Notas iniciais
Prometo que é bom XX Este cap é uma introdução então é maior. E esta fic é mais portugues portugal mas é bom na mesma gente XX promise

BRAVE — A Alegria do Lírio Violeta (Harry Potter- NG)

Cap 1 – DIA 1 DE SETEMBRO

P.O.V. Lily Potter_______________________

— Bom dia, primeiro ano! a voz do meu irmão, James, acorda-me do meu sono profundo. Num dia normal gritaria com ele mas hoje é o dia em que vou para Hogwarts, a lendária Hogwarts, onde os meus pais passaram os seus melhores anos.

Abro os olhos e dou de cara com os olhos grandes e castanhos do meu irmão. Sorrio.

— Anda! Acorda logo, o pai fez o pequeno-almoço. – ele diz sorrindo e puxa-me para cima, sento-me e olho à volta: a luz entra pela janela, que James deve ter aberto, através das cortinas cor de veludo. Uma janela grande em meia lua para fora com um sofá, é o suficiente para iluminar o quarto inteiro.

James senta-se ao meu lado na cama, olhando para o teto enfeitiçado pelo pai cheio de estrelas galáxias e outros astros.

— Até dá para ver a estrela Sirius.- Ele aponta para a estrela mais brilhante e ri, vira-ase para mim e tira algo do seu bolso- Isto é para ti.- ele entrega-me a sua gravata dos Gryffindor.

— James... Nós nem sabemos se vou entrar para os Gryffindor...- eu olho para gravata que ele me entregou, um pouco triste com a ideia de ser a única da minha família a não ser Gryffindor.

Ele levanta-me o rosto e o vejo rir.

— Se Albus foi para Gryffindor não tens nada de que ter medo.- Tira o meu cabelo da cara para trás da orelha- Guarda isso, talvez seja grande de mais para ti mas foi a minha primeira gravata.

Sorrio de orelha a orelha.

— Obrigada James...- Abraço-o.

— De nada, agora levanta-te e anda, vamos chegar atrasados e sabes como é a mãe.- Ele levanta-se e sai, fechando a porta. Levanto-me e preparo-me para o primeiro dia de muitos, antes de descer com a minha mala castanha, que tinha as minhas iniciais gravadas, olho mais uma vez para trás, olho pela ultima vez para aquele quarto onde passei toda a minha vida, a cama de casal arrumada por mim com as suas mantas cor de vinho e almofadas brancas , também olhei para os meus armários de madeira esculpido com flores, lírios. Como amo aquele quarto, simples mas meu. Adeus.

P.O.V Violett ______________________

Isto é tudo muito novo. Quer dizer, eu sabia que era diferente dos meus pais, afinal eles são negros e eu branca, mas nunca pensei ser assim tão diferente.

A minha mãe e o meu pai queriam muito ter um bebé mas ela não podia porque quando era da minha idade teve cancro no útero e teve de o retirar, então sempre pensaram em adotar. Ficaram anos à espera e mal foram admitidos, deslocaram-se até ao centro e eu fui a primeira que eles viram: uma bebé pequenina, com grandes olhos azuis. No princípio tinham a ideia de arranjar uma criança com aparências físicas parecidas com as deles para a criança não se sentir confusa mas apaixonaram-se por mim. Oito longos meses depois estava na sua posse.

Então eu cresci normalmente, até ao mês passado, quando recebi uma carta de uma escola de magia e feitiçaria. Fiquei pasmada, achei ridículo. Entreguei-a à minha mãe enquanto ria e ela também riu.

“Deve ter sido o teu pai. Deve ter posto o teu nome naqueles catálogos.”

Então chegou outra carta, e outra e outra e outra. Já estávamos assustados.

“ Paul, diz a verdade.”

“ Juro que não sou eu, amor!” Ele já estava chateado.

Era dia 13 de Agosto o meu aniversário de 11 anos. Não quis uma festa, não gostava lá muito de ninguém da minha escola, então preferi ficar com os meus pais e ir ao cinema com eles. Vimos um filme espetacular e voltamos cedo para casa. Ao entrar, vemos um gatinho.

“ Mãe, um gatinho... ” Apontei para o gato que lentamente, à minha frente, se transformou numa mulher, uma mulher velhinha vestida com vestes verdes e um chapéu parecido com o do Sherlock Holmes.

No mesmo momento o meu pai desmaia a minha mãe põe-se à minha frente.

“ O QUE É ISTO QUE BRINCADEIRA É ESTA”

“ Acalme-se, por favor, vim apenas conversar sobre a menina Violett”

E assim descobrimos, não só que o meu pai era diabético, mas toda a verdade sobre mim: a minha mãe biológica era uma feiticeira mas meu pai não. Quando a minha mãe morreu, o meu pai ficou muito assustado e pôs-me naquela instituição, para adoção.

Nunca quis saber muito sobre os meus pais biológicos mas saber esta história foi muito estranho. Saber de onde vinha ajudou-me a compreender o porquê de me sentir tão diferente das outras crianças. Como é que eu vim parar a esta situação, estava a entrar às cegas nesta situação, conheço vagamente algumas histórias sobre uma guerra e Hogwarts, mas não o suficiente para compreender o que me espera.

*_*

Acordei às 6 da manhã, sem conseguir dormir mais. Acabei por me deitar com os meus pais no seu quarto, o meu pai abraça-me a acaricia-me a cabeça, aproveito aquele momento: q vou sentir a sua falta até ao natal. Nunca passei mais do que uma noite longe dos meus pais e sei que vai ser difícil, mas eu quero muito investigar e aprender tudo.

Olho para o teto branco da nossa pequena e aconchegante casa, o meu pai acaba por adormecer então não me mexo, para não o acordar. Estou muito nervosa.

As horas passam e ao tocar o despertador a minha mãe acorda e vê-me deitada a olhar para o teto, a pensar. Eram 9 da manhã.

— Bom dia, meu amor...- Ela sussurra ensonada- Já estás acordada? Ainda é cedo, amor, podes dormir mais uma horinha. – Viro-me para ela e beijo a ponta do seu nariz.

— Bom dia. Não tenho sono.- Aconchego-me nela.

— Estás nervosa?- Ela acaricia o meu longo cabelo, negro e liso. Aceno a cabeça um sim. – Vai correr tudo bem, vais aprender coisas novas, vai aprender sobre a tua origem, vais crescer, fazer amigos... Vou ter saudades tuas,meu mashmalow.

— Também vou ter saudades tuas, mamã.

P.O.V Joy Longbottom_______________________

Acordo às nove e meia, mesmo a horas. Visto-me rapidamente e desço para fazer o pequeno almoço, faço umas tostas para a minha mãe como ela gosta e para mim bacon e ovos.

— Bom dia, filha.- ela beija-me a testa. Sorrio-lhe também lhe beijo na bochecha.

— Bom dia, mãe, aqui as tuas tostas como sempre.- Dou-lhe o prato e ela sorri, agradecendo.

Observo a minha mãe a comer, os seus olhos castanhos como os meus estão ensonados e o seu cabelo ruivo cuidadosamente penteado para trás, sua pele branca perfeita estava mais pálida que nunca, e suas delicadas mãos seguram a grande tosta.

— Mãe... Vais ter saudades minhas?- eu e minha mãe estamos quase sempre juntas. O meu pai é subdiretor de Hogwarts, por isso, quase nunca está em casa. Nós não temos uma relação de todo e agora que vou para Hogwarts estou assustada, ele não sabe nada sobre mim nem eu sobre ele

Ela sorri para mim e pisca-me um olho.

— Claro que sim,querida, vou escrever-te todos os dias.- o seu tom de voz muda- E o teu pai vai estar sempre lá para ti também.

Ofereço-lhe um sorriso torto e volto a olhar para o prato, estava sem fome.

— Acho que perdi a fome, podes comer o meu se quiseres...- Dou-lhe o meu prato e ela aceita.

Olho para o relógio da nossa pequena luxuosa casa, são 10.30, é melhor ir. Pego na minha mala e no meu livro. Iria para a estação através do pó de flu da lareira.

— Então vou indo, mãe...- falo, constrangida. Ela levanta-se da cadeira para me ajeitar a roupa.

Entro na lareira.

— Adeus minha hufflepuff preferida! Vou ter saudades tuas...- Ela sorri e eu tento sorrir também. A verdade é que queria ir para qualquer uma das casas menos hufflepuff, eles são estranhos, mas como a minha mãe é uma queria que fosse para a mesma que ela.

A minha mãe volta para a mesa: esta é a última coisa que vejo antes de lançar o pó de flu.

P.O.V Joy Longbottom__________________________

Caí no chão da estação, toda suja com o pó de flu. A minha mala tinha-se aberto e parecia partida, mas não tenho a certeza. Que chatice.

— Estás bem, querida?- Ouço uma voz feminina que ajuda me a levantar.

Assim que me levanto dou de cara com uma senhora de cabelo castanho, volumoso, pele morena e olhos castanhos que transpareciam serenidade, atrás dela estava um rapaz da minha idade e cabelos ruivos.

— Sim, sim eu estou bem. Foi só uma queda...- Já tinha visto aquela cara em algum lugar, analiso melhor.- Senhora ministra...- falo assustada por não ter percebido logo: é a ministra da magia. Hermione Granger Weasley. – Desculpe, não me tinha apercebido que era a senhora...

O rapaz ruivo revira os olhos e vai ter com quem concluí que fosse o seu pai, Ron Weasley.

— É o teu primeiro ano em Hogwarts e os teus pais não te vieram trazer?!- ela retira uma toalhita da mala e limpa a minha cara.

— A.... A minha mãe não me pôde trazer e o meu pai… ele está muito ocupado...- Respondo. Era muito bom ter alguém a ajudar-me. A minha mãe nunca me ajudou em nada, nem o meu pai.

— Ah,.. que pena querida. Como que te chamas?- Ela pergunta dando-me o pacote inteiro de toalhitas.

Antes de poder falar sou interrompida.

— Vamos se não perdemos o comboio, Mione.- Ele olha para mim e para por um momento-Hey, és a filha do Neville, não és?- falou Ron Weasley, sorrindo.

Abano que sim com a cabeça.

— Porque que não disseste nada, Joy? Já não te vejo desde que eras pequena.- Hermione pega a minha mala que foi consertada com um rápido reparo.

— Eu também não, mas falei com o Neville e ele contou-me que hoje começava o primeiro ano da filha e mandou-me esta fotografia, para te encontrar — Ele mostra a fotografia: era do natal passado, eu estava sentada no sofá da sala com o meu pai. – Podes ficar com ela hum...- entrega-me a fotografia e eu agradeço.

Começamos a andar para a para as plataformas 9 e 10.

— Olhem eles estão ali.- Fala a filha mais velha deles e aponta para uma menina ruiva nas cavalitas de um rapaz maior. O filho mais novo corre para eles e dá lhes um suto, a ruiva que estava nas cavalitas desce e abrace-o.

Hermione ri se.

— Onde está o Harry?- Ron Wealey procura.

— Já devem ter entrado para estação, sabes como são a Lily e o James.- Fala a rir.

Juntam se aos dois.

— Tio Ron!- A ruiva de cabelos compridos e olhos verdes faz um cumprimento super complexo com o tio.

— Olá Lily Luna, onde estão os teus pais?- Ele fala enquanto dá um high five ao rapaz mais alto.

— Sei lá, já devem ter entrado.- Ela dá de ombros e cumprimenta Hermione e a filha mais velha, ao chegar a mim oferece a mão e apresenta-se:

— Sou a Lily P..

— Potter.- Respondo logo, claro que sabia quem ela era e o irmão, são filhos do Harry Potter! Ela revira os olhos.

— Sim... E tu és?

— Joy, Joy Longbottom...- respondo e ela sorri.

— Prazer.- e sai para perto do irmão, um rapaz alto bonito e robusto. James Potter.

Assim andamos até a paragem 9 ¾. Eu era a única que ainda não tinha passado por ela, estava nervosa.

— É só passar entre as duas.- O ruivo esclarece para mim e eu abano que sim com a cabeça atravessando.

P.O.V Lily Luna__________________________

Junto à linda paragem estavam os meus pais, à procura de mim e de James. Entramos juntos.

— James Sirius Potter. – Ouço minha mãe aproximar-se e sinto que vamos levar um sermão.- Onde é que vocês estavam, seus loucos, estávamos preocupados...- ela ia continuar a falar até que viu os meus tios, graças a Dumbledor!

— Nós estávamos com eles, Ginny, calma!- Hermione responde-lhe, enquanto a abraça.

Vejo o meu pai a chamar-me e eu franzo o nariz. Assim que chego perto dele ele abraça-me.

— O meu bebé...- ele sussurra e põe-se da minha altura- Não ligues à tua mãe, sabes como é... já não vamos ter a tua companhia, vai ser difícil... para mim muito mais do que para ela. Prometes que escreves todos os dias?

O meu rosto aquece como se fosse chorar, não sei se era isso ou a vergonha de todos estarem a olhar. Realmente ainda não tinha pensado nisso: eu era a última Potter e agora vou para Hogwarts..

— Sim prometo, papá...- respondo-lhe enquanto ele acaricia o meu rosto.

— Ótimo... Ouve, sobre as casas e a pressão que James está a fazer para seres um Gry...

— Eu se,i pai... não faz mal eu gosto de todas as casas e o James não me importa lá muito, afinal ele não vai deixar de ser meu irmão se eu for uma Slytherin. – Tento esconder o meu nervosismo e pisca-me o olho, sorrindo.

— Entendi... Amo-te, Lily . okay... E

Ele interrompe-se ao ver alguém e levanta-se.

— Já volto.- ele caminha em direção a Albus caído no chão, corro atrás dele para ver o que aconteceu.

Albus está a apanhar todos os seus livros e eu ajudo-o.

— Albus, quem te fez isso?- Harry pergunta, irritado

— Fui eu que deixei cair, pai… a sério.- Era óbvio que estava a mentir. Apanho os seus óculos, que estavam no chão partidos, conserto-os com um óculos reparo e dou lhe de volta- Obrigada Lils...

— Foi o filho do Malfoy outra vez não foi?!- O meu pai está irritado, quase nunca fica assim. A última vez que o vi assim foi quando James quase que foi expulso de hogwarts por fazer partidas.

— Não, pai, não foi. Só… não faças nada okay...?- Albus pede, enquanto se levanta. Mas era tarde de mais: o meu pai já se dirigia a Draco Malfoy.

— Malfoy! diga ao seu filho para parar de perturbar o meu! – Harry aponta o dedo na cara de Draco que com um gesto o afasta.

— Potter, são apenas rapazes, uma brincadeira, pare de mimimi. Ponha mas é carácter no seu filho.- Eu e Albus ouvimos aquilo, estavamos perto, seguro-lhe a mão.

— Tem que ter muita lata de falar sobre carácter Malfoy, já o seu braço diz outra coisa não é!- o meu pai aponta para o seu braço que tem a marca dos devoradores da morte.

— Seu!- o Malfoy retira a varinha e aponta, mas a sua mulher põe-se à sua frente.

— Draco, acalma-te! Isto não é Hogwarts, vocês já não sãocrianças!- A sua mulher tenta acalma-lo.

— Eu sei muito bem que não é Hogwarts, Astória. Agora sai da frente.

— Não, Draco, para com isso, que ridículo!- ela tira-lhe a varinha e guarda –a no bolso.

A minha mãe já está ali ao lado do meu pai.

— A Astória tem razão, vocês não são mais crianças… não sejam ridículos.- ela tira a varinha ao meu pai.

— Afasta o teu filho do meu, já chega!- o meu pai sai de perto dele e junta-se a nós. Albus, ao ver o meu pai aproximar-se, sai e vai para dentro do comboio, o meu pai tenta ir atrás mas já era tarde, ele senta se num banco e respira fundo.

Ouvimos o comboio tocar.

— Tchau Pai.- James abraça-o — Tchau mãe!- faz o mesmo com a mãe.

Não estou preparada, nem estava a minha mãe que quase chora ao me abraçar durante longos minutos.

— Mãe, eu amo-te, okay? Não vais ficar sozinha, tens o papá e eu vou-te escrever todos os dias...- aperto-a com força.

— Eu sei amorzinho... Diverte-te, okay? Ah! e fala com a professora McGonagall sobre entrares para a equipa.- ela pisca-me o olho e solta-me. Nesse momento sou abraçada pelo meu pai que nada fala.

Corro para dentro do comboio com a caixa do meu gatinho bebé.

P.O.V. Violett Kirtch__________________________

Chegamos bem cedo à paragem para encontrar um lugar bom no comboio. Escolhi uma carruagem bem no fundo, permitia-me ficar sozinha durante mais tempo e também consigo vê-los da janela a dizer-me adeus enquanto o comboio começa a andar lentamente.

Eles acenam-me adeus e eu a eles. Sinto cair pesadas lágrimas dos meus olhos — de facto sou mesmo louca – pensei — não conheço nada deste mundo e aqui estou eu...

Olho para a minha gata, a velha gata da família que tenta confortar-me, pedindo carinho. Acaricio o seu longo pelo cinzento e ela olha-me com os seus grandes olhos amarelos.

— Está tudo bem... Vai correr tudo bem...- Sou interrompida pelo barulho das portas a abrirem-se.

— Ah... desculpa posso entrar?- mal ouço a voz da rapariga limpo as lágrimas.

— C -claro...- gagueio, a minha voz falhando.

Ela entra e senta-se.

— Estás bem?- pergunta. Olho-a: era pálida, a sua pele coberta por sardas, seu cabelo era longo e liso de um ruivo que nunca havia visto e seus olhos verdes como o prado.

— Sim... claro.- respondo, ainda a limpar as minhas lágrimas.

Ela torce o nariz e sorri.

— Sou a Lily, Lily Potter.- Ela oferece-me a mão.

Aceito o seu gesto amigável e sorrio também.

— Sou Violett, Violett Kirtch. E esta é a gata da família, Nocas...- aponto para Nocas, que já estava nos pés da ruiva a pedir carinho, e ela concede.

— Também tenho um gato, é o Ying mas ainda é bebé...- ela tira o pequeno ser de pêlo negro, pousando a caixa ao seu lado. Tem olhos grandes azuis, no seu nariz tinha uma mancha branca.- Tem este nome porque é todo preto mas tem aquela mancha branca no nariz...

Ela oferece-me o gatinho, que dormia no meio de uma manta branquinha e felpuda, pego-o no colo e, com curiosidade Nocas salta para cima do banco ao meu lado e olha para dentro para a manta. Com medo, foge para o lado de Lily que ri.

— É muito fofinho...- dou-lhe de volta o pequeno gatinho que ela arruma de novo na caixa direitinho.- E então és feiticeira? – pergunto e ela ri-se.

— Yup... e acho que tu também és, se não como é que estarias aqui?- Ela ri-se.

— Sim, sim....- também rio- Estou a falar da família.

— Não sabes quem eu sou?- ela fica na ponta do banco, a sua pergunta deixa-me confusa.

— A.... não...

Ela dá um grande sorriso e põe o cabelo atrás das orelhas.

— Esta amizade vai ser para sempre.

P.O.V. Joy Longbottom____________________

Procuro uma carruagem com alunos do primeiro ano, ou pelo menos com algum espaço. Caminho do início ao fim no comboio, sem encontrar nenhuma carruagem livre, até que na última de todas vejo apenas duas meninas, uma de cabelo longo, liso e preto e uma de cabelo ruivo: Lily Potter.

Bato à porta e as duas olham para mim, Lily revira os olhos e chega para o lado.

— Desculpem, mas posso sentar-me aqui com vocês? Não tenho outro lugar...- Falo em direção à rapariga de cabelo negro

— Claro!- ela responde e pega no colo um grande gato.

Sento-me ao seu lado e agradeço.

— Sou a Joy Longbottom... – ofereço-lhe a mão e ela aceita.

— Sou Violett Kirtch. E está é a…

— Lily Potter, sim, eu sei.

— Ya, nós já nos conhecemos hoje de manhã.- Lily interrompe.

Um silêncio constrangedor apodera-se da carruagem. Este permanece durante bastante tempo até que é interrompido por um rapaz, loiro alto e bonito, que abre a porta de repente. Assim que o vê, Lily levanta-se e estende a varinha.

— Olha olha… uma Potter atiçada... – ele ri — Prazer, Scorpius Malfoy.- ele sorri mas Lily não parece achar piada nenhuma.

— Eu sem bem quem és, seu cobarde!- Ela quase grita, apontando severamente a varinha para ele.

O tal de Malfoy ri-se face à atitude da Lily.

— Poupa-me, Potter. Vais-me atacar, é? – assim que ele ouvem-se risos vindo de trás dele, reparo agora que, atrás deles, estavam dois rapazes, provavelmente da nossa idade.

Ela continua a apontar as varinha e lança um feitiço, ele bloqueia-o.

— A sério? – Ele ri-se- Vai ser divertido chatear-te, tal como ao tosco do teu irmão.- Ele ri-se, a cara de Lily fica vermelha e as suas mãos formam punhos.

— Tosco de irmão? É, Malfoy?- Outra voz soa do corredor e Lily sorri, não consigo ver quem é, mas Scorpius vira-se para ele, revirando os olhos.

— Isto não é contigo, Potter!- Resmunga enquanto James Potter surge na porta da carruagem.

— Por acaso é...- James dá um soco em Scorpius, que quase cai no chão, enquando os seus amigos se afastam, abandonando — Desaparece Malfoy!

Malfoy aponta lhe a varinha, que James afasta no mesmo instante.

— Chispa! – James mostra um emblema e Scorpius saí, James sorri vitorioso.- Este ano sou um monitor, por isso aquele cabrão tem que me respeitar. Também quer dizer que eu posso ficar com isto!- mostra a varinha dele e guarda.

Eu sorrio, James era mesmo bonito, alto e simples. Suspiro.

— Eu ia acabar com ele James, a sério?- Lily parece chateada- Tudo que ele faz com o Albus… queria-lhe dar uma sova!- ela arregaça as mangas e James ri-se.

— Da próxima maninha.- Ele olha à volta e sorri- Olá Joy, tudo bem? Lily sabes que o pai dela era melhor amigo do noss...

— Sim, eu sei!- Ela interrompe-o, empurrando-o para fora da carruagem.

— Hey, acabei de chegar! E também acabei de espantar o fuinha, nem recebo um obrigada ou um abraço ou algo do género.- ele brinca com Lily.

— Se quiseres eu dou te um beliscão...- ela ri-se também.

— Não, obrigado… mas apresenta-me à tua amiga nova! Já tens duas amigas?! e raparigas??? WUAW progresso!- Ele troça dela, que lhe bate no braço.

— Pára! É a Violett, agora sai!- Ela empurra-o mas ele não se mexe.

— Hey Violett, sou o James...- ele pisca o olho a Violett que revira os olhos e dá uma risadinha ,nervosa.

— Porque será que não tenho amigas raparigas idiota! Agora vai anda!

— Sim eu vou! Só preciso de dizer duas coisas: um é que vocês têm que vestir os uniformes e dois é que te amo muito sua cenourinha fof..

James é interrompido por Lily, que o fecha lá fora.

Não conseguindo evitar, riu-me daquela situação, juntando-me a Violett, que fazia o mesmo. Lily parecia não achar piada mas acaba por ceder, rindo-se também.

— Aquilo foi muito intenso...- Violett ri.

— Sim... É a minha vida.

MAIS TARDE NA ENTRADA DO SALÃO DE HOGWARTS

P.O.V. Lily Potter_______________________

Finalmente chegamos a Hogwarts. Não posso acreditar é tão tão mágico como me disseram, mas melhor do que aquilo que eu imaginara. Depois da confusão na nossa carruagem conversámos melhor e parece que Violett não sabia quase nada sobre o mundo mágico. Gostei muito dela e da Joy Longbottom, apesar de no início não simpatizar muito com ela: ela começou com a treta de eu ser filha do Harry Potter… mas, esquecendo isso, ela é mesmo simpática e interessante. Afinal, ela é uma Longbottom e eu uma Potter somos destinadas.

Todos os primeiros anos sobem as escadas em direção ao salão. No caminho, encontramos Neville Longbottom, que procura Joy entre a pequena multidão e assim que a vê ao pé de mim sorri e pisca-lhe o olho.

— Boa noite,primeiros anos! Eu sou o Professor Longbottom, subdiretor de Hogwarts e chefe da equipa dos Gryffindor. Hoje vocês vão ser separados por equipas, Hufflepuff, Ravenclaw, Slytherin e Gryffindor.- assim que ele menciona Gryffindor lembro-me da gravata de James, que guardava no bolso.- Durante o vosso tempo em Hogwarts, a vossa equipa será como a vossa família: terão dormitórios juntos, comerão na mesma mesa, jogarão na mesma equipa. Durante o ano serão recolhidos pontos de cada equipa, a equipa que tiver mais pontos durante o ano escolar ganhará a taça da equipa.- Ele olha em volta e sorri- Então vamos!

As portas do grande salão abrem, expondo a sala onde já se encontravam todos os alunos mais velhos, cuja atenção se dirige para nós. Ao ver todos os alunos a olhar para nós, sinto um arrepio percorrer-me a espinha. Lembro-me que está prestes a acontecer o grande momento e sorrio. Os alunos batem palmas enquanto nós passamos por entre as mesas, Violett toca me no braço e olha para o teto:

— Está enfeitiçado, li sobre isto em “Hogwarts: a História”...- ela sussurra-me no ouvido e eu rio com o seu espanto.

— Eu sei...- sussurro de volta.

Continuamos a andar até pararmos lá à frente, olho para a comprida mesa à minha direita e posso ver James sentado, ao seu lado estavam os lugares vazios, destinados aos novos alunos. Ele pisca-me o olho, deixando-me mais nervosa: ele estava à minha espera.

A diretora levanta-se e todos se calam.

— Bem vindos, alunos do primeiro ano! A cerimónia começará agora... – ela senta-se e eu sorrio ao vê-la finalmente.

— Hugo Weasley!- O nome do meu primo é o primeiro a ser chamado. Posso sentir o seu coração a bater a mil enquanto ele dirige se até ao alto banco de madeira e tropeça nas escadas.

— Hum outro Weasley...- a boca do chapéu aparece assim que toca na cabeça de Hugo- Hum... A tua genética diz algo, mas tu dizes-me outro...- posso ver o olhar confuso de Hugo- GRYFFINDOR!!!!!!!

A mesa dos Gryffindor grita e bate palmas, felizes por mais um Weasley.

O silêncio retorna assim que Hugo se senta.

Emilia, Jason, harold, justin, olivia, erica.... Vários nomes são chamados... Cada vez estou mais nervosa.

— Joy Longbottom!- O seu pai chama-a. Ela sobe as escadas, a morrer de vergonha, seu enquanto o seu pai lhe lança um olhar reconfortante.

— Ah.... Uma Longbottom.... Hum... Independente... Triste... Corajosa. GRYFFINDOR!!!!!!!!!- O chapéu grita e a mesa dos Gryffindor enlouquece, seu pai sorri, feliz, e volta a ler os nomes.

— Violett Kirtch.- Ao ouvir o seu nome, Violett estremece ao meu lado.

— Fica calma, vai correr tudo bem...- sussurro e ela acena um sim com a cabeça.

A diretora olha para nós atentamente.

Violett sobe as escadas e senta-se na cadeira.

— Hum... Ah..... Então então... O que vou fazer contigo hum.... – o chapéu pensa e pensa- AHA! RAVENCLAW! – Ele grita. Violett parece triste com a notícia. Os Ravenclaw batem palmas e gritam felizes, ela vai em direção à mesa, lentamente.

Gustav, Daisy, Annelise, Frederick, John, Paul, Mary, America, Linda, Jamie, Gerard...

Nada do meu nome. Quando dou por mim estava sozinha, à espera que o meu nome fosse chamado. O professor Neville procura o meu nome, pensando que talvez me tenha passado à frente…Todos os olhares estavam em mim: do meu lado direito os Gryffindor e da esquerda os Hufflepuff.

— Fica calma, já vais ser chamada...- Um Hufflepuff fala, com certeza na sua afirmação, sorrindo; sorrio como resposta.

Neville continua à procura até que desiste.

— Lily Potter, podes vir... – ele chama-me e sinto todos os olhares em cima de mim, um burburinho é instantâneo mas todos se calam quando o chapéu grita antes de o sentir na cabeça.

— GRYFFINDOR! GRYFFINDOR!- o seu grito faz eco e assim que o faz todos os Gryffindor gritam e batem palmas, desço para perto da minha nova família.

— Bem vinda, maninha...- James fala enquanto me ajuda a por a gravata que me tinha oferecido.

Notas finais
NOTAS AUTORA: Todos os personagens são da Queen Rolling ou originalmente meus inspirados em pessoas reais e imaginarias. A fic não é movida a comentários, mas se deixar pelo menos um vou ficar muito feliz! ;) Uma recomendação também não vai fazer ninguém ficar sem dedos! Quando um capitulo tem * é porque tem conteúdo adulto Quando um capitulo tem CAPS quer dizer que foi melhorado Comentem o que acharam ~Plágio é crime! X.O.X.O