Brave Heart

4 Capítulo 4 - O Homem Misterioso


Notas iniciais
Oie!
Tudo bem com vocês?
Gente sei que andei um pouco sumida, mas está bastante complicado postar sempre, com a vida que ando tendo rsss
Pra ajudar, minha inspiração está dividida nas três fics que eu tenho e estou ficando maluquinha! ¬¬''
De qualquer forma, obrigada a todos os comentários. Terminando aqui, vou responde-los.
Tenham paciência comigo e com a Kah Belikov por favor! Rsrsrs nossa vida está uma loucura rs.
Então é só.... boa leitura e até a próxima =P
**Não deixem de comentar!!!**

Precisei de um momento para processar aquilo. Eu não me lembrava de conhecê-lo antes da igreja e muito menos, de meu pai ter citado algo sobre ele, como uma amizade ou algo parecido. Para mim, além de ameaçador, o grande homem era uma verdadeira incógnita. Similar ao dia da igreja, o homem vestia-se totalmente de preto, inclusive seu longo casaco, que ele pareceu não fazer questão de tirar. Notando minha atenção dispersa, Richard voltou a falar.

-Quer um momento para falar com seu pai? – Ele perguntou cortes.

O encarei prestes a dizer algo, quando percebi que meu pai havia pedido licença para seu convidado e seguia em minha direção. Diferente de todas as minhas expectativas anteriores pelo sumiço, meu pai vestia-se impecavelmente bem, com sua camisa branca por debaixo de seu paletó grafite. Uma olhada para um pouco atrás de si, notei que seu acompanhante me analisava com cuidado. Não era como uma forma de apreciação e sim, como quando se está escolhendo algum objeto de uma prateleira. Ele notando que eu o estava observando, esboçou um sorriso frio e fechado. Não gostando daquilo, preferi desviar meu olhar. Meu pai então, parou a minha frente e dispensou qualquer iniciativa de conversa do o cavalheiro ao meu lado, apenas com um gesto de mão. Notando a expressão fria de meu pai, Richard começou a se desculpar.

-Muito boa noite Senhor. Desculpe-me por qualquer inconveniente, meu Senhor. Estávamos apenas conversando. – Richard despejou suas palavras, fazendo com que uma expressão momentânea de confusão, se apossasse de minhas feições. Por que ele simplesmente não dava as costas, e ia embora?

-De acordo. – Meu pai pigarreou e seus olhos foram para os meus. – Com sua licença, gostaria de conversar em particular com minha filha.

Richard então sinalizou com sua cabeça em entendimento e com um gesto apropriado se referiu a mim, para logo partir.

-Eu estava preocupada – Argumentei, por um momento esquecendo os olhos atentos e ainda persistentes de seu convidado em nós.

-Eu já disse que estava resolvendo coisas importantes- Ele respondeu sem paciência, de uma forma ríspida. – De qualquer forma, tenho um comunicado a fazer. Chame sua avó e sua irmã.

O encarando ainda confusa, segui para onde minha avó estava. Katherine logo viu meu pai e sem precisar que eu a chamasse, seguiu para perto dele, abandonando seu copo com ponche, em cima de uma mesa qualquer.

-Com licença – Interrompi a conversa sem me aproximar muito de minha avó e sua amiga, por uma questão de privacidade. Ela ainda estava conversando com a Senhora Lafeur e riam de alguma coisa. Quando ambas notaram minha presença, a conversa cessou imediatamente. Obviamente, estariam conversando sobre minha expulsão do Convento e possível casamento arranjado com o filho desinteressante, da Senhora Lafeur.

-Em que posso ajuda-la querida? – Ela sugeriu com sua forma graciosa, me fazendo empurrar os pensamentos negativos, para longe de minha cabeça.

-Desculpe-me por interromper a conversa, mas meu pai pediu para vê-la, vovó – Minha avó então ergueu uma de suas perfeitas sobrancelhas.

-Não entendo o que seu pai pode querer comigo. – Ela comentou de forma desgostosa. Desviei o olhar, aguardando que seu bom senso pela festa e convidados, vencesse seu orgulho mal humorado.

Depois de uma exaustiva pausa, ela pareceu finalmente decidida sobre suas dúvidas particulares, voltando-se para sua acompanhante. -Condessa querida, preciso ir ao encontro de meu genro. Depois volto para acompanha-la com o champanhe. –Claramente o álcool era algo dramático e muitas vezes prejudicial para uma mulher. Tecnicamente as únicas mulheres a aprecia-lo com certo exagero, eram as denominadas mulheres de vários homens. Ou seja, prostitutas. Era claro na alta sociedade, que as coisas não funcionavam exatamente dessa forma. Pelo menos, para minha avó.

Quando paramo-nos próximas de meu pai, notei que o rosto de minha irmã mais nova estava empalidecido. Certamente ela parecia ter visto um fantasma ou ainda, coisa pior. Não tive tempo para perguntar nada a ela, pois meu pai começou a falar.

-Chamei vocês duas aqui, por que desejo fazer um comunicado importante. –Minha atenção estava dividida entre meu pai e suas alucinações inusitadas e a aparência questionável de Katherine, que encarava um ponto fixo em sua frente, sem realmente vê-lo.

-Pai, Katherine não está bem – O interrompi suavemente e foi nesse minuto, que os olhos claros de minha irmã cruzaram com os meus. Quando isso aconteceu, eles se encheram de lágrimas, que imploravam para serem libertas por sua bochecha pálida.

-Não ouse me interromper. – Meu pai sibilou prestes a explodir e o olhei perplexa. Seria somente eu observando Katherine? – Sua irmã está apenas surpresa com a noticia que dei a ela. Quando pensar serenamente, perceberá que está é a melhor decisão.

-Que decisão? – Minhas palavras estavam morrendo. Minha avó ao meu lado me cutucou, mas não me importei.

-Sua irmã a partir dessa data, esta noiva. – A frase foi direta e suas palavras precisas. Não tive muito tempo para reagir, pois meu pai estava se distanciando e antes que eu tivesse a chance de perguntar como aquilo havia acontecido, o vi se aproximar de seu convidado. Meu sangue gelou e eu senti que minhas pernas iriam falhar. Ao meu lado, minha avó sorriu de forma gratificante, como se aquela notícia, fosse a melhor que ela havia ouvido em tempos. Em compensação, quando meus olhos cruzaram com os de Katherine, eu vi todo o desespero e medo que ela sentia. Ela suplicava por ajuda. Estava claro que ela não fazia ideia do que estava prestes a acontecer. Sem uma mãe próxima e uma irmã em um Convento, ela não havia sido instruída o suficiente, para esperar por um casamento. Para esperar por um marido.

-Sr. Belikov, eu quero que conheça minhas filhas e a mãe de minha falecida esposa. – A voz de meu pai, me fez voltar à realidade.

Próximo demais. É assim que o definia. O tal homem alto, estava há apenas alguns passos de distância de mim e minha avó, mas perigosamente mais perto de minha irmã e pai.

-Boa noite minhas Senhoras. – Sua voz saiu rouca e com um toque sagaz. –O Sr. Mazur fez as honras, mas prefiro me apresentar pessoalmente. Chamo-me Dimitri Belikov.

-Muito prazer em conhecê-lo. – Minha avó fez az honras, esticando levemente seu braço, para que ele beija-se sua mão. -Estou encantada em conhecê-lo.

Ele apenas gesticulou com a cabeça, sorrindo de forma fria e superficial. Minha avó de alguma forma estranha, pareceu ter simpatizado ainda mais com ele. Como ela poderia? Automaticamente fiz uma nota mental sobre o dia em que havíamos o encontrado na igreja. Ela havia se mostrado bastante intrigada, com os olhares dele e nossa breve conversa.

-Muito prazer Srta. Mazur – Logo seu olhar se dirigiu a mim. Mas diferente de minha avó, eu não senti vontade em erguer meu braço, para que ele beijasse minha mão. Ao contrário, apenas as mantive em meu colo unidas.

-Sr. Belikov – Respondi diretamente, ignorando meu pai transparecendo raiva em suas feições, pelo meu gesto inusitado. Eu não me importava, assim como não me importei com os olhar fulminante de minha avó ao meu lado. O homem alto então para minha perplexidade, aumentou ainda mais seu sorriso, dando espaço para algo ainda mais sombrio. Estranhamente, ele parecia ter apreciado meu ato. Tremi por dentro. Ele então se virou para minha irmã e dessa vez, prendi minha respiração.

-Minha querida jovem, creio que seu pai já a tenha colocado a par, de nossa situação atual. – De costas para mim, não conseguia ver nada além de suas largas costas e parte do rosto em branco de minha irmã. Eu acreditava seriamente, que aquilo havia sido proposital.

-Sim meu Senhor. – A voz de Katherine não era mais do que um sussurro assustado. Meu coração se apertou.

-Seu pai afinal não exagerou, quando citou a educação de sua preciosa filha mais nova. –Não precisei ver seu rosto, para que eu tivesse a imagem completa, se seu sorriso de escárnio. Virei os olhos.

-Com sua licença Sr. Mazur, poderia me conceder uma dança com sua filha? –Para o espanto de todos, o homem foi ainda mais audacioso. Não consegui disfarçar minha surpresa, perante aquela atitude. Obviamente meu pai iria barra-lo ali. Moças solteiras, não poderiam ser vistas sem companhia feminina, na presença de um homem. Ainda mais um homem como aquele, que era um poço em arrogância e autossuficiência.

-Claro, meu Senhor – Abe assinalou com a cabeça. –Mas sabe que mesmo que sejam noivos agora, minha filha precisa de uma companhia. – Sorri com o incentivo. De tudo, meu pai não estava alucinando completamente. Minha avó faria um excelente papel no meio deles.

-Rosemarie pode acompanha-los. – Meu sorriso morreu, ao mesmo tempo em que um malicioso, se formou nos lábios do meu futuro cunhado. Minha avó havia tomado novamente, as rédeas da situação.

O resto dos acontecimentos passou como um borrão. Passei a maior parte da noite, apenas observando de perto, minha irmã e seu futuro marido Dimitri Belikov. Katherine ainda tinha uma expressão estrangulada e como se fosse possível, ficava pior a cada dança com ele. Um fato curioso sobre o homem, era que ele parecia não se cansar. Enquanto Katherine visivelmente estava morta, ele rodava e rodava com ela em seus braços, pelo salão. Tive que desviar o olhar algumas vezes, ou ficaria bastante tonta com a vista. Indiscutivelmente ele sabia dançar e seus movimentos eram graciosos, embora ele fosse muito alto para tal.

Próximo da hora de ir embora, Richard se aproximou de nós, quando estávamos já do lado de fora do grande salão, esperando nossa carruagem para partir. Ele havia me evitado logo após a conversa breve com meu pai, o que para mim foi de certa forma satisfatório. Já era incomodo o suficiente, ter que manter meus olhos em Katherine e seu novo noivo. Poderia ser milhares de vezes pior, manter uma conversa com aquele homem desinteressante e filho de uma fofoqueira. Katherine estava com sua cabeça depositada no ombro de minha avó com a expressão distante e meu pai, conversava com Dimitri, um pouco a frente de nós.

-Eu soube do noivado, que será amanhã em sua casa. – Ele disse depois de criar coragem, percebi. – Minha mãe foi convidada e creio que estarei presente, se a senhorita me permitir, é claro. –Pelo que eu havia ouvido a pouco, meu pai na data de amanhã, lidaria como o noivado de Katherine e Dimitri em nossa casa. Apenas algumas pessoas foram convidadas, graças a recente insistência do noivo, sobre reuniões simples e com o menor número de pessoas possíveis. Aquilo com toda a certeza havia esmagado os planos de meu pai, que sempre sonhou em um casamento para suas duas filhas, cheio de riqueza e glamour.

Quando Richard pigarreou em minha frente, percebi que havia o deixado falando sozinho. A última coisa que eu precisava agora, era de um declarado pretendente. Eu estava prestes a lhe expulsar de perto e dizer que não estava nenhum pouco feliz com o noivado, quando meus olhos cruzaram com os de meu cunhado, que parecia entediado em sua conversa de uma única via, com meu pai. Novamente vi um esboço de sorriso gélido, se formando em seus lábios. Estaria ele caçoando de minha má sorte? Sem me importar, cerrei um pouco meus olhos em sua direção.

-Srta. Mazur? – Richard então tocou meu braço, me fazendo voltar a encara-lo.

-Me desculpe – Fui honesta. –Eu estava tão – Comecei envergonhada, mas ele logo me interrompeu.

-Estava tão absorta na conversa de seu pai, com seu futuro cunhado. – Ele constatou se sentindo um pouco tímido, pela nítida intromissão. Pisquei em confusão, não sabendo como eu iria lidar com aquilo. –Não se sinta constrangida Srta. Eu apenas entendo que talvez esteja apreensiva com o noivado. – Ele voltou a me encarar. –Eu também me sentiria apreensivo, se alguém de minha família se casasse com ele. – Pela expressão enojada em seu rosto, suspeitei que possivelmente ele não estivesse sendo totalmente sincero comigo. Faltava algo ali e minha intuição não costumava falhar.

-O que quer dizer com isso? – Sem que eu tivesse ao menos controle, minha ansiedade tomou conta e em um gesto infeliz, peguei suas mãos nas minhas.

-Rosemarie. – Ouvi meu pai me chamar ao nosso lado, me fazendo soltar as mãos de Richard rapidamente. Sua tom era cortante e eu sabia que teria problemas mais tarde. Mas mesmo assim, eu precisava saber mais sobre o novo pretendente de Katherine.

-Nos vemos amanhã – Reforcei o convite, segundos antes de seguir minha avó e irmã, para dentro da carruagem já estacionada. Forcei então um sorriso, tentando parecer interessada em sua presença. Bem, na verdade eu estava, mas não da forma como ele acreditava que estaria.

Notas finais
Uau! Pensa no choque da Rose rsrsrs coitada.
O que acharam?!