Born To Die
3 Capitulo 3 – Ódio por mim mesmo.
Notas iniciais
Foram 10 reviews muito lindos, fabulosos, tudo! E eu realmente gostaria de puder agradecer com um cap HOT e tudo mais, mas eu não posso porque ainda só vamos no cap 3 e é a partir desse cap aqui que voc~es vão chorar sangue porque não vai haver mais água pra chorar pq já choraram tudo. Fim!
Me desculpem pelo cap horrivelmente triste, eu não queria que vocês imaginassem o Jus dessa forma, mas é necessário :'(
Boa leitura, mesmo que seje impossivel ♥
Justin P.O.V
Fechei a porta de minha casa e retirei o capucho, passando a mão por meu cabelo. Deixei o meu corpo cair no sofá criando um estrondo. Tapei a minha cara na almofada e tentei fazer com que o sono viesse. Mudava de posição todo o momento, tentava parar de pensar, respirava e expirava de forma ruidosa, mas nada. O sonho não vinha, não havia maneira de ele vir. Ele estava demasiado longe.
Me deitei no sofá de corpo para cima. A casa estava pouco iluminada, apenas a luz do Sol passava pelas frinchas das janelas fechadas. Eu não queria isso. Eu não imaginaria que a minha vida, depois de o meu sonho ter sido concretizado, eu fizesse essa asneira que fudeu com a minha vida. Foi por isso que eu fugi… os fracos fogem sempre…
Meu rosto ficou mais quente, e não foi preciso passar a mão neste para reparar que eu já estava chorando feito bebé. Soluços roucos saíam de minha boca, e eu mordia o meu lábio para controlar a intensidade com que vinham. Agarrei o meu cabelo e puxei pelas pontas, fazendo minha cabeça arder.
–Justin, seu otário… – falei para mim mesmo, tapando o meu rosto com a almofada, que não demorou nem dois segundos que já estava encharcada.
O tempo foi passando e eu já nem me importava com os soluços altos que fugiam de minha boca. Era demais para mim. Eu não devia ter feito isso com minhas princesas… porque só agora percebi o quão estúpido eu estava a ser? Não podia ter simplesmente parar de pensar em mim e prestar mais atenção a elas? Eu fizeram tudo por mim?
Porque eu simplesmente não racionava? Porque eu me tinha apaixonado por aquela…? Porque não acreditei quando os meus anjos estavam dizendo que eu estava diferente? Eu devia ter acreditado! Eu podia ter salvo a vida de milhares delas… eu só… estava cego. Eu acreditava que tudo estava perfeito. Eu estava mudando… e deu nisso.
Justin Bieber? Qualquer pessoa reconheceria esse nome. O meu nome. Um garoto cheio de anjos e que foi com o Diabo. Era irónica a forma como eu me odiava. Eu costumava me amar do jeito que eu era. Tudo tinha mudado, e eu queria que todos os meus anjos, minhas princesas, minhas esposas, minhas namoradas, minhas noivas, minhas… Beliebers estivessem aqui comigo. Cada uma.
Me levantei do sofá cambaleando. Não havia dia que eu não parasse de fazer essas perguntas a mim mesmo. Não havia dia que eu parasse de chorar, soluçar, rezar pra que tudo voltasse ao normal… eu não conseguia ser feliz. Sorrisos não existiam mais. Tinham saído do meu dicionário. Não valia a pena me remoer mais um pouco.
Eu já me tinha habituado com tudo isso. De ser um garoto suicida. Nada importava. Eu as tinha perdido. Eu falei coisas horrorosas pra elas. Eu podia ter salvo vidas, mas eu criei um fim para muitas delas. Eu me odiava. Elas realmente me amavam por quem eu era… não por quem eu aparentava ser… porque eu não acreditei nisso?
Vasculhei a prateleira da sala, onde estava a televisão, e no meio de todos aqueles panos avermelhados, eu peguei num limpo e na minha atual melhor amiga. Amiga. Amigos. Amigos? Eu os afastei de mim. Por causa daquela… Argh. Eu era um idiota. Elas mesmo diziam isso. Um idiota que tinha mudado. Um filho da mãe que não devia ter nascido.
Encarei a lâmina, com salpicos de sangue já secos, e engoli em seco. Cambaleei para trás e caí no sofá, ainda encarando a lâmina. Quantas vezes eu me tinha cortado? Muitas. Até meus braços não puderam mais. Arregacei a minha manga e encarei o meu braço detonado. Estava horrível. Talvez tão horrível como os delas… Justin, pára! Elas estão bem! Elas tem que estar bem…
Respirei fundo e coloquei a lâmina sobre meu pulso. Mesmo por cima de outras cicatrizes, é. Fechei os meus olhos e fiz força, logo deslizando a lâmina por meu braço. Eu sabia o que tinha em mente. Eu sabia o que eu queria. Mordi o lábio inferior em quanto que meu braço ardia. A dor era dolorosa, horrível. Era um Inferno dentro de mim. Meu coração batia rápido, mas não tanto como das primeira vezes.
Encarei o meu braço, dando de cara com um B perfeito, como uma tatuagem. O problema era que era vermelho, e sangrava. Eu fazia arte com a lâmina, com a faca… qualquer coisa que cortasse. As outras cicatrizes debaixo estavam novamente abertas. Zero dias limpo. Como sempre. Todos os dias era isso e mais nada… eu nem me importava com isso, realmente. Não queria saber de nada. Aquilo era bom de mais.
Peguei no pano limpo e o apertei contra o meu braço. Gemi de dor ao sentir o meu braço arder como que se estivesse em labaredas. Não me importava… eu merecia isso. E merecia muito mais. Quando o sangue finalmente se extinguiu, eu retirei o pano e ele estava completamente vermelho. Já era habitual… Peguei no meu casaco do outro lado do sofá, mordendo o lábio porque o braço estava doendo demais, e fui no bolso retirar a carteira que tinha curativos. Montes de curativos. Tirei o plástico e peguei no curativo, logo colocando por cima da área mais… detonada. Eu iria tirar depois, o sangue ia sair… mas eu não me importava. Os curativos era pra evitar que sangrasse quando estivesse com outras pessoas… que pessoas? Eu vivia sozinho nesse Inferno.
Me levantei do sofá e caminhei até á cozinha em passos largos. Peguei um copo com leite e bebi em um gole.
Fale com o autor