Brigadeiro.

Levy

— Gajeel... Eu quero ficar...

O silencio prevaleceu no ambiente por mais alguns segundos. Gajeel ficou me observando, até que fechou os olhos e deu um longo suspiro, voltando a me encarar logo em seguida.

— Você está com medo de andar na moto de novo, não é?

— Estou... – eu disse abaixando a cabeça.

— E também está com frio.

— É... – falei enquanto cobria o rosto com as mãos.

— Isso por que eu avisei....

— Desculpa! – falei voltando a encará-lo. – Lá em casa não estava frio! Eu pensei que o tempo estava bom...

— Pensou errado. – ele voltou a subir as escadas. Dessa vez eu não o segui.

Fiquei observando a casa enquanto o esperava na sala. Havia um sofá de três lugares da cor bege, e uma poltrona de cada lado da mesma cor. As paredes eram todas brancas, e em frente ao sofá havia uma estante marrom. Notei que não havia televisão.

“O cara tem uma moto transformers, mas não tem televisão?”

Na estante, havia várias fotografias, e na parede havia quadros pendurados. Na verdade, a caso toda era repleta de quadros. As pinturas eram variadas. Algumas eram paisagens, outras eram rostos, ou imagens fantasiosas. Aproximei-me para ver melhor, todos os quadros eram da mesma pessoa. “K. Redfox” é o que estava assinado. Provavelmente era da Sra. Kim.

Voltei meu olhar para as fotografias nas estantes. A maioria era com a Sra Kim. Estava mais jovem e bem mais saudável do que aparenta hoje. Em algumas ela estava abraçada com um homem, que sinceramente, era a cara cagada e cuspida do Gajeel, só que um pouco mais velho. Tirando o cabelo, que no caso do homem eles eram curtos e baixinho, típico de militar. Os dois se pareciam bastante.

Algumas das fotografias eram com os três. Gajeel estava sempre no meio do casal, e parecia bem mais novo.

Mas a fotografia que mais atraiu minha atenção foi uma do Gajeel, aparentemente com um ou dois anos de idade. Ele vestia uma fantasia de dragão e “destruía” uma pequena cidade feita de lego. Sua mãe aparecia um pouco mais ao fundo, sentada ao chão e rindo.

— Eu falei pra você não mexer em nada. – disse Gajeel no pé da escada. Virei-me pra ele para lhe dar uma resposta, mas minha visão foi tampada pelo casaco que ele acabara de jogar.

Tirei o casaco do rosto e peguei a fotografia dele.

— Gajeelzila? – disse rindo e lhe mostrei a fotografia.

Ele se aproximou sério, tirando a fotografia da minha mão e colocando de volta a estante. Segurou em minha cabeça me virando e me arrastando em direção a porta.

— Da próxima vez te deixo morrendo de frio. – falou me soltando e pegando suas chaves. – Vamos embora.

— Não tem problema deixá-la aqui sozinha?

— Não. O remédio dela é forte o suficiente para que ela durma a noite toda. E deixarei a casa com o alarme ligado, qualquer pessoa que tente sair ou entrar por essa porta, irá ativar o alarme e eu receberei uma mensagem no celular.

Respirei fundo antes de subir na moto novamente.

— Tem certeza que não tem nenhum capacete? Nenhum tipo de proteção para andar nisso?

— Arg! – ele resmungou antes de entrar novamente na casa.

Minutos depois, ele voltou com um capacete preto, mas apenas um. Deu-o para mim e voltou a se sentar na moto.

— Da próxima vez, você volta a pé!

Mal prendi o capacete, e ele saiu em disparada. Tive que me agarrar com força para não cair. Enquanto voltávamos para casa, me lembrei de algo que havia me deixado curiosa.

— Por que não tem televisão na sua casa!? – gritei, para que ele me escutasse.

Demorou um tempo até me responder, cheguei a pensar que não havia escutado.

— É por causa dela. Evitamos que veja noticiários! – ele gritou de volta.

Mesmo em movimento, sua voz continuava grave.

— Por que!?

— Não sabemos em que época estará sua memória! Ela pode se assustar com noticias muito recentes.

Depois disso não falei mais nada. Havia entendido. Com certeza para uma pessoa que sofre de Alzheimer, não deve ser nada fácil, acordar pensando que é verão, e quando chegar na janela ver neve.

Provavelmente era assim que as memórias da Sra. Kim funcionavam, ela não se lembrava do ontem, e o seu amanhã era sempre algo novo, porem, sempre algo do passado.

O resto do caminho foi em total silencio. Quando chegamos, e ele estacionou a moto, agradeci mais uma vez aos Céus por existir o chão, antes de entrar em casa.

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— Que tédio...

Já havia se passado 20 minutos desde que chegamos em casa. Joguei-me no meio do sofá, preto e em formato L, peguei o controle e procurei algo para assistir. Gajeel se sentou na outra ponta do sofá. Cruzou os braços e ficou encarando a estante. Ela não tem muita decoração já que a TV fica em um painel na parede, e na estante apenas um monte de livros. Provavelmente estava olhando algum.

— Estou com fome... – disse enquanto ficava de cabeça para baixo no sofá.

— Então vai comer. – falou sem desviar os olhos da estante.

Segui sua sugestão e fui para a cozinha. Havia comida na geladeira, era só esquentar no forno microondas. Mas eu não estava com fome de comida, estava com fome de besteira.

Vi achocolatado no armário e resolvi fazer brigadeiro. Era fácil, pratico e gostoso. Coloquei o que precisava na panela e pus no fogo. Voltei pra sala e Gajeel continuava olhando para a prateleira de livros.

— Algum problema? – perguntei, enquanto me sentava novamente no sofá. Ficando de cabeça para baixo novamente. Eu gostava de ficar assim.

— Esses livros são tão... Adolescentes. Não acredito que a Chefa leia isso.

— Não são dela, são meus.

Quando terminei de falar, Gajeel me olhou incrédulo.

— Você sabe ler!?

— É claro que sei!!

— Que criança prendada! Gihihi. – ele ria enquanto mantinha um sorriso zombeteiro no rosto.

O encarei cruzando os braços e franzindo as sobrancelhas.

— Fazer cara emburrada não te deixa com a aparência de mais velha. Ainda mais nessa posição. Pergunto-me como conseguia entrar nos lugares, mesmo com uma identidade falsa. É meio obvio que você é uma pirralha.

— Obrigada pela parte que me toca. E respondendo sua pergunta, eu tinha meus métodos. Ainda tenho.

— Então quer dizer que mesmo depois do castigo vai continuar burlando as regras?

— Nunca disse que pararia.

— Você tem cara de ser o tipo de menina quietinha e nerd. Mas é totalmente ao contrario!

— É ai que você se engana, meu caro! Quietinha talvez não, mas sou uma das melhores alunas do colégio!

— Então é uma patricinha nerd?

— Não sou patricinha. Se alguém que não seja meu amigo conhecer meu nome, irei me surpreender.

— Juro que não entendo. Na minha época de escola, o que não faz muito tempo, geralmente quem vivia em balada era os “populares que não ligam para nada só para eles mesmo”.

— É errado criar um conceito de mim perante isso. Eu apenas gosto de curtir uma boa festa. Ser baladeira não me faz menos inteligente.

— Quanta palavra difícil, “conceito”, “perante”... Está tentando passar o ar de intelectual?

— Desculpa, seu cérebro é lento demais para acompanhar o dialogo?

— No caminho que você está, eu já tirei diploma.

— Aposto que eu tiraria um diploma primeiro que você, se não fosse as regras de fazer um ano de cada vez. Regras só servem para atrasar aquilo que queremos, é por isso que odeio elas...

— Isso é cheiro de queimado? – disse Gajeel puxando o ar.

— Merda!! Esqueci o brigadeiro! – levantei e fui correndo para a cozinha

A cozinha estava tomada pela fumaça. Desliguei a panela e a joguei na pia, isso a esfriou e mais fumaça subiu.

— Está tentando botar fogo na casa?! – disse Gajeel enquanto abanava o ar.

— Foi sem querer, é que esqueci... Será que ainda dá pra comer?

Quando a fumaça dissipou e consegui enxergar a panela, ela estava com uma crosta negra grudada em tudo quanto é canto. Peguei uma colher para vê se soltava, mas estava duro demais.

— Isso parece tudo, menos brigadeiro. – disse Gajeel.

— Que droga... Mas fiz tudo direitinho, de acordo com o que lembro. Coloquei até um pouco jiló...

— Você colocou jiló?! – perguntou Gajeel incrédulo.

— É que eu queria o chocolate meio amargo! – respondi.

— Está querendo se matar?!

— Não! É que achei que ficaria bom... – falei enquanto abaixava a cabeça.

— Deixando o veneno de lado. – disse Gajeel respirando fundo — Não sei se você sabe, mas você deve ficar mexendo o brigadeiro para que ele não grude. – falou enquanto abria a torneira e deixava a água cair dentro da panela.

— Não sabia disso... Pensei que era só colocar os ingredientes na panela, e ele ficaria pronto em alguns minutos.

— Isso não é macarrão instantâneo pirralha! Você nunca viu receita de brigadeiro?

— Não sigo receitas, faço do jeito que acho que deve ser feito.

— Vamos corrigir sua frase, regras não servem para atrasar sua vida, servem para impedir que você morra!

Ele começou a andar pela cozinha, pegando algumas coisas do armário.

— O que você vai fazer? – perguntei.

— Vou te ensinar a fazer brigadeiro, antes que coloque a vida de alguém em risco. – disse enquanto colocava uma panela limpa em cima do fogão.

— Desde quando sabe cozinhar? – perguntei enquanto me sentava em cima da mesa, e ele colocava alguns ingredientes do meu lado.

— Desde que morei sozinho.

— Você já morou sozinho?

— Acabei de falar que sim.

— Como é morar sozinho? Foi em que época da sua vida? Quantos anos você tinha?

— Não te interessa.

— Se não me interessasse eu não estaria perguntando!

— AH! Você fala demais!! Não sente cãibra na língua!?

— Acho que isso é impossível de sentir...

— Okay, cala a boca e presta atenção no que vou falar.

— Okay! – sorri e me sentei direito a mesa.

— Primeiro você vai colocar na panela a manteiga. Deixe ela derreter um pouco e jogue o leite condensado. Então depois...

Ele falava de uma forma lenta e detalhadamente, estava dando sono. Acho que falava assim para que eu entendesse. Eu não precisava que ele me ensinasse como fazer brigadeiro. Eu sabia fazer! Apenas aconteceu o pequeno imprevisto de esquecer... Era engraçado imaginar o Gajeel sendo “dono de casa”. Ele não tem cara de quem faz tarefas domesticas e cozinha. Apesar de que observando ele daqui, parece que ele não só cozinha como também sente prazer em fazer isso.

Minhas pálpebras estavam quase se fechando, quando notei que tinha um pouco de manteiga no meu cotovelo. Como que isso foi parar ali mesmo?

— Você precisa ficar mexendo até ele virar... O que você está fazendo?

— Nada...

Ta legal. Eu não estava “fazendo nada”, é que tinha manteiga no meu cotovelo, e eu precisava tirar! Só que apenas passar o dedo é muito sem graça...

— Esta tentando lamber o cotovelo?

— Tem manteiga nele...

— A não ser que você seja contorcionista, você não vai conseguir fazer isso tão cedo.

Ele então desligou o fogo, limpou as mãos no pano e foi andando de volta pra sala.

— Espere esfria um pouco e já pode comer.

— Já está pronto?

— Já.

— Por quanto tempo eu brisei? – perguntei mais para mim mesmo do que para ele.

— O tempo suficiente para que eu terminasse de fazer. – falou enquanto se jogava no sofá novamente.

Alguns minutos depois eu coloquei o brigadeiro num pote e voltei pra sala. Aquilo realmente estava uma delicia!

— Está muito gostoso!

— É lógico que está! Fui eu quem fez! – falou Gajeel pegando um pouco do brigadeiro. Havia trazido uma colher para ele também.

— Você precisa ser menos convencido...

— E você menos tapada! Onde já se viu colocar jiló no brigadeiro?!

Isso foi engraçado. Realmente não sei da onde tirei a idéia de colocar jiló. Acabamos por rir da minha desgraça, e assistir um filme qualquer enquanto comíamos chocolate.

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— Vai dormir. – disse Gajeel. Pela quinta vez.

— Não estou com sono... – respondi.

Na verdade eu estava morrendo de sono. Meus olhos pesavam e minha cabeça caia toda hora.

— Vai dormir. – ele falou novamente.

— Já disse que não... – falei piscando várias vezes com a intenção de me manter acordada. Era quase impossível.

O por que da minha pirraça em ir dormir? Não sei, só queria me fazer de forte e implicar com ele.

— Você não tem colégio amanha?

— Tenho... E daí?

— Vai dormir.

— Para de ser chato e... Deixa-me em paz... – falei enquanto encostava minha cabeça no sofá e descansava os olhos.

Eu não estava dormindo, eu estava descansando os olhos! Uma coisa é diferente dá outra. Não confundam.

A sala ficou em silencio por um tempo. Até que escutei o barulho do sofá sendo arrastado. Senti-me sendo puxada pelo pé, e depois o baque do meu corpo no tapete da sala. Até ai normal. Mas então o tapete começou a ser arrastado.

Abri os olhos e vi Gajeel puxando o tapete, comigo em cima, até o meu quarto. Quando chegamos na porta dele, Gajeel literalmente me jogou pra fora. Ele foi levantando o tapete até que eu caísse no chão.

— Idiota. – falei enquanto me levantava e ia para a cama.

— Preguiçosa. – ele disse enquanto enrolava o tapete de novo.

— Imbecil. – falei me cobrindo.

— Mimada. – ele disse apagando a luz do quarto.

— Babaca. – sussurrei.

— Pirralha. – ele falou já na porta.

— Boa noite... Gajeelzila. – falei e dei uma risadinha.

— Hum. – ele disse fechando a porta e indo embora.

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Gajeel

Não me lembro de ter entrado para a policia para ser babá e colocar criança para dormir. Mas eu não tinha escolha. Tinha o cargo de Tenente, mas ainda era tratado como um Soldado iniciante. Sei que esse deveria ser o certo. A hierarquia da policia começa como soldado e para ser tenente, são 6 cargos mais a cima. E para chegar a este posto, são anos de experiência. Mas eu fui privilegiado.

Quando comecei na policia, tinha alguém lá dentro que me colocou em um cargo avançado sem maiores problemas. Pular algumas hierarquias foi-me útil. Mas quando vim para a cidade de Magnólia, e para outro departamento, eu basicamente regredi.

Não que minha Chefa seja culpada disso. Ela está correta. Mas isso irritava. Ela disse que enquanto eu não provasse que merecia um cargo maior, eu continuaria sendo tratado como Soldado. E isso significava que eu deveria fazer tudo o que ela mandava, e fazer direito. Mas me colocar de babá da sua filha, já era demais. Ainda mais agora que gostaria de estar caçando uma certa pessoa... Uma coisa pelo menos eu concordava com aquela pirralha: Regras são chatas. E eu também odeio segui-las. Prefiro fazer tudo do meu jeito.

Fiquei sentado lendo um livro qualquer, enquanto esperava minha superior chegar para que eu pudesse finalmente ir embora. Vi uma luz de carro estacionando e sabia que era ela. Levantei-me para guardar o livro e fui pegar minhas coisas. Mas quando ela entrou, notei seu ar de cansaço.

— Boa noite.

— Boa noite, Capitã.

— Onde está Levy?

— Dormindo.

— Ótimo, preciso falar com você. É sobre a missão de hoje.

Seguimos até uma das portas que ficava no corredor. Havia quatro, duas eu sabia que eram os quartos, e uma o banheiro, mas a outra eu não tinha a menor idéia. E foi justo essa que entramos.
Era um escritório. Pequeno, mas bem organizado. As paredes eram brancas, com uma única da cor preta ao fundo. Nela havia uma janela grande e de frente a janela uma mesa com uma poltrona preta e um notebook em cima. Em frente a mesa, havia outra cadeira. O resto do escritório era cheio de papéis e livros em estantes.

— Sente-se, por favor. – disse ela.

Sentei-me e continuei a encarando. Notei que realmente estava querendo falar algo, e estava nervosa com isso.

— Recebemos uma denuncia anônima hoje, dizendo que sabiam onde seria um ponto de encontro especifico em que um traficante iria fazer sua venda.

Prestei atenção em cada palavra que ela dizia. Isso não estava me cheirando muito bem...

— Eu poderia ter mandado alguém no meu lugar, acontece que o traficante que falaram na denuncia, não era qualquer um. Era ele...

Arregalei meus olhos perante aquelas palavras. Não podia ser verdade... Levantei num pulo batendo a mão na mesa em completa fúria.

— Porque não me chamou!?! – gritei. – Você sabe que estou atrás desse cara!

— Eu não te chamei justamente por causa dessa sua reação. – ela disse com a maior calma do mundo.

— Você..!! – eu gritaria novamente, mas fui interrompido pelo olhar sério e cortante que ela me lançou

— Calado. Aqui não é sua casa então faça silencio. – respirei fundo antes de me sentar novamente.

O fogo da raiva ainda ardia, mas eu precisava manter a calma. Exaltar-me não mudaria nada.

— Você sabe que melhor do que ninguém, eu entendo a sua raiva. – ela disse enquanto massageava as têmporas – Também estou atrás desse cara, e posso dizer que seja até pelo mesmo motivo que você. Porem, tudo precisa de paciência.

Ela abriu sua bolsa retirando uma pasta preta de dentro.

— Esse é o relatório de hoje. Infelizmente quando chegamos lá, o traficante que esperávamos não estava presente. Porem, a informação não foi de todo inútil, um capanga havia ido no lugar do chefe fazer a venda. Conseguimos o prender sem maiores problemas. Ele não resistiu quando viu a policia.

Abri a pasta pulando a parte escrita e indo diretamente para a ficha do meliante. Era um homem, aparentemente grande, com o rosto quadrado e cabelos laranja. Ele mantinha sempre um sorriso nas fotos. Nada normal para alguém que estava sendo preso.

— Conhece? – perguntou Sarah.

— Não.

— Seu nome é Richard Hoteye. Ele não quis falar muito, mas pelo que descobrimos, ele é o segundo braço direito do nosso procurado.

Fechei a pasta e a devolvi. Não aguentava mais ouvir aquilo. Estava irritado, furioso, com muita raiva por não ter ido.

— Eu vou embora. – disse enquanto me levantava e me dirigi para a porta do escritório.

Sarah se levantou e me acompanhou até a porta de saída da casa. Peguei minhas coisas no caminho, e quando estava perto de chegar à moto, ela me chama.

— Sei que está frustrado por eu não tê-lo chamado. Mas você pode ter o tamanho que for, ainda sim é apenas um garoto. Prometi que te protegeria. E confiei a você meu bem mais precioso. Você ainda não está preparado para enfrentar aquele cara. Precisa de muito mais que um espírito de vingança. Não se esqueça que eu estou nesse caminho há mais tempo que você Gajeel, e digo com toda a certeza que paciência, é a melhor estratégia.

Ela se aproximou de mim, passando as mãos em minhas costas como um gesto de carinho.

— Você só tem tamanho Gajeel, ainda é um pirralho pra mim.

Okay. Isso me irritou. Soltei um resmungo enquanto colocava o capacete, já que fui obrigado a trazer ele, e subi na moto. Ela riu da minha irritação e voltou para dentro de casa.

Mãe e filha tinham o poder de me irritar. Isso só poderia ser carma!