Breaking the Rules
19 Desejos
Notas iniciais
Desejos.

Levy
— Sua mãe disse que você sabia fazer isso – falou Gajeel enquanto carregava sua pistola com uma única munição.
— Meu pai me ensinou quando eu era pequena – falei — Mas faz tanto tempo que não me lembro bem...
Já fazia cerca de três semanas que estávamos naquela casa. Todos os dias eu ajudava o Gajeel a acordar a mãe dele, ela surtava e ele a colocava para dormir. Quando ela acordava, eu me trancava com ela no quarto e tínhamos uma pequena conversa. Depois tudo voltava ao normal. Gajeel era quem fazia todas as refeições, e de tarde ele continuava com aulas de auto defesa.
Eu já conseguia desarmá-lo, e o meu desempenho físico havia melhorado bastante. Então hoje, Gajeel resolveu me dar aula de tiro. Fomos para a praia e ficamos próximo a uma rocha enorme que cortava a praia. Não sabia se o outro lado era outra propriedade ou não, mas ali era o nosso limite. E aquela rocha era um ótimo alvo.
— Você sabe qual é o seu olho dominante? – perguntou Gajeel.
— Sim, é o direito.
— Certo, então vamos fazer assim. – ele veio para detrás de mim colocando a pistola em minhas mãos – Primeiro você segura à pistola com a mão direita e a esquerda você deixa por debaixo, como um apoio. Não estique demais os braços se não você leva um coice grande! Dobre um pouco os cotovelos.
Ele permanecia atrás de mim enquanto demonstrava a maneira certa de fazer as coisas. E era meio difícil se concentrar sentindo o peito dele nas minhas costas, e seu hálito quente no meu ouvido.
— Agora – ele continuou – Você fecha o olho esquerdo e mira. Está vendo essas duas coisinhas aqui em cima? Essa da ponta é a mira frontal, chamamos de massa de mira. E essa aqui atrás é a mira traseira, que chamamos de alça de mira. Você deve alinhar as duas. A massa deve estar centralizada entre a alça.
— Certo... Mas onde eu devo mirar?
— Estamos na praia, só mira naquela rocha. Depois tentamos desenhar um alvo.
Okay. Isso não parecia ser tão difícil. Principalmente agora que ele deu uma afastada de mim e eu poderia me concentrar melhor.
— Quando você for atirar, prenda a respiração. Assim o coice vai ser menor. E puxe o gatilho devagar, não precisa ter pressa.
Respire fundo. Feche o olho esquerdo. Mire. Respire fundo. Prenda a respiração. Puxe o gatilho.
O barulho do tiro doeu meus ouvidos. Acabei indo um pouco para trás devido ao coice da arma, mas nada que me desequilibrasse.
— Foi muito bom. – ele disse depois de um tempo em silêncio.
— Você acha mesmo? – falei me virando para ele.
— Sim, você tem jeito nisso. Só precisa praticar mais. Você permaneceu firme e quase não foi para trás. E o barulho não te assustou também. Você conseguiu manter o braço erguido firmemente mesmo com o peso da pistola. Você foi bem. – ele disse e bagunçou meus cabelos.
Apesar de eu odiar isso, já que me fazia se sentir menor, fiz questão de ignorar por causa do elogio que recebi.
— Obrigada. – disse sorrindo – Podemos tentar de novo?!
— Crianças! – gritou Kim da porta de vidro — O que estão aprontando?
— Gajeel está me ensinando a atirar!
Kim começou a vim em nossa direção, e quando nos alcançou, botou as mãos na cintura e olhou indignada para o Gajeel.
— Gajeel! Se você está tentando conquistar ela, tem que levá-la para um passeio, não mostrar a ela como atirar!
— Ah mãe, já passei dessa fase. Não preciso conquistar ela porque ela já está conquistada! – ele disse com um sorriso sacana no rosto.
— Como é? – falei levantando uma sobrancelha.
— O que? Vai dizer que você não está caidinha por mim?
— Está me vendo no chão por acaso?
— Eu acho que quem está caidinho aqui é o Gajeel! – falou Kim seguida de uma risada.
— Eu concordo Senhora Kim!
Em qualquer ocasião, é melhor ser amiga da Kim, do que inimiga dela.
— Ai querida, não me chame de senhora. Só porque estou quase na casa dos cinquentas não significa que sou senhora. Pode me chamar de sogrinha.
Ou talvez não...
— Vai, vira aliada dela! – falou Gajeel rindo da minha cara provavelmente corada.
— Quantos anos a senho... Você tem Kim? – falei na tentativa de mudar de assunto.
— Quarenta e oito. Ou pelo menos eu acho... Acertei? – ela disse olhando pro Gajeel.
— Não. Você já chegou na casa dos cinquenta. Falando nisso, você está fazendo cinquenta hoje.
— O que?! – disse Kim surpresa.
— Eu pretendia fazer surpresa – falou Gajeel — Mas já que tocamos no assunto... Feliz aniversario gatinha!
Ele a abraçou e deu um singelo beijo na testa dela.
— E você nem me fala nada! – falei indignada.
— Nem acredito! Então hoje é dia vinte e três de agosto? – falou Kim.
— É sim. E já que é seu aniversário... O que você gostaria de fazer? – perguntou Gajeel.
— Eu?
— É Kim! Escolhe uma programação para o seu aniversario!
Tomara que ela escolha sair daqui. Seria bom ver um pouco de sociedade depois de quase duas semanas isolada.
— Hm... Tem algum parque aqui perto? Gostaria de um piquenique. Se não for atrapalhar...
É por isso que eu amo ela!
— Tem um parque sim. – falou Gajeel – E não atrapalha em nada gatinha! Então, que tal irmos nos arrumando?
Enquanto nos arrumávamos, Gajeel preparou lanches e colocou tudo em uma mochila. No meio do caminho de carro, ele parou numa mercearia e comprou suco e algumas frutas. Seria um piquenique simples por ser de ultima hora. Mas o parque onde ele seria realizado, era deslumbrante. Um vasto campo com coloridas árvores floríferas. Havia algumas mesas e bancos de madeira, e também um pequeno lago onde uma família de patos buscava alimentos. Tudo muito aconchegante.
Porem, antes que pudéssemos entrar no parque, o caminho que seguimos desde onde Gajeel estacionou o carro, passou por um beco. E avistei dois garotos, um deles com um taco de beisebol, se “divertindo” com algo. Esse algo, parecia ser algum bichinho, encolhido no canto da parede, enquanto eles o chutavam e batiam.
Não consegui ficar parada.
— Ei vocês! – gritei entrando no beco — O que pensam que estão fazendo?!
— Olha só, uma garota valente. – disse um dos meninos.
— E muito gostosa... – falou o outro.
— Deixem ele em paz! – disse me aproximando e notando que o pequeno bichinho era apenas um gatinho indefeso.
— Que tal uma troca, hm? – falou o primeiro menino — Deixamos essa merdinha ir embora e você fica aqui com a gen...
— Apenas ousem tocar em um único fio de cabelo dela – disse uma voz grossa e autoritária atrás de mim. Logo reconheci sendo a do Gajeel — E eu juro que enfio esse taco na bunda de vocês e faço sair pela boca.
Enquanto ele falava, aproveitei para me agachar e pegar o gatinho.
— Apenas. Ousem. – falou Gajeel enquanto batia o punho direito na mão esquerda. Um claro sinal de ameaça.
Os meninos apenas saíram correndo do beco. Abracei o gatinho e seguimos em direção ao parque.
— Coitada, ela está com medo... – falei fazendo um singelo carinho na cabeça da gatinha.
— Machucaram muito? – falou Kim, também fazendo um carinho.
— Eu acho que não... Parece que ela tem um corte perto do olho, mas fora isso eu acho que esta bem.
Enquanto isso, Gajeel arrumava uma das mesas de madeira para o piquenique.
— É tão bonitinho... – disse Kim — Será que é fêmea ou macho?
— Tenho quase certeza que é fêmea! Podemos ficar com ela, não é Gajeel?
— Não. – ele falou curto e grosso.
— Por que não? – retruquei — Ela está indefesa! Eles podem voltar e machucá-la mais ainda!
— Eu já disse que... – ele começou, porem foi interrompido.
Kim havia posto a mão em um dos ombros de Gajeel, o fazendo olhá-la nos olhos.
— Por favor. – ela disse com sua doce voz.
— Mãe... – disse Gajeel desviando o olhar dela — Isso é vacilo...
— Veja, é só um gatinho indefeso... – ela disse da mesma forma doce.
— Não faz essa cara... – ela desviou o olhar dele e olhou para mim.
Para entrar no jogo, fiz a melhor cara de dó que conseguia.
— Você também não! – ele disse olhando para qualquer lugar, exceto para nós.
— Por favor, Gajeel! – eu e Kim falamos ao mesmo tempo.
Ele ficou um tempo em silencio, nos ignorando. Mas após um longo suspiro...
— Está bem! Fiquem com o gato. Agora vamos começar logo com esse piquenique.
Já disse que o Gajeel emburrado é muito fofo? Pois é, ele é. Kim sabia exatamente como dominar ele. Preciso conversa mais com ela e saber a dominar Gajeel também.
Ficamos horas no parque. E comemos tudo que havíamos levado. Cantamos parabéns para Kim com um cupcake que foi dividido em três partes. E ela fez um desejo que não quis contar quando assoprou a velinha. Eu e ela ficamos babando na pequena gatinha que depois de um tempo deixou o medo de lado e ficou brincando conosco.
— O nome dela vai ser Lily! – falei.
— Como pode ter certeza que é fêmea? – disse Gajeel.
— Eu simplesmente tenho.
— E eu simplesmente acho Lily um nome ridículo, o nome dele vai ser Pantera!
Em algum momento a gatinha saiu de perto de mim e foi para perto de Kim, que assistia a discussão com um pequeno sorriso.
— Pantera? Só porque ela é preta? – falei.
— Sim! – disse Gajeel — Ele é preto e selvagem e parece uma pantera.
— Não chame ela de ele!
— Não dá para saber o sexo dele ainda, é muito pequeno. E para mim ele é macho!
— Fêmea! E vai se chamar Lily!
— É macho e vai se chamar Pantera!
— Pantera é um substantivo feminino, gênio!
— Parem de brigar crianças. – disse Kim rindo – Por que não vão brincar um pouco? Eu cuido da Lily Pantera.
— É só Lily! – falei cruzando os braços.
— É Pantera! – disse Gajeel jogando um caroço de pêssego na minha cabeça.
Ele jogou um caroço de pêssego. E ainda saiu correndo.
Depois eu que sou a infantil! Só porque sai correndo atrás dele, com o caroço de pêssego, pelo parque. Ficamos brincando de pega-pega como dois idiotas, mas consegui acertar o caroço de pêssego na cabeça dele – foi na oitava tentativa, mas está valendo. Ele acabou correndo atrás de mim de volta, me alcançando em menos de dez segundos e me fazendo rir que nem uma gazela no meio de um parque público, devido às cócegas que ele começou.
Eu já falei que odeio o Gajeel? De fato aquele dia foi maravilhoso. É bom sair de vez em quando.
Já era noite quando chegamos em casa. Logo após todos tomarem banho, Gajeel preparou uma janta rápida e antes que fosse dez da noite, Kim já havia ido dormir.
É coisa de velho dormir cedo? Apesar que, eu gostaria de ser velha como a Kim. Cinquenta anos com cara de trinta. E ainda com um filho semi-monstrinho que era quase o dobro do tamanho dela.
Lily havia ficado junto dela. Conseguimos arrumar uma caixa de papelão que deu uma perfeita caminha.
Eu e Gajeel estávamos no que deveria ser o meu quarto, mas que estava virando praticamente nosso quarto, já que havíamos adquirido a mania de dormir juntos. Infelizmente apenas dormíamos. Não que eu quisesse algo a mais, é só que...
— O que esta fazendo? – disse Gajeel quando me sentei no colo dele.
Bem... Talvez eu queira algo a mais...
— Estou seduzindo você... – falei e logo em seguida beijei-o.
Comecei o beijo com calma. Gajeel colocou a mão em minha cintura e não a tirou de lá. Parece que estava na hora de alguém tomar algumas atitudes aqui. Aprofundei o beijo puxando-o para mais perto. Enroscava minhas mãos em suas madeixas macias. Quando o ar nos faltou, desci os beijos para o pescoço dele. E finalmente consegui tirar uma reação de Gajeel.
— Hm... – disse ele em meio a suspiros – Se está... Tentando me seduzir... Não está adiantando...
— Será? – falei ao senti-lo apertar mais fortemente minha cintura.
— Levy... – disse após uma mordida no pescoço.
— Hm?
— Pare.
Ignorei-o e voltei a beijá-lo. Suas mãos desceram discretamente. Não sei o que eu estava fazendo, mas deveria continuar.
— Por que quer que eu pare? – falei entre beijos — Não está gostando?
— Muito pelo... Contrario... Pare com isso. – ele disse me afastando e olhando em meus olhos.
— Não. – falei séria.
Parece que deu certo, pois logo em seguida Gajeel me jogou na cama e dessa foi ele quem dominou o beijo.
Eu adorava o Gajeel dominador. Ele era selvagem e parecia esquecer as responsabilidades que ele mesmo se impunha. As vezes ele agia como se eu fosse uma freira imaculada. E eu estava já cansada de tanto alto controle! Não sou mais uma garotinha. Sei o que eu estou fazendo e as consequências disso. Eu sei o que eu quero.
E no momento, o que eu queria era sentir mais daquele beijo selvagem que ele me dava. Sentir mais da sua pele e do seu cheiro másculo. Sentir mais o aperto de suas mãos que desciam, desta vez nada discretas, pela minha cintura e iam para minhas coxas.
Enquanto uma das mãos dele permanecia alisando minhas coxas, a outra alisava minha barriga quase despida pela blusa do pijama. Quando o ar nos faltava, ele descia os beijos para meu pescoço e colo. Sempre intercalando entre mordidas e chupões. Aquilo estava me delirando.
Até um tempo atrás, talvez eu sentisse vergonha dessas atitudes, mas agora não. Eu apenas queria poder sentir mais do Gajeel. Mais que apenas beijos e sua companhia para dormir. Eu... O desejava. E queria saber se ele sentia o mesmo por mim...
E acho que consegui minha resposta, quando no meio dessa pegada, ele me puxou para mais junto dele e eu pude sentir sua ereção roçar em mim. Acabei me assustando, o que fez Gajeel se afastar.
— O que foi? – ele disse ofegante.
Era a primeira vez que sentia Gajeel ter uma ereção. Ou pelo menos era a primeira vez que ele se descuidava e não tentava esconder isso de mim.
— Ah... N-Não é nada...
Ambos estávamos ofegantes, e se ele mostrava um leve rubor, quase imperceptível, nas bochechas, significa que provavelmente eu estava extremamente vermelha. Tentei puxá-lo novamente para um beijo, porem parece que ele notou o que eu havia notava, e se levantou em um rompante.
— Droga... – ele disse enquanto ia em direção a porta do quarto.
— Espera! – falei me sentando na cama — Onde você...! – Gajeel já havia batido a porta — Vai...
Levantei-me e fui atrás dele. Só pude ouvir o barulho do chuveiro sendo ligado.
— Por que você sempre para na melhor parte...
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— Eu vou... Dormir no meu quarto. – disse Gajeel parado na porta.
Seu cabelo pingava e a roupa estava colada ao corpo. Ele entrou no banheiro tão abruptamente que se esqueceu de pegar uma toalha.
— Por quê? – falei indignada — Nas ultimas duas semanas você dormiu comigo. Qual o problema agora?
— É só que... É melhor assim.
Ele evitava olhar para mim. Provavelmente se sentia culpado por ter tido uma reação natural do corpo humano quando incentivado a tais atos.
— Eu quero que você fique comigo. – falei firme.
— Eu não posso. – ele disse em seu melhor tom autoritário.
— Por quê?
— Por que...! – ele disse exaltado. Porem parou e suspirou profundamente – É por que eu... Eu estou... Estou perdendo o controle com você! E isso não pode acontecer.
— Por que não? Você não sabe se era essa minha intenção. E se eu quiser que você perca o controle?
— Você não entende...
— É lógico que eu não entendo! – desta vez foi eu quem me exaltei — Você não fala nada, você não faz nada!
— E o que você quer que eu faça?!
— Eu quero... Que você fique comigo essa noite.
— Isso é o que você quer ou... Só está tentando me agradar?
— Porque eu tentaria te agradar?
Ficamos um tempo em silencio. Encarando um ao outro. Gajeel parece lutar internamente com alguma coisa, e eu tinha uma pequena idéia sobre o que seria.
— Certo... – ele disse depois de um tempo — Eu fico com você.
Acabei dando um enorme sorriso. Gajeel apenas suspirou novamente e veio se deitar na cama. Porem, como um grande perito em estragar prazeres, ele ficou o mais distante que pode, e de costas para mim. Seria muita maldade cortar esse belíssimo cabelo já que era tudo o que, aparentemente, eu teria dele hoje?!
— Posso te pedir um favor? – falei depois de um tempo sendo ignorada.
— Depende. – ele disse ainda de costas para mim.
— Não me compare há outras garotas. – falei enquanto o virava e subia novamente em seu colo.
— O que você...!
— Se você acha que estou sendo influenciada, você está muito enganado! Eu não quero... Dormir com você porque algumas garotas fazem isso. Eu quero porque eu quero! Porque eu gosto de você. Eu...
— Por que está dizendo isso? – ele me interrompeu virando o rosto para o outro lado.
Pelo jeito eu estava certa com meu pensamento. Gajeel achava que eu estava apenas o tentando agradar.
— Porque é isso que você está pensando! Você acha que eu estou me forçando a fazer algo que não quero só para ser igual a todas as outras. Como se eu fosse igual essas adolescentes de hoje em dia!
Eu entendo que ele não queria apressar as coisas ou me forçar a fazer qualquer coisa contra a minha vontade. Mas chega uma hora que não dá mais para fingir que não tem um homem forte, cheiroso, bonito e sexy beijando você como se tentasse sugar sua alma para que você pudesse morrer feliz.
— Tem razão... Você não é nada igual a elas... Você é menor que a maioria das pessoas, mas não deveria se envergonhar disso! – ele disse com seu costumeiro sorriso sacana.
— Cale a boca! – falei saindo de cima dele.
O Gajeel já havia voltado ao normal.
— Idiota... – falei deitando-me na cama de braços cruzados.
— Desculpe... Por comparar você com outras adolescentes idiotas.
— Está perdoado. – falei olhando em seus olhos.
— Não fique emburradinha. – ele disse sorrindo e colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
— Você se controla demais...
— Você que me descontrola muito, então tenho que ficar me controlando. – ele acariciava delicadamente minha bochecha.
— Não deveria...
— Por que não quer que eu me controle?
— É por que...
Pensei em como responder aquela pergunta. Eu queria o Gajeel, de todo meu coração, e aquela aposta idiota estava impedindo isso. Parece que estava na hora de acabar de vez com aquilo e entregar os pontos. Parece que ele realmente conseguiu fazer com que eu me apaixonasse pelo Ser idiota, bruto e ignorante que ele era...
— Eu quero que você me ame da mesma forma que eu...!
— Eu te amo.
Tive minha fala histórica interrompida pela mão do Gajeel, que tampou minha boca antes que eu pudesse terminar de falar. Arregalei os olhos devido à revelação. Ele sabia o que eu ia dizer, e mesmo assim me impediu.
— E parece que você acaba de ganhar uma aposta. – ele falou sorrindo enquanto afastava a mão de minha boca.
— Por que fez isso? – falei incrédula.
— Por que eu não iria ganhar muita coisa caso deixasse você falar. Provavelmente não conseguiria pedir o que eu quero. Mas você... Bem, estou curioso para saber o que você deseja de mim...
Gajeel novamente veio para cima de mim. Ele não me beijou mas fez questão de manter nossos rostos bem próximos. Eu havia ganhado a aposta... Eu tinha direito de lhe pedir alguma coisa... Qualquer coisa...
— Pretende fazer seu pedido agora? – ele sussurrou em meus lábios.
— Sim... – sussurrei de volta.
— Então me diz... O que você deseja Levy...
Ele sabia exatamente o que eu queria. E eu tinha quase a certeza que era o que ele queria também. Mas ele fez isso para que eu pudesse pedir, e ele não se sentiria culpado por — achar — que está forçando algo comigo...
Já falei o quanto eu amo esse idiota?
— Eu desejo você, Gajeel!
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