Boys Over Serpent
4 Isso Acaba Aqui
Notas iniciais
Já havia passado a hora do toque de recolher no colégio e eu estava preocupada com Rose, ela não havia voltado para o quarto ainda. Estava inquieta então resolvi ir atrás dela. Já havia olhado todos os lugares possíveis menos na torre de astronomia. Eu estava quase chegando quando ouvi a vozes de Rose, respirei aliviada, mas quando eu cheguei mais perto eu vi que ela não estava sozinha, havia mais alguém com ela,eu fiquei escondida ao ver Scorpius Malfoy parado ali.
—Pare de perturbar ela. Você, Lily ou até mesmo Hugo. Se não querem chamar atenção de Severus é melhor não fazerem mais isso, principalmente você. — ouvi Rose dizer.
—Rose.Sobre aquilo, eu sinto muito. Eu…
—Não sinta! Você não tem o direito de sentir. Podia ter acreditado em mim, mas preferiu fugir. Então, não se permita sentir.
Rose saiu de lá correndo que nem me viu escondia.
Scorpius deu um grito e saiu sem me ver também. Sai do meu esconderijo, eu estava em choque, era difícil entender o que havia acontecido aqui.
—Pelas barbas de Merlim. O que aconteceu aqui? — perguntei olhando as estrelas.
—Seus pais não te ensinaram que ouvir conversar é feio Dursley.
Eu não havia percebido que havia mais alguém naquele local. Olhei para trás e vi os olhos azuis de Frank Longbottom me encarando do outro lado da torre.
Eu estava encrencada, porém não perderia essa oportunidade. Abri um sorriso sarcástico e me aproximei do rapaz.
—Pelo visto professor Longbottom também não te deu nenhuma. Ou fazer parte do S4 te subiu a cabeça e acha que pode ouvir ou vigiar as pessoas por de trás da parede?
Pela cara que ele fez, o moreno não esperava essa resposta.
Touché.
—Agora Longbottom, se me der licença, preciso ir para meu quarto. — falei passando por ele.
Antes de eu terminar de passar por ele o mesmo agarrou meu braço me puxando para olhá-lo nos olhos. Era como se ele pudesse ver por dentro de mim, havia algo naquele olhar.
—Cuidado Dursley. As serpentes não enxergam se você se manter parada.
—Engraçado. Que eu saiba eu também sou uma.
Soltei meu braço com força e segui o caminho para as masmorras. Fui direto para meu quarto. Quando cheguei lá encontrei Rose adormecida abraçada a algo.
Não demorei muito e fui dormir.
A única matéria que eu a Weasley não fazíamos juntas era adivinhação. O motivo, Rose costumava dizer que não era boa nessa matéria, mas creio que ela seja meio cética nisso. Essa também era a única matéria que o S4 não fazia em conjunto, somente o Longbottom fazia essa matéria.
Havia chegado mais cedo que todo mundo já que não havia tomado café para aproveitar o tempo fazendo as atividades que não havia feito noite anterior. Não percebi quando os outros alunos começaram a chegar, só percebi que a sala estava cheia quando senti alguém sentar ao meu lado. Nunca em aula nenhuma alguém sentava ao meu lado. Então resolvi olhar quem era o corajoso e para minha total surpresa.
—Se não se importa Dursley, vou ser sua dupla daqui para frente. — disse Frank com um sorriso galante.
Revirei os olhos.
—Se eu não quiser, o que acontece? Vou receber um cartão?
—Não sou tão duro quanto Severus, mas eu preciso de uma dupla e você também.
—Por que não diz de uma vez o que você quer de uma vez.
—Já lhe disse só ser sua dupla.
Não conseguia dormir já havia rodado a cama diversas vezes e não conseguia pegar no sono, então desci até o salão comunal onde fiquei em um pequeno canto escondida. Estava estudando poções quando ouvi um barulho e me escondi novamente. Eram três rapazes da sonserina, não me lembrava muito bem deles. Estava com o pequeno Nott, o pobre garoto estava ferido machucado.
—Não aprendeu a lição da primeira vez, quem sabe aprende agora. — disse um dos jovens.
—Eu não ganhei outro cartão! — gemia o pobre garoto.
—Estamos te dando uma lição em nome do S4.
E espancaram novamente o garoto. Eu continuei escondida, até aquela tortura acabar.
Assim voltei ao meu quarto e não conseguia mais dormir.
Rose havia me chamado para tomar café com ela onde sempre fazia suas refeições. Eu só não imaginava estar na cozinha do castelo cercada por elfos.
—Então é aqui seu esconderijo?- falei colocando um pedaço de bolo na boca.
—Sim, desde o terceiro ano eu como aqui. — falou Rose sorrindo. — Não posso pisar no salão. — completou.
—Por que?
—Ainda é cedo. Mas o que te fez ficar aflita ao ponto de arrumar a própria cama?
Eu suspirei e contei o ruiva o que havia presenciado na noite anterior.
Rose ficou uns minutos calada olhando para o prato a sua frente.
—Alguns alunos, se acham no direito de honrar o nome do S4. Às vezes os quatro nem tem noção do que acontece, pelo menos nos últimos anos. Isso é muito cara da Scott, ela é fã número um deles. Ela não suporta os perdoados, acha que todos deveriam sair, então ela os caça um tempo depois do perdão. Coitado do pobre Nott, ja não basta ser o filho bastardo ainda sofre isso.
Eu fiquei em choque com o que ela me contava, estava com mais pena ainda dele, e mais raiva do S4.
Já haviam se passado quatro dias desde o incidente com o Nott. Frank ainda sentava ao meu lado, dizia ser minha dupla, mas eu o tratava friamente não queria saber das desculpas que tinha. Eu passei a fazer as refeições com Rose, os elfos sempre nos deixavam informadas sobre os acontecimentos dentro de toda a Hogwarts.
Na era tarde da noite, eu e Rose estávamos sentadas indo até a torre de astronomia. Quando chegamos lá, vimos o jovem Nott sozinho, chorando e sujo.
—Por que fazem isso comigo? — gritava ele para as estrelas. — Eles não tinham me perdoado? Por quê? — gritou ele. — Eu não quero mais sofrer, nem aqui,nem em lugar nenhum. — eu olhei para a ruiva, ele não havia sentido nossa presença. — Eu vou acabar com isso.
Eu e Rose nos aproximamos sem fazer barulho tentávamos entender o que ele faria.
Ele subiu no parapeito da torre e naquele momento eu e a ruiva entendemos o que ele ia fazer.
—Isso acaba hoje e aqui. — dizendo isso tombou o corpo para a frente.
Fale com o autor