Brave Heart
18 Capítulo 18 - O Fantasma
Notas iniciais
PRIMEIRAMENTE, OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO LINDA QUE A FIC RECEBEU!!!! =) Ficamos muito felizes ♥ ♥ ♥
Bom, nos vemos lá embaixo.
Era tarde da noite, quando meus olhos por fim se abriram. Um choramingo distante, fez com que eu sentasse na cama e acendesse uma de minhas velas, para ampliar minha visão já limitada, graças ao escuro do quarto. Lancei meu olhar assustado à janela ampla, notando que chovia fortemente do lado de fora. Era em uma noite tempestuosa como aquela, que eu preferiria não ter interrompido meu sono.
Há passos vacilantes, levantei-me da imensa cama e segui em direção à penteadeira, em busca de um copo de água, para acalmar minha garganta seca. Depois de dois sorvos lentos, voltei a me sentar na cama, esperando o som estranho retornar. Encostando minha cabeça no encosto da cama, apoiada a um travesseiro macio, cobri parte do meu corpo com o denso cobertor marrom e aguardei, pensando que talvez, o som viesse de meus sonhos e não, de uma parte física ali.
Prestes a adormecer pela segunda vez, quase pulei de susto, ao ouvir o já conhecido choramingo de longe. Alarmada demais para permanecer sentada, empurrei os cobertores para o lado e comecei a caminhar pelo quarto, ciente de que logo encontraria a fonte de minha insônia. Quando aproximei-me o suficiente da estreita porta que ligava meu quarto ao de Dimitri, percebi com apreensão, que o som se fazia mais acentuado, dentro daquele quarto. Lançando então um olhar ligeiro sob minha vestimenta, deduzi que estaria escuro demais, para qualquer provação certa. Minha curiosidade estava por me nublar os sentidos.
Respirando fundo, abri a porta, rezando silenciosamente para que a mesma não fizesse um barulho maior, do que minha própria respiração. Controlando meu alerta mental, sobre estar adentrando em um ambiente restritamente proibido, segui a passos vacilantes pelo estreito corredor, onde o som se fazia pausado e mais intenso.
A porta que levava ao quarto de Dimitri estava parcialmente aberta, fazendo com que eu fincasse meus pés no chão, antes mesmo de cogitar adentrar naquele cômodo escuro. O vento serpenteava com força do lado de fora de uma das janelas com uma frisa aberta, levando minha total atenção à parcial claridade, que adentrava no quarto. Havia uma vela em um lado distante, em cima de um móvel de madeira, que estava prestes a apagar sua chama, de tão gasta. Dimitri provavelmente a havia esquecido acessa, antes de dormir.
Mesmo com todo meu medo, comecei a caminhar pelo vasto quarto, em busca de algum sôfrego animal, que pudesse estar choramingando daquela forma ou possivelmente, um espírito mal encarnado, resolvendo dar as caras naquela imensa casa, onde eu estava dormindo sozinha. Fechei meus olhos tentando espantar tais pensamentos infantis, pois não precisava deles, naquele momento tão constrangedor. De soslaio, vi a imensa cama de Dimitri bem no centro, coberta por pesadas mantas escuras e reviradas, onde ele adormecia.
Respirando fundo e resolvendo por fim ir embora antes que Dimitri acordasse, girei meus calcanhares para ir em direção à estreita porta, quando senti um par de mãos gélidas em meus ombros. Sem sequer ponderar meu raciocínio, eu gritei. Quase na mesma velocidade do grito, senti que as mesmas mãos, agora circulavam minha cintura, enquanto eu serpenteava como uma louca de olhos fechados, para me livrar dos braços do fantasma mal encarnado.
-Me solta espírito ruim! Socorro! – Sem coragem para abrir os olhos, me debati até que uma voz conhecida, me fez parar com minhas investidas e abrir meus temerosos olhos.
-Rose pare! – Dimitri estava parado a minha frente, segurando meus dois braços com firmeza, enquanto pelas suas feições fracas graças à limitação de claridade, ele demonstrava estar tão surpreso quanto eu, por ele não ser necessariamente um fantasma. Sem argumentos o suficiente, apenas solucei, tentando fazer com que Dimitri me soltasse, mas ao contrário, suas mãos continuaram em meus braços, enquanto ele me olhava inquisitivamente.
-O que está fazendo aqui? – Sua voz rouca e carregada de um sotaque que eu ainda não definira, iniciaram nossa complexa conversa. Quase que imediatamente, um perfume bastante forte, tomou conta de minhas narinas aguçadas.–E por que está gritando como uma louca? – A palavra pronunciada pelos lábios de Dimitri, era quase como algo sujo.
-Me desculpe. – Fui honesta dando de ombros, sem saber mais como me explicar. Dimitri depois de uma breve pausa, respirou fundo e em seguida, soltou-me os ombros, indo em direção à primeira vela, que vi quase se apagar. Ele então deixando-me ali estática, acendeu mais duas e quando se virou, eu realmente me senti corar.
Quando seu olhar vagou pelo meu corpo, recordei-me que eu estava vestindo somente uma camisola semitransparente, e a forma como seus olhos contrastavam com o brilho vermelho das velas, só fez-me pensar em como meu julgamento em vir até seu quarto a aquele horário, pareceu à coisa mais estúpida a se fazer, a cada segundo morto que se passava. Dimitri por sua vez, tinha o peito esculpido pelo brilho das velas, coberto parcialmente com um robe aberto. Seu cabelo castanho e comprido estava solto, caindo em cascatas até o começo de seus ombros. Suas pernas, assim como seu dorso, estavam parcialmente cobertas pelo também cetim escuro.
Envergonhada com o rumo de meu olhar sobre ele, virei-me de costas imediatamente.
-Me desculpe. Eu não sabia. – Mexendo com minhas mãos nervosamente em frente ao meu corpo, resolvi me desculpar por tal ato. Eu havia invadido sua privacidade.
Depois de um instante desconfortável, ouvi passos firmes atrás de mim, me fazendo congelar no lugar. Fechando meus olhos, esperei pela tamanha bronca que viria dele.
-Vire-se – A ordem de Dimitri soou alta e bastante clara. Pisquei duas vezes, antes de realmente obedece-lo e quando o fiz, percebi que estávamos somente há poucos passos de distancia um do outro.–A que devo a honra de sua visita a este horário, em meu quarto? – Seu par de sobrancelhas se ergueu sugestivamente para cima, me fazendo crescer um nó na garganta.
-Eu pensei ter ouvido um barulho. – Minha voz saiu mais determinada, do que eu estava esperando. Dimitri pareceu considerar aquilo.
-Não tem nenhum barulho aqui, exceto o que você fez há segundos atrás, quando resolveu começar a gritar.– Ele deu de ombros, parecendo um pouco confuso.
-Tens o hábito de tomar banho as madrugadas? – Erguendo uma de minhas sobrancelhas, não consegui evitar a pergunta. Maldita curiosidade.
Dimitri então pareceu ainda mais surpreso, mas logo, vi um vislumbre de um sorriso malicioso, pelo canto de seus lábios.
-Tens o hábito de entrar no quarto de seu marido, enquanto ele dorme? – O rumo daquela conversa, fez o rubro de minhas bochechas aumentar gradativamente. Agradeci mentalmente pela fraca luz refletida.
-Não venho sempre ao seu quarto. – Cruzei os braços na altura dos seios. Dimitri acompanhou todo o movimento com seus olhos. – E também não é como se você estivesse dormindo.
Dimitri então soltou uma risada abafada e logo seguiu para a direção de sua cama, onde se sentou encostado nos travesseiros. Com uma mão na macia colcha, pediu que eu me aproximasse. Quando notou meu total desconforto e possivelmente o ardor inalante de minha pele pela vergonha, ele resolveu reformular sua oferta.
-Bom, então já que obviamente não tem nada a me oferecer ou dialogar, presumo que pode me deixar em paz para dormir. – Ele virou os olhos, parecendo irritadiço de repente.
Não conseguindo conter certa indignação por suas palavras, resolvi responder-lhe a altura.
-Pois eu estou de saída. Acredito que interpretei mal o barulho ouvido do meu quarto. – Cruzando os braços defensivamente em meu peito, comecei a caminhar em direção à estreita porta, que unia nossos quartos.
Aos tropeços e mais tropeços graças ao escuro, consegui finalmente alcançar minha cama, fechando com força meus olhos, assim que minha cabeça encontrou os travesseiros macios, tentando inutilmente não me lembrar das palavras frias de Dimitri. O pior de tudo aquilo, era que eu não conseguia entender por que, realmente eu parecia afetada com aquelas palavras, quando eu deveria estar feliz, por ele as ter as pronunciado. Feliz por Dimitri não ter prorrogado o assunto, ou simplesmente estar feliz por ele ter me expulsado do quarto, quando poderia ter usado meu ato como pretexto, para me manter ali.
Virando de lado da cama e praguejando aos sete ventos, consegui finalmente adormecer.
Notas finais
Em primeiro lugar, sei que prometi para algumas leitoras o primeiro beijo deles, mas aconteceu uma mudança no roteiro e portanto, eu calculei errado rsrsrsrsrs. #culpadaanastacia
De qualquer forma, já deu para vocês perceberem que tanto a Rose quando o Dimitri, estão mais próximos mas por enquanto, eu só posso dizer isso. A Kah Belikov quase me matou, quando percebeu minhas tentativas de spoiler. Então como a chefe mandou, agente obedece rsrsrsrsrs
Bom agora queremos saber a opinião de vocês.
O que acharam dessa ida da Rose ao quarto do Dimitri e será que ela estava sonhando, ou realmente ela ouviu um barulho estranho, vindo de lá??? Por que será que ela ficou tão brava com ele?
Beijos e nos vemos no próximo post.
Por favorzinho comentem!!! A opinião de vcs é muito importante para nós.
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