Boyfriend

6 Um prazer em te conhecer


Notas iniciais
Peço desculpas novamente, como sempre... culpa da escola ¬¬
Bom, vamos esquecer isso e vamos ao capítulo... Queria agradecer aos meus 10 leitores!! kkkk agradeço também a suas doces reviews!!
Bom vamos ao capítulo... ah
e fofura mode on ok?

-Então Jess... de onde você é?- Justin perguntou ainda fitando a estrada á nossa frente. O silencio aqui era irritante, mas não conseguia pensar em nada que pudesse o preencher.

-Eu.. sou do Brasil.-Eu falei bem tímida. Nem sei qual o interesse dele por mim.

-D-do Brasil?- Ele perguntou surpreso, e nervoso.

-Hm, é. Por que?- Eu fiquei curiosa por sua reação. Afinal, era apenas um país.

— Nada... só explica certas coisas.- Ele murmurou baixo, sendo quase imperceptível de ouvir.

Eu não acredito no que aquele garoto tinha acabado de falar! Era isso mesmo que eu ouvi? Ai meu Deus! Que pervertido!

Escorei-me ainda mais no banco, me sentindo desconfortável com seu comentário, e tentando puxar meu vestido para baixo e cobrir o máximo possível minhas pernas.

-Lá é um ótimo país – Ele falou rindo pelo nariz.

Acredito que ele percebeu meu desconforto quando não falei nada. Ele ligou o rádio, e acredito que por mera ironia do destino, uma de suas músicas tocava. Que beleza hein?

Ele cantava baixinho mantendo sua atenção na rua, que agora já estava tomando rumo ao centro de Los Angeles.

— È sério? – Eu perguntei indignada com ele. Ele cantava sua própria música. Isso era hilário.

— O quê?- Ele respondeu divertido.- Você não gosta?

— Ah pera aí, deixa eu adivinhar! Nesse exato instante eu deveria estar surtando porque eu estou no mesmo carro que Justin Bieber enquanto ele canta uma de suas canções! Ai meu Deus! Que sorte a minha!- Eu gozei, sendo irônica, e muito dramática.

Ao contrário do que eu pensei, ele riu divertido.

Um risinho fugiu de meus lábios, tomando a atenção dele. Corei ao perceber que ele também riu. Não sei se foi pela minha indignação ou se foi pela minha risada. Ai ai ¬¬.

— Sabe, eu sou do Canadá. Eu acho que você adoraria ir lá algum dia.

— É eu tenho vontade de ir sim. Mas por que você acha isso?- Eu ri pelo nariz. Era estranha a forma que ele tirava conclusões de mim sem nem me conhecer.

[-]

*Justin POV*

— É nessa rua aqui. — Jessica apontou me direcionando á uma rua na parte de classe-média-alta da cidade.

Entrei na rua e ela parecia ansiosa para chegar logo. Não a culpava estar em um carro, comigo fazendo perguntas aleatórias por quase uma hora, isso não era para qualquer uma não. Mas eu também não podia ajudar, eu estava curioso sobre essa garota. Ela era tão... diferente.

— É essa aqui. –Ela falou enquanto parávamos em frente a uma grande casa rosa bebê.

-É... obrigada Justin. — Ela falou tímida, dando apenas um sorrisinho (perfeito mesmo assim) e descendo do carro.

— Olha Jessica- Eu segurei em seu braço antes de sair. – Eu só queria dizer que eu sinto muito, por hoje....

-Hm anotado. Acabou? – Ela respondeu sem paciência. Saiu por completo do carro e foi em direção a porta, sem nem olhar para trás.

Não consegui tirar meus olhos de sua figura andando em direção a casa. Sei que não a conhecia, mas poderia dizer que ela ficava maravilhosa em cima daqueles saltos. Seu vestido caia perfeitamente em suas pernas brasileiras. E seus cabelos ondulados cobriam maravilhosamente sua jaqueta jeans. Ela era linda.

Conferi se ela havia entrado na casa em segurança, e quando tomei certeza coloquei minhas mãos na chave para girar a ignição. Girei a chave. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Ah não! Não ia ser hoje que o carro ia dar defeito! Juro que tentei ligar o carro mais que 30 vezes, e nada!

Droga!

E acredito que os paparazzi haviam me seguido quando sai de casa, pois agora estava passando uma van preta, e uma cara passava uma lanterna, provavelmente me procurando. Não tinha como eu estar em uma situação pior! Droga!

Esperei eles tomarem distancia e sai do carro...

*Jessica POV*

Tinha acabado de pegar meu copo de suco e estava passando em frente á porta, tomando rumo ás escadas, quando ouço algumas leves batidas na porta.

Deixei o suco em cima da mesa e fui, cautelosamente, até a porta.

Abri lentamente, vendo uma pessoa que eu realmente não queria ter encontrado de novo.

— Olha, eu te dois quinhentos dólares se você fizer um favor.- Ele falou antes de eu perguntar qualquer coisa.

-Não seria um favor se você me pagar.

— Então isso é um sim?

[-]

-Só empurra mais forte!- Eu reclamei enquanto empurrávamos seu carro com peso de caminhão para dentro da garagem.

-Eu to empurrando!

Ele havia pedido para ficar na garagem da minha avó já que seu carro tinha quebrado e havia alguns paparazzi na rua do condomínio.

— Eu prometo que eu ligo para um mecânico amanha antes de você acordar.

-Ta tanto faz, não se preocupa.

-Você tem certeza que é necessário tudo isso mesmo?- Eu perguntei ainda sem entender porque ele não podia ligar para um mecânico qualquer agora e sair.

— Você aparentemente não entende. Eles são doentios por uma foto minha. Eles não vão sair daqui até amanhecer.

-Não sei quem é mais paranoico.

-Se você quiser, é só esquecer.- Ele falou.

— Eu adoraria.

-Uh, tem algo que eu possa usar amanha para não ser visto. Algum chapéu, boné...- Ele pediu me olhando.

— Olha nessas caixas aí.- Eu apontei guiando seus olhos castanhos até uma caixa em que a vovó guardava coisas do meu avô. Meu avô tinha morrido há alguns anos. Eu sentia muito sua falta.

Por ironia, ele pegou justamente um dos chapéus que vovô normalmente usava quando ia pescar. Ri pelo nariz, sorrindo sincera e calmamente quando vi o quão bem ficava nele.

— Esse era o chapéu do meu avô- Falei sorrindo ao me lembrar dele.

-Ah nossa, mil desculpas, eu..eu não s-sabia...- Ele falou frustrado quando percebeu que meu avô significava muito para mim.

— Não, pode ficar com ele. Você ficou bem nele.- Eu o interrompi.

-Hmm, obrigado... de verdade. – Ele falou me olhando diretamente em meus olhos. Aquelas duas piscinas de caramelo eram para deixar qualquer ser humano doido. Minhas mãos coçavam em aprovação para tocar aquele cabelo perfeitamente bagunçado.

-Será que você pode parar de fazer isso?!- Eu perguntei frustrada com sua forma de me olhar. AI, garoto irritante.

-Fazer o que?- Ele perguntou assustado, parecendo sair também de outro transe.

— Isso.. que você....faz com os...olhos – Eu falei tentando imita-lo. Tentativa fail.- Se isso é uma tentativa de me apaixonar por você que nem as outras garotas. Então esqueça. Não adianta fazer isso!

Ele riu da minha desgraça.

-Fazer... assim?- Ele entortou os olhos, encontrando-os no meio de seu nariz.

-Ai Bieber! Para! – Eu dei um tapa e fui em direção a porta, enquanto ele gargalhava alto. Ainda bem que ninguém estava em casa.

— Boa noite! – Eu falei quando passava pela porta.

-Boa noite Jess- Ele respondeu. ARGH!

[-]

Acordei com um barulho de alguma coisa caindo na garagem. Levantei tomando um susto. Meu quarto virado para o lado que tinha a garagem, então eu podia ouvir qualquer barulho que viesse de lá.

Desci rapidamente as escadas e fui em direção à garagem. Espero que ninguém tenha ouvido.

Abri a porta e me deparei com o Justin caído no chão. Levei um susto ao vê-lo lá, daquele jeito. Ele estava dormindo em um sofá que tinha lá na garagem, mas pelo jeito havia caído do sofá enquanto dormia.

— T-ta tudo bem?- Perguntei.

Ele, porem, não respondeu nada. È, oi? Apenas voltou para o sofá.

Sem entender nada, fui em direção á porta, mas antes que chegasse lá, uma voz rouca me chamou ainda sonolenta.

Me virei e vi que ele estava sentado.

Me aproximei, e cheguei bem perto dele porque não enxergava nada naquele escuro.

-Posso te pedir mais um favor?- Ele falou manhoso.

— Depende.- Eu falei com os braços cruzados. O que esse garoto quer em plenas 2h30 da manhã?

— Me faz dormir?- Ele falou igual a um bebê. Ele nunca cresceu não?

Não sei se eu estava bêbada pelo sono, ou se sua manha havia me derretido, mas apenas sentei no sofá e ele deitou sua cabeça em meu colo. Cruzei as pernas e coloquei um travesseiro em baixo de sua cabeça. Comecei a fazer cafuné em seus finos fios loiros, enquanto ele pegava minha outra mão e a acariciava. Se eu não estivesse com tanto sono, eu o estaria espancando agora.

Porem, a ternura do momento me fez adormecer, com ele em meu colo segurando minha mão.

Notas finais
Mereço indicações?? Vamos lá, contem para todo mundo e divulguem a fic :)
Prometo que eu encho vocês de mordidas e beijinhos depois