Boyfriend

5 Voz dos anjos


Notas iniciais
MILHÕÕÕEEES DE DESCULPAS á todas que ficaram esperando, mas é que eu tava MUITO ocupada nessa ultima semana, maaaaaaaaaaaassssssss eu espero me redimir com esse capítulo a seguir... espero que gostem :D

–Agora eu quero que você siga a luz com os olhos, ok? – O médico falou cuidadosamente enquanto apontava uma pequena lanterninha contra meu rosto.

–É , você não teve nenhum sequela. — Ele desligou a lanterna e guardou em seu bolso do jaleco enquanto retirava um caderninho.

Eu permaneci calada. Justin estava em pé mexendo freneticamente em seu celular. Desse jeito parecia até que ele era alguém legal. De boca calada, ele era realmente legal.

Só pelo fato dele ter tentado comprar me silêncio com ingressos, eu já tive minha teoria comprovada de que ele é um completo idiota.

- Bom, por enquanto eu quero que você apenas descanse e tome bastante líquido. – Ele me falou entregando um bloquinho escrito com uma caligrafia possuída pela maioria de médicos. No bloquinho se lia:

Repouso e bastante líquido.

555.2562.2354, Dr. Ben Stewart “.

– Hum, ok eu acho... mas doutor? Pra que o seu número?- Eu o questionei quando vi que ele havia escrito seu número do celular.

- Se você continuar andando com esse ai – Ele apontou levemente para trás, falando baixinho- é bom que você tenha meu número guardado.- ele piscou pra mim.

Não pude me contar em soltar um gargalhada. Rimos juntos e acredito que Justin tenha ouvido a conversa pois tinha bufado.

- Haha, muito engraçado Ben!- Justin disse ironicamente e dando dois tapinhas nas costas do médico .

-V-vocês se conhecem? – Eu perguntei. Não é porque ele é famoso, que ele pode chamar um médico pelo primeiro nome. Tem sempre que falar o “doutor” antes. Isso é ridículo.

- È, ele viajou comigo na turnê enquanto eu estava doente- Justin falou rindo.

Justin me pegou pela mão e me ajudou a descer da maca. Ele foi me puxando ainda de mãos dadas em direção á sala de espera para podermos ir embora.

Saímos andando tranquilamente pela porta do hospital, e ele ainda estava com a sua mão colada à minha. Não que a sensação não fosse boa, afinal sua mão era quente e muito macia apesar de suada. Mas eu não queria que ele me considerasse uma amiga ou algo assim. E ainda pior, algum paparazzo podia surgir do céu ou brotar do chão e tirar uma foto nossa. E isso não seria nada legal!

- Hm, é... v-você já p-pode soltar minha m-mão Justin- Eu falei claramente nervosa.

Ele pareceu nervoso e um pouco constrangido. Ele não falou nada e soltou minha mão e depois colocando suas mãos nos bolsos de sua skinny preta.

Chegamos a sua Range Rover. Era preta e bem limpa. Linda. Eu tinha um carro, um híbrido, eu na verdade nem sei o que significa, só sei que é híbrido.

Ele correu na frente destravando o carro e abrindo a porta para mim. Aaah, ta bom?

Entrei, ele deu a volta e entrou no lado do motorista. Deu partida e saímos do estacionamento.

[-]

Já faziam alguns poucos minutos que estávamos em seu carro. Nós estávamos em completo silêncio, exceto pelo rádio. Ele parecia agoniado pela minha presença. De vez em quando ele perdia a guarda e olhava para minhas pernas nem-tão-descobertas.

- Eeh, Jess ... posso te chamar de Jess?

- Não, é Jessica pra você. – Eu falei educadamente. Nós não éramos amigos, não éramos nem conhecidos. Ele apenas tinha me acertado com uma porta, só isso. Não queria nenhum tipo de relação, pelo mínimo que ela seja.

- Ok Jess... – Ele falou me desobedecendo –é, que antes de eu te deixar em casa... – Ele falou coçando a nuca, provavelmente procurando por uma resposta. – a gente vai dar uma passada rapidinha na minha casa.

- A GENTE VAI O QUÊ?- Eu falei alterada e sentando corretamente no banco de couro e olhando incrédula.

- è... é que ta meio que acontecendo uma festinha dos meus pais lá... eu um cara muito importante vai estar lá... então eu meio que preciso ir lá... tudo bem?

- E por acaso eu tenho escolha?- Eu bufei.

- È, creio que não- Ele coçou a nuca novamente. Acho que percebi uma de suas manias de quando está nervoso. Hm. Quantas garotas morreriam para estar em meu lugar.

[-]

- É... Só vamos logo. — Ele me puxou rapidamente para as escadas de sua casa, como se ninguém pudesse me ver.

- Por que? Por que ninguém pode te ver comigo? Vai me esconder lá em cima?- Eu caçoei de sua cara enquanto parava bruscamente no primeiro degrau da escada.

- Não... argh- Ele deu a volta e ficou no chão, a minha frente, um pouco mais baixo que eu, me olhando nos olhos. E que olhos! Pareciam uma piscina de calda de caramelo.

- Não é que eu queira te esconder porque eu quero. Ainda mais porque o que é bonito tem que ser mostrado. — Eu o olhei incrédula ao ouvir a última parte. — Mas é que tem gente aqui que se me virem com você, não vão mais te deixar em paz... Eles vão ficar criando boatos sobre nós e um suposto namoro.- Ele falava tudo em um tom baixo, para ninguém além de mim ouvir. Fiquei com pena por alguns instantes, ele não podia nem ter uma vida pessoal na sua própria casa. Não que eu seja parte de sua vida pessoal. Mas.. é... isso aí.

- Mas a gente não ta namorando.- Eu falei confusa. Por que inventariam algo como isso? Nem é verdade! Eu nunca o namoraria.

- Eu sei.. E eles também.. Mas a mídia é complicada. – Ele falou pegando minha mão e subindo comigo pelas escadas.

Chegamos a uma porta branca, de madeira com um adesivo de um time de hóquei canadense, se não me engano, se chamam Maple Leafs.

Adentramos e o quarto era enorme e lindo! Tinha uma cama de casal com vários travesseiros em cima. Um par de blusas em cima e seu notebook. Uma porta que seria provavelmente o banheiro e uma entrada para o que provavelmente seria o seu closet. Alguns porta-retratos e vários jogos espalhados pelo quarto inteiro.

- Fica a vontade... e só... só fica aqui ta legal? – Ele pediu enquanto ia em direção à porta.

-Au au! – Eu brinquei enquanto dobrava minhas mãos como se fossem patinhas.

Eu comecei a caminhar pelo quarto dele, me recordando que eu nunca estive em um quarto de um menino antes, assim, exceto de alguém da família.

Na realidade, eu tive apenas um namorado na vida inteira. Namoramos por quatro meses e terminamos porque ele ia se mudar para outro país em intercâmbio. E isso foi há uns dois anos atrás.

Olhei os porta-retratos ao lado de sua cama. Um com ele e uma mulher muito bonita de olhos claros e cabelos ruivos, ambos faziam caretas. Em outra, ele estava com três meninos, todos fazendo o símbolo de paz ou com os braços cruzados, porém todos sorriam. Em outro estava ele e duas crianças, muito fofas por sinal, e um homem. Posso estar me precipitando, mas diria ser seu pai. Outro porta-retrato estava no criado mudo, porém estava virada para baixo. Eu sei que nem devia, mas sou extremamente curiosa e ninguém estava aqui além de mim. Peguei o objeto com a minha mão sendo o mais cautelosa e silenciosa possível

Peguei o porta-retrato em minhas mãos e olhei a foto. Nela Justin e uma menina morena se abraçavam, ele estava por trás e sorria, mas sem mostrar os dentes, ela também. A foto era até bonita, mas não acredito que a menina estivesse tão contente quanto ele. Sim, quem sou eu pra ficar falando isso, mas é só minha intuição feminina. E por que o porta-retrato estava virado para baixo. Será que tinha caído? Ou será que ele tinha virado de propósito?

Antes que eu pudesse continuar me afogando em perguntas e suposições, eu ouvi uma voz parecida com a dos deuses, ou melhor, uma música sendo cantada por deuses. Senhor, de onde vem essa música?

Segui meus ouvidos e fui em direção á sacada do quarto. Estava com medo de que se eu aparecesse lá, alguém me visse, mas nesse instante, eu não liguei, aquela voz me chamava.

Eu fui sorrateiramente até a varanda, me deparando com uma noite escura, porém a área da piscina encontrava-se extremamente iluminada. Andei mais um pouco e vejo várias pessoas conversando e rindo, mas todas estavam com sua atenção virada para apenas uma pessoa. Lá estava ele, a razão de todos os meus problemas até agora, Justin Bieber, sentado em um banco tocando um violão para canhotos. Pera aí... violão... AH MEU DEUS! ESSA VOZ É DELE!!

Eu não sabia se voltava correndo pro quarto, se continuava ali admirand...ehem, olhando ele cantando, se me jogava daquele andar mesmo. Aquela voz era de longe a mais linda que eu ouvi em toda minha vida. Nenhuma das músicas que Sara havia me mostrado se pareciam com essa, nessa sua voz era suave e simples, sem a interferência de estúdio ou garotas gritando, apenas ele, sua voz e um violão.

Lá estava eu admirando provavelmente a oitava maravilha do mundo, sorrindo que nem boba. Não sabia porque reagia assim, só sei que eu não me movia, eu não queria me mover.

*Justin POV*

Desci as escadas rapidamente depois de ter deixado a Jessica em meu quarto. Ela com certeza ficou intrigada com o fato de eu estar “escondendo” ela. Bom, infelizmente não há muito que eu possa fazer, afinal, tem várias pessoas importantes aqui e eu não quero que nenhuma delas pense que eu estou traindo a Selena. Se bem que na verdade eu nem me importaria, afinal tivemos mais uma briga essa manhã, ARGH.

-Filho, finalmente!- Minha mãe veio até mim me abraçando.

Scooter não falou nada, apenas me olhou “ainda bem que você chegou muleque! Se não chegasse eu ia te esmurrar”. Não me contive e ri pelo nariz por causa da sua cara.

Vi se aproximando Mark, o diretor do possível filme. Ele estava sorridente, e junto a si, uma garotinha de mais ou menos cinco anos segurava sua mão.

- Justin! Meu garoto!- Mark me cumprimentou dando um abraço.- Essa é minha filha, Janine, ela é uma das suas maiores fãs!

- Hey Janine- Eu me abaixei para falar com ela. A menina não respondeu, apenas soltou um risinho e se escondeu atrás das pernas do pai.

- Filho, pega lá seu violão e toca uma música para os convidados. Eu tenho certeza que eles vão adorar.

Assenti e fui até a sala de música, pegando meu violão favorito e indo até a área da piscina.

Puxei um banquinho, me sentei e coloquei o violão em meu colo. Comecei uns simples acordes de Never Let you Go. Mesmo velha, eu amo essa música. Ela tem um lindo significado.

[-]

There's a dream
That I've been chasing
Want so badly for it to be reality
And when you hold my hand
Then I understand
That it's meant to be
Cuz baby when you're with me

It's like an angel came by, and took me to heaven
(like you took me to heaven girl)
Cuz when I stare in your eyes
It couldn't be better
(I don't want you to go, oh no sooo)

Eu cantei a segunda estrofe da música. Eu olhava ao redor de mim e várias pessoas me olhavam sorrindo, até minha mãe e Scooter. A garotinha, Janine, já havia se soltado um pouco mais e dançava timidamente.

Acredito que eu era um dos únicos que sorria falsamente. Não que minha carreira me deixe triste, ou minhas fãs. Mas é que ultimamente eu não me sinto mais o Justin. Eu não sei exatamente o que é, mas eu não me sinto mais eu.

Eu acho que só preciso me desligar da mídia por um tempo e tudo volta, ou eu pelo menos espero. Só precisava de tempo. Mas esse é um atributo ao qual não tenho tido muito ultimamente.

Continuei passando meus olhos pelo meu redor, quando olho para cima e lá a vejo.

Sorrindo bobamente, despertando uma sensação engraçada em mim. Eu ficava feliz em vê-la assim, e não emburrada e resmungona que nem alguns minutos atrás. Ela parecia inocente, e extremamente fofa. Wow!

A luz da piscina reluzia em seu rosto angelical, se mostrando como a oitava beleza do mundo. Wow.

Sem perceber, eu já estava cantando para ela. Nossos olhares se cruzavam e ambos sorríamos sem perceber.

Passei meus olhos rapidamente nas pessoas que me assistiam, e pelo que parecia, nenhuma havia percebido minha falha. Graças a Deus.

[-]

-Só escolhe o carro e eu te deixo em casa- Eu falei abrindo a porta da garagem e dando passagem á ela.

-Não importa o carro, eu só quero ir pra casa.- Ela falou cruzando os braços e esperando minha decisão. Peguei a chave do carro que havia ganhado de aniversário e destravei o alarme.

Abri a porta pra ela e ela sentou no banco.

-Isso tudo é porque você não gostou de passar a noite comigo?- Eu perguntei enquanto dava a volta no carro e abria a porta do motorista.

Não me contive e ri quando ouvi sua gargalhada, era mais fofa do que o possível. Era alta, porém contida. Não muito fácil de descrever em palavras, só era perfeita.

- Não foi tão ruim assim Bieber.- Ela falou colocando o cinto de segurança.


Notas finais
Bem grandinho neah?? Me digam o que estão achando e não se esqueçam de divulgar hihi
Ashuahsuahsua, vocês perceberam que ao longo do capítulo a Jess vai se soltando um pouco mais e gostando um pouquinho (só um pouquinho) mais do Jujuba....
ashaushas
1928391834238490283 beijos