Notas iniciais
Oie! Antes de tudo, Feliz Natal! Sei que estou muito em falta com vcs aqui, mas é aconteceu uma chuva de problemas em minha vida. Tive um Natal bom, porém difícil. Partilhei no grupo do zap que queria ter postado no dia 24, mas não deu mesmo. Agradeço muito a cada uma de vcs que tem feito Bonequinha crescer tanto. Sério, estou impressionada com o alcance e o feedback dela. É muito gratificante para mim que me dedico muito para produzir a história. Principalmente neste momento da minha vida que está tão difícil. Vamos de capítulo lindo e fofo. Muito fofo! Boa leitura ;)

— Calma meu pequeno! Mamãe vai te ajudar viu! — Eu digo aconchegando meu filho e o levando para o trocador em cima da cômoda. Alcanço o termômetro e já o preparo para o uso. Theo é puro choro.

Enquanto coloco o termômetro embaixo do seu bracinho, dou uma olhada em sua boca com dificuldade em busca de algum novo dentinho. Nada de novo. Ele não me deixa olhar direito, mas vislumbro uma vermelhidão excessiva em sua garganta. Ele agita os braços e pernas e percebo que ele está molhado de suor.

O termômetro apita e eu o encaro bestificada. Como assim 39,1°C? Ele nunca teve mais que 38,8°C desde que nasceu! Sinto meu coração começar a palpitar. O que eu vou fazer agora? Ah meu Deus!

Penso em ligar para Heidi no mesmo momento em que sinto uma mão tocar o meu ombro.

— Bella, está tudo bem? — Sua voz é preocupada e firme ao mesmo tempo. Eu o encaro e sua preocupação aumenta devido ao meu semblante. — Você está pálida! O que houve? — Ele pergunta e desvia o olhar para Theo que ainda chora descontrolado.

— Febre alta, ele nunca teve tão alta assim. — Eu digo sem conseguir evitar o tom de choro. — Acho que preciso levá-lo ao médico! — Eu digo e começo a tirar a roupa do Theo para trocá-lo. Theo se descontrola ainda mais e eu fico mais nervosa. Meus olhos marejam, estou muito preocupada com meu filho.

— Calma, Bella! Você está tremendo! — Ele diz firme e segura minhas mãos levemente. — Porque você não prepara um banho para ele enquanto eu tiro a roupa dele? Dizem que água fria é o mais indicado nestes casos, não é? — Ele fala olhando em meus olhos, tentando me passar calma e confiança.

— Sim, um banho frio vai ajudar bastante a acalmá-lo. — Eu digo mais para mim mesma do que para ele e ele me dá um meio sorriso.

Ele carrega Theo e o balança para acalmá-lo e eu me encaminho para o banheiro a fim de preparar o banho. Com tudo pronto eu volto ao quarto e vejo que Theo continua choroso, porém mais calmo, se distraindo com um brinquedo qu chacoalha. Ao me ver, Edward coloca Theo no trocador e começa a tirar sua roupa. Eu o ajudo e o levo para o banho. Edward me acompanha com a toalha em mãos.

Meu filho chora bastante durante o banho e Edward faz de tudo para distraí-lo. Depois ele pega o Theo, o leva para o quarto e o enxuga enquanto eu vou pegando uma roupinha limpa e confortável. Nós o vestimos juntos e eu confiro a temperatura dele novamente. Dois graus a menos, maravilhoso! Edward o carrega e volta a brincar com ele enquanto eu preparo uma bolsa para sairmos.

Passo no meu quarto e pego um casaquinho e a minha bolsa. Prendo o cabelo num coque e volto ao quarto de Theo. Ele está todo agarrado ao Edward e quase dormindo. Eu o pego de seu colo e descemos juntos. Edward me conduz ao seu carro e eu sento no banco de trás com Theo. Ele pergunta para onde eu costumo ir com o Theo e então vamos para lá.

Graças a Deus a emergência está tranquila, o que não significa que será rápido. Somos atendidos num intervalo de uma hora, mais ou menos, e eu percebo que Edward está bem ansioso e calado. Talvez a febre de Theo tenha estragado os planos dele de ter outra noite como a de ontem e ele esteja chateado. Ou simplesmente ele não goste de hospitais.

Quando, enfim, meu filho é atendido e encaminhado para a medicação, eu resolvo dispensar Edward, afinal ele não precisa terminar seu domingo aqui conosco. Theo faz um exame de sangue e um sumário de urina. É receitado um antitérmico e um analgésico intravenosos. Quando tudo é realizado com o pequeno e ele enfim volta a dormir, eu encaro Edward. Ele está olhando para o Theo com um olhar meigo e doce.

— Edward... — Eu digo baixo e ele desvia sua atenção a mim. — Obrigada por tudo, mas acho que agora está tudo sob controle. — Eu digo meio constrangida.

— Você está me mandando embora? — Ele pergunta meio incrédulo.

— Não! — Eu exclamo — É só que, se você quiser ir, sei lá...

— Você quer que eu vá? — Ele pergunta

— Não — Respondo sincera – mas se você...

— Eu não estou pretendendo ir embora, Bella. A menos que você prefira ficar sozinha com ele, ou queira que outra pessoa venha ficar com você. — Ele diz e noto certa decepção em sua voz. Eu coro violentamente.

— De forma alguma, eu quero a sua companhia. Eu só achei que você poderia querer estar em outro lugar — Eu digo para me explicar.

— Ninguém deseja estar num hospital, Bella. Mas garanto que não tem outro lugar que eu queira estar no momento. — Ele diz me olhando profundamente. — Quero ter certeza de que ele vai ficar bem.

Aquilo me silencia. Porém me aquece de um jeito novo. Apesar de todo o acordo que nos envolve, ele realmente se importa com o bem estar do Theo. Eu abro um sorriso involuntário e ele me corresponde. Sinto então seu braço envolver meu ombro. E eu me permito este carinho descomprometido. E reclino minha cabeça em seu ombro. Estamos de pé, ao lado da poltrona onde Theo está sendo medicado e dorme bem mais calmo.

Algum tempo passa e chegam os resultados dos exames de Theo. Laringite simples. O pediatra-plantonista receita um antibiótico, um antitérmico e um anti-inflamatório e nos libera para casa assim que a medicação de Theo terminar e a febre ceder.

— Você está com fome? — Edward me pergunta quando o médico sai. Eu nego. — Bom, eu vou adiantar a compra destes remédios e comer algo. Vou trazer algo para você, você precisa comer. — Ele diz pegando a receita de minha mão.

— Não precisa, Edward... — Eu começo a argumentar.

— Vai ser rápido, tem uma farmácia aqui perto e um shopping também. É o tempo que o remédio acaba. — Ele diz me dando um beijo na testa. — Volto logo!

Ele sai e eu fico estática com seu cuidado. Um beijo na testa! Deus, isso é puro sinal de carinho. Para Bella! Ele só está sensibilizado com a situação toda. Eu volto a conferir a temperatura de meu filho, que agora já está sendo normalizada. Cerca de 20 minutos depois, Edward volta com um embrulho para mim. Dois cupcakes e um copo de cappuccino.

— Obrigada! — Nesta hora Theo começa a despertar e volta a se incomodar com o acesso venoso na mão. Edward se coloca ao lado dele e começa a distraí-lo enquanto eu tomo meu lanche. É bonito de ver, e me causa até certa inveja, o jeito como Theo e Edward se comunicam tão bem para o pouco tempo de convivência que tem.

Logo estamos liberados e então vamos para o estacionamento. Edward está com Theo no colo e quando abre a porta traseira do carro eu levo uma surpresa. Tem uma cadeirinha própria para a idade dele instalada ali. Eu o encaro confusa depois que ele coloca Theo na cadeirinha e se levanta.

— Tenho a impressão de que isso não estava aí a cerca de 4 horas atrás. — Eu digo

— Aproveitei a saída e providenciei. — Ele diz dando de ombro.

— Mas Edward... — Eu começo

— Bella, posso ser multado ao levar uma criança no carro sem esse dispositivo. E como Theo vai andar muito no meu carro daqui pra frente, é algo necessário. — Ele diz com um sorriso torto

— E o que você vai fazer com isso depois? — Eu pergunto

— Bella, vamos viver um dia de cada vez. Já comprei e pronto. Vamos? Acho que todos nós precisamos de um descanso né? — Ele diz abrindo a porta do carona para mim.

— Sim, tudo bem. — Eu digo e o olho – Obrigada por isso também.

— Disponha.

Ele dirige tranquilo de volta para a minha casa e no caminho Theo dorme novamente. Em casa, ele carrega Theo até seu quarto. Nós trocamos a roupa dele e Edward o coloca no berço. Eu arrumo um pouco as coisas e verifico o horário das próximas doses. Nós descemos juntos para a sala. São 21h14.

— Será que ele vai acordar melhor? — Edward pergunta olhando para a escada. Eu sorrio para a sua preocupação.

— Espero que sim. — Eu digo e ele me olha meio tímido. — Edward, muito obrigada por estar aqui hoje, eu teria tido muita dificuldade com toda a dinâmica para ir ao médico e tal. Eu fiquei realmente nervosa. — Eu digo sentindo o olhar marejar.

Ele me abraça carinhosamente e seu perfume me invade.

— Eu sei que deve ser difícil ter que cuidar e controlar tudo sozinha. E você é tão jovem para enfrentar tudo isso. As pequenas coisas são as mais difíceis né? — Ele sussurra me surpreendendo. Nós nos afastamos um pouco para nos encararmos.

— Sim. É muito difícil, às vezes. — Eu admito me perdendo na imensidão dourada de seus olhos.

— Bella, eu sei que nosso acordo é muito prático, mas quero que tudo seja o mais leve possível. Sabe, podemos ser amigos. Eu gostei do dia de hoje. — Ele diz alisando minha bochecha – Apesar do susto com o pequeno, eu fiquei feliz em estar aqui e ter sido útil para vocês. Eu me senti fe... bem. Me permita ajudar outras vezes, quando a necessidade pedir.

— Está bem. Eu também me senti muito bem com você do nosso lado. É bom ter este tipo de cuidado. — Eu digo sincera. Ele sorri satisfeito e se inclina em minha direção.

Um beijo doce e gentil acontece contrastando com todos os outros que já trocamos, outrora carregados de luxúria. Eu me permito ser beijada dessa forma, mesmo sentindo toda a diferença e sabendo que isso pode ter um efeito destruidor nas minhas emoções depois. Mas hoje, diante de toda a conversa, todo o cuidado e carinho dele, eu simples mente me permiti, torcendo para não quebrar depois.

— Bom, eu acho que você precisa descansar um pouco. Quer que eu fique para ajudar em algo mais? — Ele pergunta quando selamos o beijo.

— Fique tranquilo, vá descansar. Você fez muito por nós hoje. — Eu respondo.

— Certo. Mas me ligue se acontecer qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo! — Ele diz me dando um papel com alguns números. — Meu celular pessoal, meu apartamento e a linha direta do meu ramal no escritório. Minha secretária que atende, mas sua chamada está liberada para mim diretamente. — Peço que os use se e quando necessários.

— Pode deixar. — Eu digo segurando o papel.

— Bom, eu vou indo. Ate amanhã! — Ele diz se encaminhando para a porta.

— Amanhã? — Eu pergunto.

— Sim, vou passar no escritório do Emmett amanhã pela tarde. — Ele diz me dando uma piscadinha. Nesta altura estamos na porta de casa. — E vou aproveitar para buscar a minha namorada no trabalho. — Ele diz com um sorrisinho nos lábios. Eu coro.

— Ah... certo, eu acho — Eu digo — Então até amanhã!

Ele me dá um selinho e se vai. Sim, eu fico que nem uma boba adolescente olhando-o entrar no carro, dar partida e espero até ele sumir no fim da rua. Eu entro, tranco a casa e tomo um banho. Confiro Theo, que continua dormindo e sem febre. Vou então para o meu quarto com o monitor da babá eletrônica e deito pensando em tudo o que este dia me proporcionou. Ah Deus, como as coisas estão acontecendo sem controle! Sinto que cada momento que passo com Edward me traz mais dele e tira um pouco de mim. E não sei se isso é bom ou ruim ainda.

Notas finais
Eu não disse que tava uma fofura??? Gostaram? Comentem, favoritem, acompanhem e recomendem! Me façam feliz! OBS.: Devido às festividades de fim de ano e o fato de eu precisar resolver umas coisas em minha vida, este é o penúltimo capitulo de 2019. Vou postar na segunda feira, dia 30 de dezembro.. ;) Beijos no coração ♥