Bonequinha de Luxo
14 Almoço
Notas iniciais
Eu me sento confortavelmente na grande banheira da suíte de Edward. A espuma morna cobre o meu corpo com carinho e relaxa cada músculo meu. Eu fecho meus olhos e inclino a minha cabeça para trás na borda da banheira. Por alguns instantes, eu me permito flutuar na sensação maravilhosa do banho.
Eu sinto a sua presença e o seu perfume antes de abrir meus olhos. Quando eu os abro, encontro um Edward sedutor apenas de boxer cinza segurando duas taças de vinho rosê. É a visão completa do pecado. Senhor! Eu vou para o inferno desse jeito!
— O banho está bom? — Ele pergunta com um sorriso torto e me entrega uma taça.
— Sim. Está perfeito. — Eu digo e tomo um gole do vinho. Ele se vira de costas para mim e tira a sua boxer. Deus, que traseiro perfeito! Ele me pega no flagra quando se vira de repente e eu coro até a alma. Desvio o olhar de seu corpo com relutância enquanto ele senta do outro lado da banheira, de frente para mim.
— Sim, você tem razão. — Ele diz e me olha malicioso. Eu estava concentrada em seus lábios e me perdi no raciocínio. Eu o olho confusa e ele ri – O banho Bella, realmente está perfeito.
Nem preciso dizer que fiquei vermelha né?!
Ficamos uns instantes em silêncio, aproveitando o vinho e o banho encarando um ao outro. A banheira é grande, porém nossas pernas se tocam levemente embaixo da água.
— Sabe... você me intriga – Ele me diz quando toma o último gole de seu vinho.
— Como assim? — Eu pergunto curiosa. De que forma eu, uma moça simples posso intrigar o senhor Cullen?
— Você é uma mulher e tanto na cama. — Ele diz e eu coro surpresa – Mas ao mesmo tempo cora como uma garotinha. É intrigante ter essas duas facetas ao mesmo tempo diante de mim.
Eu engulo seco, não sei o que responder.
— Desculpe se te deixo desconfortável. — ele emenda — Você vai perceber que não tenho muito pudor para conversar sobre isso. E eu achei que por já ser mãe e tudo mais, você fosse mais acostumada com este comportamento e essas coisas.
— Edward – Eu digo baixo – Eu sei que aquele primeiro dia pode ter passado uma imagem mais... hum... solta de mim. Mas eu geralmente não me comporto daquela forma. Exatamente pela responsabilidade que eu tenho com meu filho. — Eu respiro fundo – Aquilo tudo foi uma brincadeira de duas amigas minhas em comemoração ao meu aniversário.
— Entendo. — Ele diz – E não se preocupe, não te julgo nem nada disso. Mas confesso que me encantei pela sua faceta daquele dia. — Ele diz malicioso e eu sinto o meu corpo começar a responder a ele.
— Hum... entendo.
— Venha, vamos sair da água. — Ele convida se levantando. Ele veste um roupão e abre outro para mim. Eu me levanto e ele me cobre com o roupão.
Nós andamos lado a lado até a cama, apesar de ninguém ter dito o destino. Sentamos na lateral um de frente para o outro. Eu olho para o relógio de cabeceira, são 20h13.
— Eu preciso ir... — Eu digo me lembrando de meu filho e de Heidi.
— Precisa mesmo? Ainda precisamos conversar. — Ele diz alisando meu rosto.
— Deixei o Theo com Heidi e prometi não demorar. — Eu digo e me levanto — Nós podemos conversar amanhã? Você poderia ir almoçar lá em casa. — Eu digo e quase mordo a língua no final. De onde saiu isso? Ele sorri com meu convite.
— Tudo bem, eu aceito. — Ele diz sorrindo para a minha cara desconcertada.
Ele me acompanha enquanto me visto e se veste também. Quando estou pronta, ele me acompanha e diz que vai me levar em casa. Eu tento recusar, mas ele é insistente. Então seguimos para a minha casa em seu Volvo escuro.
— Obrigada, Edward! — eu digo quando ele estaciona na frente da minha casa.
— O mínimo que eu podia fazer era te dar uma carona, Bella – Ele diz descontraído
— Sim, eu sei, mas você podia ter ficado em casa e eu ter pego um táxi – Eu respondo – Da mesma forma que você podia continuar tranquilo na sua vida, mas resolveu me ajudar. — Eu me viro para ele e encontro seu olhar castanho dourado intenso sobre mim.
— Bella, eu estou sendo tão beneficiado quanto você. — Ele diz meio a contragosto — Não é uma caridade. Você precisa ficar com o seu filho e eu preciso de você por um ano ao meu lado... — Ele se inclina na minha direção — e na minha cama. — Eu me sinto esquentar e não controlo a minha língua.
— Porque eu, Edward?! — Eu pergunto e ele me fita em silêncio — Sei de várias mulheres que dariam tudo para ter um acordo desse com você. Aquelas mulheres bonitas com quem você sai por aí...
— Bella, eu não quero qualquer uma. — Ele diz e suspira — É um papel delicado fingir ser minha noiva. Estou sempre em eventos na sociedade e minha imagem precisa ser bem cuidada. Essas mulheres que você se refere, esperariam mais de mim do que o que eu estou oferecendo. — Ele me olha e alisa meu rosto — Você é uma mulher centrada no que quer, que tem um objetivo maior na vida do que fisgar um homem rico para casar. Eu não quero um problema, eu quero uma solução.
Eu avalio o que ele diz. De fato, as mulheres que se atiram aos pés dele são as chamadas caça-dotes, que quando veem um homem, enxergam logo a sua conta bancária. Seria um pesadelo mesmo, para ele, se ele se aliasse a uma mulher assim.
— Mas como você pode confiar tanto que eu não seja como uma delas? Nós mal nos conhecemos, Edward! — Eu digo, insistindo.
— Ah... eu te conheço muito bem.... — Ele diz safado olhando o meu decote. Eu coro – Bella, minha mãe e meu pai confiam em você. Meu melhor amigo confia em você. Não preciso de outras referências. — Ele conclui.
Eu queria insistir mais neste assunto, pois os motivos de confiança nestas situações são diferentes, mas eu precisava entrar. Eu suspiro.
— Bom, eu já vou indo. — Eu abro a porta e o olho — Você vem mesmo amanhã? Não me importo se tiver outro compromisso...
— Estarei aqui as 13h, Bella. Fique tranquila! — Ele diz e me rouba um selinho. Levo um segundo para me recuperar e então saio do carro.
Da porta da minha casa, eu me viro para olhá-lo. Ele está no mesmo lugar ainda, esperando que eu entre. Eu aceno para ele e ele meneia a cabeça. Quando eu fecho a porta atrás de mim ouço o som baixo do motor de seu carro.
Théo está sonolento nos braços de Heidi e eu o pego em meu colo. Ele se aconchega e adormece. Eu agradeço a Heidi e ela vai para casa. Eu coloco Theo no berço, tranco a casa e troco de roupa para dormir. Na verdade, o sono me custa a chegar pois a noite com Edward fica repassando em minha mente o tempo todo. Eu não sei o que acontece comigo quando estou com ele... será que é carência? É a única explicação para me entregar tão fácil aos seus toques e seus beijos. Ah... que beijos!
O domingo amanhece com um sol discreto. O tempo está um pouco mais frio mostrando que o outono está chegando de fato. Theo amanhece sorridente como sempre e eu lhe ofereço a primeira mamada as 6h40. Ele volta a dormir e eu vou tomar um banho para iniciar o meu dia.
Visto short de algodão e uma camisa comprida do Beatles. Deixo o meu cabelo num coque frouxo e rumo para a cozinha. Avalio as minhas opções e decido fazer uma lasanha. Ah vai, todo mundo gosta de lasanha, não tem como errar. Para quê foi que eu o convidei para almoçar mesmo??
Deixo tudo que vou precisar para preparar o almoço na bancada e vou cuidar de Theo. Dou uma olhada em suas roupas e vejo coloco algumas para lavar. Percebo que preciso separar algumas peças que já estão pequenas nele para doar. Tiro o pó dos móveis do quarto e quando estou terminando ele acorda. Eu troco sua fralda e retiro o pijama, colocando um body amarelo e uma calça azul. Calço um meia de cachorrinho e o levo para baixo. Lá eu o coloco na sua cadeirinha e ligo a tv em um desenho. Enquanto ele se distrai eu começo a cozinhar a carne para rechear a lasanha.
A manhã passa voando neste ritmo. Eu paro de cozinhar para oferecer maça e pera para Theo e percebo que ele está meio enjoadinho. Confiro sua pele e nada de febre. Termino de montar a lasanha e vou para o almoço do Theo. Quando finalizo, percebo que já são 12h10. Eu coloco a lasanha no forno para assar, pego o Theo e o levo para um banho. Acabo entrando na banheira com ele, que faz uma festa no banheiro. Eu o visto com uma camisa polo azul e branca e um macaquito jeans. Calço uma meia cinza nele e penteio os seus cabelinhos escuros.
Eu o deixo brincando no chão do meu quarto enquanto me visto. Escolho um macacão de linho bem solto e florido e penteio o meu cabelo deixando-o solto. Calço uma rasteirinha e passo uma maquiagem leve. Quando estou descendo com Theo a campainha toca. Eu encaro o relógio, exatamente 13h. Eu respiro fundo e vou para porta. Ajeito Theo no meu colo e então abro a porta para Edward.
— Boa tarde Bella! Você está encantadora! — Ele diz alegre e eu me contagio com seu humor. Lhe dou um sorriso tímido e o admiro. Ele veste um jeans escuro, uma polo azul clara e sapatênis. Seu cabelo está levemente bagunçado e sua expressão está mais jovial. Ele tem uma sacola nas mãos.
— Olá Edward! — Eu digo e lhe dou passagem para a minha casa. Theo repara nele e começa a se balançar em sua direção. — Seja bem vindo!
— Obrigado! Eu trouxe um vinho e uma sobremesa – Ele diz e nesta hora percebo que esqueci destes detalhes. Eu coro levemente e para disfarçar me inclino para colocar o Theo no chão, mas o menino não aceita. Ele balbucia e se inclina para Edward. — Olá Theo! — Edward estende a mão para meu filho que joga seus braços para ele. Edward me olha sem jeito.
— Ele quer seu colo, você quer carregá-lo? — Eu digo calma. Ele me devolve um olhar meio perdido.
— Hum... — Ele pigarreia – Eu gostaria, mas eu nunca carreguei um bebê antes. — Ele diz e eu sorrio. Eu fico então bem na sua frente e seu cheiro me atinge despertando meus sentidos.
— Não tem mistério. Põe seu braço aqui fazendo um apoio para o bumbum dele e com a mão livre você firma o coro dele ou brinca com suas mãos assim. — Eu vou ensinando e colocando meu filho em seus braços. Ainda meio sem jeito, ele consegue manter Theo seguro. — Eu vou aproveitar para ver se a lasanha já está pronta.
Eu vou para cozinha levando a sacola que Edward trouxe e desligo o forno ao ver que a lasanha está no ponto. Quando volto para a sala eu fico olhando os dois juntos. Edward está sentado no sofá e Theo está sentado sobre seus joelhos. Edward está cantarolando algo para ele e meu filho está rindo de maneira gostosa.
A cena me deixa emocionada. Eu sempre desejei que Mike, mesmo com todos os defeitos dele, fosse um pai presente na vida do Theo. Quantas vezes não desejei ver uma cena dessa entre eles? Mas ele escolheu não ser pai de verdade. Escolheu privar meu menino de algo tão simples. Eu engulo as lágrimas e vou me sentar com eles.
— Olha só, alguém está gostando de fazer você de cavalinho! — Eu digo e Edward sorri para mim.
— Achei melhor sentar com ele. É menos arriscado. Tenho medo de derrubá-lo. — Ele diz rindo da tentativa de Theo de pegar seu cabelo.
— Sim, entendo. — Eu respondo rindo também. — O almoço está pronto!
— Certo, então vamos! — Ele diz e segura o Theo em minha direção porém o menino segura a camisa dele com força, mostrando que não quer sair de seu colo.
— Hum... Acho que meu filho me trocou pela visita! — Eu digo fingindo mágoa e ambos rimos. Até Theo ri das nossas risadas.
Nós vamos para a cozinha onde eu sirvo a lasanha e a salada na pequena mesa. Ensino Edward a colocar o Theo na cadeirinha de alimentação e vou buscar o almoço do menino. Arroz, carne moída, verduras e molho. Edward me surpreende ao servir os nossos pratos e o vinho. Almoçamos num clima agradável, conversando sobre livros, principalmente.
Depois do almoço, Theo pede colo e eu já sei que ele quer cochilar um pouco.
— Edward, vou colocá-lo pra dormir. Se importa em ficar sozinho por uns minutos. Pode ir tomando a sobremesa, se quiser. — Eu digo pegando Theo da cadeira. Ele já deita no meu ombro.
— Eu te espero. — Ele diz e sinto seu olhar me acompanhar até a escada.
Quando chego no quarto, Theo já está dormindo em meus braços. Eu simplesmente abro um pouco a sua roupa para ele ficar mais confortável e o acomodo no berço. Pego o monitor da babá eletrônica e desço. Encontro Edward comendo mais um pouco.
— Não resistiu foi? — Eu digo me sentando ao seu lado novamente.
— Não mesmo. Que dona Esme não me escute, mas essa lasanha é melhor que a dela! — Ele diz e eu coro surpresa. — Sério, é de se admirar que alguém tão jovem cozinhe tão bem. Minha irmã por exemplo, é uma negação na cozinha.
— Oh tadinha da Rosalie. Vai ver só falta um pouco de prática para ela. Eu aprendi mesmo quando tive que me virar. Perdir minha mãe muito cedo, então tinha que cozinhar para o meu pai, depois para o pai do Theo e agora para mim. — eu digo sorrindo.
— É talvez quando ela sair de casa, ela consiga fazer um ovo frito que preste. -Ele diz e eu dou uma risada descontraída.
— Vamos de sobremesa? — Eu ofereço e ele assente. Eu me levanto e tiro da geladeira a embalagem da Starbucks que estava na sacola que ele trouxe. — Vamos ver o que temos aqui... — Eu abro e encontro 4 tortinhas de limão e abacaxi. — Hum, que delícia! — Eu sirvo duas uma para cada um.
— Sou suspeito para falar, torta de limão é minha sobremesa favorita. — Ele diz aceitando a sua tortinha – E esta aqui é divina!
— Hum... era a sobremesa favorita da minha mãe também. Foi uma das primeiras coisas que aprendi a fazer na cozinha. Aí no aniversário dela eu fiz de surpresa. Ainda lembro do sorriso agradecido que ela me deu! — Eu digo saudosa.
— Sente muita falta dela? Faz tempo que ela se foi? — Ele pergunta.
— Sinto muita falta. Faz pouco mais de 3 anos, mas ainda dói muito. — Eu suspiro – Fico pensando que se ela não tivesse ido, tudo poderia ter sido diferente para mim. — Eu o encaro – eu meio que desandei depois da morte dela, eu não soube lidar muito bem sabe. — Ele me devolve um olhar profundo e assente.
— Ei, é normal não saber lidar com as coisas Bella. Eu sei bem como é isso. — Ele diz enigmático e com um olhar triste. — Mas vamos mudar de assunto. Acho que podemos conversar melhor agora sobre o nosso acordo, não é?
— Sim, vamos para a sala. — Eu digo e ele me ajuda a recolher a louça para a pia. Eu guardo a comida que sobrou e ele me ajuda a levar as tortinhas para a sala.
— Bom, eu quero que você se sinta a vontade Bella, para colocar suas condições e seus limites. — Ele diz quando nos sentamos um de frente para o outro. — Eu sei que você nunca viveu um acordo como este e tudo pode parecer estranho e vulgar para você, mas quero que você fique confortável com tudo.
— Sim, é tudo muito estranho para mim. Mas eu quero entender o que exatamente você quer de mim, Edward? — Eu hesito um pouco – hum... sexo? — Ele sorri torto
— Bom, Bella, o que eu quero de você é simples. Eu quero que você seja a minha noiva para a sociedade e a minha mulher na cama. — Ele diz e eu absorvo suas palavras. — Eu preciso de uma mulher para apresentar para a sociedade e para a minha família. E eu acho que ficaria muito estranho se eu continuasse dormindo com outras mulheres sendo supostamente noivo, não acha? — ele diz e pisca para mim. — Eu adorei o nosso sexo Bella, você me deixa louco de tesão e me proporciona muito prazer. — Ele diz e eu coro – Acabei unindo o útil ao agradável.
— Nossa, eu... não sei o que dizer. — Eu digo sem jeito
— Quais os seus limites Bella? Até onde eu posso ir com você? — Ele pergunta me olhando nos olhos – eu fui muito rude com você das primeiras vezes, é o meu jeito, mas se você se sente desconfortável podemos equilibrar... — Ele diz e eu me lembro de como foi maravilhoso o jeito como ele conduziu nossas transas.
— Não, — Eu digo corada – Para mim foi ótimo do jeito que foi. — Eu concluo sentindo seu olhar se cravar em mim.
— Quantos parceiros você já teve, Bella? — Ele pergunta e eu demoro um pouco para entender o que ele quer. Eu arregalo os olhos e desvio de seu olhar.
— Dois. — Eu digo baixo sem coragem de encará-lo. Porém um rosnado me faz levantar o olhar.
— Caralho, Bella?! O pai do Theo foi o seu primeiro? — Ele pergunta e eu assinto – Nossa! Isso é raro! Desculpe minha reação, mas é que...
— Tudo bem, as pessoas costumam pensar que mães solteiras são...
— Ei, nada disso! Jamais pensaria isso de você! — ele rosna — É só que, porra, você é muito boa na cama. Não, você é gostosa pra caralho! E quero saber onde é o seu limite na cama, porque eu sou capaz de sair fazendo coisas com você sem saber se você quer ou não.
Eu o encaro corada e confusa.
— Você já fez sexo anal, por exemplo? — Ele pergunta e sei que o rubor em minha pele dobra. — Já sei que não. Mas teria coragem para tal? — Ele me fita ansioso.
— Eu não sei. Nunca pensei nisso, para ser sincera. Com Mike, foi tudo meio básico. — Eu digo mordendo o lábio e ele o toca com o polegar, aproximando nossos rostos.
— Entendo. Não se preocupe, não farei nada que te deixe desconfortável. — Ele diz e dá um selinho no lábio que eu estava mordendo. — Mas você percebe que eu preciso saber ate onde posso ir?
— Certo. Podemos ir vendo isso a medida em que formos tendo momentos juntos – eu digo constrangida — É que eu não tenho um parâmetro completo ainda. — Eu digo e ele sorri torto assentindo.
— Ok! — Ele conclui – Agora, sobre o noivado. Eu estudei um pouco a situação e acho meio estranho já anunciarmos um noivado assim, do nada. — Eu assinto — Então, pensei em resumirmos a história assim: Estamos nos encontrando em segredo há um tempo, sei lá, uns dois meses e estamos namorando firme agora. Por isso decidimos anunciar. E aí, daqui a um mês nós noivamos. — Ele diz tranquilo – O que acha?
— Parece bom e convincente.
— Ótimo! — Ele diz – Sobre as nossas vidas, tudo continuará normalmente. Você com seu curso e seu trabalho, eu com o meu. Vou precisar que você me acompanhe em alguns eventos, porém vou selecionar somente os mais importantes para não atrapalhar tanto a sua rotina. E tem a minha família. Eles vão querer te conhecer e conviver com você... — Ele suspira – Isso vai ter que acontecer. Mas vou tentar freá-los ao máximo.
— Tudo bem. Pelo menos não será tão estranho assim. Trabalho para seu pai, estudo com sua mãe e sempre vejo sua irmã lá na empresa. Somente o seu irmão que eu não conheço. — Eu digo tentando ver o lado bom das coisas. Edward sorri.
— Você está certa. Dará tudo certo!
Nós ficamos um bom tempo juntos conversando até que o choro de Theo nos desperta da conversa. Eu subo quase correndo pois percebo que o choro não é o choro comum de meu filho. Quando me inclino sobre o berço e pego Theo nos braços meu coração se aperta.
Theo está queimando de febre!
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