Bored

5 You should stay


Notas iniciais
Mil desculpa pela demora, mas eu sou mesmo super enrolada E eu to com milhões de coisa da faculdade para fazer, e milhões de fics para ler (isso que dá fazer um desafio por semana né! KKKKKKK)

Molly ficou parada em frente à porta encarando a numeração do apartamento, ‘221’. Ela pensou bastante sobre aqueles números e o quanto eles se tornaram importantes em sua vida. Antes mesmo de toda aquela confusa semana começar, Molly sempre se sentia perturbada ao ouvir aqueles números.

Era lá que o desejo secreto de Molly se escondia o tempo todo. Era lá que o homem de cabelos negros e lábios finos, que sempre a visitava em seus sonhos, vivia. Por de trás do número 221, sendo mais preciso, no apartamento B, era onde os sonhos de Molly tomavam a forma de um homem perfeito com uma personalidade impossível.

Era onde ela muitas vezes desejou estar, mas desta vez ela não tinha tanta certeza. Sua perturbação não era só sobre encontrar aquelas olhos azuis perfeitos, nem sobre as possíveis ofensas que ele tendia a fazer.

Não.

Molly estava perturbada com a possibilidade de encontrar aqueles olhos perfeitos sobre ela da mesma forma que ele fizera da ultima vez em que eles estavam juntos. Havia um medo escondido em seu ser pela possibilidade de olhar aqueles lábios e se lembrar do doce gosto que eles carregavam.

Ela já havia aprendido a lidar com Sherlock ríspido, antissocial e completamente desumano. Ela poderia lidar com aquele Sherlock de forma natural, como se fosse mais uma tarefa do seu dia, e que a verdade seja dita verdade, quando ela não lidava com aquele complicado homem em seu dia parecia que algo lhe faltava.

Mas ela não sabia como lidar com esse outro Sherlock, esse que ela havia beijado e que lhe perturbava as noites de uma forma lasciva e provocativa. O Sherlock que havia a evitado por cinco dias para depois lhe mandar mensagens confusas, citando um dos poetas mais românticos que já pisou na Terra. Como lidar com esse Sherlock? O que ele poderia querer dela? O que ela deveria fazer?

Seus pensamentos se agonizavam enquanto ela olhava aqueles três números. Molly demorou poucos minutos para chegar até o endereço. Depois de receber aquela mensagem, que lhe pareceu mais uma intimação, ela pegou o primeiro táxi que viu passando na rua e disse o endereço sem nenhuma cerimônia. Mas agora, parada em frente ao apartamento, ela decidiu tomar todo tempo do mundo e pensar se estava fazendo a coisa certa.

Molly deixou escapar um longo suspiro enquanto esfregava as mãos para mantê-las aquecidas. “Você está aqui afinal de contas” ela sussurrou para si mesma, “Não subir seria covardia”. E quase já se arrependendo de ter feito, Molly levou uma das mãos à aldrava na porta e bateu. Para sua surpresa assim que fez isso a porta do apartamento gentilmente se afastou, mostrando que não estava trancada.

Ele realmente estava esperando por ela.

Um pouco receosa Molly empurrou a porta por completo e entrou no hall. Diferente da casa de Mary e John, o apartamento de Sherlock estava frio, não havia nenhum sinal de calor ou vida ali dentro. Não havia nenhuma diferença entre o tempo lá de fora.

Seus olhos vagaram sobre o cômodo, vendo de longe o apartamento de Mrs. Hudson fechado e sem luz. Ela provavelmente não estava ali, ou estava fingindo não estar para não incomodar Sherlock.

Logo em seguida seus olhos caíram sobre o lance de escacadas que levavam para o apartamento B, que naquele momento parecia ser o caminho para o seu matadouro. Molly mordeu os lábios com força e inclinou a cabeça para ver se conseguia enxergar algum movimento vindo lá de cima.

Nada. Tudo estava calmo e pacifico. Por um momento Molly achou que talvez até Sherlock não estivesse lá. Talvez ele tivesse saído com Mrs. Hudson, John e Ellie para fazer qualquer outra coisa, se esquecendo de que a havia chamado. Mas assim que abriu a boca para chamar pelo nome dele, ela pode ouvir um som inconfundível,

“Suba.” Era a voz dele, mais uma vez a fazendo arrepiar. Ele estava lá, esperando por ela. Molly tremeu um pouco antes de tomar coragem e fazer o que a lhe foi ordenado, e assim que o primeiro passo sobre a escada ela pode ouvir uma melodia ecoar do apartamento B.

Ele estava tocando, e isso, em sua experiência, indicava que ele estava nervoso. Ela apenas não sabia se ele estava nervoso com ela, ou por ela. Provavelmente com ela, Sherlock nunca ficaria nervoso por ninguém, nunca sentiria as pernas tremerem e o coração bater mais rápido quando se aproximava de alguém. Não, isso eram sintomas tipos dela, mas não do grande detetive consultor.

Molly tomou seu tempo no pequeno percurso que ela tinha que fazer. Eram 18 degraus, ela contou, e tomou todo o tempo que podia para subir cada um, pensando em cada passo que dava em uma desculpa diferente para sair correndo dali. Mas nenhuma delas eram convincentes, e nenhuma delas conseguiam tirar seu encanto pela bela melodia que ecoava por todo o apartamento.

Ele sempre tocou tão divinamente.

Um longo suspiro escapou de sua boca quando ela atingiu o ultimo degrau e atravessou a distancia que separava a escada da porta da sala. Quando pode visualizar aquele ambiente familiar Molly viu que nada havia mudado, mesmo tendo John ido embora. O apartamento continuava uma bagunça, tudo jogado e desorganizado de uma maneira que estranhamente não incomodava Molly, mas a fazia sentir confortável. O apartamento 221B sempre fora assim, e para ela isso refletia toda a personalidade de Sherlock.

Ele estava sentado em sua cadeira, com o violino apoiado no ombro esquerdo e com os dedos longos trabalhando de um modo suave sobre o instrumento. Seus olhos estavam fechados e Molly decidiu aproveitar aquele pequeno momento de tranquilidade para observa-lo.

Sherlock, aos olhos dela, sempre fora perfeito.

Mesmo com toda aquela personalidade difícil e ríspida, Sherlock era a pessoa mais incrível que Molly já havia conhecido. E nesses pequenos momentos, raros de se ver, onde ele parecia calmo e sereno, Molly tinha certeza que no fundo Sherlock era humano. Que ele era capaz daquilo que ele sempre negava ser, que ele tinha sentimento.

Por mais que ele negasse, e por mais que ele nunca deixasse esses sentimentos nascerem ou crescerem dentro dele. Molly tinha certeza que ele não era incapaz de sentir.

Ela ficou parada no portal enquanto apreciava cada nota que ele tocava, deixando o som lhe tomar e lhe tocar. Molly não conhecia a música, mas decidirá que era a sua preferida.

Assim que o ambiente se silenciou por um momento ela conseguiu dizer, “Eu estou aqui Sherlock.” Ele ainda estava com os olhos fechado, não havia se desfeito do violino nem de sua postura de violinista. Se Molly não o conhecesse tão bem acharia que ele não tinha escutado.

“Eu notei.” Sherlock respondeu depois de um suspiro, seus olhos azuis se abriram, mas eles encaram o nada, ignorando a figura de Molly na porta da sala. Ela não se incomodou, para falar a verdade ela bem que queria mais alguns segundos sem olhar aqueles olhos azuis profundos, “O que você queria?” ela soou um pouco desanimada.

“Te ver.” E de uma forma instantânea os olhos deles pairam sobre ela, encarando fixamente os olhos castanhos dela. Molly quase desviou o olhar por medo e vergonha, mas havia algo nos olhos deles que a prendia e hipnotizava.

Sherlock desviou o olhar novamente parecendo mais preocupado agora em colocar o violino na mesa ao seu lado. “Só isso?” Molly perguntou depois de um tempo, notando que ele não pretendia dizer mais nada. Ele rolou os olhos, voltando sua visão para a cadeira de John a sua frente, “Por favor,” ele disse suavemente, apontando o arco do violino, que ainda estava em sua mão, para a cadeira, “fique a vontade.”

Molly hesitou por algum tempo, esperando qualquer outra palavra ou reação dele. Ela se sentia insegura e não tinha muita certeza se deveria continuar ali, se ele iria dizer mais alguma coisa ou se ela deveria ignorar e o deixar sozinho. Opções eram o que não faltavam, e a dúvida era enorme, tão grande e lhe tomou tanta reflexão que ela mesma não notou quando já estava caminhando em direção à cadeira. Contra todas as possibilidades ela decidiu ficar.

A cadeira de John era confortável, mas Molly nunca notou o quanto ela era próxima da cadeira de Sherlock. Para falara a verdade ela tinha quase certeza que aquela cadeira era bem distante da poltrona do detetive, mas por algum motivo, o qual ela preferiu não pensar muito sobre, as cadeiras estavam muito próximas, e as pernas de Molly se encostavam na de Sherlock. Parecia que a sala havia ficado minúscula, e que ela não poderia escapar do inevitável contato com o homem de cachos negros.

Por falar nele, em meio aos seus devaneios, Molly se lembrou de que ele continuava ali, imóvel, mudo e impassível a sua frente. Se antes ela não sabia o que fazer, imagine agora. Aquele silêncio era perturbador, só perdia para o olhar dele.

Ele parecia tentado a se inclinar para frente de dela, o que o faria ficar perigosamente mais perto, mas conseguia se conter. Seus olhos passaram viajar no rosto dela, como se buscassem algo, ou tentassem decifrar e deduzir o que ela estava pensando.

Sherlock estava lendo ela, isso era obvio. Mas, de alguma forma, parecia diferente... Molly sentia o olhar dele diferente. Contudo ela estava um pouco cansada para tentar entender aquilo, tomando uma longa respiração ela decidiu falar, “Por que eu estou aqui Sherlock?”.

Um sorriso irônico dançou em seus lábios e seus olhos azuis descaçaram sobre a visão dos lábios dela, “Por que você também queria me ver”.

Molly rolou os olhos e bufou um pouco antes de apertar os olhos com força, criando coragem para tentar aguentar aquilo, “Por favor, sem jogos, sem enigmas, sem as suas deduções.” Ela não pode evitar um sorriso triste antes de voltar a olha-lo, “Eu não estou com humor para isso. Por favor” Sherlock com certeza podia sentir o cansaço nas palavras dela, quando mais uma vez ela repetiu, “O que eu estou fazendo aqui?”

Ele ainda parecia analisá-la, só que agora com um olhar de preocupação. Molly viu a boca de ele entrar em um tipo de luta interna com o seu cérebro enquanto abria e fechava algumas vezes. Pela primeira vez Molly achou estar vendo Sherlock se preocupar com o que ia dizer, e uma parte dela gostou disso.

“Eu li Hamlet” ele finalmente disse, e mesmo que ela não estivesse esperando pela aquela frase Molly se sentiu feliz por ele não ter permanecido em silêncio. Ele olhou para a mesa em que havia deixado o violino e ela seguiu seu olhar, encontrado ao lado do instrumento o livro ao qual ele se referia. “Em cinco dias?” Molly perguntou agora com um sorriso divertido os lábios lembrando-se das mensagens que ela tinha recebido, “Isso explica muita coisa.” Os olhos delas caíram timidamente para a suas mãos em quanto ela lembrava de qual pensamento antecedera a mensagem dele.

Pela primeira vez desde que entrou Molly sentiu vergonha.

Não é tão ruim” Sherlock disse com um pouco de desdém pegando o livro, mas ao mesmo tempo parecia tentar criar algum tipo de clima descontraído para a deixar um pouco mais a vontade, “para um drama.” Molly não pode deixar de evitar o riso quando voltou os olhos para cima, “Diz Holmes, uma das pessoas mais dramáticas de Londres”.

Sherlock deixou um sorriso de canto escapar ao ouvir o comentário. Se tanta coisa não tivesse acontecido naqueles dias Molly estaria apreciando demais aquele momento, mas por mais que ela achasse bonita a expressão dele quando ele se permitia sorrir, Molly não conseguia desviar sua mente do assunto principal.

Ela estava na casa de Sherlock, cinco dias depois de beijá-lo e expulsá-lo. Ela estava ali por que ele a chamará, mas ela ainda não entendia por que. A feição dela voltou ao normal e ela pode ver um pouco de decepção nos olhos dele quando ela preferiu não continuar com o assunto que eles estavam tendo, “Você realmente me chamou para me falar que leu Shakespeare?”

Ele logo colocou o livro de volta ao lugar onde estava e evitou o olhar dela. Sherlock parecia envergonhado enquanto vagava os olhos pela sala, olhando tudo menos ela. Por que Sherlock Holmes estaria com vergonha? Molly não conseguia entender por que tantas palavras estavam faltando para o homem que sempre a ultima palavras em qualquer conversa.

Foi quando algo lhe passou pela mente. Nem ele sabia por que ela estava aqui, Sherlock provavelmente – “Você está entediado, não está?” ela notou que havia dito isso alto enquanto chegava a essa conclusão. A fala dela capturou a atenção dele. Molly ficou a olhando por um tempo, esperando mais uma vez alguma coisa, torcendo para que estivesse errada, mas balançou a cabeça incrédula quando o silêncio dele lhe deu a confirmação “Por isso eu estou aqui, não?”

A falta de resposta e a impassibilidade daquele rosto pálido fizeram sua raiva crescer. Ela se sentir tola ao correr até a casa dele só por que ele estava mais uma vez entediado. Molly bruscamente se levantou furiosa com o intuito de deixá-lo sozinho por mais cinco dias, quem sabe até um mês, quando ela sentiu a mão dele segurar seu pulso.

Surpresa ela virou o rosto para encara-lo e neste momento pode notar que ele levantará junto com ela. Agora sim eles estavam perigosamente perto e Molly perdeu sua respiração por isso. Sherlock a segurava forte pelo pulso e o fato de estarem a centímetros de distancia não parecia o incomodar, muito pelo contraio, os olhos deles estavam vidrados nos dela, apreciando a visão do rosto dela tão perto.

“Eu senti sua falta...” ele logo disse um pouco baixo, como se isso fosse um segredo. Ele balbuciou algumas vezes antes de completar, “Quero dizer, de conversar com você.” Sherlock soava sincero, “Você não está aqui por que eu estou entediado.” Algo parecia estar errado com ele, algo parecia quebrado e confuso e Molly temeu ao pensar no que poderia ser isso, “Eu não estou entediado a cinco dias, Molly.” Em seu tom de voz havia um pouco de medo. Seus olhos nunca deixaram os olhos delas e Molly viu desespero cruzar os azuis perfeitos de sua íris. Olhando assim tão diretamente para sua perdição em cores magnificas, Molly finalmente se atentou para as pupilas quando o ouvir falar, “Você é meu caso”.

Dilatadas! Definitivamente dilatadas. Molly conseguiu soltar a respiração quando gagueou “Se-Seu caso?” Neste momento a mão de Sherlock apertou seu pulso mais possessivamente, como se quisesse puxa-la mais para si. “Eu não consigo pensar em mais nada.” Ele respondeu assustado, e até Molly ficou assustada ao ouvir isso “Não saber está me deixando louco” continuou sussurrando, Sherlock definitivamente estava desesperado, e ele deixará aquilo finalmente transparecer, “Não conseguir entender...”

Seus olhos eram suplicantes, ele esperava algo de Molly, mas ela não sabia o que era. Sherlock parecia mais necessitado da ajuda dela do que na ultima vez em que havia pedido. E era assustador para Molly pensar no que poderia afetar mais aquele homem do que a própria morte.

“O que você tem tanto medo de que eu descubra?” os olhos deles cerraram e ela entendeu o que ele esperava enxergar enquanto a analisava todo esse tempo. Sherlock queria a resposta que ela recusará a lhe dar, e ele perderá cinco dias da sua vida tentando deduzir isso. Porém estava claro no rosto dele que ele não conseguia resolver aquele mistério e por algum motivo aquilo o perturbava.

“Não seja bobo Sherlock.” Molly tentou acalmar aqueles olhos desesperados, falando da forma mais doce que conseguia, “Você sabe de tudo” ela sussurrou assim como ele e obteve a resposta quase de imediato, “Então por que você ainda me recusa essa verdade?” desta vez ele parecia com raiva. Sherlock a puxará para mais perto de uma forma bruta, como se fosse uma tentativa de mostrar que não havia saída, “O que você tem tanto medo de me dizer, Molly?” ele suplicou mais uma vez para a morena a sua frente.

Molly pode sentir seu rosto ficar vermelho, mas não de vergonha e sim de nervoso. De todas as possibilidades ela nunca pensou que iria encontrar um Sherlock assim, desesperado, quebrado e suplicante. Ela não sabia o que fazer com aquele homem a sua frente lhe implorando por uma resposta da forma mais terna que ele podia fazer. Ela não sabia como reagir a aquele olhar que implorava pelo dela cada vez mais, que implorava para que ela não partisse e o deixasse só mais uma vez, na loucura que ele enfrentará naqueles últimos cinco dias.

Esse era um Sherlock diferente de todos os sonhos de Molly, mas foi o Sherlock por qual ela mais se apaixonou. Foi sua representação mais sincera de necessidade e fraqueza por ela, e Molly não pode se controlar quando a veio a imensa vontade de provar de seus lábios de novo.

Em um único movimento Molly quebrou o espaço entre eles e pressionou os lábios de uma forma dura. Seus olhos se fecharam quando ela sentiu aquele gosto doce inesquecível e ela levou a mão que lhe restará livre até a nuca dele, o forçando mais ainda contra a sua boca. O beijo permaneceu casto o tempo todo, apenas Molly participou desse beijo, e quando ela se afastou abrindo mais uma vez os olhos ela pode ver os dele, que permanecerem o tempo todo abertos.

Sua expressão era confusa e seus olhos pareciam ainda mais assustado do que antes. Os lábios deles ficaram entre abertos quando Molly afastou os dela. Ela começou a pensar que talvez aquilo tivesse sido um grande erro. Talvez não fosse aquilo que era queria, talvez ele realmente só lhe pedisse uma resposta, e talvez aquela resposta não tivesse nenhum significado, sendo só palavras.

“Talvez seja melhor eu ir.” Molly disse envergonhada com situação e a sua ação. Sherlock só a olhava confuso, parecendo ter entrado em um estado catatônico o que fazia Molly ficar mais desesperada ainda. Aquele silêncio durou alguns segundos, mas para Molly fora uma eternidade agonizante. Ele não dizia nada e ele se sentia desesperada por causa da sua iniciativa.

Quando não aguentou mais aquela situação Molly conseguiu se livrar facilmente seu pulso, aparentemente ele perderá a força quando ela o beijou, e lhe deu as costas sem pensar duas vezes. Ela precisava sair dali o mais rápido possível, aquilo com certeza era o momento mais constrangedor de sua vida, e Molly só conseguia ver os olhos arregalados de Sherlock em sua mente enquanto descia as escadas.

Em um ritmo frenético ela conseguirá atingir a porta da frente em questão de segundos e já estava quase feliz pensando no frio das ruas de Londres substituindo aquela sensação entranha que ela estava sentindo na casa de Sherlock. Aquilo foi a pior coisa que poderia ter acontecido, e provavelmente isso não teria volta. Não seriam cinco dias, Sherlock talvez nunca mais falasse com ela de novo e tudo por que ela teve essa necessidade louca de beijá-lo.

Porém quando Molly atingiu a porta ela só conseguiu entreabrir a ela antes de ver a mão de Sherlock passar por cima do seu ombro e bater a porta com força em um movimento inesperado. Ela mal teve tempo de engolir seco quando sentiu a outra mão de Sherlock a puxar pelo braço a jogar contra a parede com um pouco de brutalidade. Seus olhos queimavam sobre ela de uma maneira anormal, enquanto sua mão abandonava a porta para se apoderar na nuca de Molly.

Sherlock deixou seus olhar cair sobre os lábios de Molly antes de fecha-los e puxá-la para um beijo desesperado. Muito diferente beijo de Molly, o dele era agressivo e possessivo, e sem pedir licença e invadiu os lábios dela de uma forma sufocante. A mão na nuca de Molly forçava seus lábios contra os deles cada vez mais até que ela partiu os lábios o convidando para um beijo mais profundo. A outra mão de Sherlock deixou de apertar o braço de Molly e começou a deslisar pela silhueta dela como se sua vida dependesse de conhecer cada centímetro daquelas curvas.

Os braços de Molly caíram imediatamente sobre os ombros dele, e suas mãos procuram loucamente pelos pequenos cachos de cabelos que ficavam em sua nuca. Os dedos dela se enrolaram nos fios negros e ela não pode deixar de puxa-los quando ele pressionou seu corpo mais ainda contra ela. Molly podia sentir todo o contorno dele contra ela enquanto seu corpo a pressionava contra a parede, mas ela não sentiu em nenhum momento desconfortável. Para falar verdade Molly não conseguia se concentrar em mais nada, a não na língua dele invadindo e se apoderando de sua boca.

“Talvez...” seu barítono falhou quando ele afastou os lábios dos dela para poder respirar. Ambos estavam ofegantes, e Molly conseguiu entreabrir os olhos para ver os olhos deles fechados com força como se tentasse controlar o enorme desejo de possuí-la ali mesmo “seja melhor você ficar.” Ele terminou com os lábios ainda pairando sobre os dela e finalmente abrindo os olhos para encará-la.

Desejo, euforia, excitação e.... paixão. Foi tudo que ela pode enxergar naquele par de olhos.

Notas finais
E ai, o que acharam? Espero não ter decepcionado expectativas.... ainda to pensando no que a Molly vai responder. Espero que tenham gostado