Born to Die | Exile

36 Exile | Interlúdio VI - Rescue


Notas iniciais
CHEGUEI!!! *teletransporta diante de vocês* Tudo bem com vocês? Eu demorei dez anos para postar esse capítulo? SIM, mas foi por um bom motivo. Cheguei na reta final da edição do meu livro "Apenas Respire" que, será publicado pela Editora Essência Literária e HABEMUS A CAPA liberada e em breve divulgaremos a pre-venda que vou adiantar aqui para você: será em alguns dias! — Saiba mais detalhes sobre o meu livro no meu instagram: @IamBarbaraHerdy e twitter: @ImBarbaraHerdy OUTRA NOVIDADE: Eu criei um canal no IGTV (aplicativo do Instagram a la Youtube) e eu publiquei VÁRIOS vídeos por lá falando sobre escrita, livros, séries e música, inclusive: tem um vídeo sobre fanfiction, onde falei um pouquinho sobre a minha experiência escrevendo aqui e sobre minhas histórias. — Para acompanhar é só me seguir no instagram: @IamBarbaraHerdy Por ora, de notícias é só isso mesmo! Quanto a EXILE, eu sei que vocês devem estar querendo me matar porque deixei vocês com um cliffhanger daqueles, então esse capítulo vem para acalentar o corações de vocês. MAS, TENHO UMA NOTÍCIA BOA E OUTRA RUIM SOBRE ESSE CAPÍTULO: RUIM: Tem spoiler do capítulo 11! BOA: Tem o Bucky. Coloquem sua conta em risco :) Muito obrigada por tudo, ninjas! Vejo vocês em breve, até lá, dá uma conferida nas notas finais :)



Wakanda


Shuri aceitou levar Steve até a cabana. Ela estava encarregada de cuidar do Lobo Branco e não negaria ser companhia do capitão durante a travessia de alguns minutos. Ele não era uma pessoa intragável, muito pelo contrário, as poucas oportunidades em que ela esteve na sua presença ela gostou muito da pessoa que ele se apresentou.

Aproveitou esse momento para colocá-lo a par da evolução do Lobo Branco nos últimos dias e não escondeu a sua surpresa pela visita inesperada do capitão e sem anunciar ao seu irmão sua chegada, mas isso era problema dele com o rei e Shuri não escondia o seu interesse pelo que o trouxe até ali.


Ela pediu para ele esperar na cabana, o Lobo Branco estava cumprindo os seus serviços do dia e ela buscaria ele. Steve concordou sem questionamentos.

A cabana era simples. Nem porta e janelas tinha. Para que ele precisaria de uma? Ele pensou. Dentro encontrou um colchonete e um travesseiro em um canto, um armário simples diante de uma pia e sobre uma mesa pequena algumas frutas em uma cesta, uma planta florindo e um caderno com uma caneta dentro. Steve sorriu, contente em ver que o seu amigo nutria coisas boas em seu espaço.

Shuri retornou pouco tempo depois acompanhada de Bucky Barnes tão diferente da imagem que ele tinha guardado em sua mente do amigo. Usava roupas simples e largas, ele não usava o seu braço mecânico e mantinha o ombro protegido por uma faixa. Seus cabelos estavam presos em um coque e para quem estava trabalhando ele parecia relaxado.


Ele demonstrou surpresa ao encontrar Steve em sua casa. Ele não esperava reencontrar o seu amigo e Shuri também não quis destruir a surpresa.

— Eu não esperava a sua visita. — Ele caminha até o amigo com uma preocupação brincando no seu cenho.

— Ninguém esperava. — Shuri brincou e notou o silêncio desconfortável e apontou para o lado de fora comprimindo um sorriso. — Qualquer coisa eu estarei lá fora.

O Capitão assentiu, grato pela privacidade com Bucky. Ele abraçou o amigo e bateu a mão em seu ombro e Bucky correspondeu, no entanto havia algo na expressão de Steve que o levou a estranhar a sua presença. Ele era péssimo escondendo os seus sentimentos e o tempo não o ajudou a melhorar isso.

— Aconteceu alguma coisa na missão? Estão todos bem? — Na última vez que eles estiveram juntos, Steve contou a ele sobre a sua missão no sul da África em busca das armas alienegenas na companhia de Sam e Natasha.

— Sim. Sam e Natasha estão bem. — Ele assentiu, comprimindo um sorriso. — Mas...


Uma sensação soturna dominou os seus sentimentos.

— O que aconteceu com a Willa? — Bucky olhou nos olhos de Steve, alarmado. Steve abaixou seu olhar decepcionado e apontou para ele sentar nas cadeiras.

— É melhor nos sentarmos. Temos muito para conversar.

Steve narrou para ele o que conversou com Willa a dias atrás sobre o seu desejo de desvendar o seu passado antes da Casta e o que ela fez nos últimos meses nessa sua busca pelo seu passado, incluindo o que as suas descobertas interligando a sua adolescência com a HYDRA, Zemo e o Soldado Invernal.

— Ela se lembra?

Como teria reagido ao descobrir que os seus passados encontrava-se ligados àquele inferno que destruiu as suas vidas? O que ela pensava de quem ele foi, de quem ele é agora que sabe toda a verdade?

— Ela não se recorda, mas tem algumas gravações e imagens onde ela está com você a mais de dez anos. — Steve relatou, pensativo. — Era você?

— Eu não era eu. Eu era o Soldado Invernal. Quando nos reencontramos, eu não sabia que ela era a Riddle, mesmo que uma parte de mim reconhecesse a cor dos seus olhos, alguns dos seus golpes são similares aos meus e ela sabia se proteger de alguns golpes meus que só você conseguia. Só alguém treinado por alguém como eu conseguiria isso. Aos poucos, ao longo da nossa convivência, minhas memórias foram retornando pouco a pouco... Mas, não havia reconhecimento em seu olhar. Ela não me reconhecia, eu não podia despertar tais lembranças que ela nem se quer imaginava ser possível. — Vai saber o que ele poderia desencadear nela? Dependendo do processo que ela passou na HYDRA para esquecer tudo que viveu lá, ela poderia enlouquecer.

— O que você lembra dessa época com ela?

— Eu treinava ela. Ela era boa, mas muito indisciplinada. Fugia dos treinos, eu tinha que caçá-la pelas instalações da HYDRA. — Steve reprimiu um riso. Era bem fidedigna da Willa adolescente que ele imaginava. — Eu vigiava ela no quarto onde ela vivia na mansão, mas também a acompanhava pelas instalações e pela cidade. Eu... cuidava dela. Me importava com ela. Eu tenho dificuldade de encontrar uma lembrança boa daquela época, mas as poucas que eu tenho a Riddle está lá. Mas, um dia me acordaram da criogenia e ela não estava mais lá e eu estava condicionado a uma missão, então não lutei para saber onde ela estava, até que um dia, após passar por vários processos de conter minha mente, eu não me lembrava mais dela.

— Por que você não me falou sobre isso? — Steve questionou pesaroso, queria ter ajudado o amigo a lidar com essas descobertas.

— Como eu poderia contar a você sobre o passado de uma pessoa que se quer sabia que tinha vivido isso? — Steve abaixou o seu olhar e assentiu. — Seria injusto com ela. — Com ele também. Steve assentiu, refletindo suas palavras. — Eu compreendo a busca dela, mas não entendi o que aconteceu para trazê-lo até aqui.

Ele queria confirmar o envolvimento dele no passado dela?

Steve então contou sobre o plano de Willa para infiltrar no RAFT e contactar Zemo para completar as peças faltantes do quebra cabeça do seu passado. Bucky encostou as costas no dorso da cadeira, desagradado e desgostoso. Ele fica longe dela por alguns meses e ela se emaranha na teia da HYDRA e cai na trela de Helmut? Ele bufou e ele bufaria mais ao escutar o resto da desventura. Steve concluiu revelando que Willa não retornou para a nave como eles planejaram e nem seguiu com o plabo B. O seu GPS estava naquele exato momento (como ele conferiu no celular onde Natasha estava lhe passando informações atualizadas) movimentando através da Europa Central, mas ainda não dava para se saber ao certo onde ela estava, apenas que ela estava em movimento, em um avião talvez.

Bucky abaixou sua cabeça com um olhar doloroso. Ele precisava ajudá-la. Ele não podia deixar-se emaranhar nas teias da HYDRA. Ele devia isso a ela. Mas, também, se ele tomasse essa decisão de seguir nessa missão, ele abandonaria a sua vida ali que, ele por um tempo acreditou ser o mais perto de normalidade que ele poderia ter em sua vida.

Ele precisava tomar uma decisão, por ele e por ela.

— Quando saimos daqui?

— Eu não quero te colocar em outra guerra, Buck.

— Eu não posso ficar aqui quando a Willa está nas mãos da HYDRA. — Ele proferiu firme e decidido. — Ela precisa de nós.


Steve olhou para Bucky e repousou a sua mão sobre seu ombro e apertou, assentindo. O tempo podia mudar muitas coisas, mas não mudava a indole e o desejo de defender aqueles a quem eles amavam.

— Eu posso ajudar. — Shuri interrompeu o silêncio entre os amigos, recebendo um olhar surpreso de cada um deles. — Desculpa interromper, mas essas paredes são bem finas! — Ela riu, gesticulando ao arredor. — Como eu disse, eu posso ajudar você.

— Como? — Bucky perguntou curioso.

Shuri não respondeu. Ela adorava segurar uma boa surpresa e resolveu levar os homens até o laboratório. Lá ela seguiu até a sua sala privada. Apresentou o lugar para eles e seguiu para o seu armário, onde ela retirou a maleta prata onde guardava o seu projeto secreto. Ela digitou a senha e abriu, sorrindo encantada com o seu projeto. Ela virou a maleta para eles e apresentou o seu conteúdo com um sorriso orgulhoso.

— Eu diria que ele está 99% pronto, então essa empreitada de salvar sua amiga será um ótimo test drive — ela explicou. — Podemos colocar novos recursos nele depois dessa missão e você pode me dizer onde posso melhorar no funcionamento e articulação.

Bucky olhou para Shuri com seu sorriso empolgado e olhou para Steve que assentiu e repousou sua mão sobre seu ombro. Ele não esperava por aquilo e por um instante ele foi dominado por emoções contrárias.

Como se recebesse uma afirmação que a tanto buscava, ele olhou para o conteúdo da maleta e tocou no metal de vibranium escuro com traços em ouro do seu novo braço metálico moldado para o seu começo. Sem insignias. Sem marcas.

Ele olhou para Shuri, altivo.

— Quando começamos o transplante?

— Imediatamente — Shuri proferiu, empolgada.

Bucky assentiu, decidido em retomar as redeas de sua vida e ajudar Willa a reconquistar as redeas dela.

Notas finais
O que vocês QUEREM ver no próximo capítulo? :)