Bonequinha de Luxo
13 Intenso
Notas iniciais
O beijo termina num selinho e nós nos encaramos.
— Desculpe, Bella. Mas você está simplesmente irresistível. Nem acredito que está aqui, de fato. — Ele diz me olhando nos olhos. Dourados no verde.
— Ah... Hm... Tudo bem, eu acho. — Eu digo totalmente sem jeito com o seu elogio e troco o peso do pés. — Sabe, eu queria conversar um pouco com você — Eu digo fraca, perdida em seu olhar e ciente de seu aperto suave em minha cintura. — Hã... acertar os detalhes... — Ele sorri e sua mão deixa a minha cintura, o que me deixa aliviada e frustrada ao mesmo tempo.
— Claro, Bella. Nós devemos mesmo esclarecer tudo para evitar conflitos e questionamentos posteriores. — Ele diz se afastando e me indicando o caminho para sentar no sofá da sala. — Hum... você aceita uma bebida, eu estava com um vinho rosê delicioso aqui. — Ele fala ainda de pé enquanto eu me sento o mais confortável que consigo.
— Hum.. Vou acompanhá-lo então, mas só um pouco. Estou voltando a beber agora e ainda não abuso muito. Só bebo nos períodos que não estou amamentando o Theo. — Eu digo torcendo as minhas mãos. Que diabos deu em mim para eu desatar a falar deste jeito? Era só dizer sim, e não relatar a minha vida.
— Hum, interessante. Então Theo ainda é amamentado? — Ele pergunta com duas taças na mão. Me entrega uma e se senta ao eu lado. Ambos viramos automaticamente para ficarmos frente a frente. Eu assinto e tomo um gole do meu vinho, que desce suave na minha garganta. — Ah... ele tem quanto tempo?
— Próximo dia 5 ele faz 10 meses. — Eu digo com um sorriso tímido. Falar de meu filho me acalma.
— Ah... e já era para ele está andando daquele jeito? Digo, eles só começam a andar com 1 ano, não? — Ele pergunta confuso e percebo que ele está genuinamente preocupado com esse detalhe. Eu fico surpresa.
— Bom, os pediatras dizem que os bebês tem uma faixa entre os 9 aos 18 meses para começar a andar com estímulos normais. Ou seja, naturalmente. Só fora deste padrão que se torna preocupante. — Eu respondo e sorrio para a sua cara de entendimento e alívio dele. Aquilo me amolece. — Obrigada pela preocupação.
— Ah.. — Ele diz desconcertado – Foi mais curiosidade mesmo. Não há crianças pequenas entre meus parentes mais próximos, então nunca tive muito contato com bebês. Meus irmãos não contam pois eu era quase um bebê quando eles nasceram, tinha apenas 3 anos. Não é como se eu lembrasse de muita coisa daquela época. — Ele diz e eu simplesmente dou uma gargalhada. Ele me acompanha sorrindo e me encarando. Eu fico corada.
— Realmente, eu te entendo. — Eu digo quando a gargalhada cessa.
— Você é muito linda sorrindo assim. Adoraria ver isso mais vezes. — Ele diz e alisa a minha bochecha vermelha.
— Bom, é só me ver brincando com o Theo. Ele faz cada coisa engraçadinha que quando dou por mim estou com a barriga doendo de tanto rir. — Eu digo tranquila e depois hesito. O que eu acabei de fazer? Eu simplesmente o convidei a passar um tempo comigo e o meu filho... ai Deus, que vergonha!
— Hum... eu vou adorar ver isso. — Ele diz penetrando meu olhar e um silêncio recai entre nós.
— Hm... é... certo. — Eu digo por fim e me escondo atrás da minha taça de vinho. Ele desvia o seu olhar do meu bem devagar.
— Então — Ele diz indo ao bar e trazendo a garrafa do vinho para perto de nós — Você... pensou bastante na minha proposta? — Ele pergunta voltando a me encarar e enchendo as nossas taças.
— Sim. — Eu digo firme – Eu pensei bem, conversei com Emmett e então decidi. É a melhor opção que eu tenho para ficar com o meu filho. Na pior das hipóteses, eu só terei que passar pelo processo investigativo novamente. Isso para mim já seria uma grande vitória. — Eu digo para ele e ele sorri.
— Sim. E na melhor delas você sairá de lá com a guarda definitiva e total do menino. — Ele conclui.
— Theo é minha vida, Edward! — Eu digo séria e suspiro. — Mesmo diante de todas as circunstâncias que envolveram o seu nascimento, eu o amo com tudo que sou. Nada neste mundo é mais importante do que ele para mim. E é por ele que eu estou aqui – Eu digo e respiro fundo – Eu aceito ser o que você quiser que eu seja para você durante um ano, Edward, mas com a garantia de que meu filho não sairá prejudicado nisso. — Meu tom é sério e isso chama a atenção dele.
— Você vai ficar com seu filho, Bella..
— Não estou falando somente disso, Edward. — Ele me olha atento – Mike nunca foi presente na vida do Theo. Meu pai nunca conheceu o neto. E eu nunca namorei ninguém desde que o Theo entrou em minha vida. Não existe figura masculina na vida dele. — Eu respiro – Naquele dia, lá em casa, eu fiquei muito surpresa com o interesse dele em você. Ele não se comporta assim com outros homens. — Eu hesito um pouco e ele assente – O que eu quero lhe dizer, Edward, é que se você não tem como objetivo continuar de alguma forma convivendo com o Theo depois que tudo isso acabar, eu vou pedir para que mantenhamos ele fora deste acordo. — Eu digo e ele me olha estático.
— Como eu vou ser seu ‘noivo’ e não ter contato com o seu filho?
— Bom, daremos um jeito da convivência ser a mínima possível. — Eu digo – O meu filho gosta de você, e tenho medo de que ele se apegue a você. Aí depois que este contrato acabar e você sumir de nossas vidas, ele vai sofrer muito e eu vou me odiar por isso. Já é muito difícil ser uma boa mãe sozinha, eu já me odeio por várias coisas que não posso dar a ele. Não preciso de mais um motivo. Você entende? — Eu digo sentindo as lágrimas começarem a se acumular em meus olhos.
— Eu entendo mais do que você pode imaginar, Bella. — Ele diz enigmático — Fique tranquila. Eu gosto do Theo e acho que podemos ficar despreocupados quanto a isso. Jamais farei nada que possa magoá-lo, ele é só uma criança. Acredito que depois do nosso contrato, podemos manter uma amizade e continuarei presente de alguma forma na vida dele. — Ele diz e sorri torto. Uma lágrima traiçoeira cai.
Ele limpa a minha lágrima com o polegar e segura meu rosto em sua mão. Ele a desliza para minha nuca e se aproxima de meu rosto sem quebrar a conexão de nosso olhar.
— Sabe, Bella. Eu estou louco de saudades daquela noite que tivemos... — Ele diz desviando o seu olhar para a minha boca. Eu entreabro os lábios involuntariamente e sinto meu corpo inteiro se acender. Meu clitóris se contrai quando ele sorri torto para o meu gesto e sinto minha fina calcinha ficar úmida. — E eu acho que você também sente o mesmo que eu... então que tal conversarmos sobre tudo isso depois. Me deixe prová-la de novo! – Ele diz se inclinando mais ainda na minha direção e roçando o seu nariz no meu. Eu arfo e isso é o suficiente.
Seus lábios tomam posse do meu com desejo ardente. Ele não está brincando quando diz que quer me provar. Ele explora a minha boca de forma voraz e desinibida. Minhas mãos ganham vida e pousam em seu corpo, uma na nuca e a outra no peito. Eu seguro sua camisa polo como se estivesse me afogando e ele fosse o meu bote. Em um segundo me sinto ser erguida e estou sentada em seu colo, com um joelho de cada lado de seu corpo e sentindo o latejar de seu pênis na minha intimidade, ainda que exista algumas camadas de tecido entre nós.
Ele chupa o meu pescoço e eu rebolo involuntariamente em seu colo. Ele geme e eu suspiro. É uma chuva de sensações, calor e arrepios, tudo de vez em meu corpo. Eu estremeço quando ele respira ao meu ouvido.
— Bella, eu tentaria ser carinhoso com você aqui. Mas veja como eu estou – Ele diz ao meu ouvido e roça seu membro duro e latejante na direção da minha intimidade. Gemo baixo – Faz semanas que eu desejo ter você novamente, que agora que te tenho aqui, só penso em te foder inteira. — Ele fala me fazendo corar e me olha nos olhos – Prometo delicadeza mais tarde.
E então ele me beija com uma luxúria impossível de descrever. Isso acende em mim um tesão ainda maior do que o que eu já estou sentindo. Eu gemo descaradamente rebolando em seu colo. Ele me olha safado e eu coro violentamente. Eu sinto que sua excitação está mais dura do que nunca.
— Eu estou louco de desejo por você, me sinto um adolescente virgem... — Ele diz rouco infiltrando suas mãos por baixo do meu vestido. — E você, também está com desejo, Bella?
— Tenho certeza que estou pior do que você – Eu digo fraca e depois sussurro — Pode conferir se quiser! — Ei, de onde saiu essa ousadia toda?! Edward abriu um sorriso safado enquanto sobe ainda mais suas mãos sob o tecido do meu vestido e me sobre a renda fina da calcinha no meu centro pulsante. Eu estou vergonhosamente molhada por ele. O tecido está embebecido no meu tesão e ele pode ter a certeza que eu estou muito perto de gozar.
— Bella, tudo isso para mim? Eu vou enlouquecer assim! — Ele diz e segura nas minhas nádegas. Com um impulso, ele me suspende no colo fazendo com que eu enlace as pernas em sua cintura. Ele me leva para o seu quarto, um lugar já estranhamente familiar para mim. Lá, ele me desce de seu colo, me colocando em pé ao lado da cama.
Ele me beija mais uma vez com luxúria e desejo, porém sem deixar de ser gentil de certa forma. Edward encontra o zíper de meu vestido e logo estou apenas de lingerie. Eu aproveito para tirar sua camisa e vou descendo beijos no seu pescoço. Edward mesmo abre sua calça e praticamente a arranca junto com sua boxer cinza.
Nossos olhares se conectaram e ele me inclina em direção a cama. Quando caio deitada ele vem por cima de mim e abre o fecho frontal do meu sutiã. Seu olhar brilha sobre mim e eu não consigo evitar o rubor. Ele se inclina e suga meu seio direito. Não consigo conter um gemido de prazer e surpresa. Ele infiltra seus dedos na lateral da minha calcinha preta e a arranca com um puxão.
Eu estava completamente nua diante dele mais uma vez, e como da primeira vez, eu corei dando um sorriso tímido. Ele me deseja, é nítido, e isto me excita de uma forma única. Eu nunca me senti assim na vida. Ele se inclina e me beija mais uma vez, porém agora sua mão alcança minha intimidade e penetra dois dedos em mim.
Um grito abafado sai dos meus lábios e com o alto grau de excitação em que eu estou, logo eu estou gozando desesperada. Enquanto me recupero, Edward se inclina até a mesinha ao lado da cama e pega um preservativo. Ele volta a posição anterior e me fita intensamente. Seu olhar me enlouquece.
— Me faça sua agora Edward! Por favor! — Eu digo sem pudor e Edward veste seu membro e se posiciona na minha entrada encharcada.
Com os olhos verdes presos nos dourados, Edward me penetra num golpe lento, mas direto. Ambos gememos. Minha carne quente e úmida esmaga o membro duro dele. Ele começa a se movimentar num ritmo constante sem perder a conexão do nosso olhar.
Eu nunca me senti tão preenchida e plena como com Edward. Ele cabe perfeitamente dentro de mim, como uma medida perfeita. Eu o senti começar pulsar a cada movimento que fazia dentro de mim e eu percebi o meu prazer subindo em minha pele. Eu gozarei em breve, tão rápido como palha pegado fogo. É vergonhoso que uma mulher feita como eu se deixe levar tão rápido, mas Edward consegue arrancar isso de mim.
Seu pênis vai cada vez mais fundo dentro de mim, e em meios aos meus gemidos suaves ele sorri sabendo que eu estou chegando lá. Ele chupa meu pescoço.
— Venha Bella! Venha para mim. — Ele sussurra indo mais fundo – Eu quero ver como é seu rosto enquanto você goza para mim gostosa.
— Eu vou, se você vier comigo – Eu digo arfante com o meu prazer chegando ao limite. Agarro nos ombros dele que se movimenta forte e duro e grito alto — Edward! Eu vou gozar!
— Isso morena, goza para mim, me aperta que eu vou com você! — Ele diz rouco.
E assim acontece. Eu sinto o orgasmo mais violento de minha vida tomar conta do meu corpo. Tudo se desconecta dentro de mim e eu só sento o membro pulsante de Edward em mim, latejando enquanto preenche a camisinha entre nós. Edward solta um grito gutural ao me sentir gozar ao seu redor. Nada no mundo é melhor do que isto: ele me preenchendo com seu corpo e o meu totalmente moldado a ele. Ah meu Deus, o que está acontecendo comigo? Será que vou sobreviver estando em sua cama durante um ano inteiro? Será que será sempre assim?
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