Notas iniciais
Não vou enrolar muito aqui, mas leiam as notas finais! Boa leitura :*

Paz

Gajeel

Acordei ouvindo um barulho, ou ao menos acho que ouvi. Mas quando abri os olhos tudo se encontrava na perfeita paz. O sol tentava atravessar as frestas da janela e Levy ressonava calmamente ao meu lado. Parecia até um anjo. Meu pequenino e adormecido anjo. Ainda não entendo como alguém aparentemente tão delicada se interessaria por alguém como eu. Mas ela é a pessoa mais teimosa que conheço então isso pode explicar muita coisa.

Me peguei pensando na noite passada e, apesar de parecer clichê dizer isso, foi realmente a melhor noite que já tive. Deve ser verdade o que as pessoas dizem, que quando se está com alguém que você gosta até as coisas mais simples se tornam incríveis. E quando estou com ela tudo parece tão certo, sei que em qualquer lugar que ela esteja é onde eu deveria estar. Estou virando um idiota apaixonado e nem percebi quando foi que essa anã fisgou o garanhão aqui.

Olhei o relógio pendurado na parede e vi que já passava das dez da manhã. Se minha mãe ainda não acordou, estava preste a levantar. E apesar de ultimamente ela estar bem mais calma, ainda precisava contar toda a verdade.

Levantei-me da cama e fui procurar alguma roupa pra vestir. Nem acredito que consegui convencer ela a dormir nua. Vai ser maravilhoso quando ela acordar e notar isso. Gihihi.

Peguei uma box e uma bermuda qualquer e fui em direção ao quarto da minha mãe, só para ter certeza se ainda estava dormindo. Porém, ao chegar no quarto, mamãe estava não só acordada como pintava calmamente.

— Mãe? – falei e ela finalmente me notou na porta.

— Bom dia, filho! – disse ela sorrindo – Tudo bem?

— Eu é que pergunto. A quanto tempo está acordada? Você está bem? Não está estranhando o lugar?

— Acordei faz pouco tempo. Eu realmente estranhei o lugar, então sai e ao abrir a porta do outro quarto vi que você estava dormindo... – ela muda o tom de voz para algo mais malicioso – e com uma moça...

— Mãe, não é hora para sonhar com uma nora... por que você não me chamou?

— E interromper o sono de vocês correndo o risco de ver algo que não deveria? Ou acha que não notei as roupas no chão? Olha filho, sei que cuidei de você e já te vi muitas vezes pelado, mas depois que o filho cresce não é muito agradável ver o seu...

— Okay, mãe! Okay, já entendi! Não precisa terminar essa frase! Por favor...

— Enfim, depois que deixei seu quarto voltei pra cá e fiquei pensando onde eu estava até que achei meu diário. Então está tudo bem. Apesar de que... Eu tenho uma pergunta...

Ela levantou o olhar para mim e parecia nervosa com tal pergunta. Já conseguia imaginar qual seria.

— Seu pai está realmente morto?

Apenas balancei a cabeça confirmando, me preparando para segurar ela e pensando em alguma maneira de apagá-la sem machucar. Porem ela não se moveu, só olhou para baixo e parecia pensar em algo. Poucos minutos depois olhou para mim novamente com um pequeno sorriso.

— Tudo bem. Só queria ter certeza.

— Como você já sabia disso?

— Eu contei a mim mesma. Como disse, achei meu diário. Isso era uma das primeiras coisas escritas.

— Diário? Desde quando tem diário?

— Não muito tempo. Deixe-me ver...

Ela pegou uma agenda de baixo do travesseiro e folheou as primeiras paginas.

— Parece que escrevo desde... Não sei a data de hoje, quanto tempo faz? — disse me mostrando.

— Dias...

— Pouco tempo...

— Por que não me contou que começou a escrever um diário?

— Não foi idéia minha! Parece que a filha dos McGarden foi quem deu a idéia. Por falar nisso, seria ela a moça na sua cama?

Respirei fundo me preparando psicologicamente para o bombardeio de perguntas que viriam.

— Sim...

— Oh, meu Deus! Vocês finalmente transaram!

— Mãe!

— Pelo o que eu li, vocês estavam com um romance meio enrolado. A mãe dela ainda não sabe certo? Ah, Gajeel eu quero tanto conhecê-la! Quer dizer, conhecê-la de novo! Eu falo muito bem dela no diário, sabe? Como não pensei antes que seria ela a menina na sua cama... Que cabeça a minha! O sexo deve ter sido muito bom, hein! Parece que você sempre vinha me acordar às oito e meia da manhã, e já passou das dez! Que garota é essa, hein! É selvagem? Ela te deu sossego? Fale sobre a sua vida sexual!

Apenas ri. Ou ria da situação ou morria de vergonha.

— Até uns minutos atrás você não queria correr o risco de me ver nu e agora quer saber da minha noite?

— É totalmente diferente!

— Não é não, senhora Kimberlly. Você é uma senhora de idade! Cadê todo o tradicionalismo que uma senhora de cinquenta anos deve ter? Você deveria dizer: “Na minha época, nessa idade eu já estava casada e com os meus oito filhos!” – falei imitando uma vovó desdentada.

— Vai-te a merda com esse "senhora"! Posso ter cinquenta anos, mas o nome é de jovem. E o corpinho também!

Ri novamente e sentei-me em sua cama.

— Mamãe, você não existe!

— Tive sorte de você não ter estragado meu corpo esbelto. Acha que foi fácil parir você?

— Desnecessário esse seu comentário. Mas respondendo, foi o balé que não estragou o seu corpo esbelto e jovem.

— Também. Mas a minha genética incrível ajudou.

— Acordou bem convencida hoje, hein?

— Bobinho, estou apenas lhe dizendo as coisas boas que você puxou de mim. E a genética incrível foi uma delas, por isso tenho um filho tão bonitinho!! – falou apertando minhas bochechas.

— Mãe, por favor...

— Quando pequeno você gostava... – ela disse com um falso ar tristonho e voltou para a pintura.

— Qual a arte dessa vez?

— Acredita que eu não sei? Acho que faz alguns dias que estou pintando isso, mas nunca me lembro o porquê. Apenas olho para ela e penso em algo que ficaria bem. Provavelmente o pensamento que estou tendo hoje não foi o mesmo de ontem. Acho que vai ser uma arte interessante.

Ela pegou sua paleta e misturou vários tons de cinza, se voltando para a pintura. Havia apenas um borrão cinza com tons de preto começando a ganhar forma.

— Parece um dragão. – comentei após uns minutos observando.

— Verdade... Parece um dragão! Realmente vai ser uma arte interessante.

Fiquei a observar minha mãe pintando e pensando no tal diário. Será então que era isso que Levy vinha falar com ela todos os dias? Como nunca pensei nisso antes? Devo me lembrar de agradecer a pequena, o dia-a-dia com minha mãe se tornou bem mais fácil.

Levantei e fui para a cozinha, preparar alguma coisa para comer. Algo fácil, já que daqui algumas horas já seria o almoço. Então fiz apenas torradas com ovos mexidos e um suco de laranja. Estava arrumando tudo na pequena mesa que havia na cozinha quando minha mãe desce as escadas.

— O que está fazendo? – perguntou assim que adentrou a cozinha.

— Preparando o café da manhã.

— Nem pensar que você vai comer aqui! Aquela jovem adormecida quando acordar estará faminta, então trate de levar o café da manhã na cama para ela.

— Qual o problema de comermos todos juntos?

— O problema é que você é um cavalheiro e vai levar o café da manhã na cama, e ficará por lá. Não se preocupe que eu preparo o almoço.

— Não quero te deixar sozinha.

— Não estou sozinha, tenho uma adorável companhia aqui – e só então notei que o gato de ontem estava rondando seus pés. – Vamos lá, sem desculpas. Suma da minha frente!

Ela me ajudou a organizar e me empurrou escada acima. Assim que adentrei o quarto, Levy continuava dormindo tranquilamente. Posicionei o prato com os ovos e as torradas e os dois copos de suco no criado mudo e me deitei novamente de frente para Levy.

Retirei algumas mechas de seu cabelo azulado que caiam em seu rosto, fazendo um pequeno carinho em sua bochecha. Ela tinha uma pele macia e exalava um cheiro maravilhosamente doce. Mesmo dormindo, seus lábios eram rosados e convidativos.

Eu tinha que acordá-la, não é mesmo? Então me aproximei e selei meus lábios aos dela, porem ela nem se moveu. Com certeza não era nenhuma princesa. A sacudi algumas vezes intercalando entre carinhos em seus cabelos cada vez que ela se mexia. Até finalmente abrir seus olhos cor de mel, brilhantes e sonolentos.

— Bom dia, pirralha. – falei com um sorriso de lado enquanto a via respirar fundo e espreguiçar o corpo.

— Bom dia... – ela disse ainda sonolenta se sentando na cama, deixando o lençol escorrer pelo seu corpo.

— Você é muito linda, sabia? – ela riu e voltou a esticar o corpo

— Linda? Eu devo está cheia de remela, meu cabelo parecendo uma juba e... – ela estacou ao finalmente sentir que nada lhe cobria da cintura pra cima.

— E nua. – completei sua frase e segurei o riso ao ver sua face ficar completamente vermelha.

Ela rapidamente puxou o lençol e se cobriu o máximo que conseguia.

— Isso não tem graça... – ela disse ficando mais vermelha, se é que era possível.

— Isso foi hilário, mas não serei malvado com você – falei pegando o prato – Café da manhã.

Ela sorriu diante meu gesto, parecia encantada com algo.

— Obrigada – respondeu já pegando uma das torradas.

Comemos em silêncio, trocando olhares, tímidos da parte dela e divertidos da minha parte, devido todo o acanhamento que ela tinha. Até que me lembrei de um assunto importante.

— Ah, Levy, me lembrei que ontem a gente não tomou nenhum tipo de precaução. Você toma remédio? – ela se acanhou mais um pouco antes de responder.

— Não precisa se preocupar com isso.

— Tem certeza? Hoje irei ao centro comprar comida para o gato, já vou passar na farmácia e comprar algumas camisinhas.

Por um momento pensei que a pirralha iria explodir de tão vermelha. Acho que eu já havia sido bonzinho demais, tava na hora de implicar um pouco.

— Vai me dizer que ainda se sente envergonhada depois de tudo o que fizemos ontem?

Conforme eu falava aproximava mais meu corpo do dela, até ficar completamente por cima e ela se cobrir até a cabeça com o lençol.

— Pra que tanta vergonha? – falei puxando o lençol de seu rosto, ela estava encantadora, não dava para resistir e apenas ficar olhando então me aproximei mais e selei seus lábios rosados.

Comecei com um beijo leve que foi aprofundado por Levy quase que instantaneamente. Ela puxou minha nuca, aprofundando mais o beijo, e entrelaçou suas pernas lindas e torneadas na minha cintura. Ela beijara ferozmente, e não deixava espaço para respirar, o que nos fazia ficar ofegantes durante o beijo, mas mesmo assim ela não parou.

Em algum momento ela me virou na cama, sentando-se em meu colo, sem parar o beijo. Porém, o pouco ar que conseguíamos puxar já não estava dando conta, precisávamos parar, então a afastei delicadamente. Ela estava ofegante e com os olhos nublados.

— Quanto fogo – falei recuperando o ar.

Se não bastasse seus lábios inchados e convidativos e seus olhos me olhando com tanto desejo, o lençol já não lhe cobria mais, deixando sua nudez a mostra. Mas ela pareceu não se importar.

— Como pode mudar da água pro vinho assim do nada? – perguntei sorrindo maliciosamente.

— Foi você que disse para eu não ter vergonha, então simplesmente me soltei.

— Já falei que adoro você sem vergonha?

— Não...

— Eu adoro você sem vergonha!

Ela sorriu abertamente e voltamos a nos beijar. Passei a mão por todo o seu abdômen, indo em direção a um dos seus deliciosos e pequeninos seios, alisando-os e os amassando. Ela não se conteve e passou a soltar alguns gemidos que eram abafados pelos beijos. Intercalava os beijos entre sua boca, seu pescoço, e seus mamilos. O meu corpo estava extremamente excitado com a visão da minha pequena, e ficou mais ainda quando desci uma de minhas mãos até a intimidade de Levy e a senti tão excitada quanto eu. Ela soltou um gemido mais alto quando introduzi um dedo. A calei rapidamente com mais um beijo.

— Quietinha, não é só a gente nessa casa.

— Hhm... Gajeel...

Não deixei que terminasse de falar, e a virei novamente, ficando por cima. Ela não demorou a correr suas pequenas mãos pelo meu corpo até o cós da minha bermuda, baixando-a com pressa.

— Mal experimentou o doce e já está viciada nele? – falei segurando suas mãos.

— Vem logo, Gajeel...

— Agora não...

Segurei suas mãos acima da cabeça, e fui beijando todo o seu corpo. Deixando chupões no pescoço e em seus seios. Dando leve mordidas em seu abdômen e mais chupões e beijos em suas coxas. Ah, como eu amava aquelas coxas grossas e macias, acompanhadas daquela bunda maravilhosa que eu tinha vontade de morder a cada segundo. Mas eu não tinha muito tempo para abusar da minha bunda favorita nesse planeta. Iria focar em apagar o fogo da pirralha. E sem enrolação, lambi sua intimidade sentindo seu gosto e saboreando-o. Ela soltou um gemido mais alto, pelo susto. Larguei suas mãos e tapei sua boca, voltando a chupar e lamber aquela região tão quente e extremamente úmida. Foi um deleite ouvir seus gemidos abafados pela minha mão, e melhor ainda foi quando, ainda a chupando, introduzi novamente meu dedo.

Era evidente o enorme prazer que estava sentindo. E quanto mais, melhor!

Comecei movimentos de vai e vem com o dedo e introduzi outro logo em seguida. Ela gemeu alto novamente. Ela se contorceu e sabia que não demoraria muito para chegar em seu ápice.

Em poucos minutos Levy se derramava em minha boca, apertando os dedos que ainda estavam dentro dela. Seu corpo relaxou então me afastei e fiquei a observar aquele anjo luxurioso a minha frente, completamente anestesiado.

— Por que não vai tomar um banho? – sugeri e ela sorriu, se sentando na cama.

— Poderia vim comigo?

— Não vamos encher a banheira. – ela fez bico e virou o rosto.

Me aproximei e dei um selinho em seus lábios.

— Vá tomar banho e tirar esse cheiro de sexo antes que minha mãe faça mais comentários indiscretos.

— Mais do que ela provavelmente já vai fazer?

— Você sabe como ela é.

Rimos e a ajudei a arrumar a cama. Ela se enrolou em uma toalha antes de ir para o banheiro. Desci as escadas e encontrei minha mãe mexendo alguma coisa no fogão. Ela olhou pra mim com um daqueles sorrisos maliciosos que viriam com comentários indecentes logo em seguida.

— Não começa.

— Só um!

— Fala... – disse respirando fundo.

— Ela é fogosa mesmo, sexo logo de manhã?

Ri de seu comentário e fui ajudá-la a preparar o almoço. Queria saber quando foi que mamãe deixou de ser discreta e passou a ser assim. Certamente isso é obra daquela branquela pervertida da Mira.

Após o almoço, pego o carro e vou para a sociedade. Compro comida para o gato, que pelo visto vai ficar, e em seguida passo na farmácia. Levy havia dito para eu não me preocupar, então não comprei nenhuma pílula, se ela disse para não se preocupar então eu não me preocuparia. Mas achei melhor levar umas camisinhas. Varias opções, à propósito.

Ao sair da farmácia, vejo meninas de uniforme rindo de alguma coisa e minha mente clareia. Sarah havia dito que não queria que Levy largasse os estudos, então eu deveria ter matriculado ela na escola. Mas ao invés disso, o que eu fiz? Fodi com a filha da minha chefe. Muito bem, Gajeel! Você merece um prêmio!

Chego em casa e vou direto atrás daqueles documentos falsos, iria resolver esse problema antes que Sarah descobrisse.

— O que está fazendo? – pergunta Levy ao entrar no quarto.

— Separando alguns documentos para te matricular em uma escola.

— O que? Nem pensar! – ela fala exaltada – Eu não vou pra escola!

— Sua mãe que pediu, ela não quer que você largue os estudos.

— Liga pra ela.

— Sabe que estamos sem contato.

— Sei que tem um celular só para falar com ela. Liga pra ela, eu não vou pra escola.

— Nossa, o que aconteceu com a filha exemplo que ama estudar e odeia baladas? – falei pegando o celular e discando o único numero salvo.

— Ela não precisa ser um exemplo aqui.

O telefone é atendido no terceiro toque.

— Alô? Oi, querida! É uma amiga, já venho falar com você. – disse a voz do outro lado.

— Serei breve: Sua filha quer falar contigo.

— Me conte as novidades, amiga! Como foram as férias?

Entreguei o telefone pra Levy e ela saiu do quarto. Poucos minutos depois ela voltou, com o telefone desligado e um sorriso vitorioso.

— Você não vai para a escola?

— É lógico que não. Mas minha mãe quer te matar por ter se esquecido disso.

— Como a convenceu?

— Foi fácil. Como ela quer me manter escondida me fazendo ter uma rotina de ir para o colégio todos os dias?

— Faz sentido... Ao menos um problema foi resolvido. – falei guardando o celular

— Gajeel, já que estamos aqui, quero te perguntar uma coisa.

— Lá vem... – falei revirando os olhos e ela emburrou a cara.

— Quantas namoradas você já teve? – respirei fundo após sua pergunta.

— Você não vai me deixar em paz até eu responder, não é?

— Eu não vou deixar você me tocar até que responda – ela disse cruzando os braços e ficando séria.

— Gihihihi, relaxa ciumenta, eu falo. Foram apenas três.

Ficamos um tempo em silêncio. Achei que o assunto estava encerrado então passei a guardar os documentos espalhados pela cama. Porém, ela continuou me olhando com os braços cruzados.

— O que foi? – perguntei depois de um longo período de silencio entre nós.

— Quem são elas?

Me joguei na cama e passei a olhar o teto. Previa que isso fosse me dar uma grande dor de cabeça.

— Tenho mesmo que falar? – falei massageando as têmporas.

— Tem! – ela disse se sentando em meu colo, porém, continuava séria.

— Certo... Bem, minha primeira namorada foi no ensino médio. Eu tinha 15 anos e ela foi a primeira em tudo. E quando digo “tudo”, quero dizer tudo o que um adolescente faz aos quinze anos. Ela se mudou e a gente terminou, durou apenas cinco meses.

Ela continuou me encarando seriamente. Então eu tinha que continuar contando.

— Minha segunda namorada se chamava Mei. Também foi no ensino médio, tinha 17 anos, mas só durou dois meses. E a última foi a Nami. Conheci ela quando estava entrando para a polícia e morava sozinho. Porém, ela me deixou quando descobriu que um policial recruta não ganhava tão bem assim. Durou cerca de sete meses. Satisfeita, ciumentinha? – falei puxando seu nariz.

Ela riu e relaxou, parece que só queria saber isso mesmo, pois logo depois deitou a cabeça em meu peito, me abraçando.

— Gajeel...

— Hm? – falei alisando seus cabelos.

— Qual

O

Nome

Da

Sua

Primeira

Namorada?! – ela disse pausadamente pressionando minhas costelas.

Já falei que essa pirralha, apesar de pequena, tem uma mãozinha pesada? Senti o ar faltar quando puxei a mão dela e me sentei. Ela parecia irritada. Achei que não notaria que eu havia omitido o nome da minha primeira namorada... Não que eu tivesse algo a esconder, mas gostaria de evitar uma briga.

— E então? – ela perguntou depois de um tempo em silêncio.

— Não sei... Acho que é... Não me lembro direito, mas acho que é alguma coisa... Tipo, sei lá... Começando com... M...

Parece que a enrolação a deixou mais irritada. Droga, não adiantava fugir. Ela ficaria brava comigo eu contando ou não contando. Melhor falar de uma vez.

— TalvezonomedelasejaMirajane. – falei num fôlego só.

Nem eu entendi direito de tão rápido que disse. Mas com certeza Levy havia entendido o que ela queria. Pois se levantou do meu colo totalmente emburrada e ficou dando voltas no quarto com os braços cruzados, a cara fechada e um biquinho muito fofo.

— Eu sabia! Sabia que você tinha alguma coisa com a Mira!

— Eu “tive” alguma coisa com ela, o verbo ter está no pretérito perfeito do indicativo – falei ficando também irritado. Por que ela tinha que ter um ataque de ciúmes logo agora?

— Por que ela trabalha na sua casa? Vocês ainda têm um caso? Dormiu com ela? Ainda sente algo por ela? Me responde, Gajeel! – ela disse exaltada.

Fui até ela e segurei seus ombros para que parasse de andar.

— Ei, relaxa aí. Eu vou responder o que você quiser se você me deixar falar, okay? – ela respirou fundo e me encarou.

Aqueles olhos cor de mel ansiavam por uma resposta.

— Eu e a Mira estudamos juntos e namoramos no colégio, mas como eu disse, ela se mudou com a família e a gente não teve mais contato. Quando me mudei para Magnólia com minha mãe, eu por acaso a encontrei e conversamos. Ela precisava urgentemente de um emprego e eu precisava urgentemente de alguém que cuidasse da minha mãe. Então uni o útil ao agradável. Mas nunca tivemos mais nada, temos apenas uma amizade meio louca, por que para mim aquela garota tem problemas. Mas fora isso, não temos mais nada.

Segurei seu rosto e encarei profundamente seus olhos. As maçãs do seu rosto estavam coradas e eu tinha duvida se era por vergonha ou pelo ataque de ciúmes. Adolescentes são mesmo problemáticas. Que bom que sou um adulto e não tenho problemas como sentir ciúmes de qualquer sombra. Isso é coisa de pirralha, eu com certeza não tenho esse problema.

— Quantas vezes vou ter que falar que só tenho olhos pra... sua bunda?

— Você só pensa em coisas pervertidas! – ela disse depois de rir do meu comentário.

— É que sua bunda é a coisa mais linda que Deus poderia ter criado. – logo após dei um tapa que doeu até em mim seguido que uma apalpada.

Ela tentou se desvencilhar do meu abraço, mas antes que pudesse fugir a peguei no colo, fazendo diversas cócegas e a jogando na cama. Ela ria histericamente e eu ria de sua risada.

Ouvi um barulho na porta e notei minha mãe nos observando e rindo junto. Será que ela realmente achou que ficaria parada apenas observando?

Larguei Levy e corri para a porta, sem dar tempo dela escapar, e a joguei no meu ombro como um saco de batatas. No meio do caminho peguei Levy, que tentava escapar, pela cintura e joguei as duas na cama.

— Agora vocês vão enfrentar a fúria do Senhor Cócegas!

— Gajeel, sou sua mãe! Uma senhora de idade que não aguenta essas coisas.

— Não há como escapar de mim! Muaháháhá!

Comecei outro ataque de cócegas, não dando escapatória a elas, que inutilmente tentavam reverter a situação. Ver as duas mulheres da minha vida rindo daquela forma me transmitia uma paz inexplicável. Poderia viver para sempre dentro desse paraíso, longe de problemas, apenas com as risadas delas. Onde ninguém poderia atrapalhar nossa felicidade.

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Os passos ecoavam no corredor escuro do depósito em que se encontravam. Tudo parecia bastante silencioso, até que um grito no final do corredor preencheu seus ouvidos. Ela hesitou por alguns segundos, até que voltou a caminhar em passos firmes e seguros.

Ao chegar à ultima porta o grito novamente veio a ser ouvido, logo após o silencio voltar a prevalecer houve duas batidas na porta.

— Entre. – disse uma voz grave do outro lado da porta.

A moça expirou profundamente e entrou na sala. O cheiro de ferro era forte. Havia um homem preso a correntes e completamente nu em um dos cantos da sala. O cheiro de sangue provavelmente era dele.

— Angel! – falou a única pessoa totalmente relaxada naquela sala – Se você está aqui é porque deve ter boas notícias, já que eu mandei você não voltar a não ser que tivesse boas notícias.

— De fato tenho, Senhor.

— Ótimo. Vamos à minha sala de negócios, eu já acabei por aqui.

Ao se aproximar, Angel observou o taser que ele segurava. Notou ser um tipo bastante potente. O objeto foi deixado na bancada perto da porta e ambos saíram daquela sala, sem deixar de trancar a porta.

— Então, minha doce Angel, o que você tem para mim? – disse o homem assim que entraram numa nova sala. Mais arrumada, arejada e clara em comparação a ultima em que estiveram.

— Eu os achei.

Um grande e sádico sorriso se abriu no rosto do extravagante homem daquela sala.

— Conte-me mais.

— Não foi difícil. Ao invés de seguir ela ou ele, que estão sempre em movimento e em constante vigia, decidi seguir a mãe. – falou Angel entregando logo em seguida uma pasta cinza – Conversava com ela quando a babá não estava olhando. Eu poderia perguntar qualquer coisa já que ela não se lembraria de nada.

— Mas fiquei sabendo que a delegada cuidou de tudo para que ninguém descobrisse o paradeiro deles. – falou o homem pegando a pasta e retirando as fotografias de dentro.

— Eu acredito que ela realmente tenha tomado bastante cuidado, mas se esqueceu de cuidar da senhora, que no dia da viagem não tinha a mínima idéia do que ia acontecer. Foi fácil seguir eles até a estação de trem, e mais fácil ainda descobrir para que cidade estavam indo.

— Hargeon... Pelas fotos parece que eles estão bastante felizes.

— Acho que era aniversário da mãe dele. Depois disso eu os segui. Eles pegam uma estrada que seguindo em frente você só encontra casas de praia.

— E você descobriu em qual casa eles estão?

— É a terceira casa que aparece seguindo a estrada.

— Angel, seu trabalho está espetacular.

— Obrigada, Senhor Midnight.

— Está dispensada. Voltará a Magnólia para observar a nossa querida policial. A partir de agora eu vou cuidar pessoalmente desses dois.

Mais um sádico sorriso se predominou no rosto de Midnight enquanto Angel saía da sala. Em seguida ele pegou o celular e discou um número.

— Hoteye, grande amigo! Irei precisar de algumas substâncias suas. Logo terei uns convidados e quero que seja inesquecível!

Notas finais
Bem, o pessoal aqui do Nyah! não acompanhou a fic realmente desde o inicio kkk Ela existe a quase três anos já, porém só agora eu fui postar aqui. kkk Por conta disso, tenho um contato e um carinho maior pelo pessoal lá do SocialSpirit, que foi onde eu comecei ela. No Social a fic está em HIATUS a mais de um ano, diferente daqui kkkk Por isso no começo eu postei um capitulo por dia, para chegar onde eu tinha parado. Vou deixar aqui a explicação que eu dei para o povo lá o SS, leiam se quiserem, caso queiram entender um pouco de mim, e o que aconteceu. Dei essa explicação a eles pelo tempo que eles estão me esperando kkk Ela ficou bem longa, então quem quiser pode ler. Quem não quiser, não tem problema não, vou continuar gostando de você ♥ Espero que tenham gostado do capitulo, Pimpolhos!!! Até a proxima! Beijos de chocolate :3 EXPLICAÇÃO: "Bem... Por onde posso começar? kkkkk Eu respondi todos os comentários do ultimo capitulo, dando uma breve explicação, porem darei outra aqui também. Sim! Eu sumi. Sumi por mais de um ano, não avisei, simplesmente sumi. Não há desculpas que eu possa dar a vocês, eu tinha um compromisso com vocês e com a fic, prometi que não abandonaria, e infelizmente acabei fazendo... Nunca tive a intenção de abandonar vocês e sumir desse jeito. Eu juro! Aconteceu várias coisas na minha vida. E eu sou uma pessoa fraca e de psicológico fraco. Eu tenho um certo problema, comigo mesma. Alguns podem considerar doença, outros mimimi, e tem quem diz ser falta de surra. Eu não falo para ninguém, não converso, escondo de tudo e de todos, e tento resolver sozinha esse meu problema. Apesar de eu saber que não é o certo me isolar, me afastar, fingir estar bem, mentir e esconder coisas de pessoas que só querem o meu melhor, eu acabo fazendo. Por que é assim que me sinto “segura”, totalmente afastada e isolada de todos, com a sensação de que se eu sumir ninguém se importaria... É engraçado dizer isso, que me sinto segura estando abandonada. Mas é que estou mais acostumada em me sentir sozinha do que me sentir acolhida e amada. A idéia de ter amigos verdadeiros, alguém com quem eu possa falar, conversar dos meus medos, alguém para me acolher... Isso me deixa apavorada, e mesmo quando vejo a oportunidade de ter essas coisas, eu prefiro correr e me trancar. Como eu disse, tenho probleminhas kkkk Passei por um período em que deixei, sem nem hesitar, que o meu problema tomasse conta da minha vida. E como o tipo de pessoa que tem medo de receber ajuda, eu só conseguiria deixar isso de lado por conta própria. E foi o que decidi fazer! Por isso estou aqui!! ♥ Fui voltando aos poucos e fui muito bem recebida pelo carinho de alguns leitores. E como percebi que a maioria aguardava ansiosamente minha volta, tendo paciência com o meu momento de crise e tudo o mais, decidi que voltaria com BTR e que evitaria ao máximo pausas longas. Adiantei bastante capítulos, e pretendia adiantar mais só que a ansiedade não deixou e eu precisava postar kkkkk Sei que para uma volta depois de séculos, esse ficou bem fraquinho. Tive que reler minha própria fic para saber como continuar kkkk Prometo que o próximo vai ser O MÁXIMO!!!! E tenho certeza disso por que ele foi o meu capitulo favorito que escrevi até agora!!! Não sei quando postarei, vou tentar escrever mais um, para sempre ter um próximo para postar e não ter pausas grotescas novamente. Peço que tenham paciência comigo, e não desistem de mim. Pelo menos não até BTR esta terminada! E eu vou terminar ela nem que seja a ultima coisa que eu faça! Kkk Fiquem bem Pimpolhos, amo todos vocês ♥ Obrigada por tudo!!! Beijos no coração ♥ ♥ ♥ "