Bonecos de Papel

6 Capítulo 6- Muitas descobertas em pouco tempo


Notas iniciais
Esse capítulo vai ter muita coisa acontecendo,mesmo.

Já completava uma semana desde o incidente com Marina. A maioria da escola acreditava na versão dela, pois não havia outra. Claro que, como sempre, um grupo de pessoas já vinha desconfiando dela desde o começo. Um grupo que era “liderado” por Isa.

“Não vou nem precisar pensar em quem matar...” Pensou, ao passar perto de onde esse grupinho conversava sobre como ela era culpada.

Chegou em casa e encontrou um bilhete de seu pai, dizendo que não voltaria para casa naquele dia. Foi a melhor notícia que poderia ter recebido.

Foi até seu quarto, abriu a gaveta, pegou a bolsinha, pegou a boneca de Isa. Guardou a bolsinha, fechou a gaveta. Começou a desenhar nela: cada parte do corpo era perfeitamente desenhada com o lápis. Com essa, decidiu caprichar: com o lápis de cor, pintou cada parte, deixando tudo ainda mais real.

Saiu do quarto procurando algo que pudesse ajudá-la a finalizar o plano. Olhou pelo quarto dos pais, e agradeceu ao pai por ser fumante desde os 12 anos de idade. Um isqueiro seria perfeito, um pouco de sofrimento para a “amiga”. Acendeu o isqueiro e levou a pequena chama que se formava para o papel, que começou a queimar e parecer que “derretia”. Chegando ao final da boneca, tendo contato com a mão da menina a chama se apagou.

Milhares de pensamentos tomaram-lhe a atenção: Talvez ter matado Isa deixasse ela ainda mais suspeita. Lembrou-se então que Ema e Isa eram brigadas, mesmo no grupinho, quando todas andavam juntas, elas não se davam tão bem. Era isso então que a deixaria menos suspeita? Poderiam simplesmente dizer que Ema se aproveitou dos assassinatos em série para matar a outra sem levantar suspeitas sobre ela.

“Posso deixar Ema ainda mais suspeita...” Claro que poderia, só precisava de uma boa ideia.

No dia seguinte, o professor fazia a chamada, abalado por terem perdido mais uma aluna, que fora encontrada morta queimada dentro de casa. Uma aluna apenas havia faltado. Sem dar importância a falta da menina, prosseguiu a aula.

À tarde, o pai chegou em casa e percebeu que a filha não estava. Decidiu ligar para a escola.

“Alô?”

“Colégio Coração do Olimpo, Daniela, boa tarde.”

“Eu sou pai de uma das alunas de vocês, queria saber se ela ainda está na escola.”

“Pode nos informar seu nome, senhor? Assim já saberemos qual de nossas alunas é sua filha.”

“Tiago Wooder.”

“Sua filha não esteve nem na aula hoje, senhor.”

“Muito obrigado”

Saíra nos jornais, uma garota desaparecida na cidade. Sem pistas, sem nada. Nenhuma câmera tem imagens da menina pela cidade. Nada.

Enquanto isso, lá estava ela. Não sabia dizer que lugar era aquele. Era vazio e esquecido. O mato crescia alto, cobria a cabeça da menina, era perfeito. Ela foi inteligente de levar uma tesoura para a última morte. Mesmo que não tenha adiantado muita coisa, conseguir cortar um pouco do mato da parte mais escondida do terreno. Ela tinha o que precisava numa bolsa velha que tinha guardada: um pouco de comida, água, a bolsinha, lápis e a tesoura. A fuga não seria por muito tempo. Uma semana depois da última morte, ela poderia voltar, dizendo que fugiu depois de ser sequestrada. O maior problema no momento era saber o que fazer com a boneca de Ema.

Na segunda noite que passava no lugar, ela terminou a última morte. Nada muito elaborado e planejado. Enfiou a tesoura no peito da boneca e jogou-a na água para que não encontrassem o papel posteriormente.

Como se livrar da boneca de Ema? Decidiu então apagar o que estava escrito na boneca. Talvez assim ela não morresse.

“O livro” pensou, lembrando-se de quando encontrou Marina na biblioteca. Assaltar uma biblioteca não seria mal.

Não se sabe como, mas um livro sumiu da biblioteca próxima do terreno vazio naquela noite, mas ninguém se preocupou, afinal era considerado um livro de mentiras. Não se acreditava que era possível matar pessoas à distância.

No livro, haviam vários capítulos, mas um deles chamou a atenção da menina

“Bonecos de Papel” era o nome do capítulo. Abriu na página certa do capítulo e começou a ler:

A magia mais antiga desse livro, os bonecos de papel também são os mais difíceis. É necessário que o indivíduo tenha uma quantidade elevada de ódio por cada uma das pessoas. Para realizar, os bonecos devem ser feitos no dia de lua cheia, com o nome das pessoas desejadas escritos em cada um deles. Devem passar uma noite sem ser tocados. A magia só funciona a cada 200 anos, para impedir que a mesma pessoa realize duas vezes. Remover o nome da pessoa do papel acaba com a magia, deixando o boneco inválido. Os anos da magia são listados a seguir: Aviso: Contagem D.C

Ano 0

Ano 200

Ano 400

Ano 600

Ano 800...

Curiosa, começou a procurar os anos mais recentes, para ver se batia com a realidade:

Ano 1400

Ano 1600

Porém, em 14 de fevereiro de 1698, uma das regras da magia foi quebrada, fazendo com que a magia funcionasse a cada 100 anos, que serão também listados à seguir:

Ano 1698

Ano 1798

Ano 1898

Ano 1998

Ano 2098...”

Ela levou um susto ao ver o ano que estava vivendo bem ali na lista: 1998.

Notas finais
Sim, a história se passa em 98, por isso é contada no passado.