Bonequinha de Luxo
10 Proposta
Notas iniciais
Respirei fundo e olhei aquela aberração na minha frente.
Não que as imagens ali fossem irreais ou horrendas a tal ponto, mas porque observando de fora, elas davam a total impressão do que o filho da puta do Mike queria. Que eu era uma mulher promíscua e fácil. E a culpa é toda minha. Meus olhos marejam com a culpa crescendo em mim.
— Bella? Você está bem? — Edward pergunta ao meu lado. Não! Eu não estou bem, eu queria gritar. Mas ele não tem nada a ver com isso. Eu respiro fundo novamente e seguro Theo com mais força. A realidade me bate, eu vou perder o meu filho. Um soluço me escapa.
— Estou. Acho melhor você ir agora Edward. Já fez muito por mim hoje. Até a vista! — Eu digo segurando o choro na garganta sem coragem de encará-lo. Pego as ‘evidências’ de sua mão e me viro para entrar em casa sem esperar sua resposta.
Assim que eu fecho a porta eu permito que as lágrimas caiam de meus olhos. Heidi me acode segurando o Theo e o colocando no chão para brincar. Eu me sento no assento mais próximo e Heidi me abraça enquanto eu tento acalmar meus nervos. Conto tudo para ela, desde a intimação até as fotos. Explico o que aconteceu na noite da festa.
— Então esse Mike está vigiando você, minha filha! — ela diz e eu assinto. Era a explicação mais lógica.
— Sim, mas não faz sentido para mim Heidi. Ele nunca quis saber do Theo. Se fosse por ele, nem a pensão ele estaria enviando. Ele nem visita o menino como a lei lhe garante. Por que fazer isso? — Eu digo desesperada. — Ele não pode está tão preocupado assim com a educação do Theo para colocar alguém me seguindo e nem vir aqui conferir pessoalmente.
— Realmente, Bella, é tudo muito confuso. Esse rapaz não é boa coisa. Isso não se faz! — Heidi diz triste.
— Maldita hora em que eu fui para esta festa! — Eu exclamo e uma lagrima rola. — Nada disso estaria acontecendo.
— Filha não se culpe pela maldade deste rapaz. Você tinha todo o direito de se divertir um pouco. — Ela diz maternal – Eu vi o quanto você voltou leve desta festa. Era a jovem que eu nunca tinha visto em você.
— É. Mas essa porcaria de festa me levou acometer esses erros todos aqui. E agora eu vou perder o meu filho Heidi! Eu vou matar a Leah e a Ang! — Eu digo e ela ri.
— As meninas só queriam que você se divertisse por um dia, filha! — Ela diz pacifica. Eu balanço a cabeça. — Foi uma brincadeira um tanto... moderna demais. Mas hoje em dia, tem coisas piores. E você só os beijou pelo que eu entendi... não foi para cama com todos. Só com um, né isso? — Eu coro e assinto.
— Sim. — Eu suspiro — Não posso realmente culpá-las. A culpa é minha de ter aceitado em cumprir. Ninguém me obrigou a nada. Eu sou uma estúpida mesmo! — Eu digo e dou um gole no copo de água que Heidi me trouxe.
— Nada disso! Você é a jovem mais sensata que eu já conheci. Isso foi em uma noite e nem foi nada tão grave assim. Mas no dia a dia, eu vejo como você é a melhor mãe que este menino poderia ter. Ela diz alisando meu rosto de uma forma carinhosa que me lembrou a minha mãe. — Juiz nenhum vai tirar este menino de você, Deus é fiel! — Ela diz e eu a abraço. Theo vem e abraça nossos pés, fazendo ambas rirem.
A noite passa tranquila. Eu cuido do meu filho e o coloco em seu berço bêbado de sono. Faço minhas poucas atividades e arrumo tudo para o dia seguinte. Antes de dormir, eu penso em tudo que aconteceu neste dia e tento pensar positivo. Amanhã eu levaria as fotos para Emmett e eu confiava que ele iria me ajudar como prometeu. Por último, antes de cair na inconsciência, eu recordo de Edward e todas as facetas diferentes dele que eu vi neste dia.
O sábado amanhece ensolarado. Seria ótimo para um passeio no parque com o Theo, porém tenho que ir me encontrar com Emmett como combinado. Ele disse que seria melhor o quanto antes começássemos a preparar a minha defesa. Então eu coloquei uma calça jeans escura, um tênis branco e uma bata floral de fundo verde claro. Fiz um rabo de cavalo e uma maquiagem básica. Heidi veio ficar com o Theo enquanto eu ia até o escritório, com a promessa de preparar um strogonoff de frango para o nosso almoço. Minha comida favorita, de fato, me alegraria muito hoje. Principalmente se Emmett me der esperanças quanto ao caso.
Chego no escritório em 15 minutos. O lugar está vazio, pois não há atendimento ao público, somente trabalho interno entre os advogados e os estagiários. Eu me encaminho direto para sala de Emmett e o encontro ao telefone. Ele faz sinal para que eu espere e indica um lugar para mim. Alguns minutos passam até ele encerra a ligação.
— Oi Bella! Bom dia! — Ele diz e sorri para mim. Eu retribuo o sorriso. — Está melhor?
— Bom dia Sr... Emmett – Eu digo e recebo uma revirada de olhos do meu chefe. — Estou melhor, eu acho. Ontem, eu recebi um envelope em casa, com fotos minhas que eu acredito que serão usadas contra mim no processo. — Eu descarrego logo a minha preocupação e deposito o envelope em sua mesa. — Estou com medo Emmett!
— Bella! Estão te seguindo? — Ele diz enquanto analisa as fotos. — São imagens reais? — Ele me pergunta e eu coro.
— Sim, são do dia 13, a noite do meu aniversário. — Eu suspiro – Foi uma brincadeira de umas amigas, sei que foi estúpido, mas não passou disso aí eu juro! — Eu digo e ele para na foto em que eu estou saindo com Edward da boate. — Bom, não com todos eles.
— Uau... este é o Edward? — Ele diz surpreso e eu assinto. Hum, então Edward não contou nada para ele!— Então foi com você que ele ficou louco aquela noite? — Ele diz e sorri para minha expressão confusa. — Bom, eu também estava lá, Bella, e ele passou a noite querendo te atrair para ele. Na hora que vocês saíram eu estava na pista com uma gata. — Ele diz piscando – mas ele não havia me dito quem era. Agora entendo porquê. — Eu abaixo meu olhar – Fique tranquila Bella, eu sou um boêmio, não posso julgar ninguém por querer um pouco de diversão.
— Obrigada Emmett, mas veja o que aconteceu. Essas imagens batem com a denúncia. — Eu suspiro – Eu estou realmente parecendo uma mulher fácil e promíscua aí! — Eu exclamo alterada e com os olhos marejando.
— Mas você não é, Bella! Este é o ponto. Vamos reverter as evidências dele ao nosso favor. — Ele diz e começa a digitar em seu computador – Veja bem, isso aqui são fotos profissionais e não são de domínio público. O que indica que ele colocou alguém para te vigiar e tirar fotos sem sua autorização, e isso é crime. Outra coisa, você tem emprego fixo e estuda. Tem uma rotina que pode ser comprovada por documentos e testemunhas, o que derruba a acusação de prostituição. — Ele vai explicando e eu começo a vislumbrar uma luz no fim do túnel. — O problema aqui, talvez, seja diluir essa acusação de má conduta moral. — Ele para de digitar e me olha – veja bem Bella, ainda existe muito preconceito com relação a mães solteiras e tudo mais. Mesmo que isso tenha acontecido de forma pontual, como de fato ocorreu, explicar isso para um juiz é complicado.
Um silêncio se forma na sala enquanto eu processo as informações que Emmett me dá. Aquelas imagens são de um momento pontual, mas demonstram um comportamento inadequado que não vai ser bem visto para uma mãe. Eu suspiro e olho nos olhos do meu chefe e amigo.
— O que posso fazer então Emmett? — Eu digo tristonha.
— Não fique assim, Bella! O que precisamos é de um álibi para o seu comportamento. — Ele diz esperançoso. — Não podemos usar o motivo real, uma brincadeira, pois pegaria muito mal. Mas podemos criar outro motivo.
— O que, por exemplo? — Eu digo e ele dá de ombros.
— Eu ainda não sei, mas pensarei em algo – Ele responde sorrindo
— Certo. — Eu digo baixo.
— Vamos conseguir, Bella, eu te prometo! — Ele diz e segura a minha mão dando um leve aperto. Eu assinto.
Ficamos lá organizando toda a papelada para ele levar ao fórum logo pela manhã na segunda feira. Enfim, por volta de 12h eu retorno para casa confiante pensando numa maneira de criar um álibi para o meu comportamento na sexta. Emmett pede para que eu não comente com ninguém, nem mesmo as minhas amigas, sobre os detalhes da defesa. Apesar de me sentir mal por não partilhar algo com elas, eu garanto o sigilo. Pelo menos, posso contar por alto sobre as acusações e que meu advogado está trabalhando na minha defesa, até porque provavelmente, vou precisar do testemunho delas sobre a minha rotina.
O sábado passa tranquilo e o domingo da mesma forma, pois eu decido ignorar a sombra do processo e curtir o tempo com o meu filho, aproveitando o ar livre enquanto o frio não chega de verdade em Chicago. Minhas amigas vêm me visitar, Ang no sábado a noite e Leah no domingo a tarde, e eu conto só o necessário como Emmett recomendou. Elas não insistem e eu fico feliz por isso. Porém, para Heidi, eu conto algumas coisas mais. Ela é como uma segunda mãe e eu simplesmente preciso desabafar com alguém que possa me consolar e aconselhar.
A semana passa numa correria só. Em outubro vai ocorrer a ‘Semana dos novos talentos’ na faculdade. Com o tema ‘Consideramos justa toda forma de amor’, o evento agregará trabalhos de quase todos os cursos do meu campus. Logo, os corredores da Columbia estão cheios de estudantes correndo para se inscreverem e prepararem seu material de apresentação. A ideia é debater as diferentes formas de amor em nosso tempo, fazendo isso de forma dinâmica, saudável e eficaz, e utilizando os dons e a criatividade de cada estudante e cada curso.
Depois de um tempo em dúvida, decido me inscrever hoje, quinta feira. Vou entregar o manuscrito de um livro que eu já havia começado a escrever, porém tinha deixado de lado quando as aulas começaram. A história chama-se Tempestade e traz a história de um homem e de uma mulher que se apaixonam, mas já são casados com outras pessoas, que também amam. O cerne é entender as formas de amor que se sente em diferentes relações interpessoais e lidar com elas. É um drama romântico que comecei a rascunhar no verão enquanto passeava no parque com o Theo e observava um casal andando de mãos dadas.
O trabalho na firma está tranquilo e na última hora do meu expediente, Edward Cullen aparece diante de mim. Ele vai para a sala de Emmett após me cumprimentar de maneira formal e simples. Eu fico muito intrigada. Primeiro, por que ele passou a vir tanto à sala de Emmett? Nunca o vi tanto por aqui como nos últimos tempos. Segundo, por que essa indiferença comigo? Ei, por que diabos eu tô me importando com isso? Dou um tapa em minha testa. Qual foi a parte do ‘transa casual de uma noite’ você não entendeu, Bella? Ah, mas ele havia tentado uma segunda noite e agora estava distante e frio. Ué, mas não foi isso que eu queria quando eu não alimentei as esperanças dele?
Mas o que me incomoda mais é que ele viu as fotos. Provavelmente o seu comportamento deve-se ao fato dele acreditar que eu sou uma mulher fácil e promíscua. Afinal, eu não dei para ele usando uma máscara e sabendo somente o seu primeiro nome? Pois é, ele é quem bem deve acreditar no que Mike diz na denúncia. Oh céus, porque eu me importo afinal? Ele é um desconhecido, por que eu me importo com a sua opinião sobre mim mesmo que ela esteja errada?
Quando o meu horário termina e eu estou arrumando as minhas coisas, sinto a sua presença antes que sua voz lhe acuse.
— Até mais, Bella! — Ele diz e eu me viro para cumprimentá-lo. Como já estou de pé, ele varre o meu corpo de alto a baixo e vejo suas pupilas dilatarem levemente. Nem preciso dizer que eu fiquei quente né?
— Até mais, Senhor Cullen – eu digo baixo rezando para a minha voz não trair minhas sensações. Ele faz uma careta linda. Tá, parei!
— Por favor, me chame de Edward. Acho que não precisamos dessas formalidades. — Ele diz numa voz rouca e dá um passo em minha direção. Eu engulo seco – Sabe, talvez você esteja desconfortável com a forma como a nossa... amizade começou. Realmente pulamos algumas partes do processo e quero resolver isso. Aceita jantar comigo agora? — Ele diz me deixando completamente sem ação.
E isso é uma merda, pois neste exato momento eu estou sentada no banco do carona de seu Volvo negro a caminho de um restaurante italiano. Segundo Edward, para combinar com o meu nome. Durante o caminho ele me pergunta sobre Heidi, mas o que me deixa pasma é ele perguntar sobre o Theo.
O jantar segue agradável e o restaurante é um sonho. Eu agradeço internamente por ir trabalhar com o mínimo de arrumação e beleza para que numa situação como esta eu não passe vergonha. Já que com um vestido tubinho azul royal e uma sandália anabella eu fico apresentável em qualquer ambiente.
Quando o pudim de leite e nozes chega a nós, Edward fica me observando intensamente. Como se quisesse me dizer algo e precisasse arrumar coragem.
— O que há Edward? — Eu pergunto deixando o maravilhoso pudim pela metade de lado. Ele me fita mais uma vez.
— Bella, quer dar uma volta na área externa? — Ele pergunta apontando o jardim ao redor do restaurante. — Queria falar algo com você sem todo este barulho. — Eu assinto e nós nos levantamos e vamos para o local que ele indica.
— Pronto, estamos aqui... — Eu digo quando encostamos numa cerca de jardim.
— Bella – Ele fala e eu olho em seus olhos. Estamos muito próximos agora, de modo que se eu erguer minha mão eu posso alisar seu rosto. — Eu estou por dentro da situação do seu processo. — Ele diz e eu fico surpresa – Apertei e convenci Emmett a me contar. Antes que fique chateada com ele, quero que saiba que ele só e disse porque eu tenho como ajudar vocês a vencerem este caso. Eu sou o álibi perfeito para você.
Eu me desequilibro um pouco diante de sua revelação. Como ele pode me ajudar, se ele é um dos homens das fotos, justamente o homem com quem eu sou vista saindo da boate? Eu o encaro interrogativa e ele pega em minha mão.
— Naquela noite, nós saímos juntos da boate, no meu carro. Ali dá para ver a placa do meu carro e eles com certeza vão rastrear isso e descobrir, pelo meu endereço, que fomos para lá. E que você dormiu lá. — ele diz calmamente – Mesmo que você não queira, já estou envolvido nisso desde o momento que eu te levei para minha casa e não para um hotel.
— Oh meu Deus! Eu vou te colocar numa situação desagradável! — Eu digo espantada e me sentindo fraca diante do entendimento dele.
— Fique calma, Bella. Na verdade, isso acabou sendo bom para você pois podemos criar o álibi perfeito. — Ele diz numa calma invejável e me encara por um momento antes de voltar a falar. — Eu tenho uma proposta para você.
— Proposta? — eu pergunto incrédula. O que ele pode me propor numa situação dessas?
— Sim, um acordo. Vantajoso para os dois lados. — Ele diz e eu continuo sem entender. — Eu preciso de algo que você pode me dar e eu posso te ajudar, quem sabe de forma definitiva, com este processo.
— Não vejo do que você precisa de mim. E nem em como você vai me ajudar.
— É simples, Bella. Aos olhos do tribunal você será a minha namorada. Diremos que naquela noite tivemos uma discussão e que ambos ficamos nos provocando beijando outras pessoas, até que resolvemos resolver tudo e fomos embora juntos e fizemos as pazes desde então. Um dos caras com quem você se envolveu é um conhecido meu, e ele vai poder dizer a verdade, que vocês só se beijaram e que você bebeu um pouco além. — Ele diz e a cada palavra eu sentia o tempo parar. Como assim? Aquilo era uma loucura!
— Edward... isso é insano! — Eu digo sussurrando
— Não é. A história cabe perfeitamente na situação criada, teremos como provar que estamos juntos se, a partir de hoje, fingirmos ser um casal. — Ele diz tranquilo. — Emmett acredita que vai funcionar e vai superar as expectativas. Para essa sociedade hipócrita, uma mulher tem que estar comprometida para ser 'de respeito'. E eu posso te garantir isso com o meu nome e minha presença. A guarda será sua de forma definitiva. — Ele sentencia e eu sinto meus olhos marejaram diante dos fatos. Realmente, me apresentando em um compromisso sério com um homem respeitável e renomado como ele, não haveriam dúvidas de minha reputação.
Eu o encaro incrédula com a sua disponibilidade em aceitar ter todo este trabalho para me ajudar. Então me recordo do que ele havia dito antes: ‘vantajoso para os dois lados... eu preciso de algo que você pode me dar...’
O que ele quer de mim?
— Mas o que eu vou precisar fazer para que você me ajude? — Eu digo recuperando um pouco a minha voz. — Como isso pode ser vantajoso para você se vai bagunçar toda a sua vida? — ele suspira e eu pressinto que não vem boa coisa.
— Bom, minha família está encima de mim para eu ter uma vida mais tranquila. — Ele diz – Digamos que minha vida de solteiro não está agradando aos meus pais. Eles me pedem há um tempo que eu me estabilize com alguém, aquiete o facho. Principalmente a minha mãe. Sei que ela sofre com isso, porque acha que eu sou infeliz assim. — Ele suspira novamente – Posso usar a mesma estratégia para fingir para eles que estou namorando sério.
Eu arregalo os olhos. Não esperava por nada disso esta noite.
— Eu adorei a nossa noite, Bella. E você vai concordar que nós dois funcionamos muito bem na cama – Ele diz se aproximando de mim e tocando o meu rosto de forma carinhosa. Sua voz, porém, é pura luxúria. — Eu vou te garantir um status de minha noiva e lhe garantir a guarda de seu filho, enquanto eu poderei ter você sempre que eu quiser. Claro, teremos que cumprir algumas situações sociais e com a minha família. — Eu o olho abismada.
— Mas eu serei como uma ... — Eu começo a dizer com nojo.
— Não, de forma alguma. Seremos noivos de verdade perante a sociedade. Porém, por um determinado tempo de contrato. Até que as aparências sejam suficientes para garantir a veracidade. — ele diz simplesmente – Eu acredito que um ano seja suficiente.
Um ano! Um ano fingindo ser noiva dele. Um ano dormindo com ele? Isso é loucura!
Uma tontura me atinge e ele prontamente me segura pela cintura.
— Eu... eu.. — Tento falar.
— Eu sei que é muita informação para você entender agora e acredito que você precisa de um tempo para se decidir. — Ele diz e alisa meu rosto que eu nem percebi estar suado. — Quero que você pense em tudo o que eu te disse e converse com Emmett também. Depois você me diz a sua resposta. — Ele me olha nos olhos profundamente com a mão em minha nuca — Você é tão linda. Parece uma bonequinha de porcelana. — Eu me recordo então das palavras que Leah me disse uma vez e um lampejo se faz em minha mente.
— Você quer que eu seja a sua bonequinha de luxo por um ano em troca de me dar status para garantir a guarda do meu filho. É isso? — Eu digo trêmula por toda a confusão e pela proximidade de sua boca da minha.
— Sim, eu te exibiria para sociedade e teria você por um ano, garantindo o tempo suficiente para que não duvidem de nossa relação e você tenha seu filho para sempre.
Eu engulo seco. É surreal demais. Eu preciso pensar.
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