Break My Heart

14 Encruzilhadas


Um mês depois...

Não muita coisa mudou na mansão Phantomhive. O mistério permaneceu intacto, mas a morte do Sr. Midred era algo a não ser ignorado.

– Primeiro, Lionel. Depois Mindred. — disse Ciel, refletindo — É um jogo.

– Então quer dizer, que...

– Que eles já sabem da Aliança. E estão matando cada membro dela. E eu vou ser o próximo, se isso se prolongar. Quando eles vão voltar de Paris?

– Daqui a dois dias.

***

Bard e Finnian passeavam ao lado de Cassandra pelas calçadas parisianas. Traziam consigo sacolas cheias de produtos para a mansão.

– Acham que o jovem mestre vai gostar? — perguntou Finnian, olhando para o presente.

– Sim. — respondeu Cassandra.

Bard ficou calado.

Os dois continuaram andando e quando a carruagem chegou para buscá-los, Finnian e Cassandra entraram, mas Bard persistiu do lado de fora.

– O que houve? Entre. — disse Cassandra.

O cozinheiro continuava a fitar o horizonte, apertando os olhos. Em meio as pessoas, carros, charretes e animais; até envolvida pela bruma, lá estava uma silhueta feminina desfilando pela rua.

Ele reconheceu-a. O cigarro quase caiu dos lábios. Estremeceu e tomou a iniciativa de correr até ela. Lá de trás ouvia os gritos de Finnian, mas os ignorou.

Bard empurrava e se esgueirava entre as pessoas. Atordoado em meio a multidão, Bard vibrou ao tocar o pulso da mulher que estava à sua frente.

Esta virou-se para ele e os olhos castanhos brandos foram revelados.

– Meyrin! — exclamou ele e a envolveu nos braços.

Reconfortou-se ao sentir o calor do corpo dela.

– Que saudades...

– Olá, Bard. — disse ela.

Cassandra e Finnian apareceram, e Finnian encheu os olhos d'agua e foi abracá-la.

– Mmmeeeeyyyrrriiiinnm!!!!! — choramingou.

Meyrin o agarrou e também chorou.

Depois o seu olhar encontrou o de Cassandra e perguntou:

– Quem é ela?

***

À noite, em Londres, um dia se passou. Sebastian desejou que os empregados voltassem para que ele tivesse uma folga.

O correio veio. Ele pegou a correspondência e entregou as cartas para Ciel.

– Vá à cidade e me compre uma cartola. Vou à uma festa daqui a três dias.

– Sim, mestre.

E Sebastian foi até a cidade, no meio da noite. Entrou em uma loja e disse ao vendedor o que queria. Ele lhe disse:

– Espere um momentinho, por favor. A milady chegou primeiro. — e apontou para uma dama que estava olhando os chapéus, antes de entrar mais fundo na loja.

O chapeleiro voltou e trouxe consigo um chapéu de abas largas e enfeitado com ramos nas laterais. Entregou-o à moça e quando esta virou de perfil, Sebastian arregalou os olhos e tombou para o lado; segurando no balcão.

– Meyrin... — sussurrou ele.

E a moça de cabelos ruivos olhou para ele.