Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem com vocês? Como está essa quarentena? Primeira coisa, o capítulo de hoje é narrado pelo Rose. Espero que gostem

Agatha Dursley não sabia onde estava se metendo quando pediu minha amizade, nem eu entendi o por quê aceitei de bom grado ser amiga dela. Nesses últimos três anos fiz de tudo para não chamar atenção de ninguém, nem me envolver com outras pessoas, mas a Dursley se parecia comigo, isolada, sozinha e sem amigos. Eu tinha Hugo, mas eu evitava tentar trazer problemas para ele assim como para qualquer um dos meus primos, estava disposta a não desistir de me forma em Hogwarts, era meu sonho, depois poderia ir para qualquer outro lugar onde pudesse ficar o mais longe de tudo possível.

Já era novembro logo o natal chegaria e as festa de final de ano também. Eu só queria ir para casa dos meus avós trouxas e curtir alguma festa diferente de Natal dos amigos deles. Era divertir conhecer novos costumes trouxas, porém eu sentia falta dos natais na toca, da comida calorosa da vovó Molly e de tentar explicar coisas trouxas para o vovô Arthur. Amo meus avós, meus tios, meus pais e meu irmão, gosto muito dos meus primos, mas eu não podia ir até lá ainda, não enquanto as coisas continuarem desse jeito.

Era noite, já passava das onze, eu estava no alto da torre de astronomia sozinha sentada no parapeito olhando as estrelas tentando adivinhar as constelações. Eu sabia que os monitores já rondavam o castelo a essa hora e se me achassem aqui, dependendo de quem fosse, eu nem sofreria nada ou passaria um bom tempo limpando troféus.

O silêncio da noite fazia o ar ficar ainda mais misterioso e ajudava a me afundar nos meus pensamentos.

—Ou você tenta adivinhar as constelações ou você se afunda em seus pensamentos, os dois não podem ser feitos ao mesmo tempo. — Falou a voz masculino chamando minha atenção.

Eu conhecia aquela voz e eu a reconheceria em qualquer face ou canto da terra, mas continuei encarar a frente de onde eu estava, não me atreveria olhar para trás. Eu tinha orgulho.

—Rosie…

—É Weasley para você Malfoy, no máximo Rose. -Falei de forma mais ríspida.

—Desculpe, Weasley. Mas eu precisava saber, por que se envolver com a Dursley? Sabe o que Al acha sobre essa família, não tem medo do que ele pode fazer.

—Já perdi o medo a muito tempo Malfoy. O que Aghata tem haver com algo que o avô dela fez a meu tio? Nada. — Falei ficando cara a cara com o loiro.

—Ela é uma Dursley! — Exclamou ele.

—Você é um Malfoy e nem por isso eu te julguei.

Scorpius engoliu seco com a minha resposta, eu sabia que aquilo pegaria ele desprevenido.

—Pare de perturbar ela. Você, Lily ou até mesmo Hugo. Se não querem chamar atenção de Severus é melhor não fazerem mais isso, principalmente você.

Falei saindo em direção a as masmorras sem olhar para trás.

—Rose.- me chamou o loiro fazendo eu parar no meio do caminho. — Sobre aquilo, eu sinto muito. Eu…

—Não sinta!- cortei antes de terminar a frase.- Você não tem o direito de sentir. Podia ter acreditado em mim, mas preferiu fugir. Então, não se permita sentir.

Eu saí de lá correndo antes que as lágrimas viessem. Encontrar Scorpius nunca era bom.

Agatha era uma companhia boa e divertida, apesar de falar pouco sobre sua família paternidade sempre contava sobre as viagens com seus avós maternos para países na África, pelo pouco que eu conhecia já sabia que ela seguiria o ramo da família magizoologia já que tudo nela indicava isso. Ela me contou que tinha um irmão mais velho só por parte de mãe, pelo que me parece ele havia estudado na escola americana de magia e na africana. Ele era um prodígio no quadribol mas nunca quis jogar em um time profissional. Agatha e eu não somos fã do esporte, isso para mim é um karma ainda mais com o pai que eu tenho, mas eu tenho medo de altura, subo em uma vassoura só por necessidade, mas eu não posso passar de três metros altura. Altura não é minha única fobia, mas não falo sobre isso.

Nesse dia eu estava sozinha no salão comunal da minha casa, lia um livro trouxa que minha avó havia mandando para mim pela minha mãe no início da semana. Estava tão distante que nem reparei quando os olhos castanhos de Hugo fixaram em mim.

—Hugo Weasley o que você está fazendo aqui?- perguntei enquanto fechava o livro é encarava meu irmão.

—Rosie, não deveria ficar tão distraída por aí. Você sabe os riscos.

—Hugo eu estava por aí, estou no salão comunal da minha casa lendo o meu livro no canto onde pessoas não me incomodam e pelo o que eu vejo só tem nós dois por aqui. E se tiverem aqui você está ferrado.

Meu irmão fez um bico lindo como se tivesse oito anos e eu acabasse de brigar com ele.

—Esse é o salão comunal da sonserina Hugo! Quem te deu a senha?

—Não te interessa. Eu só vim pedir para você…

—Se afastar da Dursley.- falei cortando ele. — Até você Hugo!

Falei fechando o livro.

—Não vou me afastar de ninguém, já estou a três anos assim. E outra ela é igual a mim. Então é melhor você sair daqui.

Pude ver preocupação no olhar do meu irmão, mas ele seguiu para a saída.

Suspirei, não conseguia mais ler uma página. Subi até meu quarto, Agatha não estava lá, e depois da nossa aproximação em momentos assim o local parecia mais vazio do que realmente era. Fui até o meu malão ao pé da cama e tirei de lá uma pequena caixa de madeira, ela parecia quebrada como se algumas peças faltassem. Abri ela devagar mas som nenhum saiu, então peguei minha varinhas fiz um feitiço não verbal e a música começou a tocar. Deitei em minha cama e acabei adormecendo.

Acordei somente no outro dia ainda com a caixinha em meus braços. Procurei pela Dursley e ouvi o barulho de um dos chuveiros. Guardei a caixa novamente e separei as roupas e fui até o outro, deixei a água lavar todas as emoções que eu sentia. Sai do banheiro já vestida e encontro Agatha arrumando a sua própria cama.

—Sabe que não precisa fazer isso? — perguntei.

—Sei. Mas minha mãe sempre me disse que coisas nem sempre podem ser feitas com magia. Quando dona Petúnia vai lá para casa qualquer tipo de magia é estritamente proibido. Então já acostumei a arrumar a própria cama. Além disso fazer as coisas do modo trouxa sempre me ajudam a pensar melhor.

Eu acho engraçado a forma como ela fala da própria criação, as vezes ela nem parece uma sonserina.

—Vai se atrasar pro café. — disse vendo que ela ainda não havia descido.

—Eu pensei que você pudesse ir tomar café comigo.

—Eu não tomo café no salão.

—Você não come no salão na verdade.

Disse ela meio triste, o que me deixou um pouco mal.

—Mas, como você é minha amiga. Vou deixar você tomar café no meu lugar especial.

Notas finais
Qualquer erro me avisem! Até o próximo