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7 So now what?


Notas iniciais
Eu sei que muitas pessoas querem me matar. Tenho ciência disso, demorei muito para atualizar. Mas para ser sincera tive dois problemas: 1. semana de provas, o que acaba comigo; 2. falta de inspiração, eu realmente me perdi e tipo, não sabia como escrever o que eu queria. Eu não sie se ficou bom, eu não gostei -pessimista- mas resolvi fazer 3 capítulos de uma vez só para compensar a maldade que eu fiz com você. Então, boa leitura. E mais uma vez desculpa (principalmente a Bia e a Mari kkkkkk)

Os olhos de Molly se abriram preguiçosamente enquanto a luz do dia clareava o quarto. Por ela não tinha fechado as cortinas? Deus, devia ser seis horas da manhã e ela estava sendo acordada pelo o incomodo da claridade. Ela piscou algumas vezes tentando trazer foco, algo realmente estava errado com a sua visão, por que aquilo não se parecia nem um pouco com.... Oh! Aquele não era o seu quarto! Molly se lembrou exatamente de onde estava e dos acontecimento da noite passada assim que ela pois os olhos na tabela periódica pendurada na parede.

Era o quarto de Sherlock.

Ela dormiu ali, eles passaram a noite juntos. Foi então que Molly se deu conta do braço do detetive em torno da sua cintura e nos lábios deles pressionados contra a sua nuca. Como ela não tinha percebido isso antes? E por que raios uma pessoa pendura uma tabela periódica na parede? Ta bom que para um amante de química a tabela periódica é uma das coisas mais excitante de toda a matéria, mas pendurar.... Pera ai! Ela realmente estava se debatendo sobre o quadro do quarto de Sherlock? E não sobre o fato dela estar no quarto de Sherlock?

Ela estava pirando. Só podia! Sua mente estava ficando muito estranha.

Era o quarto de Sherlock Holmes, o único detetive consultor do mundo, e lá estava ela: enrolada em meio aos lençóis e com seu corpo pressionado contra o dele. Isso não era bom, era? O que ela iria fazer quando ele acordar? O que eles iam fazer? Provavelmente Sherlock iria ter um choque maior do que o dela quando abrisse os olhos e encontrasse uma mulher do seu lado; quando encontrasse Molly Hooper do seu lado.

Oh! Eles teriam muita coisa para conversar hoje.

A patologista foi tirada de seus devaneios quando sentiu Sherlock se mexer atrás dela. O rosto dele afundou mais no seu pescoço e o braço dele a puxou para mais perto: ele estava acordando! O que fazer agora? Por algum motivo Molly achou que a melhor a ideia era fingir que ainda estava dormindo, ela não queria ver o rosto dele quando ele a notasse ali. Molly então fechou rapidamente os olhos e ficou apreensiva captando todos os motivemos que ele fazia na cama.

Por um momento, quando ele notou que seu rosto estava afundado entre longos cabelos castanhos, Sherlock se afastou bruscamente sua cabeça da cama. Ele finalmente tomou o susto que ela esperava que ele fosse tomar. Holmes devia estar tentando encaixar os acontecimentos da noite passada e pensando no que fazer agora, não acreditando na visão que ele estava tendo.

O que ela devia fazer? ‘Finalmente acordar’? Por quando mais ela podia prolongar essa situação?

Antes que Molly conseguisse se decidir ela sentiu o corpo dele caindo de volta para cama e a abraçado com força, pressionado a boca contra as costas dela e a segurando de uma forma possessiva. Definitivamente não era a reação eu ela estava esperando!

“Eu sei que você está acordada.” Ele a assustou com uma voz sonolenta, “Seu padrão de respiração lhe traiu” Meda! Ela não tinha pensado nisso, Molly esqueceu que não era qualquer outro homem idiota que estava do seu lado na cama, mas sim o único detetive consultor do mundo.

Molly ponderou por um momento e depois de um longo suspiro ela teve coragem de se vira e encarar ele. Sherlock continuava perfeito, talvez mais ainda com aquele cabelo bagunçado a com uma cara de sono que o dava um ar de tranquilidade, e por um momento um pensamento louco correu pela cabeça de Molly ela achou que poderia se acostumar em ter essa visão todas essas manhãs.

“Bom dia.” Ela disse dando um sorriso um pouco bobo enquanto admirava os olhos dele pela primeira vez naquele dia. “Bom dia.” Sherlock respondeu o sorriso de modo terno. Ele parecia mais a vontade com a situação do que ela, o que era um pouco estranho.

Eles ficaram se olhando por um momento, ele parecia fascinado com a visão de Molly em sua cama enquanto a patologista estava um pouco assustada com aquele olhar. Ela não conseguia parar de se perguntar o que estava passando na mente de Sherlock e em como ela não sabia o que dizer ou fazer.

“E agora?” ela falou quebrando o silêncio entre eles, “Chá, eu acho. Talvez biscoitos” Ele encarou o teto, provavelmente tentado procurar algo em seu palácio mental que falasse sobre atividades pós-sexo ou sobre o que fazer no café da manhã. “Eu acho que John deixou alguns biscoitos escondidos aqui, eu só tenho que achar.”

Aquilo provavelmente iria ser engraçado em qualquer outra ocasião e com outra pessoa qualquer, mas Molly estava muito preocupada para conseguir rir de qualquer coisa. Ela estava mais preocupada em o que fazer a respeito de tudo aquilo que estava acontecendo, sobre o fato de ela estar na cama de Sherlock enquanto ele a oferecia biscoitos, “Você entendeu o que eu quis dizer.” Sherlock voltou à atenção para ela e depois de pensar por algum tempo respondeu sério, “Eu não sei Molly”

“Como você pode não saber?” ela se exaltou e acabou gritando com ele. A resposta dele não foi outra a não ser gritar de volta, “Não sei Molly! Você acha que isso também não é perturbador para mim?!” ele tinha o mesmo tom de voz de Molly e enquanto falava Sherlock se livrava dos lençóis e levantava da cama revoltado. “EU REALMENTE NÃO SEI!” ele jogou as mãos para o ar enquanto caminhava pelo quarto e Molly se encolheu de medo na cama enquanto via a situação. Ela não sabia se tinha mais medo por ele estar gritando, o que por parte era culpa dela, ou por ele estar sendo realmente sincero quando dizia não saber o que fazer.

“E isso me assusta muito, mas eu prefiro não focar nisso agora.” Sherlock vestiu sua calça de pijama que estava jogada no chão e finalmente voltou a atenção para ela na cama. Os olhos deles pareceram se acalmar ao vê-la mais uma vez, “Desculpa, não queria gritar” ele falou mais suave se sentando na ponta da cama enquanto ela se sentava e se cobria com os lençóis, “É só que.... eu não sei Molly, eu realmente estou tão perdido quanto você”

“Como não Sherlock? Você sempre analisa as coisas.” Ela estava com certeza mais calma, mas Sherlock podia notar o desespero em sua voz. Como ele podia não saber o que fazer? O que eles iam fazer? Sherlock não era qualquer um para ela, noite passada com foi uma das cosias mais importantes que havia acontecido e eles deveriam conversar sobre isso. Não tinha como fingir que aquilo aconteceu e ir para o trabalho, e também não podia fingir que estava tudo normal e aceitar um chá na casa de Sherlock Holmes, “Você é o mais lógico.”

Sherlock riu, balançado sua cabeça ele respondeu baixo, como se tivesse com medo de admitir aquilo, “Molly eu perdi minha lógica no momento que a ouvi recitar aquele poema para mim.”

“Molly,” Sherlock se aproximou mais um pouco e continuou suavemente, “eu sei que não é essa reposta que você está procurando.” Ele entendia que Molly não queria ficar na incerteza sobre o que estava acontecendo entre eles por mais tempo. Por mais que isso só tivesse começado e que talvez fosse um pouco cedo para ela surtar sobre o assunto, ambos sabiam que isso não era um relacionamento comum e que tudo aquilo devia estar sendo estranho tanto para ele quanto para ela, “Mas é só essa que eu posso te dar no momento.”

“Não seja racional, não me faça ser racional.” Sherlock suplicou e segurou a mão de Molly, “Eu fui assim por todos esses anos e isso só me distanciou daquilo que eu sempre achei que não precisava, mas que agora eu posso ver que sempre quis.”

“Mas Sherlock...” Molly tentou protestar, mas foi em vão, “Nos vamos pensar nisso depois.” Ele advertiu mais uma vez só que sem perder sua tranquilidade e suavidade que ele tinha conseguido arranjar. Ela se calou insatisfeita e Sherlock inclinou rapidamente para depositar um beijo em seus lábios, “Você consegue se contentar com o chá por agora?”

Sherlock só queria poder passar aquele momento com ela como se isso não implicasse em vários outros problemas ou consequências. Como se isso não tivesse que ser analisado tão a fundo, pelo menos não naquele momento, ele realmente estava confortável com ela ali em sua cama e com toda essa situação de poder estar com ela por algum tempo. Isso fez Molly pensar: ‘Por que não?’. Por não se permitir estar por algum tempo com ele. Sherlock queria, e Molly, depois daquele simples beijo que recebeu, teve toda certeza que também queria aquilo. Talvez passar um tempo ‘normal’ com Sherlock a fizesse refletir melhor sobre tudo isso.

“Sim, eu adoraria um chá.” Molly finalmente respondeu com um sorriso tranquilo.

Eles não acharam os biscoitos. Molly tentou o convencer que em algum momento, quando a fome bateu de verdade, ele mesmo havia já devorado os biscoitos, e agora estava se esquecendo disso. Sherlock argumentava e respondia falando que isso era impossível e que ele nunca se esquecia de algo, enquanto bagunçava a cozinha toda atrás dos malditos biscoitos.

No final Sherlock desistiu e Molly acabou fazendo o chá sozinha por que ele ficou irritado. Ela tinha vestido uma das blusas sociais dele que estava jogada pelo quarto. Sherlock ao ver isso a perguntou se ela não tinha as próprias roupas ou se ela tinha algum problema em ficar um pouco descente. Molly respondeu isso se esticando para pegar as xícaras que estavam numa prateleira no alto sabendo da visão que ele estava tendo atrás dela quando a blusa que ela vestia ia se levantando.

Depois disso não houve mais discussão sobre a roupa que ela queria usar.

Para a surpresa de Molly as coisas estavam relativamente normais. Eles tomaram chá e conversando sobre coisas comuns, Sherlock não entendeu uma piada e Molly achou isso fofo. Ele era tão inteligente mais ao mesmo tempo tão ignorante e inocente para certas coisas tão naturais da vida. Ela poderia ensinar muita coisa para ele, e ele com certeza iria mudar muita coisa na vida dela.

Depois daquele momento, que Molly descreveu na sua cabeça como um momento de um casal velho – eles acordaram e tomaram chá. Ela nunca tinha feito isso antes com um namorado e só se via fazendo isso quando tivesse casada a uns 20 anos -, eles passaram um bom tempo discutindo o que deveriam fazer. Sherlock queria muito que ela o ajudasse em algumas experiências, ele via vantagens em ter uma patologista em sua casa fazendo nada. Mas Molly via outras vantagens em estar fazendo nada na casa de Sherlock, com ele com apenas uma calça e um roupão de seda.

Quando Sherlock percebeu essa outra possibilidade Molly viu que por mais que muitas pessoas falassem que ele era afastado das coisas físicas da vida ele secretamente gostava dessa parte.

Era algo bem estranho, pelo menos com todo o histórico e comentários que havia sobre ele, que Sherlock estivesse tão envolvido nisso. Ele praticamente quis ficar o dia inteiro com ela, e sem, em nenhum momento, falar algo desagradável ou deselegante, como era de se esperar. Molly sentia que ele estava tentando não colocar muitas barreiras para ela atravessar, assim como ele fez com John, mas isso a fez pensar no que ele realmente queria com isso. Se ele a estava deixando entrar e se permitindo a ficar com ela isso significaria que ele estava disposto a ter algo de verdade com Molly?

“Eu queria saber o que você pensa.” Sherlock a tirou de seu devaneio. Eles estavam sentados no chão da sala perto da mesinha de centro. Já era tarde e eles estavam conversando, “Te ler sempre foi uma das coisas mais fáceis de se fazer, algumas vezes perdia até a graça. Mas agora você tem um olhar que eu não consigo entender. Eu queria poder saber o que você pensa.”

“Bem vindo ao meu mundo.” Molly respondeu rindo, “Ao contrário de você eu nunca de sei nada. E nunca vou saber.” Aquela frase fez com um sorriso malicioso se formasse nos lábios de Sherlock e Molly temeu pelo que aquela mente estranha tinha pensado, “O que foi Sherlock?”

“10 perguntas!” ele respondeu de imediato, “Você quer saber coisas sobre mim e eu quero saber coisas sobre você. Então, 10 perguntas para cada um. Acho que é uma troca bem justa!”

Molly ficou muito receosa, isso poderia acabar pior do que o ultimo jogo que eles fizeram, “Eu não sei Sherlock, isso pode dar muito errado.”

“Há coisas que você quer me perguntar e eu sei disso! Coisas que você está se segurando para não perguntar... essa é sua chance.”

“Ok.” Isso realmente era uma oportunidade única desde o ultimo jogo, ela poderia usar isso para saber algumas coisas que estavam em sua cabeça, “Mas com uma condição: você não pode perguntar sobre a pergunta que eu não te respondi da ultima vez.”

“Tudo bem. Você pode começar.” Ele respondeu sem nem relutar pela condição dela. E por algum motivo Molly sentiu naquele momento que isso não ia mesmo dar certo.

Notas finais
Hm, vamos ver o que vocês acham.