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8 Something is wrong


Notas iniciais
De novo, desculpa. (não sei como me redimir kkkkk) Espero que gostem.

Mesmo com medo do que Sherlock poderia perguntar, e mesmo achando que as coisas poderiam sair bem diferente do que ela planejava, Molly não pensou muito para agarrar a oportunidade de conversar com o “Sherlock sincero” mais uma vez, “O que tudo isso significa para você? O que eu realmente estou fazendo aqui?”

“Você está aqui por que quer, Molly.” Ela achou eu ele estava brincando, mas não viu nenhum traço de sorriso no rosto de Sherlock. Ele estava muito sério “Eu sei que não foi isso que você quis perguntar, mas você realmente está aqui por que você quer. Tenha isso em mente.” Ele explicou e se se encostou ao sofá fechando os olhos de uma forma pensativa. “Eu ainda não parei para pensar o que você está fazendo aqui, o que significa você aqui comigo passando por tudo isso. Mas sei que isso é importante, que isso é diferente de qualquer outra coisa que eu já fiz.” Quando ele finalmente falou ele teve coragem de abrir os olhos para encara-la.

Aquilo não fazia sentido algum. As palavras que ecoaram pelo cômodo não lhe respondeu muita coisa, mas mesmo assim lhe tocaram de alguma forma. Sherlock parecia realmente ser sincero, mas quando Molly olhava em seus olhos ela via uma distancia que ele queria manter entre tudo isso. Por isso nada fazia nenhum sentido.

“O que você sente por mim?”

“Medo.” Sherlock respondeu firme de imediato. “Medo?” Ela perguntou rindo. Ele dava mais medo do que ela, qualquer um concordaria nisso.

“Você me assusta Molly Hooper. Assusta-me como ninguém jamais conseguiu fazer.” Sherlock hesitou por um momento enquanto pensava em como a pequena mulher a sua frente lhe fazia ficar aterrorizado. “Eu não sei o que fazer com você e com o que você faz comigo quando está perto. Isso é quase inaceitável para mim, me faz temer.” Ele a olhava como se tentasse decifrar o complexo enigma que menina de olhos castanhos se tornará para ele, “Porém, por algum motivo, você ainda consegue fazer com que eu goste de não saber.”

Se fosse qualquer outra pessoa que estivesse falando aquilo tudo para Molly, ela provavelmente já estaria vermelha de vergonha e não pensaria duas vezes em terminar esse jogo na cama. Porém Sherlock não era qualquer um. As palavras deles não a faziam tremer e querer a agarra-lo (isso já era um sentimento natural que ela tinha toda vez que estava perto dele). O modo como ele falava era de alguma forma frio. Molly sabia que ele estava sendo sincero, e o que ele dizia era realmente algo muito grande e especial, porém, por mais que ele parecesse querer, ele não deixava de manter a distancia.

Molly não conseguia parar de pensar em como aquilo era estranho.

“Você sempre sentiu isso por mim?”

“Não.” Sherlock levou as mãos para de baixo do queixo, como de costume, e ficou a olhando de canto, “Eu nunca me importei em sentir algo parecido com isso, Molly. Você sabe disso.” Ele parou por um momento para pensar em suas palavras, “Na verdade eu sabia que você tinha algo por mim, John sempre falou e era meio impossível não ver. Mas isso nunca me chamou atenção.”

A patologista achou esse ultimo comentário em pouco desnecessário e rude. Não que ela não fosse esperar isso de Sherlock Holmes, perto de tudo que ele já falou aquilo era um carinho. Mas Molly não esperava aquele comentário desse Sherlock com quem ela achava estar tendo um tipo de relacionamento.

Talvez ele não fosse nunca mudar esse tipo de comportamento. Mas antes ele parecia tão mais próximo, “O que te fez mudar de ideia” Ela voltou a perguntar, “quero dizer, o que te chamou a atenção?”

“Quando eu percebi que você realmente se importava. Não apenas como uma paixonite, mas como alguém que se importava comigo.” Engraçado que ela sempre se importou, mas só agora ele percebeu. Molly não conseguiu entender como Sherlock podia ser tão cego para não perceber as coisas obvias sobre ela. Ela nunca conseguiu ser um mistério quando o assunto era ele, mas por incrível que pareça o grande detetive não conseguia ver isso, “E eu sei a sua próxima pergunta: quando eu resolvi me aproximar da forma que eu me aproximei de você na ultima semana.” Ele disse a tirando de seus devaneios com os dedos agora sobre a boca, “Eu não resolvi. Foi puro acidente, mas no momento em que você me beijou eu sabia que tudo havia sido mudado para sempre. Que eu queria te beijar de novo, e eu nunca fico sem o que eu quero.”

Ela não pode evitar o riso quando ouviu sua ultima frase. Molly achou isso até um tanto fofo, “Um pouco convencido, não acha?” Molly respondeu fazendo um charme e se levantando para poder sentar ao lado dele encostada no sofá.

“Talvez.” Sherlock respondeu virando o rosto para ela e exibindo um sorriso malicioso, “Mas eu não pretendia desistir de você.”

Como é possível um homem ser tão distante, mas ao mesmo tempo conseguir lhe provocar tanto. Sherlock com certeza não fazia sentido só que entender ele talvez não fosse o maior desejo de Molly, e ela só percebia isso quando via o como aquele homem era capaz de lhe desestruturar fisicamente.

“Então você já tinha certeza que eu ia vir quando você chamasse?”

“Tinha um balanço de probabilidade,” Ele balançou a cabeça pensado, “mas sim... esperava que você viesse. Você tinha que vir, para o bem da minha sanidade.” Sherlock se permitiu por um momento relaxar e encostar a cabeça no ombro dela.

Molly não esperava por aquilo e ela quase desistiu de continuar perguntando para aproveitar aquele momento. Mas ela precisava ir até o fim, “Quando você diz isso, quero dizer,” Molly buscou a mão dele que descansava em sua perna e a apertou de leve, “por que você diz isso? Eu não entendo.”

“Por que é exatamente isso que você é.” Sherlock deixou o ombro dela para fitar seus olhos de perto. Ele parecia querer dizer algo com aquele olhar, ou lhe implorar por algo, mas ela não conseguia entender, “Molly eu não brinquei quando eu disse que eu perdi toda minha racionalidade e a minha capacidade de ficar alheio ás coisas quando eu permitir você entrar na minha vida de alguma forma. Você foi a única coisa que eu pensei por dias. Você foi a única coisa que eu quis por dias. E você conseguiu tirar toda a minha capacidade.”

“Você não está fazendo nenhum sentido.” Aquele sim era o Sherlock de ontem à noite. E como de praxe, toda vez que ele fazia a sua ‘aparição’ o coração de Molly ficava apertado. Ela com certeza detestava a aparte dele á afastava, mas a parte dele que a olhava do jeito que estava fazendo agora a deixava sem chão, “Isso não é você.”

“Não.” Sherlock sorriu sem graça e levou uma das mãos até o rosto dela para lhe fazer um carinho, “Isso é você.”

Merda! Ela realmente amava Sherlock e só agora ela deixou esse sentimento soar alto em sua cabeça. Molly amava o homem misterioso que a ignorava por dias e só a procurava quando queria. Ela amava o homem mais inteligente que ela teve a oportunidade de conhecer. Ela definitivamente amava o homem que estava a sua frente, por todos os defeitos e qualidades, Molly Hooper amava Sherlock Holmes.

E pela primeira vez ela não ficou assustada em admitir isso. Pela primeira vez ela se viu com esperança sobre aquele sentimento.

“Ok.” Molly pressionou os lábios em uma linha fina e tentou lutar contra a enorme vontade de chorar, abraça-lo e admitir o que ela estava pensando. Ela não podia fazer isso, pelo menos não agora, “O que nós vamos fazer amanhã?” Ele falou tentando recuperar seu estado normal.

“Você vai trabalhar e eu vou tentar não ficar entediando, não é assim que os dias são?” Sherlock tentou brincar, mas a expressão de Molly o mostrou que não era exatamente hora para brincadeiras, “Sinceramente?” ele perguntou e ela balançou a cabeça concordando, “Sinceramente.”

Contudo, antes que Sherlock tivesse a chance de abrir a boca para responder ambos ouviram a porta lá de baixo de abrindo e uma voz alta ecoando por todo o apartamento, “Olá Mrs. Hudson!”

“É o John!” Sherlock arregalou os olhos desesperado desviando o olhar rapidamente para a porta do apartamento atrás dele e para Molly do seu lado. “Merda! Vá para o quarto, rápido!” Ele falou se levantando em um único movimento e indo direto para a porta para ouvir mais de perto as vozes que conversavam lá em baixo.

Molly continuava ali sentada, atônica. Por que ela tinha que ir para o quarto? Ela não estava entendendo o desperto de Sherlock, mas aquilo a estava deixando nervosa.

Quando Sherlock voltou a sua atenção para a sala e encontrou Molly na mesma posição ela pode ver uma expressão de raiva e impaciência tomar conta do seu rosto. “Antes que ele chegue Molly!” Ele disse firmemente, puxando-a pelo braço para se levantar. “Mas Sherlock” Ela tentou protestar e perguntar o que estava acontecendo, mas a única coisa que conseguiu foi um empurrão para o corredor e um grito, “AGORA!”

Sem poder discutir com a ordem Molly logo se trancou no quarto de Holmes e sentou atrás da porta enquanto finalmente se permitiu respirar. Ela não teve muito tempo para pensar, e para falar a verdade sua mente tinha parado de funcionar assim que viu Sherlock naquele estado.

O que diabos acabou de acontecer?

Lá estava Molly, encostada na porta do quarto de um cara que ela tinha passado uma noite junto e que conhecia a mais de 5 anos. Ela estava lá escondida, por que por alguma razão esse cara não queria que ninguém soubesse de sua presença lá. Mas ao mesmo tempo era o mesmo homem que estava lhe dizendo coisas lindas e por quem Molly já se encontrava perdidamente apaixonada.

Isso estava muito errado, não? Por que John não podia vê-la lá? Sherlock nunca foi o tipo de pessoa que tivesse vergonha de ser quem ele é ou de fazer o que queria, até por que, se ele tivesse vergonha ele não faria nem metade das coisas que ele costumava fazer. Mas era possível que ele estivesse com vergonha dela?

Molly pensou que não poderia ser vergonha de estar com uma mulher, até por que, pelo que John havia lhe contado, Sherlock não teve pudor algum quando estava com Janine. Ok que era apenas para um caso, mas mesmo assim, pelo que ela ouviu ele não teve problema algum em admitir que tinha um ‘relacionamento’. E também não procurou se pronunciar sobre o que se comentava nos jornais, o que fazia parecer que ele não estava desconfortável em ser visto com uma mulher.

Contudo lá estava Molly, sem poder falar e só ouvindo os passos do amigo do detetive subirem as escadas e sua voz animada ao falar com o amigo. A voz de Sherlock soava impaciente, mas John parecia não perceber ou não se importar com isso. Ela por um momento achou que era errado ficar ouvindo a conversa dos dois por de trás de porta, porém ela também não tinha muito que fazer.

Além do mais ele a mandou se esconder! Melhor ouvir a conversa do que ficar se debatendo sobre o comportamento dele.

A conversa não estava muito interessante, pelo menos não para ela. John falava sobre coisas triviais e insista em perguntar se o amigo estava bem. Molly podia ouvir as reclamações de Sherlock e como John era capaz de aguentar o modo com o seu amigo falava com ele, se fosse com ela já teria dado briga.

Não, não teria. Mas ela gostava de mentir para si mesma.

Em meio a um dos seus recorrentes devaneios Molly pode ouvir seu nome se citado por John na sala. Ele perguntou se Sherlock a havia procurado depois do que ele falou ontem. Sherlock disse que não, e mesmo quando o amigo questionou falando que ele deveria conversar com ela Holmes foi mais firme dessa vez e falou que não tinha anda para conversar com Molly.

O assunto sobre ele acabou ai, e a atenção de Molly na conversa dos dois também. Ela podia ouvir que eles ainda estavam conversando sobre alguma coisa relativa à Ellie, mas a cabeça de Molly não conseguia associar bem as palavras. Ela só conseguia pensar em por que Sherlock estava mentindo e o que ele não queria falar com ela.

Durante uma hora e meia Molly ficou presa no quarto de Sherlock pensando em tudo que ele tinha falado antes do John chegar, no que ele havia falado para o amigo e no que ela iria fazer assim que pudesse sair daquele quarto, e por algum tempo ela não tinha nem certeza se queria sair dali.

Quando ela finalmente deixou de lado a ideia de ficar trancado no quarto pela a eternidade Sherlock bateu da porta de leve e tentou abrir verificando que estava trancada, “Molly? Sou eu.” Ele esperou por alguns segundos que ela destrancasse porta, mas nada aconteceu, “John já foi, você pode sair agora.”

Molly estava sentada na beirada da cama encarando a porta. Ela tinha se vestido e estava pensando em o que fazer quando saísse de lá. Poderia sair sem nenhuma palavra e ficar com seus próprios pensamentos e conclusões sobre o que estava acontecendo, ou poderia enfrenta-lo e perguntar de uma vez por todos o que ela tinha vontade de perguntar.

O som dos passos de Sherlock mostrou que ele estava se distanciando do quarto, e num súbito acesso de coragem Molly se levantou e abriu porta, “O que foi isso Sherlock?”

“Isso foi o John.” Ele respondeu sem se dar ao trabalho de olhar para trás e seguiu seu caminho para a sala, sendo seguido por Molly, “Não banque o espertinho, não combina com você e não é o momento.” Ela disse firme e ele pode sentir raiva em seu tom.

“O que foi Molly?” Sherlock se sentou em sua poltrona e olhou entediado para a mulher parada no batente da porta, “Por que você mandou me esconder?”

“Por que era o John” Ele se repetiu um pouco irritado como se as perguntas dela fossem sem sentido, “E? Por John não podia me ver aqui?”

Sherlock rolou os olhos e gesticulou as mãos em desdém, “Ele iria fazer diversas perguntas, me importunar durante muito tempo e iria se intrometer em tudo.” E antes que Molly pudesse responder ele avisou, “E falando de perguntas, você me deve 10!”

“Nós não vamos mais jogar isso Sherlock, nos estamos conversando sério, você consegue?” Molly tomou seu caminho até a poltrona de John e se sentou.

“Eu sempre estou sério, Molly.” Sherlock cerrou seus olhos e a encarou com a mesma frieza que ela estava tento. Ele parecia estar jogando um jogo, analisando e imitando cada comportamento dela, mas Molly já não se importava com isso.

“Bom! Agora me responda direito, por que John não podia me ver aqui com você?”

“Eu já te...” Molly o cortou e ele começou a ficar surpreso com a postura que ela estava tomando, “Não! Essa não colou para mim Sherlock. Você não liga para o que as pessoas pensam ou perguntam, você simplesmente ignora o que você não quer.” Ela não estava sendo mais a Molly insegura que entrou no apartamento no dia anterior. Sherlock estava jogando com ela, e ela não queria mais participar desse jogo. Eles iriam conversar agora, e ela iria saber a verdade dele, “Você pretende falar o porquê você me escondeu?”

Sherlock parecia ter segurando a respiração e seus lábios estavam entreabertos. Sua mente provavelmente raciocinava o mais rápido que podia e ele com certeza não esperava que Molly falasse essas coisas. Ele parecia em choque, e ela sorriu ironicamente ao ver que estava certa, “Eu tenho uma teoria. Quer ouvir?” Ela perguntou sorrindo e ele tentou retomar sua postura indiferente quando acenou com a mão para que ela prosseguisse e se recostou na poltrona, “Você está com vergonha de mim”

“Isso é absurdo,” Sherlock bufou em ironia e riu do que ela falou, “por que eu teria vergonha de você? Eu sempre saio com você.”

“Você está com vergonha por que agora eu sou a prova de que você também cede a aquilo que você tanto falava que não tinha interesse.” Ela sorriu de volta para ele, mas naquela altura da conversa o sorriso dele já havia se desfeito e ele estava acuado em seu canto com um olhar distante ao ouvi-la, “Se John entrasse aqui e me visse com você daquele jeito ele não teria mais dúvidas sobre você ser igual aos outros. Você não suportaria ser que nem os outros não?”

Sherlock apertou os lábios e fugiu o olhar da figura a sua frente. Ele não se atrevia a corresponder o olhar dela e perecia um tanto quanto incomodado com as palavras que ela falava. Molly começou a sentir que estava certa: ele realmente tinha vergonha disso.

“O que eu sou Sherlock?” Molly balançou a cabeça incrédula enquanto ria tentando segurar a vontade enorme de desabar em lágrimas ali, “De verdade.” Ela procurou o olhar dele e sua voz vacilou um pouco na tentativa inútil de segurar as lágrimas, “Só um ‘caso’, um quebra cabeça que você resolveu montar depois de anos só por que estava entediado? Você está apenas me usando para descobrir algo?”

Ele continuava a evitar o olhar dela enquanto leva as mãos para frente da sua boca e soltava um longo suspiro. Molly o viu apertar os olhos e criar coragem para virar seu rosto em direção ao dela. No momento em que ela pode ver aqueles azuis perfeitos lhe encararem de uma forma vaga seu coração doeu e Molly não conseguiu acreditar que ela tinha se permitido apaixonar por aquele homem frio e calculista.

Seu rosto era impassível, e apesar dos seus músculos estarem tensos ele não parecia nem um pouco nervoso com tudo aquilo. Ele parecia conseguir manter a distancia enquanto Molly se despedaçava a sua frente. “Como eu fui tão idiota?” ela sussurrou para si mesma e levantou da cadeira incrédula.

Ela fez seu caminho até a porta da sala enquanto os olhos dele acompanhavam os seus movimentos. Ela estava preste a sair quando sentiu que precisava perguntar isso, para não ficar com nenhuma dúvida sobre o que estava acontecendo, “Antes que eu vá embora por aquela porta, você pode me dar sua ultima resposta sincera?” ela o encarou com os olhos marejados e ele respondeu sem emoção, “Eu pensei que não estávamos mais jogando.”

Molly não respondeu se manteve imóvel o fitando ignorando o comentário dele. Sherlock percebeu sem muita demora que ela ainda estava esperando uma resposta descente dele e ele acenou positivamente com a cabeça.

“Você gosta de mim Sherlock?”

“Gosto, Molly. Você sabe disso.” Pela primeira vez, naquela conversa, ele respondeu de imediato.

“Não, não desse jeito Sherlock. Você me ama?” Quando ela disse essa palavra os olhos dele se arregalaram e ele piscou várias vezes incrédulo. Molly estava sendo direta e isso talvez o estivesse incomodando. “Você alguma vez sentiu por mim algo parecido com isso? Quando você falou tudo aquilo, você em algum momento sentiu algo?”

O silêncio permaneceu na sala por um bom tempo. Junto com a tensão que existia entre os dois através da troca de olhares. Molly não conseguia acreditar naquilo: ela finalmente conseguiu fazer com que Sherlock perdesse a fala, mas ela não estava nem um pouco feliz por isso. O grande detetive estava no outro lado da sala a encarando sem palavras o tempo todo e cada vez mais que o silêncio se prolongava o coração de Molly se quebrava.

Em todo tempo que passou isolada no quarto de Holmes ela desejou mais do que tudo que estivesse errada. Ela sabia que havia algo errado com Sherlock. Ela estava agora conseguindo juntar as peças e agora fazia sentido ele não querer conversar sobre eles ou sobre o que ele sentia por ela. Molly tinha chegado a duas conclusões: ou ele sente algo por ela e está com medo, ou ele realmente só está fazendo tudo isso por diversão e curiosidade.

Sua racionalidade voltou a gritar quando ela tentava se convencer da primeira opção. Molly desejou mais do que tudo que fosse a primeira opção, mas a sua mente dizia que isso não era nem um pouco lógico. Que ela não devia esperar isso de Sherlock Holmes.

Mas ainda sim seu coração tinha esperanças, “Você pode me responder pelo menos isso?” Molly disse em meio à lagrimas, desejando mais que tudo que ele a respondesse e que ele a amasse como ela achou que ele amava.

Sherlock, do outro lado da sala, engoliu seco e virou o rosto depois de responder, “Não posso.”

Se pudesse Molly desabaria ali mesmo, sentaria no chão e deixaria todo o sentimento que estava segurando sair de uma vez só. Mas ela não podia, e por uma ultima vez ela falou com o homem que quebrou seu coração, “Adeus Sherlock.”

Notas finais
Me desculpa qualquer erro, to com sono e queria postar antes de ir dormir.