Bored

4 William Sh.


Notas iniciais
Eu fiz o impossível e consegui escrever um capitulo em dois dias. Não sei se ficou bom, mas eu curti escrever. Fiz inspirada nas lindas mensagens das meninas do grupo Sherlolly. Obrigada pelo apoio e por todas as mensagens, adoro vcs

Ela gemeu quando sentiu o corpo dele contra o dela, prendendo-a contra a cama. De uma forma furiosa os lábios dele atacaram os delas, o beijo era urgente e cheio de paixão. Sherlock parecia um animal e estava longe daquele homem que costumava ser, aquele monótono homem sempre racional.

No momento em que ela abrirá a porta ele não deu chance para que ela falasse qualquer coisa ou entendesse o que estava acontecendo. Ele simplesmente entrou no apartamento com um pouco ignorante e a puxou para si, com a outra mão em sua nuca trazendo o seu rosto ao encontro do dele. A princípio era um beijo forte e rude, ele só pressionava seus lábios contra o dela de uma forma desesperadora, como se tudo dependesse daquele beijo. Molly perdeu o folego ao sentir seus lábios, ao sentir aquele gosto, o qual ela só havia experimentado uma vez. Era um sabor inconfundível e viciante e ela quase derreteu sobre os braços dele.

Todos os músculos deles estavam tensos enquanto a apertava em torno dele. Sherlock deslizou os dedos para baixo do cabelo que começava em sua nuca e ela pode ouvi-lo gemer quando ela fez o mesmo com a mão dela, puxando alguns dos cachos. Molly se aproveitou desse momento de fraqueza, e quando os lábios deles se abriram para soltar um grunhido ela aprofundou o beijo, logo encontrando a língua dele impaciente pela dela.

Eles não estavam em suas plenas faculdades mentais, e Molly não entendia por que eles estavam fazendo isso, mas ela estava mais do que feliz por estarem fazendo.

Em algum momento Molly ouviu o barulho da porta batendo com força e se viu sendo arrastada para o seu quarto em meio aos beijos de Sherlock. Ela não se lembrava do caminho por completo, nem como ele havia tirado a blusa dela. Ela só lembrava-se de gemidos, apertos, beijos e dos olhos quase negros de desejo dele. Quando ela voltou a consciência ela já estava deitada em sua cama com o corpo de Sherlock por cima dela depositando beijos ao longo de seu pescoço.

Molly mordeu os lábios forte quando ele atingiu a sua orelha e mordeu levemente seu lóbulo, sussurrando em seu ouvido logo em seguida, “Você me quer o tanto quanto eu quero você?”. OH-PUTA-MERDA, aquele barítono ofegante em seu ouvido quase a fez tremer toda em um possível ataque convulsivo. O que aquele homem podia fazer com apenas a sua voz era de impressionar.

Molly só chacoalhou a cabeça de forma afirmativa quando ele se afastou para poder encará-la. Ele estava tomado de desejo o tanto quanto ela, finalmente Sherlock Holmes se mostrava humano, se mostrava fraco a carne e à luxúria. Luxuria que para ele só tinha um nome: Molly.

Os lábios deles caíram sobre o queixo dela, alternando entre beijos e mordidas, enquanto as mãos deles passavam pela pele dela, fazendo reconhecimento de cada parte. As unhas delas cravam na pele fina das costas dele quando a boca dele foi descendo em direção ao seu colo e as mãos dele estacionaram no quadril dela. Um tanto quanto desajeitado ele desabotoou a calça dela e a arrancou do corpo de Molly de uma forma violenta.

Molly estava só de lingerie quando os olhos deles se voltaram para cima enquanto ele ia descendo os beijos por sua barriga, exibindo um sorriso malicioso. Ela não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo, que a mão de Sherlock deslizava pela parte interna de sua coxa enquanto ele ia cada vez mais descendo perigosamente até resolver ficar de joelhos no chão e puxá-la pelos tornozelos para a deixar na beira da cama.

Ela quase não podia acreditar que o sorriso dele estava preste a sumir nela quando– um barulho infernal ecoou em sua cabeça.

Molly soltou um grunhido alto e colocou o travesseiro sobre a cabeça não acreditando no que havia acabado de acontecer. O despertador tocava alto, provavelmente eram seis da manhã e ela tinha que se levantar.

Ela amaldiçoou o despertador logo depois de se amaldiçoar. Teve o mesmo sonho de novo, não estava mais aguentando isso. Molly rolou na cama até chegar à beirada e conseguir alcançar o despertador com a mão, o desligou batendo um pouco de força e soltou um longo suspiro enquanto encarava o teto.

Aquele tipo de sonho estava se tornando frequente e cada vez mais perturbador. A mente dela não conseguia parar de pensar nele, como se isso já não fosse comum. Só que aquilo lhe estava atormentando, ela não sabia até quando ela iria conseguir suportar aquilo.

A semana tinha passado sem nenhum outro incidente, sem mesmo Sherlock no necrotério ou no laboratório a importunando o dia inteiro. Molly por um lado se sentiu aliviada quando no dia seguinte ao ‘pequeno jogo deles’ ela não o viu e nem ouviu falar dele, ela precisava de um tempo sozinha e talvez Sherlock precisasse também. Ela não sabia como seria quando o encontrasse de novo, como seria falar com ele e não manter seus pensamentos naquela boca delineada que tinha um gosto doce inconfundível, ou pior ainda, como não manter seus pensamentos longe daquele sonho toda vez que ele abrisse a boca para falar e aquele barítono ecoasse pela sala.

Ia ser torturante, e dificilmente as coisas ia voltar a ser como eram, pelo menos para ela, mas Molly agradeceu eternamente quando ele não apareceu no hospital pelos 5 dias seguintes e nem a procurou. Ela teve 5 dias de descanso e tempo para si, quer dizer, isso tirando as noites.

Nas 5 noites que se seguiram Molly sempre era de Sherlock, de várias formas, em vários cenários e diversas vezes.

Ela rogava aos céus perguntando por que ela tinha que se apaixonar por Sherlock Holmes, por que justamente ele? Por que não um bom cara descente e normal como Tom? Oh, Tom, por que ela não conseguirá se contentar com ele?

Seu subconsciente logo lhe deu a resposta, mesmo que ela odiasse isso, sua consciência sempre era terrivelmente sincera com ela. Tom não era Sherlock, por mais que ela tentara fingir, ele nunca chegaria aos pés de sua verdadeira paixão, por mais que ela o vestisse como ele, Tom nunca conseguiria mexer com ela da forma que Sherlock conseguia só falando o seu nome.

Pobre Tom. Ela provavelmente não ia casar com ele, e suas chances reduziram para 0 no momento em que Sherlock voltou dos mortos. Molly teve que deixa-lo ir, ele era um bom homem, ele só não era Sherlock Holmes.

Molly supriu um grito afundando a cabeça mais uma vez no travesseiro, “Maldito seja esse homem!” a voz dela saiu abafada e ela se conteve para não chorar. Haviam 5 dias que ela estava em paz sem ele, mas ao mesmo tempo haviam 5 dias que ele não a procurava e não se importava. Não que ela achasse que alguma vez ele tenha se importado com ela, não no sentido que ela queria.

Mas merda! Eles se beijaram, isso era alguma coisa não?

Ok que tecnicamente foi em uma brincadeira, e que foi ela quem beijou ele. MAS ELE CORRESPONDEU! Isso era algo, tinha que ser. Ele não podia fazer isso, sair por ai pedindo beijos e depois fingir que nada aconteceu. Ele não podia seduzi-la e fingir que tudo estava normal ou evita-la.

“Foi você quem o mandou ir embora” seu consciente a reprendeu e ela gritou para si mesma, “Cala a boca!”.

Quando ouviu sua própria voz ecoando pelo quarto Molly achou que poderia estar enlouquecendo, falando consigo mesmo, ou melhor, discutindo consigo mesma.

Sentando-se na cama, Molly encostou seu corpo na cabeceira e fechou os olhos com força, soltando um longo suspiro. Ela ia pirar mais cedo ou mais tarde, e isso provavelmente iria acontecer quando ele aparecesse.

Seu celular entoou um alerta de massagem pelo quarto. Os olhos de Molly se arregalaram no mesmo instante e sua respiração parou enquanto ela olhava a cor branca do seu teto. Era ele! Seu mundo estava preste a desabar e ela não tinha certeza se estava pronta para isso.

Os olhos dela encaram de canto a mesinha do lado da sua cama. Perto do relógio estava seu celular, com o visor acesso e com a noticia de uma nova mensagem na tela. Aquele singelo objeto de menos de 13 centímetros poderia ser seu fim, e ela não tinha muita certeza se queria isso logo de manhã cedo. Ela sentia falta de Sherlock mais que tudo, mas também sabia que provavelmente um encontro entre eles iria ser no mínimo constrangedor.

Molly virou para a mesinha e com um pouco de receio ela pegou o celular. Com toda calma que ela podia ter naquele momento ela desbloqueou o aparelho e viu a mensagem. Um suspiro de aliviou e frustração saiu de sua boca.

Era Mary. “Hey Molly! Como você está? Ando preocupada com você. Não ouço noticias suas a quase uma semana e você não aparece mais aqui. John me disse algumas coisas e acho que deveríamos conversar, não acha? Não deixe de me responder XX-MW”

Ela deixou uma risada escapar de sua garganta quando se lembrou de John. Ele com certeza mostrou para Mary a mensagem que Sherlock tinha mandado para ele a cinco dias atrás. Molly se perguntou se Sherlock tinha explicado a situação ou se resolverá deixar o amigo no escuro, como ele às vezes gostava de fazer.

Mary tinha se mostrado uma boa amiga desde que elas se conheceram. Com todo aquele jeito introvertido, Molly não tinha arranjado nenhuma amiga com quem pudesse conversar e desabafar. Mas Mary pareceu que lhe entenderá de imediato. Assim que ela pós os olhos sobre Molly no hospital ela disse, “Oh querida, deve ser muito difícil para você.” Sua amiga a viu admirando Sherlock distante enquanto ele conversava com John, desde daquele momento Molly sabia que podia confiar em Mary e revelar a maior parte dos seus segredos e fantasia sobre o homem que nunca iria lhe amar.

Ela sentia saudades da amiga, de John e da pequena Ellie. Era um domingo e Molly estava de folga, ela tomou a decisão de que iria visitar sua amiga, quem sabe ela não se sentiria melhor se conversasse com alguém.

“Desculpa Mary, eu fiquei muito atarefada com o trabalho essa semana e nem me dei conta disso. Vou passar ai mais tarde, tudo bem? — MH”

Molly jogou o celular na cama e tomou a iniciativa de sair da cama e começar seu dia. Não tinha nada de importante para fazer em um domingo, ás seis e mais da manhã, mas ela também não podia ficar ali na cama o dia inteiro sonhando com Sherlock.

Enquanto se dirigia para banheiro com o intuito de tomar um bom banho, Molly pensou nas coisas que podia fazer para não pensar no homem de cabelos cacheados que a atormentava dia e noite. Ela poderia ficar em casa e fazer uma maratona de série com um pote bem gelado de sorvete, mas aquilo pareceu meio deprimente para ela. Poderia ir caminhar um pouco por Londres, ver as lojas e distrair a mente, mas assim que essa ideia lhe passou pela mente ela se lembrou de como o tempo estava quando havia aberto a cortina do quarto.

Era tão difícil assim achar algo para se fazer que não envolvesse cadáveres ou Sherlock Holmes? Todo o resto parecia chato e monótono perto das pequenas aventuras que ela teve com o detetive ou do seu estranho prazer de abrir pessoas mortas.

Molly tomou um bom banho enquanto esses pensamentos lhe ocorriam e assim que foi para o seu quarto, enrolada em toalha, já pensando em que roupa vestir o seu celular lhe deu um pequeno susto de novo.

Outro alerta de mensagem. Provavelmente Mary falando que horas ela podia passar lá. Era melhor responder a mulher antes que ela achasse que Molly a estava evitando.

Ela foi até a beira da cama, se sentou e procurou o celular no meio da bagunça de travesseiros e cobertores. Por que ela tinha que ser tão dramática e jogar o celular no meio daquela bagunça? Um sorriso veio a boca de Molly assim que conseguiu achar o aparelho, mas essa expressão logo veio a baixo.

Molly ficará pálida quando viu o número no visor. Sua respiração sumiu quando ela desbloqueou o celular e leu a mensagem que receberá.

“Dormir, dormir... talvez sonhar. — WS”

BASTARDO! Molly gritou para si mesma em sua mente. Ela entendeu de imediato a ironia que Sherlock estava fazendo. Isso era Hamelt, ato III, cena I. Aquele canalha se atreverá a citar William Shakespeare para ela, provavelmente achando toda graça do mundo ao fazer isso.

E não acabava ai. Não! Além de fazê-la lembrar da ‘quase’ declaração de amor que ele a obrigara fazer a cinco dias atrás, ele e ainda assinara com ‘WS’. Que golpe baixo! William Shakespeare nunca teria nada em comum com William Sherlock Scott Holmes.

Era só ironia do destino ambos terem as mesma iniciais. Sherlock nunca seria capaz de tocar o coração dela como as belas poesias clássicas, e muito menos tinha seu coração tocado por aquelas palavras que ele falava para ela. Ele estava brincando com ela.

Molly estava preste a jogar o celular de volta na bagunça da cama com um pouco de raiva quando ele vibrou mais uma vez em indicativa de uma nova mensagem.

Se fosse Sherlock de novo ele ia ver o–

“Bom dia Molly. Dormiu bem essa noite? Ou ainda tendo pesadelos? — SH”

Ela perdeu totalmente sua linha de pensamento quando leu a mensagem. Não sabia se ficava surpresa ou irritada com aquelas palavras. Primeiro que ela queria só saber como. Quer dizer, como Sherlock sabia que ela estava tendo problemas para dormi? Ok que ele é o único detetive consultor do mundo e que ele consegue ver tudo que ele quiser em apenas um segundo. Mas ele não a via à 5 dias! Aquilo era impossível.

Segundo, que C-A-N-A-L-H-A! Agora ela tinha mais do que certeza que ele estava se divertindo à custa dela. ‘Pesadelos’! Ela pegou a ironia dessa palavra no momento em que leu. De alguma forma ele tinha certeza que Molly estava perturbada com a imagem dele vagando em sua imaginação, e por alguma razão aquilo devia ser muito divertido para Sherlock.

“Vou estar te esperando — MW” a mensagem de sua amiga apareceu na tela enquanto ela ainda encarava a sms de Sherlock.

Molly soltou um longo suspiro e se jogou sobre a cama fechando os olhos. Ela passou as mãos com força sobre a testa enquanto pensava o quando aquele domingo não ia ser normal.

XXXXX

Eram três da tarde. O vento frio de Londres estava quase cortando as bochechas de Molly e ela tentava ao máximo se manter quente enquanto tocava a campainha da casa dos Watson’s. Com o seu rabo de cavalo, protetores de orelha, cachecol e sobretudo Molly se encolhia cada vez mais em frente a casa, esfregando as mãos umas nas outras se amaldiçoando mentalmente pro ter esquecido as luvas.

Não demorou muito para a porta se abrir e do outro lado parecer John com um sorriso surpreso a convidando para entrar. Molly não discutiu nem fez cerimonia, entrou de uma vez só agradecendo pelo clima mais aconchegante que tinha a casa. John lhe deu um abraço assim que fechou a porta.

“É a Molly!” ele falou um pouco alto para avisar a Mary, “Oi Molly.” Seu tom voltou ao normal quando ele olhou para ela feliz, “Você está sumida. Como estão as coisas?”

“Bem, eu acho. Está tudo bem” ela respondeu com um sorriso no rosto enquanto caminhava com John pelo corredor da casa em direção à sala. “E como está Ellie?”

“Impossível como nunca!”, ambos riram.

Chegando na sala Molly pode sentir o calor da lareira mais próximo. Voltando seu olhos para o sofá encontrou sua amiga com a pequena filha no colo. Um sorriso de ponta a ponta tomou o rosto de Molly, era tão bom estar com amigos, pessoas que ela amava e que ela sabia que o amavam de volta.

“Você veio!” Mary disse toda contente se levantando com Ellie no colo para dar um beijo no rosto de Molly. “John achou que você não viria, mas eu sabia que você vinha.”

Ela olhou para John com um olhar reprovador, brincando com a cara do amigo que ficará um pouco envergonhado, “Que feio John! Claro que eu viria,” ela riu e voltou a atenção para Ellie, “Estava com saudades enormes dessa pequena aqui” Molly completou apertando a bochecha da menina que quase de instantâneo sorriu para ela.

Mary e Molly logo estavam sentadas no sofá conversando sobre milhões de coisa enquanto John estava sentado no tapete em frente à elas, brincando com Ellie. Como uma boa mãe coruja Mary contava historias engraçadas sobre sua filha, as vezes até falando de ocasiões onde Sherlock impressionava a todos com sua habilidade e paciência com a menina. Molly não tinha muito que falar, ela tinha a mesma vida, o mesmo trabalho as mesmas conversas.

Bem, isso por que ela queria evitar o elefante na sala.

Molly sabia que John havia recebido um sms há cinco dias a trás, e ela tinha certeza que Mary sabia dessa mensagem também. Ela só não sabia o quanto eles já sabiam da história, se Sherlock tinha comentado algo, ou explicado por que ele tinha mandado a mensagem.

“Então!” a voz de Mary a tirou de seus devaneios, “Nenhuma novidade? Nada de bom aconteceu nessa semana?” sua amiga a olhava animada, instigando para que Molly falasse sobre o assunto. Molly ficou vermelha na hora, desviando o olhar para baixo e olhando de canto John brincando com sua filha a quase três passos das duas.

Antes mesmo que Molly pudesse abrir a boca para responder algo Mary falou, “John! Eu tenho quase certeza de que você combinou com Mrs. Hudson de levar Ellie para lá hoje.” A esposa do amigo falou em um tom meio diferente e Molly compreendeu na hora o que ela estava tentando fazer. Não que ela tivesse vergonha de John, mas se elas iam mesmo conversar sobre isso Molly tinha que está à sós com Mary. Todo mundo sabia que ela era uma boba apaixonada por Sherlock Holmes, mas só Mary já tinha ouvindo a amiga se lamentar por isso.

“Err-eu prometi?” John olhou confuso para as duas e sua esposa balançou a cabeça confirmando, “Sim! Claro, já estava me esquecendo.” Ele disse em meio um sorriso nervoso enquanto pegava a filha no colo, “Além do mais tenho que ir checar Sherlock, ver se está tudo bem por lá.”. Por alguma razão John sorriu para Molly ao dizer isso, e ela ficou mais constrangida ainda.

“Diga tchau par a mamãe e para Molly, anjo.” John se se aproximou de Mary para deixar a esposa da um beijo amoroso na filha e logo depois depositar um selinho nos lábios dele. “Não esqueça o casaco dela!” Mary advertiu.

“Vocês duas se comportem!” ele brincou e depois de algum tempo ele já havia sumido da sala, logo seguido pelo barulho da porta se fechando. John estava fora, agora só eram as duas ali e Molly podia conversar abertamente com a amiga.

“Quando você pretende começar a falar?” Mary olhou Molly de canto com um sorriso malicioso nos lábios. “Hm-er-O que você quer saber?” ela brincava com os dedos evitando olhar para a amiga, com medo de ficar mais vermelha do que já estava.

“Você saber muito bem do que eu estou falando!” o tom de Mary foi de advertência e Molly levantou os olhos para ver a amiga quase rindo com a situação, “Você e Sherlock quase deram um ataque cardíaco em John!” ambas sufocaram o riso, Molly conseguia imaginar a cara de John ao receber aquela mensagem de Sherlock.

“Juro que se ele estivesse com Ellie no colo eu teria caído de imediato no chão. Sorte de ambos que única coisa que ele segurava ela uma mamadeira, se não eu estaria possessa agora!” Molly não aguentou e caiu na gargalhada junto com Mary. A situação em si era mais do que engraçada, não que ela tivesse olhado por esse lado, mas a imagem de John a noite pegando o celular e ficado boquiaberto com as palavras nunca tinha ocorrido na cabeça de Molly.

E no momento em que ocorreu a situação toda ficou engraçada.

“Então, você o beijou?” Mary perguntou depois de ambas se recuperarem da cena que a amiga tinha descrito. “Sherlock não disse nada?” Molly perguntou surpresa.

“Nenhuma palavra. John mandou quase 10 mensagens para ele em menos de uma hora, preocupado com a situação, com você e com que Sherlock poderia ter feito.” Sua amiga explicou calmamente, e nos olhos dela Molly podia enxergar a preocupação. “Quando fomos lá ao dia seguinte e o questionamos Sherlock simplesmente desconversou e gastou toda a sua atenção com Ellie.”

Molly ficou em silencio por um tempo querendo entender por que Sherlock não contará para os amigos. Ele estava com vergonha do que aconteceu? Será que ela não deveria contar?

“Então?” Mary perguntou mais uma vez. Molly pensou uma, duas, três vezes antes de falar, “Nós nos beijamos.”

XXXX

Molly passou as horas seguintes explicando nos mínimos detalhes tudo que acontecerá para Mary. Desde o começo da semana, onde ela viu que Sherlock estava agindo estranho até a ultima pergunta que ele fizera, quando ela se recusará a responder e ele depositará um beijo em sua bochecha, do lado oposto ao qual ele beijará no Natal.

Ela mostrou a mensagem que havia recebido naquela manhã e explicou que não sabia muito bem como responder aquilo, e se devia responder. Mary por sua vez ouviu cada palavra atentamente, quase não acreditando em algumas partes e achando tudo aquilo muito surreal e incomum para Sherlock Holmes.

“E você vai evita-lo?” Mary perguntou toda intrigada e presa no assunto. “Acho que sim! O que mais eu deveria fazer? Ele só está brincando comigo Mary.” Sua amiga soltou uma gargalhada e Molly ficou se entender muito, Mary ria de uma forma gostosa e Molly achou que por um momento aquela historia tinha afetado demais a cabeça da amiga.

“Desculpa Molly”, Mary disse tentando se controlar, “Mas isso não é verdade, e você sabe!” Molly ficou confusa a amiga tentou explicar, “Por favor, ambas já vimos Sherlock brincar com você, te elogiar para te usar e até abusar. Você sabe mais do que ninguém que ele pode se divertir com qualquer outra pessoa de qualquer outra forma.”, Mary disse firmemente, “Ele não está se divertindo a suas custas, tem algo por de trás disso. Você sabe e não adianta negar.”

“Mas o que poderia ser!?” Molly falou um pouco mais alto indignada com aquela situação, “O que mais Sherlock poderia querer comigo a não ser isso?”

“Você sabe a resposta.” Mary assobiou a resposta em meio um sorriso. Molly cerrou os olhos para amiga, essa sim estava se divertindo à custa dos dois. Ela sorriu de volta para amiga, ela sabia mais do que ninguém o que Molly tentava negar para si mesma.

“Acho melhor eu ir andando.” Ela disse olhando o relógio e vendo que ela passara quase 3 horas fofocando com a amiga. “Daqui a pouco vai escurecer e o frio vai ficar muito pior para eu ir andando.”

“Verdade. Acho que você deveria pegar o metro.” Mary respondeu se levantando e caminhando com Molly em direção a porta da casa. “Eu gosto de andar, me ajuda a pensar” Molly sorriu timidamente para a amiga enquanto ela abria a porta. “E você sabe muito bem o quanto eu tenho para pensar.”

Mary a olhou com carinho e ternura, puxando-a de repente para um abraço forte. Mary tinha todo um instinto materno, de que querer proteger e ajudar as pessoas que ela amava. E Molly adorava esse seu jeito, “Fale com ele,” Mary disse se afastando e olhando nos olhos de Molly, “Você tem que resolver isso.”

Um sorriso triste atravessou o rosto de Molly e ela concordou silenciosamente com que a amiga disse, “Até outro dia Mary.”

“Até querida.”

A porta se fechou e Molly estava mais uma vez enfrentando aquele frio de Londres. Ela apertou os braços em torno de si e pós se a andar distraída em seus devaneios, refletindo todos os acontecimentos da semana e sobre tudo que Mary havia lhe dito.

Ela provavelmente deveria procurar Sherlock. Isso já estava ficando ridículo.

Logo no final da esquina da rua da amiga Molly sentiu seu celular vibrar em seu casaco. Apressadamente ela pegou o aparelho pesando que talvez tivesse esquecido alguma coisa na casa de Mary, mas assim que seus olhos passaram pela tela ela pode ler:

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. — WS”

Sherlock Holmes dando uma de William de novo. Ele parecia muito a vontade com a brincadeira e bem conhecedor do autor. Por um momento Molly imaginou Sherlock sentado em frente a lareira, com um roupão chique, um cachimbo nos lábios e um com livro intitulado “Romeu e Julieta” nas mãos.

Que visão retrograda e estranha de Sherlock. Aquilo lhe tirou um riso dos lábios, assim que ela decidiu responder.

“O que você quer Sherlock? — MH”

“Te ver. — SH” ela obteve quase que de imediato a resposta.

“Por quê? — MH” Molly digitou um pouco depois de se recuperar daquelas palavras que apareceram em seu visor.

“Por que você quer também — SH” mais uma vez a resposta foi rápida, e o coração falhou um uma batida quando ela leu aquilo. Ela queria, ela queria demais o ver. Mas também não queria admitir.

Será que ela deveria? O que ela responderia? Perguntar onde eles iriam se encontrar? Quando? Se isso era certo, ou por que ele estava fazendo isso. Molly perdeu minutos nas diversas questões que surgiam em sua cabeça quando o celular vibrou por uma ultima vez naquele dia.

Vibrou trazendo uma breve dedução e solução para todos os seus pensamentos.

“Baker Street, agora. — SH”

Notas finais
Eu sei que foi maldade brincar com o sentimento de você ali no começo, mas não teve como resistir. KKKKKK Espero que tenham gostado