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6 When she stays


Notas iniciais
Foi o capitulo que eu achei mais dificil de escrever. Tentei não fazer algo muito vulgar, mas ainda si não quis deixar de descrever essa cena. Queria dedicar esse capitulo a Bia e a Mari que me incentivaram (pressionaram) a escrever, não só esse capitulo, mas já a um tempo. Se não fosse pelas duas esse capitulo só iria sair mês que vem KKKKK

Os lábios dele pairavam sobre os delas, ora roçando e ora lhe roubando breves beijos, apenas deixando-os se encontrarem em um terrível gesto de sedução. Terrível por que estava funcionando. Ao mesmo tempo em que a mente de Molly gritava para empurrar Sherlock e sair de uma vez por todas daquele apartamento, seu corpo cedia aos seus doces beijos e aos tímidos toques de sua mão no corpo dela. Cada fibra de seu ser gritava por Sherlock e desejava mais do que tudo ser tomada por ele. O pior de tudo era seu coração, esse se cedeu com a ideia de ter Sherlock. Por mais que sua mente avisa-se a esse estupido coração que seria por pouco tempo e que nada iria mudar, não da maneira que ela sempre sonhou, Molly não conseguia resistir a ideia de ter Sherlock.

Sua respiração ainda estava ofegante e o ritmo do seu coração não melhorou quando os lábios dele caíram sobre a linha do seu maxilar, deixando beijos por toda extensão enquanto descia em direção ao seu pescoço. Rapidamente ele se livrou do cachecol dela e Molly conseguiu encontrar folego para finalmente responde-lo, “Eu provavelmente deveria ir.” Sua voz saiu falha e ela não conseguiu manter os olhos abertos quando Sherlock enterrou sua cabeça entre seu ombro e seu pescoço, usando a boca para marcar aquele local com uma mordida. Um gemido escapou de sua garganta e ela se amaldiçoou por deixá-lo notar o quanto ele estava conseguindo lhe excitar.

“Provavelmente” sua voz saiu abafada pela pele de Molly enquanto descia mais a sua boca. Molly sentiu suas pernas vacilarem com a sensação da respiração dele contra ela, com a sensação dos seus lábios passeando pelo seu pescoço e com a provocação que ele fazia deliberadamente roçar os dentes, às vezes até mordendo, em sua pele fina. Molly avisou para si mesma que isso iria deixar marcas no dia seguinte, mas seu corpo a mandou ignorar qualquer pensamento lógico. Enquanto o corpo e a mente de Molly travavam um debate, a mão de Sherlock, que descansava na nuca dela, desceu lentamente para ajuda-lo no trabalho que seus lábios estavam fazendo. Seus longos dedos foram afastando um pouco a barra da roupa que escondia os ombros dela até que lhe pareceu uma melhor ideia tira-los. As duas mãos dele foram ao encontro dos ombros dela e se ocuparam da missão de tirar o sobretudo dela.

Molly ouviu o barulho da peça caindo no chão, nunca havia notado o quanto aquela peça de roupa era pesada, e sua mente ficou um pouco preocupada com o rumo dessas ações. Porém não demorou nada para que Molly voltasse a perder todos os sentidos, bastando o mero contato dos dedos dele em sua cintura por debaixo da blusa que ela usava. Por alguma razão Sherlock realmente estava empenhado em fazer Molly ficar e em aproveitar cada segundo que ela permanecia. As mãos deles começaram percorrer pela barriga dela, por de baixo da blusa, com delicadeza enquanto sua boca refazia o caminho que já havia feito, só que agora com o intuito de atingir a orelha dela.

A consciência da patologista gritou mais uma vez e ela falou em meio a grunhido que sua garganta deixou escapar, “Sherlock isso é uma péssima ideia”. Assim que essa frase saiu de sua boca Sherlock respondeu pressionando mais o seu corpo contra ela, encaixou a joelho entre as pernas dela, separando-as, e fazendo com que ela sentisse a excitação dele contra a coxa dela. “Horrível!” Sherlock respondeu com um sussurro no ouvido dela, logo em seguida mordendo o lóbulo de sua orelha. O corpo de Molly regia quase de imediato as ações dele, por mais que sua consciência tentasse falar mais alto, e sem pensar duas vezes as mãos de Molly se enterraram mais fundo nos cachos negros do cabelo de Sherlock e puxaram com um pouco de força.

Molly mordeu seu lábio inferior com força, por um momento, no meio de tanta confusão e de tantas ações inesperadas de Sherlock, ela se sentiu sem chão, sem ar e sem rumo. Molly se perdeu no meio de tudo que ele estava proporcionando para ela, e ficou muito impressionada ao notar o quanto já se sentia perdida e entregue as braços daquele detetive. Ele só havia a beijado, ele fez o que muitos já fizeram e ainda menos do que outros já haviam feito para ela. Mas de alguma forma a pequena patologista sentia que nunca fora beijada com tamanha paixão, que nunca fora tocada com tamanho desejo e que nunca havia visto um homem quere-la tanto.

E esse homem era Sherlock, a ultima pessoa que ela achava que iria poder fazê-la se sentir assim. O homem que ela sempre achou que não tinha a mínima noção de como tratar uma mulher era o mesmo homem que estava lhe arrancando gemidos sem mesmo ter a levado para cama. Aquilo era certo? Ela conseguiu ouvir de novo sua consciência.

“E como você ainda consegue concordar com essa ideia?”

“Cala a boca, Molly!” Sherlock afastou sua cabeça para encara-la com um pouco de raiva. As mãos dela continuam encaixadas na nuca dele e os dedos dele param de percorrer seu corpo, repousando com um pouco de força sobre a sua cintura. Ela sabia que suas frases só estavam acabando com todo o jogo que ele estava fazendo, mas ela não esperou em encontrar ele irritado por isso. Achou que no máximo ele iria desistir, que aquela autoconfiança iria sumir... mas ela estava errada. “Estou tentando não ser lógico pela primeira vez.” Seus olhos azuis fitavam os dela de uma forma intensa, a respiração dele estava no mesmo ritmo da dela, ela teve que resistir a vontade de pesar o pulso dele e ver se seu coração batia tão rápido quando o dela.

Talvez não estivesse ainda mais depois do que ele disse. Sherlock Holmes admitiu não querer ser lógico pela primeira vez, e era por ela. Aquele homem estava sendo uma surpresa toda hora, “Apenas...” ele continuou, só que agora com um tom um pouco suplicante. Sherlock realmente não queria racionalizar isso, ele implorava para que ela parasse de agir de forma lógica, pois ele já havia parado há muito tempo.

Como negar algo àqueles olhos, àquele rosto, àquele homem? Como negar ao seu próprio ao seu próprio corpo tudo aquilo que era seu desejo? Como negar a si mesma que ela nunca quis Sherlock daquele jeito, com os olhos cheios de desejo, com os lábios finos apertados e com seu corpo contra o dela?

Dane-se a consciência!

Molly puxou, em um movimento brusco, a nuca dela para si, trazendo seus lábios para os delas em um beijo urgente. Ele correspondeu imediatamente. Finalmente ambos estavam entregues á mesma vontade. “Não aqui.” Molly falou quebrando o beijo e ela pode ver um sorriso malicioso no rosto dele ao entender o que ela estava dizendo. As mãos de Sherlock correram para as coxas de Molly, e pressionando mais uma vez forte contra a parede ele subiu as pernas dela para posicionarem em torno de sua cintura.

A patologista estava agora sendo carregada pelo detetive escada a cima. Ela podia notar que ele nunca tinha feito isso, pelo jeito um pouco desastrado que ele tentava carregar ela. Sherlock obviamente não estava acostumado em ter uma garota em torno de si, por mais que ele notasse que tinha que fazer isso, e tudo pareceu pior para ele quando ele tinha que fazer isso escada acima. As mãos dele seguravam as costas dela de uma forma preocupada, parecendo que tinha muito medo de deixa-la cair, e sempre quando dava ele a empurrava contra a parede para lhe dar mais segurança.

Sherlock Holmes definitivamente nunca tinha levado uma garota escadas a cima no colo para seu quarto, e para falar a verdade Molly nunca foi levada escada acima, no colo, para o quarto de um homem. Foi um pouco atrapalhado, mas ela amou cada segundo.

O detetive não abandonou nem por um segundo a boca dela. Por mais que ele estivesse com medo de que ambos caíssem escada abaixo ele parecia ter uma urgência pelos lábios dela e não os deixou só em nenhum momento. Molly achou que iria perder o folego a qualquer momento, mas ela também não conseguia se afastar dele. Ela tinha uma necessidade pelos lábios, pela língua, pelos toques, por tudo dele. E só de pensar em se afastar só para poder respirar lhe dava medo.

Assim que conseguiram atingir o apartamento B Sherlock fez com que a costas de Molly se chocassem contra a porta assim que ele a bateu. Ele ajudou a suas pernas voltarem a tocar o chão e logo em seguida correu a não apressadamente para a chave que estava na porta atrás dela. Quando Molly ouviu a porta se trancando instintivamente ela abandoou a boca dele olhando para baixo onde a mão dele descaçava em cima da chave. Sherlock aproveitou esse movimento para se posicionar mais uma vez entre o pescoço de Molly dizendo contra a pele macia daquele lugar, “Não quero correr riscos.” Ele voltou a beijar a extensão do seu corpo que estava exposta só que dessa vez de modo mais suave e calmo, apreciando e conhecendo cada parte dela com calma.

Os olhos de Molly mais uma vez se apertaram mais uma vez e quando sua cabeça caiu para frente enquanto ela delirava com o toco dos lábios dele, a boca dela caiu exatamente sobre a ponta da orelha dele. Ela não pode resistir à tentação de mordê-la de leve conseguindo como prêmio arrancar um grunhido da boca dele.

Porém suas mãos pareciam não ter a mesma paciência que seus lábios e assim que elas encontram seu caminho de volta para de baixo da blusa de Molly ele foi levantando sem rodeios, até retira-la por completo e joga-la para o outro lado da sala. Em qualquer outra ocasião seria estranho estar no apartamento de Sherlock de sutiã e jeans, mas naquela situação ela não se sentiu nenhum um pouco desconfortável.

Molly tinha certeza que o apartamento ainda estava gelado, com a mesma temperatura que estava há minutos atrás, porém ela não conseguiu sentir frio. Talvez por que o corpo dele a cobria e a impedia de sentir qualquer vento, ou talvez por que ela estava já com a temperatura elevada. De qualquer forma Molly sabia que a única causa para seu arrepio era o contato o contato de sua pele nu ao toque de Sherlock.

Ao sentir o tecido suave do roupão dele contra a sua barriga Molly se lembrou de que Sherlock ainda estava totalmente vestido. Ela precisava fazer algo sobre isso! Rapidamente as mãos de Molly desceram pela nuca de Sherlock, indo por dentro do roupão para fazê-los caírem chão. Ele não fez nenhum barulho como a roupa de Molly fizera, mas ela podia saber que o roupão realmente havia sido removido por que agora ela só sentia o tecido do seu pijama contra a sua pele.

Antes que Molly pudesse se ocupar com essa outra peça Sherlock a puxou para si e resolveu a direcionar para o caminho do quarto. Entre beijos, caricias e passos desajeitados eles conseguiram fazer seu caminho até onde desejavam. A blusa de Sherlock ficou perdia em algum lugar do corredor e Molly não lembrava bem se foi ela ou ele que havia a arrancado do corpo do detetive.

Mas isso não importava.

A única coisa que importava agora era o homem de torso largo e de negros cacheados que estava debaixo dela na cama e que a beijava com enorme paixão. Molly se sentou sobre a cintura de Sherlock se afastando para poder enxerga-lo. Não havia nenhuma luz no quarto além da que entreva pela janela, era como há cinco dias em seu apartamento, mas dessa vez nem luzes fracas faziam o contorno dele.

Molly poderia ter ficado triste por não poder enxergar cada detalhe do homem dos seus sonhos, mas naquele momento, com a escassa luz que invadia o quarto, Molly não se lembrava de nenhuma outra imagem tão bonita como aquela. O rosto dele escondido em meio a escuridão do quarto trazia feições tranquilas, e por mais que tudo aquilo estivessem movendo muito rápidos para os dois ela podia ver nos olhos dele uma tranquilidade, como se ele estivesse feliz e certo de tudo que estava fazendo. Os lábios dele sorriram timidamente para ela quando ela percorreu os dedos por eles, sabendo muito bem que ela queria gravar aquele momento em sua cabeça.

As mãos dela correram pelos ombros dele até desceram pelo torso, os olhos delas seguiam o caminho que seus dedos fazia enquanto sentia cada musculo dele, descobrindo cada pequena cicatriz que ele escondia sempre por debaixo das camisas sociais.

Sherlock Holmes era simplesmente.... lindo. Era perfeito a cada toque, a cada extensão de pele que a pequena mão dela cobria, e a cada nova cicatriz que seus dedos descobriam ficava mais difícil para Molly esconder o sorriso triste que seus lábios queriam formar.

Ele sempre foi tão só. Talvez ninguém tenha cuidado nunca tenha cuidado de cada ferida que se tornou uma marca em seu corpo, talvez ninguém tivesse ficado do lado dele a cada dor que ele sentiu na vida. Dou demais em Molly pensar que cada marca que ela encontrava ali era apenas uma pequena amostra de quanto Sherlock já havia sofrido na vida, sozinho.

Bem, ele não estava sozinho agora! Pelo menos não essa noite, Molly estava ali por ele. Ela podia sentir o olhar dele a fitando com curiosidade, e ele ficou um pouco tenso de baixo dela quando ela levou os lábios para beijar uma cicatriz em seu peito. Sherlock deu um longo suspiro, um tanto um quanto nervoso enquanto Molly corria os lábios em seu peito beijando ternamente cada marca que ela achava. Ele sabia o que ela queria dizer com isso, ela sempre esteve lá, mesmo quando ele não a procurou, Molly sempre esteve lá por ele.

Sem conseguir se segurar por mais tempo Sherlock puxou Molly para cima mais uma vez e capturou seus lábios em um beijo apaixonado. As mãos dele correram pelas costas nuas dela apreciando lentamente cada parte de seu corpo até acharem o fecho do sutiã, o qual ele conseguiu desfazer e se livrar rapidamente. Sherlock a virou para o lado, a deixando agora contra o colchão e sem perder nenhum tempo voltou a fazer a trilha de beijos e mordidas que seus lábios já haviam se viciado, só que desta vez não havia roupa nenhuma o impedir de ir mais abaixo.

Molly se contorcia embaixo do corpo dele, e ela não pode evitar que suas mãos se enterrassem nos cachos de cabelo dele bagunçados, puxando alguns fios enquanto a boca dele atingia seu colo, não demorando muito para avançar sobre seus seios. Molly perdeu a noção de tudo que era alheio aos dois. A patologista só conseguia sentir cada estimulo de prazer que Sherlock a estava proporcionado e como sua mão trabalhava arduamente na tarefa de tirar as peças que ainda estavam cobrindo o corpo dela.

Ela não pode conter o pequeno riso que deu quando ele finalmente havia tirado todas as roupas dela e quando ele havia se afastado um pouco para poder se livrar das deles, só de uma forma desajeitada e afobada. Por mais que Sherlock a houvesse impressionado com toda aquela segurança e confiança que ele teve ao beijá-la e ao tocá-la, Molly sabia que ele não estava tão acostumado assim àquelas situações, que ele ainda se atrapalhava em algumas partes. Contudo ela não ria de deboche, seu riso era leve e era por que ela achava aquele jeito dele fofo, e o detetive sabia disso por que ele riu junto com ela.

Uma vez que conseguirá se livrar de todas as barreiras de tecido que até então o separavam Sherlock voltou com o seu corpo para cima dela, com os cotovelos apoiados nos lados dela para não deixar todo seu peso cair sobre Molly. O rosto dele pairava um pouco distante, olhando diretamente nos olhos dela, uma de suas mãos percorreram o corpo dela até atingirem a cintura para ajuda-lo a se posicionar entre ela.

Os olhos de Sherlock agora estavam sérios, negros e indecifráveis, sendo que a única coisa que Molly tinha certeza era que qualquer olhar queria a sua permissão, ele ainda precisava da palavra dela para poder fazer qualquer coisa. E Molly não pensou mais um segundo, ela puxou o rosto dele para si e o trouxe para um beijo.

Molly queria Sherlock mais do que tudo, e sua resposta foi dada naquele beijo. No mesmo momento ela perdeu o folego e o ouviu gemer seu nome enquanto a penetrava. Ele teve certeza que nunca havia se sentido assim parecia que nenhum homem antes havia lhe tocado ou lhe dado prazer. Os movimentos de Sherlock pareciam únicos, ela tinha certeza de que nunca tinha experimentado aquela sensação antes.

Seus lábios não conseguiram ficar colados nos deles por mais tempo, ela não conseguia controlar os gemidos que deixava escapar e ela tinha quase certeza que era essencial respirar, mesmo que isso parecesse algo impossível naquele momento. Molly enterrou seu rosto no pescoço de Sherlock enquanto sentia sua respiração quente contra seu ombro gemendo algumas vezes seu nome enquanto aumentava o ritmo dentro dela. As unhas delas estavam cravadas nas costas dele, talvez causando até um pouco de dor, e os seus olhos se aparentavam cada vez mais quase não acreditando em tudo que estava acontecendo.

Não demorou nada para que Molly viesse gritando o nome dele e abafando esse sua fala em uma mordida no ombro dele. Seu corpo estremeceu por completo e ela sentiu uma onde de prazer lhe atravessar. Sherlock veio logo em seguida gemendo um pouco alto e perdendo o controle do seu corpo, deixando-o cair sobre ela.

Ambos estavam ofegantes e suados, suas respirações se confundiam e Molly jurava podia ouvir o coração dele acelerado em sincronia com dela. Os lábios de Sherlock procuram os dela mais uma vez e a beijou ternamente antes de rolar para o lado e sair de cima dela. Só naquele momento Molly notou o quanto ele era pesado, mas ao protestou silenciosamente por sentir o corpo dele abandonar o dela. A patologista virou o rosto para o lado, encontrando o rosto dele enterrado no travesseiro enquanto ele tentava retomar sua respiração normal.

“Sherlock...”, assim que ela falou o detetive levantou a cabeça rapidamente com os olhos arregalados olhando para os lados. Ele estava assustado? Antes que ela pudesse entender o que estava acontecendo ou criar um teria sobre isso Sherlock se pôs de pé, “Sherlock?” ela tentou de novo chamar atenção dele para ela, mas foi inútil. Sem nem olhar para ela o detetive saiu do quarto com um pouco de pressa e preocupação no rosto, “Sherlock!” Molly dessa vez gritou, ouvindo logo em seguida a porta da sala destrancar e o apartamento ficar silencioso.

Onde raios Sherlock estava indo?! Será que ele teve um choque de realidade só neste exato momento? Mas isso não fazia sentido, ela estava no quarto dele! Como ele iria fugir da própria casa? Isso não fazia o menos sentido. Molly se sentou na cama puxando um lençol para lhe cobrir enquanto se debatia com as teorias sobre o que havia acabado de acontecer, quando de reprende ele surgiu mais uma vez na porta do quarto, dessa vez vestindo o roupão que havia ficado na sala e em suas mãos estavam o sobretudo e o cachecol dela.

“Alguém poderia deduzir.” Sherlock disse em meio um riso, levantando as peças para ela entender onde ele havia ido. Molly não pode evitar o riso enquanto se encolhia debaixo de lençol, “Só você iria deduzir isso.” Ela respondeu no mesmo tom brincalhão enquanto ele colocava as peças sobre uma cadeira no canto do quarto.

“Não seria tão difícil assim: suas roupas na entrada, silêncio aqui em cima... Acho que John seria esperto o bastante para essa pequena dedução.” Sherlock ainda brincava voltando para cama, se deitando ao lado de Molly, “Ele merece um pouco mais crédito, sabia!?”

Os olhos deles brilhavam e era claro para qualquer o olhasse que havia uma felicidade estampado na sua cara. Molly se perguntou o quanto mais aquele homem poderia ficar bonito, pois toda hora ele parecia se superar. Ele sorria serenamente para ela e por um breve momento sua consciência voltou a funcionar, ficando um pouco preocupada “O que nós vamos fazer Sherlock?”

Eles haviam cruzado uma linha que não tinha volta. Como seria daqui para frente? O que seria deles? Haveria um “eles” nessa relação? E que relação era essa? Como seria daqui para frente com Sherlock Holmes, Molly se perguntava. Porém antes que sua mente lhe enchesse de mais perguntas ela sentiu as mãos de Sherlock contornar a sua cintura e lhe puxar, a fazendo ficar de costas contra o ele. “Dormir, Molly” ele disse suavemente contra a o pescoço dela, “Sherlock ...” ela tentou mais uma vez, mas sua foi cortada, “Boa noite Molly” Sherlock falou pela ultima vez naquela noite, dando um beijo na nuca dela e aninhando seu corpo á ela.

Molly ainda estava preocupada, porém o sono não demorou muito para lhe vencer. Antes de dormir seus pensamentos inseguros foram substituídos pela mais sublime sensação que Sherlock lhe estava dando: paz. Por mais que amanhã fosse um longo dia, e que ele tivessem muito que conversar, naquele momento, com Sherlock a segurando de uma forma tão carinhosa, Molly, por mais absurdo que isso parecesse, só conseguia se sentir segura em tono dos braços do homem que ela amava.

Notas finais
Espero não ter decepcionado vocês. Fiz o meu máximo para deixar isso sexy e fofo ao mesmo tempo KKKKK