Breaking the Rules
22 Lar
Notas iniciais
Capítulo 22 — Lar

Levy
Acordei com um enjôo terrível e fui correndo para o banheiro vomitar. Agradeci mentalmente por não ter acordado o Gajeel no meio do processo. Da ultima vez quase não consegui enganá-lo.
“- O que você tem? Quer ir ao médico? Eu vou te levar ao médico!
— Não precisa! Eu não quero ir ao médico, Gajeel. Foi só um enjôo!
— Enjoar do nada não é uma coisa normal, Levy!
— Não foi do nada. Eu já estava sentindo um mal estar antes. Acho que foi aquele chocolate derretido com mel e goiabada que me fez mal...
— Eu disse para você não comer aquilo!
— Desculpe... Mas não se preocupe, eu estou bem!
— Sei...Vou ficar de olho em você, mocinha!”
Fazia um mês e meio que estávamos vivendo aqui. Vivendo juntos, como uma família.
Família...
De uns tempos para cá essa palavra começou a me assustar. Tudo o que restou da minha família foi a minha mãe. Tudo o que restou da família do Gajeel, foi a mãe dele. E agora, eu e ele estávamos juntos. Vivíamos juntos. Como uma família. Tínhamos acabado de começar um namoro, mas agíamos como casados. Não que pensar em me casar com o Gajeel e ter uma família com ele nunca tenha se passado pela minha cabeça. Já passou, eu já imaginei isso, mas imaginei que viveríamos tal situação daqui a anos e não... Agora.
“ – Nossa, Kim, suas tintas tem cheiro forte, não é?— falei enquanto a observava pintar.
— Você acha? Não sei se já me acostumei com o cheiro, mas para mim é algo normal.
— Não, é um cheiro meio... enjoativo... — Falar a palavra enjoativo foi o suficiente para sentir o enjôo. – Já volto! – falei correndo em direção ao banheiro.
Eu me acabava de vomitar enquanto pensava por que ultimamente eu estava tão sensível. Provavelmente era alguma virose. Quando o Gajeel voltasse do mercado, iria pedir para ele comprar um remédio.
— Esta tudo bem? — Kim perguntou da porta do banheiro.
— Está sim, foi só um enjôo.
— Se enjôou com o cheiro das minhas tintas?
— Acho que sim. Mas não se preocupe, estou bem.— falei enquanto limpava a boca.
— Sabe, se eu não tivesse visto tanta camisinha nas coisas do Gajeel, diria que está grávida! — ela disse rindo e eu me constrangi com o fato dela saber das camisinhas.
Kim voltou para a sala e eu terminei de escovar os dentes. Me peguei pensando no que ela disse. Grávida. Não tem como eu estar grávida. Realmente Gajeel comprou muita camisinha. Da ultima vez que contei haviam 43. E todas as vezes que tivemos relações, ele fazia questão de parar no meio do ato para colocar aquela coisa.
Eu achava horrível. Parecia que tirava toda a sensibilidade do ato. Bom mesmo foi na nossa primeira vez, em que não usamos nada daquilo. Mas mesmo assim não teria como eu estar grávida. Faço tabelinha desde a primeira vez que menstruei, e tenho certeza de que naquele dia eu não estava em nenhum período fértil. Era ridículo eu estar grávida.”
Ultimamente esses pensamentos não saiam da minha cabeça. Coloquei a mão em meu ventre. Nunca fui uma garota que ligasse para peso, ou ter o abdômen chapado e ser sempre magra. Mas ao tocar no ventre, senti ali uma saliência que eu juro que nunca existiu. Mas devo levar em conta que ultimamente eu ando comendo demais. Ontem mesmo comi pão com manteiga com um pedaço de goiabada dentro. E uns dias atrás comi torta de limão com mortadela, polvilhada com queijo parmesão. Ou seja, nada saudável. É normal eu engordar um pouco.
E eu também posso estar inchando porque devo estar pra menstruar. Se não me engano, eu deveria ter menstruado há uns onze dias atrás. Estou uma semana e meia atrasada, mas é normal. Todo mundo já atrasou um pouquinho. Com certeza era impossível eu estar grávida! Como eu disse, tivemos apenas uma relação sem camisinha, que foi a primeira, e de acordo com a tabelinha, não era meu período fértil. Ou seja, impossível!
Fui tomar um banho para esfriar um pouco a cabeça. Ficar pensando nessas coisas absurdas era perda de tempo. Após o banho, voltei pro quarto para procurar uma roupa e Gajeel ainda dormia. Decidi começar o dia cedo, se eu parasse começaria a pensar em coisas absurdas, então era melhor manter a mente ocupada!
Gajeel
Acordei sentindo falta de Levy na cama. Senti o corpo um pouco pesado e relutei para levantar, soltando um gemido preguiçoso enquanto me espreguiçava. Fechei os olhos e sorri ao me lembrar da noite anterior e o porquê de irmos dormir tão tarde.
“Eu estava arrumando a cama para dormir enquanto Levy tomava banho. Um tempo depois ela veio para o quarto vestindo um babydoll azul com desenhos de coelhinho que deixava a polpa da bunda dela para fora. E a idéia de ir dormir começou a ir embora. Ela sorriu quando viu que eu a observava, sorri de volta e a puxei para mim quando ela chegou perto. Ela enlaçou meu pescoço e ficou na ponta dos pés esperando um beijo. Me agachei para beijá-la mas não passei do roçar dos lábios, logo me dirigi para o seu pescoço, dando leves beijos até chegar no seu ouvido.
— Sabe o que eu quero fazer com você agora?— perguntei maliciosamente no seu ouvido.
— Hm... Dormir?— ela disse rindo.
— Não com você usando esse pijama!
Sentei na cama e a puxei para o meu colo, voltando os beijos para o seu pescoço, agora dando mordiscadas também. Ela suspirou e passou a mão nos meus cabelos, embrenhando seus pequeninos dedos nele. Minhas mãos entraram por baixo de sua blusa, sentindo a textura da pele fresca por conta do banho recém-tomado. Apertei sua cintura e ela rebolou no meu colo. Ela veio na intensão de me beijar, porem me afastei. Ri de sua cara emburrada, e logo puxei sua nuca para um beijo quente e sedento.
Entre beijos e mãos bobas, minha blusa foi parar no chão. As mãos dela exploravam meu peito e minha barriga, acariciando e arranhando de leve. Ela se pressionava contra meu pênis, me fazendo gemer em sua boca. Minhas mãos apertavam seus seios por cima da blusa que não demorei a tirar. Afundei o rosto em seus seios, lambi o vão entre eles, apertando um com cada mão. As mãos dela apertaram meu cabelo, ela suspirou alto, quase um gemido. Joguei seu corpo na cama, ficando por cima dela. Voltei a beijá-la com urgência, apertando e acariciando seus seios. Até que me afastei e ela me olhou com aquela cara de ódio que sempre faz quando me afasto desse jeito.
— Onde pensa que vai?— ela disse irritada.
Não disse nada, apenas abri a gaveta e peguei um dos pequenos pacotinhos que ali havia. Voltei para Levy, beijando todo seu corpo até chegar naquele minúsculo short que tirei rapidamente. Antes que pudesse tirar a calcinha dela, Levy me empurrou para a cama, me fazendo deitar e ficou de pé. Nossos olhos se encontraram e mantemos um forte contato visual enquanto ela se agachava e puxava minha bermuda para baixo, jogando-a em um canto qualquer. E passava sua mãozinha por cima da minha cueca enquanto distribuía beijos no meu abdômen. Em algum momento eu fiquei sem cueca e quando percebi, ela me masturbava e vinha descendo os beijos até chegar na base do meu pênis.
— Ah... Levy...Você não vai fazer... – eu suspirei, me sentindo mais excitado, extasiado, só de cogitar a possibilidade de...
E ela fez. Sua língua passou por toda a extensão do meu pênis antes dela colocá-lo na boca, chupando a cabeça de leve. Eu gemi alto, cortando o contato visual e agarrando seus cabelos enquanto ela me colocava na boca até onde conseguia. Ela sugou devagar, começou a fazer movimentos de vai e vem, apertei seu cabelo, sua mão subindo por minha coxa, arranhando de leve. Ela segurou a base e chupou com mais força. A visão dela me chupando, corada, os cabelo bagunçados, aquela bunda maravilhosa empinada, mais as sensações de sua boca estavam me tirando a razão.
— Ah, Levy!— exclamei, sentindo que podia explodir ali mesmo – Devagar, se continuar assim...
Ela diminuiu o ritmo, tirou-o da boca, lambeu a cabeça, colocou para dentro da boca de novo. Fechei os olhos e joguei a cabeça pra traz, gemendo seu nome de novo. Cheguei num ponto que eu sabia que se ela não parasse, eu ia gozar, então puxei seu rosto para cima e ela parou, me olhando preocupada.
— O que foi? Estava muito ruim?— ela perguntou acanhada.
Aquela expressão preocupada, o rosto corado, era demais para mim. A puxei para cima e beijei-a com urgência. Ela tornou a subir no meu colo, correspondendo o beijo com a mesma intensidade. Nos separamos devagar e acariciei seu rosto.
— Acredite, estava muito, muito bom mesmo!— disse olhando em seus olhos. – Mas se você não parasse, eu ia acabar cedo demais. Mas por favor, faça isso mais vezes! Serio!
Ela riu e voltou a me beijar.
— Pedindo com tanto carinho, eu faço sim!
Voltamos a nos beijar e a deitei novamente na cama. Acariciando seu corpo, distribuindo beijos e chupões por toda a parte.
— Gostaria de minha boca aqui em baixo também?— falei passando os dedos pelo seu clitóris.
— Hm... Eu adoraria...— ela disse quase gemendo – Mas agora tudo o que eu quero é você metendo dentro de mim!
— Meu Deus, menina! Onde você aprende esse palavreado?!— falei assustado.
— Com você!— ela disse risonha, voltando a me beijar e retirando a própria calcinha.
— Me ajuda aqui?— falei entregando a camisinha para ela.
Ela me ajudou a colocar a camisinha e antes que pudesse se deitar de novo, eu a virei de bruços.
— O que vai fazer? — ela perguntou.
— Queria testar uma coisa nova, se não se incomodar...— sussurrei em seu ouvido.
Ela suspirou e concordou, então fui descendo beijos desde seu pescoço, passando pelos ombros, beijando cada centímetro de suas costas, cintura, lombar... Até chegar na oitava maravilha do mundo que era a bunda daquela garota. Não resisti e dei uma mordida, seguido de um chupão que com certeza iria ficar roxo. Levy deu um pequeno grito assustada pela mordida, e logo após um gemido pelo chupão.
Distribui vários beijos naquela bunda, e levantei-a para que ficasse empinada. Me encaixei em sua vagina, e ia entrando devagar, até que Levy se joga para trás fazendo com que entrasse de uma vez. Ela soltou um gemido delicioso e foi impossível conter o meu, que soou mais como um rugido. Apertei sua cintura com força e comecei os movimentos. Saindo quase por completo e entrando até o fundo. Nossos corpos se moviam em sincronia. Em determinado momento, Levy se inclinou, empinando mais a bunda, me deixando louco com aquela visão.
— Ah, Gajeel! É tão bom...— ela murmurou, rebolando.
— Ah, é sim!— respondi, segurando sua cintura firmemente e a trazendo mais para mim.
Fui aumentando o ritmo gradativamente, até ficarmos tão frenéticos que era impossível conter os gemidos de ambas as partes. Levy se masturbava acompanhando o ritmo. Senti o interior dela me apertar, ela se moveu mais rápido, pressionando, rebolando. Estremeceu, ela soltou um gemido longo e seu interior me apertou mais, eu me derramei sem conseguir segurar por nem mais um segundo.”
Abri os olhos e suspirei. Lembrar da noite de ontem só fez minha cueca ficar apertada. Soltei um gemido frustrado. Por que a Pequena não poderia estar ali comigo para fazermos sexo de manhã?
Já fazia cerca de uns dois meses que estávamos aqui, e cada dia que eu acordava e começava minha rotina com a Levy, cada refeição que eu preparava junto da minha mãe, cada pelo de gato que eu achava nas minhas roupas, cada noite mal dormida por ter ficado a madrugada com a minha pequena, me fazia esquecer a razão para eu estar ali. Havíamos ido para aquela casa na praia não para tirar férias, mas para nos escondermos, para nos protegermos. E agora tínhamos uma rotina de casal que mora junto. Isso estava tão errado... Mas então eu pensava nela e me perguntava, como poderia estar errado se tudo com Levy parecia tão certo?
Me levantei assim que meu corpo se acalmou, botei uma bermuda e fui ao banheiro. Após a higiene matinal, fui até o quarto da minha mãe, porém ela não estava lá. Conforme descia as escadas, ouvi risadas vindas da cozinha e um cheiro delicioso.
— Bom dia. – falei na entrada da cozinha.
As duas pareceram se assustar com a minha presença, mas voltaram às risadas.
— Bom dia, filho! Vem tomar café.
Olhei para mesa e havia torradas, bolo, suco, café e algumas frutas. Antes de começar a andar senti algo roçando em meus pés e vi Lily, o pegando no colo logo e me dirigindo à mesa.
— Estão animadas hoje, hein. – falei me servindo de uma xícara de café.
— Sua mãe estava me contando historias de quando você era pequeno. – disse Levy me dando um beijo na bochecha.
— É claro que estava... – falei nem querendo imaginar o que minha mãe havia falado de mim.
— Nunca me disse que além de pintora sua mãe também é bailarina!
— Minha mãe não é uma artista, ela é uma arte! – falei sorrindo e lançando uma piscadela para minha mãe.
— Ele com certeza está querendo alguma coisa! – ela disse rindo logo em seguida – Mas sim querida, já fui bailarina. E até me aventurei no teatro. A propósito, foi por conta do balé que conheci o pai do Gajeel. Ele já te contou?
— Gajeel não me conta nada! – disse Levy me mostrando a língua.
— Você que nunca perguntou. – falei ignorando seu ato e comendo calmamente.
— Mas me conta, quero saber como se conheceram, Kim!
— Bem, eu comecei no balé desde cedo e segui carreira nisso. Quando tinha por volta dos meus vinte anos, eu estava ensaiando para o tão famoso Lago dos Cisnes. E como seria a estrela principal, eu acabava ficando até tarde na academia.
Um dia eu sai de lá depois de onze horas da noite. A academia ficava a dez minutos da minha casa, então ia e voltava andando. Então um cara me aborda numa esquina e tenta levar minha bolsa. Eu entrei em desespero por que lá estava minha sapatilha novinha e meu tutu da apresentação.
— Ela reage a um assalto por causa de sapatilhas e tutu...
— Quieto, garoto! Me deixe contar a história! Enfim, sim, eu reagi a um assalto por causa da minha sapatilha e do meu tutu, e comecei a gritar no meio da rua. O cara deu um puxão e conseguiu levar minha bolsa, só que nesse momento eu vi um policial começar a correr atrás dele!
— E o policial era o senhor Metalicana? – perguntou Levy entusiasmada com a historia.
— Sim! – disse minha mãe, rindo. – Ele conseguiu pegar minha bolsa de volta, e veio todo ofegante me devolver. Então ele me perguntou se faltava algo e abrimos a bolsa juntos, vi que meu tutu e a sapatilha estavam lá, então falei que não tinha pego nada. Ele ficou indignado e fez a mesma pergunta que o Gajeel: “Você reagiu a um assalto por causa de uma saia e uma sapatilha?”. Então eu disse: “Não é uma simples saia, é o tutu da Princesa Odette!”
— E ele respondeu: “Que se dane a Odette! Não acredito que corri dois quarteirões por causa de uma saia com purpurina!” – falei rindo.
— Metalicana era um ogro. – ela disse rindo – Ele foi embora indignado naquela noite. Porém, na noite seguinte, aproximadamente no mesmo horário, eu estava voltando para a casa e vejo ele passando com o carro da policia. Ele era recruta, e estava começando a primeira semana dele fazendo ronda noturna. Ele fez questão de parar o carro do meu lado e falou: “Não acredito que você está no mesmo lugar, na mesma hora, e aposto que com a mesma saia idiota nessa bolsa. Não aprendeu nada com o quase assalto de ontem?”. E eu disse: “Boa noite, e sim estou andando no mesmo lugar e na mesma hora de ontem, por que sou uma bailarina e terei minha estréia como personagem principal em uma grande peça daqui alguns dias e preciso estar tão perfeita quanto a Princesa Odette seria, então ensaio até a academia fechar. Aquela saia idiota é um tutu, que custa muito dinheiro. Aposto que vale até mais que o seu salário. Então me dê licença que preciso voltar para casa.”. Ele ficou muito irritado e até desceu do carro quando comecei a andar. Ele parou na minha frente e disse: “Escuta aqui moça, ontem eu corri dois quarteirões por sua causa, sou policial e exijo um pouco mais de respeito.”. Então eu peguei na minha bolsa um ingresso cortesia que todos os bailarinos ganham para convidar a família, e entreguei para ele. “Toma aqui uma recompensa por ter corrido dois quarteirões por minha causa. Tenha um bom trabalho, senhor recruta!”. E antes que ele pudesse falar algo, dei um beijo na bochecha dele e sai andando quase correndo!
— E ele foi para a sua estréia? – perguntou Levy rindo.
— Foi. – respondi – E ficou tão encantado que foi em todas as apresentações que ela fez da peça.
— No dia da estréia ele ainda foi até o camarim, como o ingresso dele era cortesia, ele tinha esse acesso. E me apareceu com um buquê de rosas lindo! Disse que correr dois quarteirões para recuperar minha saia idiota havia valido a pena, e que eu estava muito bonita como Princesa “Sei lá o que”. Eu já estava sem palavras assim que ele apareceu com o buquê. E quando foi embora eu fiquei sonhando acordada com ele. Até que o meu diretor aparece e pergunta: “Quem te entregou esse buquê? Íamos te parabenizar apenas na confraternização!”. Na estréia tanto de balé quanto de teatro, eles sempre parabenizavam a estrela principal com um buquê. Então eu falei para ele: “Foi um convidado meu que me deu esse buquê”. E ele disse: “Que estranho, por que o buquê que encomendados para você sumiu!”. Ou seja, em meio à muvuca que estava o camarim, ele roubou o buquê que me entregariam, e me deu como se fosse dele!
Mamãe e Levy se dobravam de rir com o final da história. Eu a achava hilária, e ficava pensando em como meu pai se recusava a ser romântico, mas sempre dava um jeito inusitado de agradar minha mãe.
— Já vi de quem o Gajeel puxou o lado delicado dele. É tão a sua cara fazer isso! – disse Levy.
— Ah não, Gajeel com certeza é mais delicado que o Metalicana. Ele ainda demonstra os sentimentos dele. Metalicana era sempre frio, não deixava ninguém saber como ele estava se sentindo. Exceto eu. Eu sempre acabava descobrindo!
— É uma historia muito fofa, Kim! E depois disso vocês começaram a sair?
— Com certeza. Na minha ultima noite ele tomou coragem e me chamou para sair. E depois foi tudo se desenrolando.
— Tão lindos! Se me perguntarem como conheci o Gajeel, a historia vai ser que eu estava curtindo uma balada e ele me pegou e me dedurou pra minha mãe. E depois disso virou minha babá!
— É romântico! – falei com uma falsa indignação.
— Muito romântico! – ela disse irônica.
— O romantismo é vocês que fazem, crianças. Basta saber contar a historia com as palavras de um apaixonado que tudo fica romântico!
— Além de bailarina, atriz e pintora, você também é poeta, Kim?
— Ah não, poesia nunca quis me arriscar.
— Você é realmente uma artista, Kim. E o Gajeel... Bem... É o Gajeel.
— O que você quer dizer como isso, Anã?
— Que você não é nada artístico. – disse Levy.
— Pois saiba que eu já fiz balé e dança de salão.
— O que?! – ela disse surpresa.
— Não se engane criança, ele é um verdadeiro pé-de-valsa. – disse Kim.
— Dúvido!
— Ah é? Mãe, solta uma para mim! – falei pegando na mão de Levy.
— Hm... Pode ser La Vie En Rose?
— É perfeita, mãe!
Segurei na cintura de Levy e posicionei sua mão esquerda em meu ombro, segurando a direita delicadamente. Comecei a guiá-la pela cozinha conforme minha mãe cantarolava as primeiras notas de La Vie En Rose.
Levy me olhava encantada e sorria bobamente conforme nos movíamos em sincronia com a música. Eu a girava e a segurava tão delicadamente que nem parecia eu. Mas tendo uma mãe bailarina, seria surpreendente se eu não soubesse conduzir uma dama.
Passamos a manhã entre dançar valsa com a Levy e salsa com a minha mãe. Onde nos mesmo cantarolávamos as musicas.
Levy ficava totalmente encantada quando via eu e Kim dançando com tanta sincronia e rapidez. Tínhamos vários passos decorados. Era normal dançar com minha mãe quando criança, já a ajudei a se preparar para várias apresentações. E ela sempre dizia que eu era um dançarino melhor que meu pai.
E vou confessar, sentia falta dessa cumplicidade dançarina que eu tinha com minha mãe. Ela com certeza era a minha melhor amiga na vida!
Fale com o autor