frio que ela me lançou. Me encarou seriamente, deu algumas ordens para os policias ali presente, e saiu andando. Com o olhar que ela me lançou, sabia que minha única opção era segui-la e ficar em silencio.

É Levy McGarden... Você se fudeu legal...