Boneca
8 VIII
Notas iniciais
Cheguei com mais um capítulo, e já vou avisando, vocês vão odiar Draco Malfoy.
Capítulo dedicado a nani c, obrigada pela recomendação flor!
Não teremos banner nesse, meu photoshop pirou se eu conseguir resolver eu coloco aqui okay?
A música do capítulo é Ignorance - Paramore.
Enjoy;*
Capítulo VIII- Ignorância
Draco se remexeu e sentiu seu corpo todo protestar, levantar não era opção, tinha certeza que se levantasse vomitaria qualquer coisa que estivesse – ou não – em seu estomago e só de pensar em abrir os olhos sentia sua cabeça explodir.
Sentiu uma rajada de vento passar por seu corpo fazendo-o estremecer de frio.
Estaria ele nu?
Apalpou lentamente o colchão e sentiu tocar em algo macio e estático, aquilo seria um cobertor e.…
Seu estomago revirou violentamente e sentiu que sua vontade de vomitar triplicou.
– Pansy. – ele gemeu baixo.
Com um gosto amargo na boca começou a subir sua mão procurando alguma ponta da macia e quente fortaleza felpuda.
– Bom dia, mestre. – a voz gelada e sem emoção soou como um solavanco em seu estomago.
Ele abriu os olhos num rompante e se ergueu de supetão, mas não tardou a sentir seu corpo protestar, sentiu tudo girar e uma dor imensa caindo sentado no chão como um animal acuado.
– Algum problema, mestre? – a voz havia ganhado um leve tom irônico, mas poderia apenas alucinação da mente embaralhada do loiro.
Se sou uma pessoa má, você não gosta de mim
Bem, eu acho que vou fazer do meu próprio jeito
Isso é um círculo, um ciclo vicioso
Eu não consigo mais te animar
Onde está seu martelo? Seu júri?
Qual é o meu delito dessa vez?
Você não é um juiz, mas se você vai me julgar
Bem, me sentencie para outra vida
– Não, só acho que exagerei na bebida ontem à noite. – a voz não passava de um sussurro pesaroso, com uma prece para que tudo aquilo não passasse de um pesadelo ou uma alucinação.
Doce ilusão.
O pequeno corpo deslizou pela cama até estar comodamente apoiado na lateral esquerda do corpo.
Embora suas feições não mostrassem emoção alguma seus grandes orbes cor de mel eram frios e cortantes, os cachos rebeldes e castanhos caíam por seu pescoço e ombros marcados pelas próprias mãos do sonserino, o busto era escondido pelo felpudo cobertor que ia até a metade de suas coxas.
Draco estava horrorizado, ele não faria aquilo faria?
Oh, sim, as roupas femininas em frangalhos pelo chão junto com suas próprias diziam firmemente que sim.
– G-granger?
– Posso ser quem o senhor quiser mestre. – a voz continuava sem emoção, mas agora Hermione engatinhava enrolada em um lençol pela cama, como uma leoa cercando sua presa.
Draco ofegou. Ela conseguia ser tão ameaçadora quanto sexy quando queria.
– O que houve mestre? O gato comeu a sua língua? – agora ela estava no chão, engatinhando em sua direção.
– Granger o–que está fazendo? – ele perguntou encolhendo-se mais.
– Estou prestes a realizar o seu desejo mestre. – a mão da castanha estava prestes a desatar o nó do lençol que cobria parcialmente seu corpo quando Draco sua mão bruscamente.
Não quero ouvir suas músicas tristes
Eu não quero sentir sua dor
Quando você jura que é tudo minha culpa
Porque você sabe, não somos iguais (não)
Não somos iguais (oh)
Oh, não somos iguais
Yeah, os amigos que eram unidos
Nós escrevemos nossos nomes no sangue
Mas você não consegue aceitar que a mudança é boa (ei)
É boa (ei), é boa
– O que pensa que está fazendo?! – exclamou assustado.
– O que eu estou fazendo? O que VOCÊ está fazendo! Já não atuou o suficiente? –ela rugiu furiosa.
– DO QUE ESTÁ FALANDO?
– PARA COM ISSO! JÁ CHEGA DE FINGIR MALFOY!
–EU NUNCA ESTIVE MENTINDO!
– Não Malfoy, não diga que estava sendo sincero… Por favor. –ela implorou baixinho.
– Mas Granger…
– NÃO! FAÇA LOGO O QUE VEIO FAZER E VÁ EMBORA. – ela se levantou sendo imitada pelo loiro.
Draco estava furioso, como ela podia duvidar dele? Justo dele que cuidou dela, que ouviu seus problemas.
– É ISSO QUE VOCÊ QUER NÃO É? ALIÁS, EU JÁ DEVERIA DESCONFIAR QUE VOCÊ GOSTASSE DE SER OBJETO SEXUAL DOS COMENSAIS, AFINAL SEU NAMORADINHO WEASLEY NÃO DAVA NO COURO NÃO É MESMO? E VOC… – um estalo alto preencheu o silêncio do cômodo.
Os cinco dedos de Hermione estavam bem marcados no lado direito da face do loiro.
Draco continuava na mesma posição, o rosto virado e a mão sobre a face atingida.
– OQUE ESTÁ ACONECENDO AQUI? – uma voz dura gritou.
Bem, você me trata como
Uma estranha qualquer
Bem, é um prazer te conhecer, senhor
Eu acho que já vou
É melhor que eu vá pelo meu próprio caminho
Você me trata como
Uma estranha qualquer
Bem, é um prazer te conhecer, senhor
Eu acho que já vou
É melhor que eu vá pelo meu próprio caminho
A ignorância é sua nova melhor amiga
A ignorância é sua nova melhor amiga
O sonserino tentou, mas não conseguiu formular sequer uma palavra.
– O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO SUA VADIA? – o comensal pegou-a pelos cabelos, e colocou seu pulso no meio de sua coluna.
Prendendo o cabelo da castanha entre seu peito e o ombro da mesma, pegou uma adaga e pressionou em seu pescoço.
Ela tinha a cabeça tombada e os dentes cerrados.
“Não faça nada, mantenha a calma.” – Hermione pensava.
– Está tudo bem? –o comensal perguntou pressionando ainda mais a adaga no pescoço da grifinória.
Draco assentiu e viu o comensal ameaçar a castanha e arrastá-la para algum lugar, qual ele preferia não saber.
E essa é a melhor coisa que poderia ter acontecido
Um pouco mais e eu não teria aguentado
Isso não é uma guerra, não, isso não é um arrebatamento
Sou só uma pessoa, mas você não aguenta isso
Os mesmos truques que, que uma vez já me enganaram
Eles não irão te levar a nenhum lugar
Não sou a mesma criança da sua memória
Bem, agora eu posso me defender sozinha
~*~
Mansão Malfoy, Londres.
Já eram onze da manhã, uma fina garoa caía do lado de fora combinando perfeitamente com o dia acinzentado como aquele.
Pansy estava sentada numa confortável poltrona de frente para a porta.
Seus cabelos loiros estavam soltos, caindo ordenadamente por seu robe verde esmeralda de seda, tinha nas mãos uma pesada xícara de chocolate quente cuidadosamente segurada para não cair em suas pernas cruzadas.
Draco ainda não havia chegado e ela já estava impaciente.
Estava decidida a ignorar e depois descobrir quem era essa vadia e matá-la.
Logo um som de aparatação preencheu os ouvidos da loira que sorriu maliciosamente.
Mas logo esse sorriso vacilou ao ver a expressão de seu noivo.
Não demonstrava satisfação, prazer, não.
Mostrava transtorno, culpa, raiva.
Não quero ouvir suas músicas tristes
Eu não quero sentir sua dor
Quando você jura que é tudo minha culpa
Porque você sabe, não somos iguais (não)
Não somos iguais (oh)
Oh, não somos iguais
Yeah, nós costumávamos ficar juntos
Nós escrevemos nossos nomes no sangue
Mas você não consegue aceitar que a mudança é boa (ei)
É boa (ei), é boa
– Draco, querido, bom dia. – ela dissimulou a dúvida sorrindo e colocando sua xícara no criado mudo.
– Pansy. Bom dia. – respondeu por educação.
– Você não parece bem, quer uma massagem? – ela ofereceu, obviamente com segundas intenções, já se levantando.
Draco não estava em condições de negar uma massagem, precisava relaxar.
Ele suspirou derrotado e assentiu.
~*~
Quarto de Draco Malfoy, Londres.
Pansy deslizava a camisa social branca pelos braços fortes do loiro, procurando atentamente qualquer arranhão ou marca de batom ou uma marca roxa.
Nada.
Aquilo era muito estranho.
A loira ajudou o sonserino a se deitar na grande e confortável cama de casal, sentando-se em seus joelhos.
Draco relaxou os ombros e tentou não pensar em nada, apenas concentrou-se em sentir os toques de Pansy.
A sonserina por sua vez massageava de maneira bem lenta e sensual as costas do loiro, sentindo um enorme calor subir por seu corpo, ela já não conseguia se conter, queimou de desejo a noite toda esperando por esse homem, tinha que mostrar que ela poderia ser melhor, bem melhor que qualquer vadia que ele pudesse arrumar.
Bem, você me trata como
Uma estranha qualquer
Bem, é um prazer te conhecer, senhor
Eu acho que já vou
É melhor que eu vá pelo meu próprio caminho
Você me trata como
Uma estranha qualquer
Bem, é um prazer te conhecer, senhor
Eu acho que já vou
É melhor que eu vá pelo meu próprio caminho
A ignorância é sua nova melhor amiga
A ignorância é sua nova melhor amiga
A ignorância é sua nova melhor amiga
A ignorância é sua nova melhor amiga
Pegou um óleo no criado mudo, puxou o laço do robe e espalhou o óleo pelas costas de Draco, massageando suas costas com suavidade debruçando-se lentamente sobre ele.
Malfoy sentiu a pele alva de seu ombro ser sugada delicadamente.
– Draquinho. – ela gemeu em seu ouvido pressionando seus seios intumescidos nas costas do loiro.
Draco não queria transar com Pansy, não queria nem falar com ela, mas ele ainda era homem.
Pansy o virou de barriga pra cima e sorriu maliciosamente apalpando seu membro ereto e roçando seu corpo no de Malfoy, para logo depois beijá-lo.
Ela não estava, nesse momento, se importando com a amante do noivo, mas sabia que faria tudo para matá-la, e conseguiria disso ela tinha certeza.
Bem, você me trata como
Uma estranha qualquer
Bem, é um prazer te conhecer, senhor
Eu acho que já vou
É melhor que eu vá pelo meu próprio caminho
Você me trata como
Uma estranha qualquer
Bem, é um prazer te conhecer, senhor
Eu acho que já vou
É melhor que eu vá pelo meu próprio caminho
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Leia também minhas outras One Shots:
Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno|Íris|Diamond Eyes
Notas finais
Beijos e até o próximo;*
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