Bonecos de Papel

5 Capítulo 5- Você não vai me atrapalhar... Não hoje!


Notas iniciais
Demorou mas saiu u-u

Foi tentando passar despercebida pela biblioteca, andando sem fazer barulho até a seção desejada.

Olhou os títulos dos livros, um por um... Até que achou o que realmente queria: o livro se chamava “Controlando Mortes á Distância”, exatamente o que precisava...

Começou a puxar o livro da prateleira com cuidado, mas alguém apareceu. Colocou o livro de volta e fingiu estar perdida

“Oi” disse a menina que aparecera no corredor: se chamava Marina, a mais fofa da classe.

“Oi, Marina” ela respondeu, querendo que a menina fosse embora.

“Está perdida?” a outra lhe respondeu apenas com uma aceno positivo com a cabeça. Marina a guiou pelo caminho que já conhecia e começou a conversar:

“Você deve estar realmente triste pelas suas amigas”

“Ah, estou sim” respondeu fingindo estar triste. Nem parecia que o tempo já tinha passado tão rápido: estavam na porta da casa dela.

“Quer entrar, Marina?” foi uma pergunta feita por educação, não queria Marina ali.

“Só vou tomar um copo d’água, se me der licença” ela entrou.

Fechando a porta, levou Marina até a cozinha e lhe serviu água. Ela agradeceu e fingiu sair. Aproximou-se da porta da cozinha e trancou a porta com a chave que já estava ali.

“ Eu sei que foi você” Marina sussurrou no ouvido da “amiga” “ Foi você que as matou, mas não sabe como o fez...VOCÊ NÃO ESTAVA PERDIDA! Você vai naquela maldita biblioteca todos os dias. Eu te vejo lá.”

Ela arregalou os olhos assustada

“ E eu vou provar pra todo mundo que foi você” Marina terminou o discurso, empurrando-a e destrancando a porta, saindo inocentemente da casa.

No outro dia, na escola, ela ouviu Marina comentar com todos que viu ela na biblioteca, anotando como mataria sua próxima colega.

A diretora disse que queria falar com seu pai no dia seguinte, mas com certeza ela estaria preocupada demais com a terceira aluna que morreria para se lembrar disso.

“Incrível como todo mundo acredita na Marina...” pensou, entrando na sala.

Ouviu um barulho, era Marina, trancando a porta da sala de aula sem que a outra percebesse.

“Como vai, querida?” perguntou Marina. Ela estava com uma faca na mão.

“Melhor que você imagina, querida” pegou uma folha de sulfite da mochila e começou a recortar e desenhar, enquanto Marina assistia. Em dois minutos uma boneca da “Miss Kawaii” da classe, com uma faca na mão, estava pronta.

Recortou a faca da mão da boneca e no mesmo instante, a faca caiu da mão da outra. Apenas recolheu a faca do chão.

A antiga proprietária da faca aplaudiu.

“Pode parar com o seu showzinho, você já foi descoberta”, disse, enquanto a outra chegava mais perto.

“Estou acostumada a acabar com vadias à distancia, está pronta pra ser a primeira que eu vou matar ao vivo?” sussurrou.

“Ninguém vai desconfiar que você me matou, sendo que só há duas pessoas aqui.”

“Ninguém vai achar estranho se eu disser que você tentou me matar e eu te empurrei, mas você acabou acertando a faca em você mesma sem querer, e eu não tinha como buscar ajuda, pois a chave estava com você. Tenho tudo ao meu favor, a chave em seu bolso, a faca ser sua... Adeus!”

Colocou a faca na mão de Marina e conduziu-a ao peito da menina, devagar, a faca foi perfurando a pele da menina. O sangue se espalhava pelo uniforme branco da garota menor, mas a outra continuava igual, sem uma gota do liquido nas mãos ou na roupa.

Notas finais
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