Notas iniciais
OIOI GENTEEEE ENTÃO, ESPERO QUE GOSTEM DO FUNDO DO MEU CORE E MEEEEEU DEUUUUSSS MAIS UMA PESSOA RECOMENDOU A FANFIC ♥ ♥ ♥ ♥ EU TO FELIZ DEMAIS DEMAIS DEMAIS HAHAHAH Então, voltando a normalidade hahahah espero que gostem desse cap ♥ e obrigada @alrya por ter recomendado a fanfic, fico MUITO feliz por achar tudo aquilo de mim e da fanfic!! E espero que esteja lendo esse pequeno recadinho a agradecendo por tudo, por ser quem é e eu fico mais feliz ainda por saber que a incentivei a postar sua fanfic (pode deixar o link q eu vou lerr!!!)! Obrigada pelos comentários, amo vocsss! Beijos

Eu conhecia aquela voz, senti meu corpo estremecer por inteiro assim que Bill, melhor amigo de papai e seu parceiro na polícia, me reconheceu.

— Céus! O que faz aqui? Leo! — Gritou, virei-me para ele e corri em sua direção, mas ela tarde demais, Leo já se aproximava com o semblante confuso.

— O que... Filha?! — Indagou, tentei conter-me mas eu sentia o olhar de Justin em mim — Aquele filho da puta te soltou?

— Venha Sam, vamos embora. — Bill falou tocando-me, recuei alguns passos tentando segurar as lágrimas. Se eu cedesse à emoção Justin mataria meu pai, eu tinha que dar um jeito de me livrar dele antes que isso vire uma tragédia.

— Não. — Segurei o choro em minha garganta.

— Não?

— Não, Leo. — Justin falou segurando minha cintura — Agora sua filhinha de ouro está conosco.

Parecia que Justin tinha adivinhado que eu não aguentaria aquilo por muito tempo, era como se ele soubesse o momento exato em que chegar.

— Saia de perto dela Bieber. — Papai falou tocando em sua cintura, procurando nitidamente pela arma.

— Se sacar sua arma, Samantha terá que sacar a dela, né baby? — Falou roçando seus lábios em meu pescoço, abri minha bolsa e tirei da mesma minha arma, Leo abriu a boca diversas vezes e seus olhos marejavam, minhas mãos tremiam assim como minhas pernas.

— Se atirar eu atiro. — Falei — Agora se não se incomoda, eu e minha gangue temos que ir embora.

— Olha o que você está falando filha... — Tentou se aproximar, então levantei minha arma, mantendo a distancia entre nós.

— Eu sempre soube que não dava jeito para ser filha de chefe de polícia. — Sorri tentando segurar o máximo possível as lágrimas — Não me procure mais papai, está na hora de me deixar em paz e viver a minha vida.

— Você não pode estar falando sério meu amor. — Murmurou, seu rosto estava banhado em lágrimas — O que você fez com ela? — Se dirigiu a Justin que permanecia atrás de mim.

— Soltei a fera que sempre esteve presa. — Falou beijando meu pescoço — Sua filha agora nos pertence Leo, era para ser assim, foi quase que... — Suspirou, um sorriso macabro formou-se lentamente em seus lábios — Destino.

— Eu vou te matar seu filho da puta. — Bill e papai avançaram em nossa direção, em fração de segundos Justin sacou sua arma da cintura.

— Vai com calma ai Leo. — Intervi mantendo o controle emotivo em minha voz — Quer mesmo criar caos aqui? Em um jantar com tantas pessoas e imprensa? Seja menos amador.

Minha Sam disse tudo. — Justin falou abraçando-me — Vamos, sweet?

— Vamos. — Concordei dando as costas, então deixei as primeiras de muitas lágrimas escorrerem e rolarem soltas pelo meu rosto.

— Deu tudo certo? — Chaz perguntou assim que saímos da mansão. Andamos em passos rápidos até nossos carros do outro lado da rua.

— Sim. — Ryan concordou — Os cristais já foram com Chris e Jaden.

— E Milles?

— Foi embora no meio da festa. — Justin deu de ombros entrando no carro. Permaneci imóvel, absolvendo tudo o que acabara de acontecer — Vai ficar aí parada feito um poste? O que foi feito tá feito, não adianta se arrepender agora.

— Eu te odeio. — Murmurei acomodando-me do seu lado. Chaz e Ryan entraram em seus respectivos carros. Bieber ligou o rádio e tocava uma musica agitada e comemorativa, ele gargalhava ao som dela e apertava a buzina com longa duração, Chaz e Ryan faziam o mesmo atrás de nós.

— Tire essa carinha triste do rosto Jones. — Cantarolou batucando os longos dedos no volante — Nós conseguimos! Chris quase surtou quando viu que errou a senha mais de três vezes, mas é como dizem... A quarta da sorte. — Riu consigo mesmo — E também teve a hora que...

— Para! — Gritei espalmando minhas mãos no painel — Eu não quero saber de como vocês, imundos, se viraram para roubarem aquele homem que não tirou a língua de dentro da minha boca momento algum! Eu apontei uma arma pro meu pai, uma arma! — Gritei desabando em lágrimas, tudo ao meu redor girava e eu não conseguia raciocinar — Eu... Eu — Suspirei — Apontei uma arma pro meu pai. — Falei para mim mesma — Eu sou uma péssima filha, papai deve estar me odiando agora e tudo isso é culpa sua! — Virei-me para ele que parecia se divertir minimamente com meu desabafo.

— Parece que agora podemos transar. — Falou ignorando tudo o que eu havia dito.

— Como?

— Você não tem mais nada a perder. — Deu de ombros — Não é como se tivesse alguma dignidade sobrando ai.

— Eu te odeio! — Virei-me para ele socando seu ombro — Odeio, odeio, odeio! — Continuei a soca-lo, ele não expressava nenhuma reação a não ser pelo sorriso esboçado em sua boca — Você está me transformando em um monstro!

— Para porra! — Gritou freando bruscamente o carro, senti meu corpo ser lançado para frente e meu vestido se rasgar em outra grande fenda — Não aja como se tivesse odiado, em algum momento da noite você sorriu de prazer, eu mesmo vi.

— Prazer?! — Indaguei — Eu sorri de pânico! Eu estava em pânico.

— Então façamos assim, eu juro nunca mais te fazer entrar em pânico em nenhuma situação parecida, ok? Você nunca mais vai ter que passar por isso enquanto eu estiver por perto. Eu juro. — Virou-se para mim, ele tinha algo diferente no olhar, não estavam mais escuros e perigosos, estavam dóceis e pareciam ouro derretido — Agora pare de chorar feito uma bezerra parindo. — Riu, sai do transe que seu olhar havia me posto.

— Agora eu pareço com você, né? — Perguntei suspirando, ajeitando-me novamente no assento de couro claro — Já matei um homem, matei meu pai de decepção e ajudei a roubar um homem até então inocente. — Listei tudo usando os dedos — O que mais falta? Ir para um motel e foder com muitos prostitutos?

— E usar mais palavrão. — Deu de ombros voltando a acelerar o carro — Eu vou te ensinar a ser como eu.

— Eu não quero isso, me tornar a pessoa que eu mais odeio.

— Não perguntei, eu afirmei.

xXx

Justin estacionou o carro em frente à um casarão, diversos carros estavam estacionados ao redor da mesma, a cercando, entre eles estava o carro de Chris, Chaz e Ryan. A casa estava toda acessa e da mesma saia uma música alta e remixada. Justin contornou minha cintura com seu braço e entramos, havia diversas pessoas de biquíni gargalhando com margaritas nas mãos.

— JayB! — Uma mulher jogou-se nos braços do Bieber, ela tinha os cabelos molhados e o corpo coberto por um biquíni preto ridicularmente pequeno — Quanto tempo.

— E ai. — Ele a cumprimentou, eles começaram um assunto paralelo sobre carros e sexo, observei as pessoas conversando e avistei Chaz sentado em cima do balcão virando uma dose de tequila, sorri ao vê-lo tão feliz.

— E aí Sammy! — Gritou assim que me aproximei o suficiente — Gente essa é a Samantha, a mais nova gangster de Nova Iorque! — Ele gritou apontando para mim, quase me engasguei ao ouvi-lo dizer aquilo. Todos pararam o que faziam para me encarar, senti meu rosto corar com a quantidade de olhares em mim.

— Wow Samantha! — Uma morena aproximou-se de mim — Não está muito formal para uma festa na piscina?

— É a roupa que eu tenho. — Dei de ombros sem tirar os olhos de Chaz e seu sorriso enorme.

— Venha eu te empresto uma! — Puxou-me pelo braço, ela guiou-me pelas escadas até um quarto no fim do corredor, a reconheci em algumas fotos nas paredes — Pode me chamar de Renna.

— Ok... — Falei duvidosa, eu queria parecer mais simpática, mas minha cabeça estava em outro lugar, em outra hora...

— Seu primeiro assalto? — Perguntou oferecendo-me um maiô, peguei o mesmo e o estiquei em frente ao meu corpo. Novamente, ridicularmente pequeno.

— Aham. — Arranhei a garganta retirando meu vestido, deixei-o deslizar pelas minhas pernas até o chão — Encontrei meu pai lá e apontei uma arma para ele.

— Wow! — Encarou-me boquiaberta — Ao menos agora não tem como piorar, certo?

Após ficar nua em sua frente, vesti o maiô que tinha grandes decotes na cintura e apenas por uma tira que tampava meu umbigo e peitos, as costas eram abertas e ele era preso em meu pescoço por um pequeno laço.

— Quer um conselho? — Perguntou estendendo-me uma canga, amarrei a mesma na cintura, deixando a vista minhas coxas — Não nade contra a maré, deixe ser. O pior já aconteceu, nada pode piorar e nada vai piorar. — Deu de ombros checando sua aparência no espelho — Aproveite as festas que começará a ir, transe com todos que cairão aos seus pés e curta um pouco do poder que terá agora.

— Diz por experiência própria? — Perguntei aproximando-me dela.

— Eu nadei tanto contra a maré que uma hora parecia que eu era um peixe morto inconformado e por um segundo eu realmente me senti morta. — Riu — Mas então eu vi que não valia a pena, se eu morresse quem ligaria para mim? Meus pais me odiavam, minhas amigas tinham medo de mim... Minha única família era a gangue e eu estava cada vez mais os odiando ao invés de realmente entrar, entende? — Olhou-me confusa, assenti receosa.

— Sim. — Sorri e, no meio de tanta baboseira dita ela realmente parecia ter razão.

— Eu serei sua amiga nesse mundo, ok Sam? — Tocou-me nos ombros com suas mãos gélidas.

— Obrigada Renna. — Ela me lembrava de vagamente Bruna em seu jeito de ser, seus cabelos eram volumosos e escuro, sua pele era morena e bronzeada e seus olhos tinham um quê esverdeado, mais escuros que os meus.

— Agora vamos descer e encher a cara! — Gritou batendo palmas, descemos rindo as escadas e fomos até a piscina onde estavam todos, isso incluía Chaz e Bieber.

Renna levou-me até um cooler cheio de bebidas — Cerveja ou vodka? — Ofereceu-me, ia responde-la mas ela me cortou — Você precisa de vodka!

Peguei o copo feito por ela e me dirigi até uma beirada vazia da piscina e ali fiquei, vendo meus pés se moverem debaixo d’água, soltando pequenas bolinhas ao afundarem.

— Ei Sam! — Chaz sentou-se do meu lado, seu corpo molhado entrou em contato com o meu assim que ele apoiou sua cabeça em meu ombro — Não está gostando?

— Não. — Disse simples virando meu copo.

— Sabe, poderíamos ter ido presos se não fosse por você. — Falou como se fosse um elogio, senti-me nauseada com o comentário — Obrigado.

— Não agradeça. — Respondi me levantando. Enchi meu copo com vodka pura e desejei que aquilo fosse o suficiente para me deixar bêbada.

— Ei, o que houve? — Chaz seguiu-me por dentro da casa — Não fuja de mim, Sam!

— Quer mesmo saber?! — Gritei — Eu apontei uma arma pro meu pai, eu quase perdi minha virgindade com um velho babão e colaborei em um assalto. — Explodi, sentei-me no chão e senti tudo o que estava preso em minha garganta sair em forma de choro, eu chorava e bebia, chorava e bebia...

— Calma. — Chaz sentou-se do meu lado e me abraçou, suas mãos contornaram meu corpo e me puxaram para mais próximo, seus lábios beijavam o topo da minha cabeça e murmuravam palavras reconfortantes. Levantei meu olhar até o dele e deixei o clima me levar, seus lábios estavam próximos e úmidos, senti o contato das nossas bocas em um selinho rápido, seus dedos subiram até minha nuca e me puxaram para um beijo, sua língua contornou cada canto da minha boca lentamente, prendi minhas mãos em seus cabelos e senti o gosto salgado de minhas lágrimas se intrometer em seu hálito de menta.

— SOCORRO! — Separei-me de Chaz ao ouvir uma mulher gritar, levantamo-nos em questão de segundos, Renna entrou desesperada no comodo em que estávamos — Socorro!

— O que houve? — Perguntei quanto Chaz saía apressado para a piscina.

— O-o...

— Fala!

— Eu acho que o Bieber morreu.