Notas iniciais
Esse capítulo já era pra estar postado a dias, mas meu computador deu a louca e o Word não quis salvá-lo e eu perdi. Reescrevi e ficou bem melhor, mas não tenho nada a comentar sobre ele. Obrigada pela linda recomendação Caroline *-* A música do capítulo é Bad -Dream Theater. Enjoy;*

Livros, livros e mais livros.

De todas as cores, capas e assuntos, e pode-se notar que, muitos atravessaram séculos.

O trio de Ouro e Ginny ocupavam uma das mesas mais afastadas da biblioteca, cada um cuidando de seus afazeres.

Harry escrevia avidamente com sua pena, tentando reduzir ao máximo o tempo necessário para concluir seu metro de pergaminho para poções. Seus dedos estavam esfolados e seus óculos tortos. Sua cabeça e suas costas doíam, os olhos estavam vermelhos por estarem se esforçando mais do que é costumeiro para se manterem abertos, o pó dos livros irritavam suas narinas e suas roupas estavam amassadas. Ele se sentia e estava um caco.

Ginny tentava a todo custo chamar atenção do menino que sobreviveu. Sua pena escorregava ‘acidentalmente’ para perto do moreno e ela fazia questão eu roçar suas mãos para pegá-la. Fazia perguntas tolas, as quais ele dizia educadamente para que ela perguntasse a Hermione. E vez ou outra roçava suas pernas e jogava o cabelo para o lado.

Rony estava adormecido numa posição terrivelmente desconfortável – diga-se de passagem –. Um de seus braços pendia para fora da mesa, seu corpo estava curvado sobre a peça de madeira. Sua cabeça estava apoiada em seu braço semi dobrado, que estava ao lado de seu tinteiro, esse que estava caído fazendo com que a tinta se misturasse com a baba de Rony, fazendo uma grande meleca em seu pergaminho.

Já Hermione, diferentemente de todos, estava mergulhada em outro mundo. Um grosso livro repousava em seu colo e ela mantinha uma expressão de serenidade. A castanha engolia palavras, linhas, parágrafos, páginas e capítulos avidamente, como se tivesse fome de aprender, o que não era de todo uma mentira. Enquanto lia suas mãos deslizavam pela capa do livro, antiga, desgastada e desbotando. Ela se sentia tão feliz ali, mergulhada em um universo alternativo, sem Voldemort, sem comensais, sem mortes e sofrimento, apenas paz.

_Terminei Mione. –a voz de Harry não havia despertado-a por completo.

O moreno empurrou o pergaminho que parou ao lado de Hermione.

Ela segurou a pena e olhou de relance para o pergaminho, voltando seus olhos para o livro.

A pena deslizava habilmente pelo pergaminho do garoto corrigindo todos os erros e deixando pequenas notas no fim do mesmo.

_Muito bem Harry, poucos erros desta vez. –ela sorriu e lhe entregou o pergaminho.

_Obrigada Mione! –ele agradeceu sorrindo e se levantou guardando ansiosamente seus materiais na mochila.

_Harry será que você poderia me ajudar com... –a ruiva já estava de pé enquanto perguntava e olhava esperançosa para o moreno que não a deixara terminar a frase.

_Ginny você poderia perguntar a Hermione? Eu ainda tenho que ver as táticas de Quadrib...

_IDIOTA! –o tinteiro da Weasley estava vazio.

A tinta?

Escorria e manchava lentamente a camisa de Harry.

A ruiva pegou suas coisas e marchou ruidosamente para fora da biblioteca.

O moreno ficou sem reação por alguns segundos antes de correr desajeitadamente gritando o nome da ruiva e recebendo um olhar reprovador de Madame Pince.

Hermione riu com a situação anti romântica de seus amigos.

Entre uma página virada e outra ela sentiu braços fortes rodearem-lhe a cintura e um rastro molhado de beijos serem depositado em seu pescoço.

A castanha se virou e sorriu para Rony, seu namorado.

~*~

Lugar Desconhecido, Londres.

Se você torcer e girar para fora

Se você rasgar-se duas vezes de novo

Se eu pudesse você sabe que eu faria

Se eu pudesse, eu faria

Deixe que vá

Rendição

Desloque

_Acorda vadia! –Hermione sentiu um forte chute nas costelas e gemeu de dor.

Era a primeira vez que ela conseguia dormir desde a morte de Parvati. Padma só parou –ou não – De chorar quando foi levada para tortura, momento em que todas conseguiram descansar, até agora.

_Isso é pra você aprender a obedecer de primeira. –ele sussurrou ameaçadoramente em seu ouvido e juntou-a pelos cabelos castanhos, arrastando-a pelo corredor, onde as outras bonecas olhavam aterrorizadas para o comensal.

Hermione sentiu seu corpo ser erguido e lançado de costas contra a parede de pedra, seu cotovelo direito –que estava quebrado – colidiu com a parede fazendo-a quase gritar de dor e escorregar até estar sentada no chão.

Ela respirou fundo e fechou os olhos tentando voltar aquela maravilhosa sensação de paz em seu sonho, o que não durou muito.

Se eu pudesse jogar este

Morto-vivo ao vento

Eu deixaria este coração de argila

Veja-o andar, andar pra longe

Na noite

E através da chuva

Na penumbra

E através da flama

Alguns segundos depois ela ouviu aporta ser aberta e se encolheu instintivamente, pela silhueta ela pode reconhecê-lo.

_Malfoy? –perguntou com uma pitada de alivio.

_Hermione... –o loiro observou-a, ela estava tão frágil e tão sexy.

Ela se levantou com dificuldade e sentou-se na beira da cama, sendo acompanhada por Malfoy.

_O que você está fazend... –a frase não pode ser terminada.

Draco segurou-a pelos ombros e invadiu a pequena boca de Hermione com sua língua faminta e selvagem fazendo-a sentir o gosto de álcool.

Ela demorou aproximadamente dois segundos para começar a se debater e tentar empurrar o loiro, sem sucesso.

Ele a segurava fortemente pelos ombros recusando-se a deixá-la sair.

A castanha tomada pela raiva mordeu fortemente a língua do sonserino, afastando-se rapidamente com a mão sobre a boca, chocada.

Draco não gostou e puxou a castanha fortemente pelos cotovelos, invadindo novamente sua boca, duas vezes mais faminto, três vezes mais selvagem.

Ela deu um grito abafado na boca do comensal que só fez excitá-lo ainda mais.

Se eu pudesse por mim mesmo

Deixe seu espírito livre

Eu levaria seu coração embora

Veja-o quebrar, quebrar afastado

Na luz

E ao dia

O loiro a empurrou para que se deitasse e sentou sobre seu quadril, pressionando com força e segurando seus pulsos na altura da cabeça.

Quanto mais Hermione se debatia mais ele pressionava seu quadril machucando-a.

Draco beijava, mordia, chupava e lambia toda a pele exposta do rosto e pescoço deixando algumas marcas.

Ele adorava isso a luta para possuir a maneira como ela se debatia ferozmente parecia tão erótica em sua mente alcoolizada que ele começava a se questionar como conseguia ficar excitado com Pansy ou qualquer outra.

Mas logo já não era suficiente, ele queria mais, ele queria ver mais, fazer mais.

Deixe-o ir

E portanto desaparecer gradualmente

Deixe-o ir

E portanto desaparecer gradualmente

As mãos do sonserino largaram os pulsos –agora roxos – da garota para rasgar suas roupas.

A grifinória deu um grito agudo e assustado com tamanha brutalidade que ele usara.

Ela estava tão perdida.

As roupas de ambos já estavam jogadas pelo ‘quarto’ e Draco observava atentamente o corpo de Hermione.

Os seios empinados, os mamilos redondos e rosas, as curvas bem marcadas pelo corpo magro –até demais –.

A luz da lua iluminava a pele pálida com hematomas e marcas arroxeadas e vermelhas, mas ele não estava ligando, tudo nela parecia exalar sexualidade.

Ele passou a brincar com os seios dela, chupando, mordendo a estava marcando dolorosamente.

Eu estou largamente acordado

Eu estou largamente acordado

Largamente acordado

Eu não estou dormindo

Oh, Não., Não., Não.

Hermione havia parado de se debater e agora estava imóvel, ele estava penetrando lentamente.

Mas estava doendo.

É impossível descrever a dor, não só física quanto mental e emocional.

Ela havia confiado, mesmo que por um minuto, nele.

Havia dito seu passado e suas dores.

Mas pra quê? Não era sexo que ele queria?

Não precisava de todo aquele teatro, afinal, aquela era a função dela.

Nunca negar nada a ninguém se quiser continuar viva, se quiser manter um fio de esperança.

Draco estava insano, era tão bom, ela era tão... Perfeita. Perfeita pra ele.

Se você pedisse então talvez ele faria

Diga-lhe o que eu diria

As cores verdadeiras voam no azul e no preto

O Céu sedoso machucado e a bandeira ardente

Colisão de cores, colidem nos olhos do tiro do sangue

Se eu pudesse, você sabe que eu faria

Se eu pudesse, eu faria

Deixe que vá...

Ele apertava tudo que suas mãos conseguiam alcançar, aquela sensação de êxtase era tão boa, que deveria durar pra sempre.

Hermione já começara a não sentir nada, não ligava para a dor nem para as marcas que ele deixaria.

Seu corpo começara a ficar dormente, aquilo iria livrá-la da dor física.

Mas nada poderia salvar de seu martírio emocional.

O loiro estava louco, penetrava de maneira rápida e forte.

A cabeça de Hermione pendeu para o lado.

Uma última estocada e Draco soltou um urro de prazer desmanchando-se dentro da castanha. Nada poderia ser melhor do que aquilo.

Uma solitária e fria lágrima escorreu dos olhos opacos de Hermione.

“Quando eu não consigo mais aguentar de nojo, eu viro o rosto e fecho os olhos, pra não ver, e obrigo meu corpo a ficar dormente.”

Este desespero

Deslocamento

Separação

Condenação

Revelação

Não tentação

Isolação

Desolação

Deixe que vá

E portanto desaparecer gradualmente

Deixe-o ir

E portanto desaparecer gradualmente

Deixe-o ir

E portanto desaparecer gradualmente

Eu estou largamente acordado

Eu estou largamente acordado

Eu estou largamente acordado

Eu não estou dormindo

Oh, Não., Não., Não.

__________***__________



Leia também minhas outras One Shots:



Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno|Íris| Diamond Eyes



Notas finais
Estou tão triste quanto da primeira vez que escrevi, até roubei uma caixa de chocolates especiais da minha vó. Espero que vocês tenham gostado, eu amei escrever porque foi um dos mais bem escritos capítulos que eu já escrevi. Já sei que vocês leram formando um plano pra me matar de uma forma lenta e dolorosa, mas não façam isso T.T Comentem nesse capítulo, se vocês quiserem o próximo claro. Irei tentar responder todos os reviews (com conteúdo, óbvio). Beijos;*