Notas iniciais
Oie.... é, aos 48 do segundo tempo kkk Então, como algumas sabem, hoje foi o meu aniversário, 28 anos no couro kkkk. Com isso o dia foi uma pequena loucura com direito a surpresinha e tudo... aí me embolei um pouco aqui. Para completar, o meu pequeno tá com uma febre chata de dente nascendo que só Jesus viu. Mas, o bebê dormiu e eu vim correndo. Perdoem os erros pq a revisão foi bem por cima tá kkkk. Mas eu sou assim, eu prometo, eu cumpro! Muito obrigada pelos reviews lindos. Vcs são lindos demais! Porém preciso dizer que fiquei louca com o mega presente de aniversário que recebi da Kryskelly: uma recomendação linda e top demais! Mulher, valeu mesmo viu, de coração ;) Ah, já soltei Tempestade por aqui viu. Vai lá no perfil e dá uma conferida se você gosta de fics com romance, sexo e treeeeeta! Boa leitura ;)

*em itálico é a cena do prólogo...

Uma bonequinha de luxo, um relacionamento de mentira!

Foi o que ocupou minha mente durante toda a noite de quinta e o dia de sexta. A proposta de Edward me perseguia como um caçador persegue sua caça. Eu fico buscando formas para dizer que a ideia não é boa, mas não encontro.

Primeiro, porque ela é realmente boa e passível de êxito.

Segundo, porque meu corpo está louco para servir ao dele.

E é justamente o segundo ponto que me assusta. Eu e sinto tão atraída por ele que sonhei com seu corpo sobre meu nos pouco instantes em que consegui um descanso.

Minhas amigas me acham estranha durante as aulas e me questionam. Eu apenas digo que estou preocupada com o processo e elas compreendem. De fato, eu não menti, já que aceitar ou não a proposta de Edward pode ser decisiva nesta questão.

Eu vou trabalhar decidida a me decidir o mais rápido possível. Chego cedo, pois não almoço devido a falta de apetite. Faço uma busca geral e detalhada sobre Edward Cullen na internet. Nenhuma novidade. Filho de Carlisle e Esme Cullen, irmão de Rosalie e Jasper Cullen, solteiro mais cobiçado da cidade, CEO e dono da Cullen Corporation, escritor e mestre em Literatura Contemporânea.

Apesar de suas aventuras serem de conhecimento geral, ele é conhecido pela total discrição em relação à família e intimidade. Não encontrei relatos de nenhuma namorada real que ele tenha tido, a não ser um envolvimento amoroso com uma tal de Kate Denali, antes mesmo de fundar sua empresa. Foi o mais próximo de relacionamento sério que encontrei sobre ele, porém não havia muitas informações também. Eles estiveram juntos por cerca de 2 anos e depois terminaram. Nunca mais foram vistos juntos desde então. Eu suspiro. O cara é um deus grego gostoso que não quer se envolver com ninguém. Isso me cheira a problema e dos grandes.

Mas eu precisava de sua ajuda. A ideia de aparecer como noiva dele era ótima, pelo menos para o tribunal e todo o processo. Se desse certo, eu seria grata por toda vida a ele. Mas, o preço é caro. Me submeter aos desejos dele por um ano. Tá, confesso que eu não acho tão ruim assim tê-lo na cama, afinal, ele me deu os melhores orgasmos da minha vida. Mas, convenhamos que a situação é muito estranha e até meio vulgar.

Enquanto eu penso em tudo isso, meu chefe chega. Eu o olho aflita e ele me dá um sorriso nervoso. Ele sabe, tenho certeza que Edward já o informou sobre o nosso jantar na noite anterior.

— Preciso de ajuda, Emmett! — Eu digo com olhar cansado e ele assente.

— Venha, vamos para minha sala. — Ele diz e eu o acompanho.

— Bella, Edward me disse que já conversou com você ontem sobre... a proposta. — Ele diz lentamente quando eu me sento em sua frente. Ele apoia a pasta na mesa e me encara.

— Sim, conversamos ontem. Mas eu...

— Você está confusa e com medo. — Ele completa meu raciocínio — Eu entendo Bella, e eu precavi Edward disso para que ele não te pressionasse. Eu sei que é uma situação difícil, fingir algo desse nível e por tanto tempo. — Ele diz pacífico — Mas você me pediu ajuda, então eu vou fazer o que posso. — Ele sorri – A ideia é genial Bella, eu já tenho até uma ideia do texto de arremate para o juiz! — Ele diz ainda mais sorridente – Eu tenho certeza que conseguiremos com este plano. Vamos desbancar o Newton de vez. — Ele encerra com segurança.

— Então não há outra opção? — Eu pergunto

— Bella, claro que tem. — Ele diz – A defesa que programamos até aqui é boa, temos boas chances com ela, e o passado do Newton nos favorece. — Eu respiro aliviada – Mas não posso negar que com a jogada que Edward propõe as chances se tornam certezas.

Eu fecho meus olhos e respiro fundo.

— Bella, eu sei que o que vocês tiveram juntos naquele dia pode estar martelando na sua cabeça. Mas conheço meu amigo. Ele não vai forçar nada. Ele também vai ter benefício com isso. — Ele ri – Ele pode ser um mulherengo irremediável, mas sempre respeitou as mulheres. Ele nunca as iludiu e nem brincou com ninguém, não vai ser com você que ele vai fazer isso. Ele só irá até onde você permitir. — Ele conclui e eu o fito. Será que ele sabe todos os termos da proposta de Edward?

— Ele... te contou a proposta? — pergunto meio ansiosa.

— Sim, ele me contou que a ideia eram fingir um relacionamento sério e estável, no caso um noivado, no tribunal para te beneficiar e na sociedade como toda para beneficiar os dois, já que ele precisa desse status. Para um homem como ele, pega mal não ser comprometido. A boêmia é muito mal vista, sinto isso na pele. — Ele diz – Bom, basicamente isso. Claro que vocês terão que ter uma convivência intensa neste tempo para cumprir bem o papel, mas seguirão suas rotinas normalmente.

Eu solto o ar. Emmett não sabe que a proposta inclui relações sexuais, o que me deixa aliviada. Seria constrangedor demais para mim Emmett saber disso. Aliás, ninguém poderá saber disso se eu aceitar. Ninguém!

— Certo Emmett. — Eu digo e me levanto — Então minhas chances são relativamente boas, porém com o Edward eu garanto a guarda do Theo comigo. É isso? — Eu pergunto passando a mão pelo cabelo.

— Sim. É isso, resumidamente. — Ele diz e também se levanta. — Mas a decisão é sua. E o que você escolher, eu estarei lá te apoiando e fazendo de tudo para vencermos essa!

Eu sorrio para o meu chefe amigo e saio da sala para começar meu trabalho. A tarde de sexta passa rápido e logo estou em casa com o meu menino. Nos momentos que estou com ele eu consigo não pensar nesta loucura toda. Mas quando o coloco no berço no fim da noite, minha mente é tomada pelas dúvidas e medos. Deito para dormir, mas sono é a última coisa que vem a mim.

Acabo acordando muito cedo e penso em sair, porém não posso deixar Theo dormindo sozinho. Ainda está escuro quando eu desço para cozinha e me deparo com Heidi.

— Menina, eu tive um pesadelo e não consegui dormir mais. Aí resolvi vim logo. — Ela diz – Incomodo?

— De forma alguma, Heidi. Ao contrário, acho que foi Deus que te enviou. Preciso sair para espairecer um pouco, não consegui dormir direito! — Eu respondo suplicante e ela sorri.

— Pois então vá, eu cuido de tudo aqui.

Eu assinto, troco de roupa e saio.

Respira Bella, respira!

Tentei me acalmar e ganhar um pouco de fôlego para continuar correndo. Correr fazia tudo funcionar ao mesmo tempo e eu não pensava em nada. E era disso que eu precisava no momento. Eu não queria pensar, não podia pensar... ou enlouqueceria.

Continuei com a minha válvula de escape e fui cruzando todo o parque. Agradeci mentalmente a cada ambientalista que fazia questão de que aquele parque continuasse preservado e gigante daquele jeito, pois assim eu podia levar horas correndo aqui dento.

Depois de muito tempo, eu me permitir parar e sentar num banco. Minhas pernas tremiam e eu sentia fortes fisgadas em meu abdome, porém respirar era o mais complicado. Olhei para o céu e percebi que a madrugada estava se tornando dia e logo Chicago estaria a todo vapor. Mas eu só queria continuar ali e sumir do mapa. Estava muito difícil continuar, muito mesmo.

Não que em algum momento minha vida tivesse sido muito fácil, mas agora o karma estava ferrando com tudo. Eu simplesmente não tinha outra saída. Respirei fundo e engoli as lágrimas.

Então era isso. Eu teria que aceitar a derrota, engolir o meu orgulho e destruir meu coração.

Por um lado, eu perderia o Theo, do outro a minha dignidade. E eu já havia definido o que é mais importante. Suspirei, levantei e fitei o amanhecer mais uma vez. Era hora de voltar. E encarar a realidade. Entre mim e meu filho, o Theo sempre virá primeiro.

Então, eu seria uma bonequinha de luxo para Edward Cullen.

Eu voltei para casa com a minha decisão tomada e dediquei o dia ao meu filho. Era por ele que eu me submeteria a tudo isso, para que ele ficasse comigo para sempre.

Fomos ao parque e ele se divertiu bastante, no final da tarde ele já estava exausto e acabou dormindo cedo. Então eu decidi resolver logo essa questão. Tomei um banho relaxante que não teve o efeito esperado, mas todo bem. Coloquei um vestido rosê de manga curta e decote coração que vai até seus joelhos, levemente rodado e acinturado. Sua sandália de salto médio e meus cabelos eu deixei soltos para o lado. Passei somente um delineador e um batom claro.

Heidi aceitou ficar com Theo até eu voltar e eu prometi a ela lhe pagar horas extras. Depois dela quase me dar uma surra eu consigo tomar um carro por aplicativo e ir para o endereço do Edward, rezando para que ele não tivesse saído para uma noite de aventuras.

Ao chegar e me identificar na portaria, o funcionário interfona ao seu apartamento. Alguns instantes depois ele me avisa que posso subir. Sinto meu coração acelerar um pouco mais a cada passo que dou em direção ao elevador. Sinto os olhos curiosos do porteiro em minhas costas, mas não o encaro. Ele deve achar que sou só mais uma na cama do Cullen. O que, de fato, eu estava para me tornar mesmo.

O elevador sobe e a cada andar vencido, sinto meu rosto esquentar. Logo estou diante da sua porta e hesito. Para Bella! Se você chegou até aqui, agora você vai até o fim! Respiro fundo e bato de leve na porta. Que logo se abre. Nossos olhos se conectam.

— Eu aceito! — Eu digo antes que toda a coragem saia correndo de meu corpo.

Vejo uma leve surpresa ser substituída por uma satisfação gostosa em seu rosto. Ele estende a sua mão para mim e eu coloco a minha sobre a sua. Trêmula e fria, como todo o meu corpo.

Ele me convida com o olhar apara entrar no apartamento e eu o faço com dois passos vacilantes. Acho que ele percebe, pois ele pousa sua mão livre em minha cintura e fecha a porta com o pé. No instante seguinte, seus lábios deitam sobre os meus com luxúria e posse. Me sinto amolecer completamente e embarco na sensação maravilhosa de me desfazer em seus braços.

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem, favoritem, acompanhem e recomendem! Me façam feliz. Até segunda!