Born To Die
4 Capitulo 4 – Viagem a(dor)ável.
Notas iniciais
Mia P.O.V
Meus dedos batucavam a porta da famosa carrinha de oito lugares de minha mãe, de marca conhecida e invejada. Estavamos viajando á quase 2 horas, eu acho. A paisagem ficava cada vez mais linda, e a cada minuto que passava, a estrada ia ficando cada vez mais preenchida. Mamãe conduzia rápido, porque além de gostar de Adrenalina e de gostar de nos fazer voar para o lado do carro quando fizesse curvas, ela ela impaciente.
–PORRA, MÃE! – Bridgit riu quando eu caí por cima dela quando Renée fez uma curva inesperada. Ri colocando a mão no meu abdómen por causa da falta de ar. Por pouco Bridgit não tinha sido esmagada pelo monstro aqui.
–Olha a língua, menina. – mamãe a provocou rindo. Bridgit revirou os olhos, tomando a posse de durona, mas logo começou a rir.
–Também tenho uma, ô. – ela falou me fazendo sorrir de canto.
Me coloquei de novo no meu banco, sorrindo pelo fato de mamãe não se preocupar com o facto de nós colocarmos o cinto ou não. Mamãe realmente não ligava para isso. Viagem sem cinto dava mais adrenalina, e mamãe nunca teve um acidente em sua vida. Assim como sua mãe, sua avó, sua bisavó… todas as mulheres na minha família nunca tiveram acidente de carro. Nunca. Elas eram mestres em condução, e bom… quando eu comprar meu carro, no Rio de Janeiro, vai ser o mesmo, já que já conduzi essa carrinha maravilhosa com os dotes de minha mãe. Eu adoro adrenalina, assim como minha mãe. Já Bridgit… ela se contenta com ela, mas ela prefere o garoto de caracóis, se é que você me entende…
–Estamos quase chegando? – perguntei fingindo uma voz mimada, Renée sorriu.
–Brasil é grande, sabia? Faltam 4 horas de viagem. – ela falou e eu arregalei os meus olhos. Logo bufando e bati a minha nuca com força no assento, mostrando descontentamento.
–Posso a menos ligar o rádio? – ela assentiu e eu me levantei do meu lugar, me esticando para o boto do carro. O rodei para o lado e carreguei nele, aumentando o volume.
Era uma estação das melhores músicas de sempre, na minha opinião. MegaHits. Tocava músicas antigas, os estrondosos Hits novinhos em folha, e músicas variadas e bem lindas. No momento estava tocando Swedish House Mafia, Don't You Worry Child. Sorri de canto, eu amava essa música. Era completamente obcecada por ela! Não me cansava de a ouvir 24 horas por dia. Ela era perfeita no jeito que eu gostava; com sentimento, mas com batida. Comecei movendo o meu corpo ao ritmo do refrão.
–DON'T YOU WORRY, DON'T YOU WORRY CHILD. SEE HEAVEN'S GOT A PLAN ON YOU. DON'T YOU WORRY DON'T YOU WORRY NOW, YEAH!! – gritei cantando o refrão da música e logo começou uma parte mais calminha, que eu sabia na ponta da língua. –UP ON THE HILL, ACROSS THE BLUE LAKE, THERE WAS WERE I HÁS MY FIRST HEARTBREAK! I STILL REMEMBER HOW IT ALL CHANGED, MY FATER SAID… – parei, sorrindo de canto.
–Don't you worry, don't you worry child… See heaven's got a plan for you. Don't you worry, don't you worry now, yeah! – eu e Bridgit cantamos com o ritmo da música, rindo. –Ooh ooh ooh oh! Ooh ooh ooh oh! Ooh ooh ooh oh! SEE HEAVEN'S GOT A PLAN FOR YOU. – nós gritamos e Renée riu.
Um tempinho depois, a música acabou e eu bufei. Eu estava AMANDO ouvir aquela música arrebentando a caixinha de som. Logo a mulher da rádio começo falando alguma coisa que não nos importamos a ouvir. A última coisa que ouvi foi "45 minutos de música sem parar". Logo começou tocando uma música sem ninguém cantar, e Bridgit se aproximou lentamente do rádio, com uma cara extremamente séria. Logo uma voz masculina começou cantando. Oh não…
–ONE DIRECTION! – Bridgit gritou dando pulinhos no banco e tapei os meus ouvidos graças ao grito estridente que tinha saído de sua boca, e inevitavelmente sorri.
Flashback ♪
–Mãe, mãe!! Mete mais alto! – falei aproximando meu ouvido no rádio. Demi Lovato tinha acabado de cantar, mas eu pensava que a música ainda não tinha acabado, e eu amava ela.
–Tudo bem. – ela sorriu colocando o volume no máximo, estourando aquela porra. Todo mundo lá fora olhava para o nosso carro com caras espantadas. Afastei ao meu ouvido depois de o ter sentido doer devido a mudança instantânea de som.
Então reparei que a música tinha acabado. Cruzei os braços e Bridgit do meu lado riu de mim, me olhando provocadora. A mulher da rádio começou a falar e eu fiz biquinho, fingindo estar emburrada.
Depois ouvi uma leve harmonia soar no rádio. Uma voz fininha estava aparecendo, dizendo "hey, hey, hey…". Meu coração começou batendo mais rápido e eu arregalei os olhos, sentindo a adrenalina tomar posse de meu corpo, e efectivamente, de minha garganta.
–JUSTIN!! ONE TIME!! – gritei e Renée e Bridgit me olharam assustadas. Logo ouvi a doce voz dele cantar One Time.
Flashback ♪
Agora, era ao contrário. Tudo tinha mudado. Estava tudo errado. Antes Bridgit me lançava um olhar divertido toda vez que eu gritava porque Justin tocava na rádio. O seu nome na minha mente fez meu estômago revirar. Suspirei. Agora era eu quem lançava um olhar divertido cada vez que Bridgit gritava ao som de One Direction. Não era justo. Porque tudo tinha de mudar? Justamente comigo?
A música acabou, e então a mulherzinha começou falando de nova. Bridgit caiu exausta do meu lado, me encarando ofegante. Ri para ela e ela sorriu para mim, me lançando um sorriso impossivelmente lindo e realizado. Neguei com a cabeça e ela me encarou com uma sobrancelha, e encarou o rádio.
Arqueei uma sobrancelha de volta, confusa com a sua reação. Seu queixo caiu levemente e ela me encarou com um ar preocupado. Ela mordeu o lábio inferior e me fitou com esperança. Logo compreendi. Um filme passou em frente dos meus olhos ao mesmo tempo que senti um frio percorrer minha espinha. Era medo.
Tudo o que a mulher falara, que eu não tinha ouvido, significava algo. Algo que tinha feito Bridgit me encarar assustada. E eu já sabia o que ia acontecer. A seguir. Fechei os meus olhos, e uma melodia soou. Meu corpo estremeceu e senti um arrepio dos sete vales transpassar o meu corpo. A sua voz tinha esse efeito em mim.
–As long as you love me…
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