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9 Always in her life


Notas iniciais
Ok, agora mais dois capítulos (pelas meninas contas) acaba a historia. O ultimo capitulo vai ser diferente de todo o resto, não sei se vai agradar, mas... vamos ver. Espero que curtam, boa leitura :)

Se passaram longo 2 meses para Molly desde que ela deixou o apartamento 221B em prantos. Aquela noite em seu apartamento sozinha foi uma das piores coisas que ela já vivenciou. Ok que ela não teve muito tempo para se acostumar ao toque a presença de Sherlock de uma forma intima. Mas isso que ela não teve tempo para viciar na droga que tinha se tornado ‘Sherlock Holmes’.

Ela definitivamente não conseguia esquecer em como aquele homem pálido e alto, de cabelos negros cacheados e de olhos azuis penetrantes tinha se fixado em seu ser em tão pouco tempo.

Molly sempre teve uma queda por Sherlock e no fundo sabia que não começou a o amar só depois daquela noite. Ela sempre o amou! A diferença era que ela amava sozinha, ela não tinha esperanças, ela não tinha a visão de um Sherlock frágil e carente aninhado junto ao seu corpo lhe pedindo para ficar. Todas as coisas que ele falou e todas as coisas que ele a fez pensar que talvez fosse verdade grudaram em seu pensamento e não lhe deixavam em paz.

Sempre foi amor, pelo menos para ela. Mas agora doía mais do que quando ela sabia que não era correspondido.

Nesse tempo que se passou Molly não viu Sherlock uma vez. Ela sabia que ele ainda ia ao necrotério, pois seus amigos de trabalho agora viviam se queixando por ter que atende-lo. Ele sabia todos os horários dela e pelo que parecia fazia questão de evitar aparecer por lá, e quando era realmente necessário apenas John parecia para lhe fazer algum pergunta.

Molly não tinha conversado com Mary sobre Sherlock. Para a amiga isso nunca tinha acontecido e depois de um tempo Mary achou que, apesar do beijo que eles compartilharam, Molly tinha desistido do detetive. E pelo que parecia ele também não tinha comentado com John sobre o ocorrido.

Aquele dia parecia não ter acontecido, já que as únicas pessoas que sabiam sobre se recusavam a falar.

Ela achou que talvez essa fosse a melhor solução. Claro que ela nem sempre pensou assim. Houve noites em que o que mais ela desejava ele ligar para Sherlock e implorar para que ele fosse ao seu apartamento, mesmo que fosse só por uma noite. Houve noite que ela não conseguia parar de desejar e ansiar pelo toque dele mais uma vez, por mais que ela soubesse que ela iria sair machucada de novo. Houve noites em que tudo foi difícil para Molly, mas no final ela tinha em mente que o melhor para ela era manter distancia de Sherlock Holmes.

Por mais que ela o amasse. Molly teria que tirar esse sentimento do seu coração.

Tudo nesses 2 meses foi tranquilo. Não havia ligações na madrugada, nem mensagens desconexas e inesperadas durante o dia. Pela primeira vez, desde que tinha conhecido Holmes, Molly pode trabalhar sem ser interrompida ou sem ter que fazer algo ilegal no necrotério só para deixar Sherlock fazer o que queria.

No começo Molly achou um pouco monótono, até por que, por mais que ela não quisesse admitir em voz alta, ela sentia dele. Mas depois ela começou a se acostumar e gostar da tranquilidade que ela podia ter sem Sherlock em sua vida. Foi o primeiro ponto positivo que ela conseguiu ver em toda essa história.

Com o tempo a patologista foi se acostumando com a situação e a dor foi amenizando. Ela não conseguiu para de ter aquele sentimento por Holmes, e às vezes se preocupava em pensar se ele estava bem ou no que ele estava fazendo, mas definitivamente Molly estava decidida que não iria mais ser a boba apaixonada por Sherlock. Todos que se aproximavam dele ficavam feridos de alguma forma, e Molly definitivamente não queria isso para a sua vida.

Em uma manhã, passado esses 2 meses, Molly foi surpreendia por John no necrotério. Era uma terça-feira e o turno dela havia começado às 5h, John apareceu lá às 6h. Ela nunca havia recebido vestida dele ou do Sherlock a essa hora e ela sabia de alguma forma que aquela não era uma visita rotineira.

“Bom dia, Molly!” o médico disse alegremente, mas Molly pode perceber certo nervosismo em sua voz.

“Olá John!” ela sorriu de volta para ele e manteve seu foco nas papeladas que ela preenchia, “Acordado tão cedo? Ellie não te deixou dormi?”

“Não, não. Ela é um anjo” John respondeu rindo enquanto atravessava o necrotério até ficar do outro lado da mesa, de frente para a Molly. “Ellie sente sua falta... quero dizer, ela e Mary. Você costumava passar muitas tardes lá.”

Molly deu um sorriso amarelo e o olhou por cima “Peça desculpa a Mary por mim. Eu vivo prometendo aparecer.. mas o trabalho anda me tirando todas as energias.”

“Imagino.” John terminou dizendo e um estranho silêncio ficou no ambiente entre eles. Molly não olhava para o médico, mas podia sentir o olhar dele sobre ela. Ela não era o grande detetive consultor, mas ela pode deduzir que ele estava tendo um debate interno sobre perguntar ou não algo para ela.

“Então,” ela finalmente falou largando a caneta na mesa e fixando o olhar no homem a sua frente, “O que te trás aqui a essa hora?”

“Eu.. para falar a verdade..” John começou a gaguejar na sua fala enquanto procurava as palavras que queria falar. “Eu não sei bem por que estou aqui.”

“Ok.” Ela riu da situação.

“Quero dizer, eu sei por que eu estou aqui,” ele continuou nervoso gesticulando as mãos no ar, “Não sei bem por que eu resolvi vir.”

“Que tal começar perguntando o que você veio perguntar.”

“Ok.” Ele sorriu nervoso mais uma vez, “Pode soar uma pergunta estranha, mas... Aconteceu alguma coisa entre você e Sherlock?”

A respiração de Molly sumiu por um momento, suas pernas vacilaram por um momento e ela tentou ao máximo que podia manter a postura. “Por que você pergunta isso?”

“Eu não sei. Bem, ele não vem falando de você nos últimos tempos, e parece que ele vem te evitando.” Molly conseguiu respirar de novo assim que notou que aquilo era suposição de John, e não sobre algo que Sherlock tinha falado, “Eu não estranhei muito por que ele sempre foi meio de lua, e como você não falou nada com Mary eu achei que era algo dele mesmo.”

“Sherlock é mesmo estranho às vezes.” Molly riu tentando ficar descontraída e passar uma naturalidade para John.

“Verdade.” Ele riu junto, “Mas eu comecei a achar estranho ontem à noite, quando ele disse para eu não te procurar.”

“Como assim?”

“Bem... Sherlock está no hospital.” E lá se foi a respiração de Molly de novo, junto com seu equilíbrio e com toda a sua expressão impassível. Ela realmente ficou assustada, mas assim que John viu a reação da médica ele tentou arrumar, “Não é nada grave! Não precisa se preocupar. Ele apenas acabou sendo baleado.” Molly arregalou ainda mais os olhos e John acabou rindo nervosamente quando percebeu o que disse, “Eu sei que soou um pouco estranho, mas é que ultimamente ele anda pegando alguns casos muitos estranhos e perigosos. É um alivio que ele só tenha levado um tiro na perna.”

Por mais que John falasse com naturalidade e aliado sobre a condição estável de Holmes, Molly não conseguia controlar seu batimento cardíaco.

“Enfim, o que aconteceu é que ontem, quando ele foi internado eu estava lá. E quando eu pude o ver a única coisa que ele me pediu antes da morfina fazer efeito foi para que eu não contasse para você que ele estava lá.” Molly ainda estava em choque, mas conseguiu entender as palavras de John, “Você sabe por que ele disse isso?”

Ele levou um tempo para conseguir se recuperar e pensar em algo para responder. Qualquer coisa, menos a verdade, “Deve ser provavelmente por que da ultima vez que ele foi parar no hospital eu o ameacei se ele voltasse a fazer uma estupidez dessa de novo. ” ele tentou rir e voltar a atenção para as folhas a sua frente, fingindo que tudo estava normal de novo.

“Ah. Ele não tinha me contado isso.”

“Ele tem mania de não compartilhar.”

“Verdade.” Ele parecia um pouco aliviado, talvez a historia de Molly tivesse colado. “De qualquer forma, eu tenho que ir.” Molly olhou para cima mais uma vez e viu um sorriso sincero do amigo, “Tudo bem John. Foi bom você passar e me avisar.”

“De nada, Molly.” John disse indo embora, e quando já estava na porta ele falou, “Ah! Se quiser visita-lo é no mesmo hospital que ele ficou da ultima vez. Quarto 201”

“Obrigada, John.” Ele fingiu pela ultima vez um sorriso para o medico, e quando ele finalmente deixou a sala ele se permitiu desmoronar por um momento.

Molly puxou a cadeira para sentar e tentou colocar sua respiração de volta ao normal. Sua mão tremia e seu coração não para de palpitar ao pensar na imagem de Sherlock em uma cama de hospital. Sua parte racional tentou repetir para as emoções dela que Sherlock estava bem, e que ela não tinha com o que se preocupar. Mas ainda sim ela não conseguir deixar de lado a ideia dele pensando nela no hospital.

Sua mente gritou para que ela se livrasse da estupida ideia de ir visita-lo, mas Molly não deu ouvidos enquanto se livrava do jaleco de trabalho e colocava o casaco.

Notas finais
Então, por enquanto é isso. O que acharam?