Boneca

18 XIV - The Heart Never Lies


Notas iniciais
Tô aqui, tô aqui, não me matem! Desculpem a demora, esse capítulo estava empacado, mas tentei fazer o melhor que pude nele. Como prometido, Dramione escorrendo pra vocês :3 Dedicado pra gatona da Annabeth Chase, sua recomendação e seu comentário estavam perfeitos! A música do capítulo é The Heart Never Lies - McFly (♥) Espero que gostem! Nos vemos lá embaixo! Enjoy;*

Capítulo XIV — The Heart Never Lies.

– Malfoy…

A voz de Granger era baixa, quase um sussurro, sem um pingo de firmeza.

– Sim, Hermione? — perguntou o loiro de olhos fechados, sentindo aos poucos o calor dos lábios da garota se esvaírem.

– O que estamos fazendo? — ela sussurrou falhamente.

Draco entrelaçou seus dedos no pulso da castanha, puxando-o para cima e abrindo sua delicada mão, selando sua palma lentamente.

– Redescobrindo, Granger.

– O que estamos redescobrindo, Fuinha?

E então ele sorriu brevemente, antes que se aproximasse da grifinória.

– Onde está a Sabe-Tudo-Granger. — e o beijo recomeçou.

A onda de ternura embalou ambos, derrubando qualquer tipo de barreira do passado que pudesse haver.

Algumas pessoas riem

Algumas pessoas choram

Algumas pessoas vivem

Algumas pessoas morrem

Hermione estava intrigada, aquilo que sentia com Draco não era o mesmo que sentia com Rony.

O beijo do ruivo transmitia um calor aconchegante, familiar, moderado.

Já o loiro passava um ardor inconsequente, ela sentia-se em chamas que a consumiam por dentro, sem controle.

Draco sentia seu sangue prestes a evaporar em suas veias, seu corpo estava quente como ferro na brasa e, pela primeira vez, isso era algo que não podia controlar.

O ritmo do beijo aumentou, fazendo com que ambos ficassem de joelhos sobre a cama cautelosamente, sem quebrar o beijo.

As mãos do sonserino subiram pelas costas da castanha delicadamente, até apoiarem-se em seu pescoço e nuca, dando à ele a liberdade de brincar com as madeixas cacheadas.

A grifinória não sabia exatamente o que fazer, a sensação que lhe era proporcionada tinha dimensões infinitamente prazerosas, e ela se sentia na obrigação de retribuir, mesmo que apenas um pouco.

Suas pequenas mãos acariciaram os braços de Malfoy timidamente, por vezes apertando-os de maneira suave, mas aquilo ainda não parecia suficiente, então enlaçou seus dedos pela face do homem, bagunçando seus cabelos platinados periodicamente.

Draco, não satisfeito com o espaço entre ambos, entrelaçou um de seus braços pela cintura da castanha e a puxou ferozmente contra si,permitindo-a se libertar do beijo e inclinar-se para trás, ofegante.

Algumas pessoas correm

Direto para o fogo

Algumas pessoas escondem

Todos os seus desejos

– Malfoy…

– O que houve Hermione? — perguntou com os olhos semicerrados, fitando a boca inchada e vermelha da grifinória.

– O que…

– De novo essa pergunta, Granger? Não me diga que é tão estúpida ao ponto de eu precisar lhe explicar a mesma coisa duas vezes. — o típico sorriso de escárnio não poderia faltar.

Ele estava enlouquecendo, observar o peito da garota subir e descer pesadamente depois de um beijo seu lhe dava arrepios. Se Hermione não se calasse logo ele teria de tomar medidas drásticas.

– Mas Malfoy… — a castanha balbuciou franzindo a testa.

– Palavras são completamente dispensáveis num momento desses, Hermione, por favor, apenas deixe o seu corpo falar, eu quero ouvi-lo.

Mas nós somos os amantes

Se você não acredita em mim,

Então olhe dentro dos meus olhos

Porque o coração nunca mente

E, sem dar tempo para que a grifinória rebatesse, Draco capturou seus lábios com voracidade, inclinando-a até encostar suas costas na cabeceira da cama.

Largando lentamente o corpo da garota apoiado sobre a superfície de madeira, o loiro ergueu-se para se livrar da camisa.

Aquele lugar parecia diminuir a cada instante longe do corpo de Hermione, por isso, fez questão de livrar-se rapidamente de suas calças também.

Não demorou muito e logo Draco deitou-se sobre a castanha, apoiando suas mãos na madeira para que seu peso não a machucasse, e sua atenção foi dedicada ao pescoço da garota.

Ele podia ver as veias finas sob a pele pálida, assim como poderia sentir seus ossos se a tocasse mais profundamente, aquilo lhe queimava ainda mais por dentro, ele queria marcá-la.

Hermione era sua, somente sua e de mais ninguém, ele não aceitaria que outro a tocasse do modo como estava tocando, mas aquilo era apenas um nuvem irracional de seu desejo.

Habilmente seus lábios sugaram a pele do pescoço alvo da grifinória, sua língua deslizava sobre a extensão da pele capturada, tentando diminuir a pressão, visando sempre o maior conforto da castanha, mas aquele auto controle fugia lentamente por entre deus dedos.

Depois de alguns segundos, Draco afastou seus lábios sutilmente da pele de Hermione, ouvindo-a ofegar.

Seus lábios se encurvaram, quase se abrindo, como se fosse dizer algo, mas o loiro a impediu, levantando o dedo indicador.

Não queria que ela falasse, não agora.

O momento que eles estavam vivendo ali era para ser sentido, apreciado, em silêncio.

As mãos ágeis do sonserino se esgueiraram pelas curvas da garota até a barra da camisa rasgada que usava e a puxou para cima, tirando-a com certa dificuldade do corpo da castanha, juntamente com o pequeno sutiã cinza que usava.

Algumas pessoas lutam

Algumas pessoas caem

Outras fingem

Não ligar para nada

Hermione sentiu um intenso rubor subir-lhe à face, ela sentia uma fisgada em seu baixo ventre a cada movimento do loiro, mas agora sentia um imenso embaraço, nunca sequer imaginara a possibilidade de estar ali, semi nua nos braços de Malfoy.

Mas tudo passava a ser tão irrelevante quando ele a tocava que não importava, de longe, aquela era a melhor sensação que poderia sentir.

Ainda com os olhos fechados, sentiu Draco deslizar lentamente sobre seu corpo e, de repente, todo aquele fogo que sentia correndo em suas veias se concentrou em sua face.

O loiro, por sua vez, admirava o corpo de Hermione, tentando não reparar nos diversos hematomas nem quantas costelas a garota ainda tinha, apesar de tudo ela era linda, assim como em seus sonhos.

Suas mãos já famintas pareciam ganhar vida própria quando exploravam o corpo da castanha, primeiro massageando seus seios, não muito grandes, cuidadosamente, experimentando, testando as diferentes reações da grifinória, que se mantinha calada, apenas mordia os lábios, persistindo em fechar os olhos.

Draco sentia seu órgão pulsar dentro da peça íntima cinza que usava, sabia que não podia prolongar ainda mais o tão esperado momento, então deslizou suas grandes mãos até a cintura da garota, dando um leve aperto provocativamente, isso fê-la soltar um baixo gemido abafado.

O sonserino sorriu satisfeito, enquanto suas mãos desciam as carícias até as coxas de Hermione, onde pousou-as possessivamente, nunca deixando de alisá-las carinhosamente com as pontas dos dedos.

Se você quiser lutar,

Eu ficarei bem ao seu lado

No dia que você cair,

Eu estarei bem atrás de você

A mão direita do loiro rastejou até o elástico da parte baixa das roupas da castanha, puxando num lento desespero, até tirá-la completamente.

Hermione apertou os olhos e enlaçou fortemente suas pernas tentando proteger sua intimidade, pela primeira vez, não por medo, mas sim por vergonha.

A garota sentia suas bochechas ferventes e, naquele momento, sentia-se uma adolescente estúpida.

“Como se nunca tivesse feito algo assim antes, Granger” — ironizou seu subconsciente.

Draco pacientemente separou as pernas da grifinória, observando-a agarrar o lençol.

– Hermione, abra os olhos. — ordenou.

A garota abriu lentamente, passando a fitar o teto.

– Olhe para mim, Granger.

Hesitante, a castanha obedeceu, mirando os olhos, agora cinza chumbo, do sonserino.

Os olhos da garota pareciam duas amêndoas escuras e incrivelmente provocantes para ele, no entanto deveria manter o controle, não poderia estragar tudo, não estando tão perto de…

Então o loiro avançou sem muita paciência, respirando profundamente sobre a intimidade úmida da grifinória, sentindo-a estremecer dos pés à cabeça, uma grande satisfação crescia dentro de si e fora igualmente, como reparara.

Apressadamente, Draco depositou um suave beijo sobre a intimidade da castanha e se ergueu para livrar-se de sua última peça de roupa, debruçando-se sobre a garota em seguida.

Ambos ofegavam ansiosos, excitados e vibrantes pela expectativa do que aconteceria.

– Você está pronta, G-ranger? — perguntou roucamente.

Hermione não conseguia formular uma frase coerente em sua mente. Com medo de que aquele momento se esvaísse tão rápido quanto num sonho, apenas balançou a cabeça positivamente.

Draco se posicionou tentando manter o máximo de conforto possível e, mantendo todo o controle possível, a penetrou.

Para recolher os pedaços

Se você não acredita em mim,

Olhe dentro dos meus olhos

Porque o coração nunca mente

Whoa x2

Hermione apertou os olhos e se agarrou ao lençol com extrema força esperando pela dor que nunca veio.

O loiro ofegava desesperadamente, a garota era quente e apertada, tudo que ele mais desejava era mover-se dentro dela.

– Tudo b-em? — perguntou em meio aos ofegos.

– Sim. — a grifinória engoliu em seco, sentindo o corpo relaxar gradativamente.

O sonserino respirou profundamente e passou a se movimentar aos poucos, sentindo sua sanidade escorrer por sua testa.

Hermione sentia que poderia morrer a qualquer momento, aquela sensação indescritivelmente boa parecia sufocá-la enquanto arrastava uma corrente elétrica por seu baixo ventre, os lentos movimentos de Draco já não eram suficientes para agradá-la.

Estava insana, cega de desejo, então suas pernas ganharam vida própria, enroscando-se nos quadris do loiro, tornando-o ainda mais próximo de si, fazendo com que um gemido baixo escapasse por entre seus lábios.

A cabeça do sonserino deu um giro ao sentir-se envolvido pelas pernas da castanha e, ao ouvir seu gemido, não havia mais nada que o fizesse voltar a consciência de seus atos.

A medida que seus movimento se tornavam mais intensos os gemidos de ambos se tornavam mais audíveis, mas ainda não era suficiente para Draco, então, escorregou uma de suas mãos pelo corpo de Hermione, primeiro apertando seu seio, qual o loiro fez questão se sugar após o ato, depois encaminhando-se para sua intimidade, tocando em seu ponto mais sensível, fazendo a castanha se contorcer sob ele.

– Malfoy! — protestou ofegante.

Outro ano acabou,

E nós ainda estamos juntos

Nem sempre é fácil,

Mas eu estou aqui para sempre

Mas o garoto ignorou, continuando seus movimentos de maneira rápida, enquanto seus dedos continuavam ocupados com a intimidade da grifinória, seus lábios selavam cada marca e cicatriz que podia alcançar, já Hermione afundava suas unhas nos braços e costas do loiro, roçando suas pernas para cima e para baixo do corpo do sonserino.

Os gemidos de ambos se tornaram mais altos e mais urgentes, o quarto parecia um pedaço do inferno, seus corpos estavam febris, eles estavam elétricos, insanos e apaixonados naquele momento.

Draco investia cada vez mais rápido, alternando a velocidade de seus dedos, fazendo Hermione arquear as costas e morder os lábios fortemente.

– Malfoy! — exclamou a garota de olhos fechados.

E ele diminuiu notavelmente o ritmo.

– Ainda não, Granger. — ele não queria que aquilo acabasse, mesmo que o próprio já estivesse ultrapassado seu limite, tinha que durar para sempre, aquela sensação não podia simplesmente o abandonar.

– Por favor, por favor… — ofegante, a castanha fez um esforço sobre humano para abrir seus olhos marejados - Draco…

Porque nós somos os amantes

Eu sei que você acredita em mim

Quando olha dentro dos meus olhos

Porque o coração nunca mente

Num impulso completamente inconsciente, o loiro investiu uma última vez, rápido, forte e libertador.

Draco saiu de órbita por alguns segundos, aquela sensação de estar sendo inundado pelo gozo quente de Hermione era surreal, mas nada se comparava ao modo como ela pronunciou seu nome instantes antes, a voz carrega por luxúria, seus olhos negros de desejo, o prazer iminente em sua face.

Tudo por causa dele.

Apenas para ele.

E então ele caiu ao lado da grifinória, ambos ofegantes, ambos cansados.

Ele não compreendia, já havia acabado, ele já estava satisfeito, mas por que seu coração insistia em saltar descontroladamente em seu peito? Por que ainda se sentia conectado àquela garota, mesmo estando apenas ao lado dela?

A boca de Draco se abriu num rompante, as palavras estavam prestes a escorregar por sua língua, quando ele percebeu que Hermione mergulhara num sono profundo.

Pela primeira vez, sua feição não demonstrava medo ou angústia.

Ela sorria.

Minimamente, mas sorria.

Então o loiro limitou-se apenas a abraçá-la e ouvir sua respiração suavemente alterada.

E dali pra frente, aquelas três palavras foram esquecidas e logo ele se entregara ao mundo dos sonhos.

Porque o coração nunca mente,

Porque o coração nunca mente.

Mas a pergunta é:

Ele agiria diferente se soubesse que aquela seria a última vez?

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Leia também minhas outras One Shots:

Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno |Íris| Diamond Eyes | Dark Paradise

E a minha outra Longfic: Frutos Do Amor

Notas finais
Espero que tenham gostado! Nãos e esqueçam de comentar e recomendar! Sério, isso me incentiva e muito! Eu amo vocês, minhas leitoras fiéis, já estou me sentindo mal pelo fim de Boneca. Até o próximo, Beijos Xx (: