Boneca

17 Make Me Wanna Die.


Notas iniciais
Oi Oi Oi pessoas lindas do meu coração, perdoem-me pela demora, mas estive muito ocupada essas férias, e estou a uma hora de entrar no carro e pegar a estrada! Mas estava me sentindo tão culpada que tive que terminar o capítulo e postar antes de ir. Espero que gostem, quando voltar, farei Banner. Capítulo dedicado a Jack Janne, eu realmente adorei sua recomendação! Obrigada linda! Nos vemos lá em baixo. Enjoy;* P.S: A fic completou mais de um ano, e eu nem tinha visto! Tenho tanto a agradecer a vocês, meus leitores que nunca me abandonaram, sério, eu daria minha vida por vocês, todos são tão especiais na minha vida! Sério mesmo, eu amo escrever por e pra vocês, eu os amo demais.

Adoradas crianças! Há quanto tempo, não é mesmo? O que estiveram fazendo durante todo esse tempo? Eu estive passando várias tardes com Merlin, tomando chá e comendo bolo de gengibre, maravilhoso!

Mas nenhuma de vocês veio aqui para saber sobre as minhas histórias da hora do chá, não é mesmo?

Todos confortáveis em seus lugares? Comecemos então.

"Estão tentando tirar a nossa dignidade. Sua dignidade está dentro de você. Ninguém tira nada de você, se você não entregar para eles"

(frase retirada do filme “Estrada Para A Glória”).

~*~

— Tragam a Sangue Ruim! — gritou Bellatrix.

Rony se encolheu em seu canto.

Estava com medo, muito medo.

Ele não estava preparado para ver o que veria, ele não queria vê-la, não daquele jeito, não naquela situação.

As grandes portas de carvalho se abriram fazendo um estrondo, por ela entraram dois comensais arrastando uma massa de cabelos revoltos.

Hermione…

A garota foi jogada no chão, caindo de joelhos, a cabeça baixa, seu cabelo cobrindo suas feições.

— Dolohov! Venha cá! — gritou Bellatrix, acenando grandiosamente com a mão.

Um homem alto e de aparência nada simpática se levantou por entre os comensais e abriu um sorriso malicioso enquanto descia as pequenas escadas e ia caminhando até o centro onde estavam Bella e a garota.

— Sim? — perguntou o homem.

— Você anda muito tímido ultimamente, não acha? Que tal se mostrasse um pouco de seu merecimento por estar aqui entre nós vencedores? — provocou a mulher com um humor sádico.

— Claro que sim, senhora.

— Ótimo, quando quiser. — disse a comensal virando-se de costas e abanando as mãos com pouco caso.

O comensal novamente sorriu e esfregou as mãos, aproximando-se mais de uma Hermione que tremia desesperadamente.

O homem então parou atrás da garota e levantou o braço, acertando seu cotovelo entre as omoplatas da garota, fazendo com que seu tronco fosse ao chão, estendendo-se sobre a pedra polida.

Não houve nenhuma reação.

Nem por parte de Rony, nem pela grifinória, mas isso não durou o suficiente para que o ruivo se acalmasse.

Logo Dolohov se aproximou um pouco mais, agachando-se ao lado da castanha estirada no chão e puxou algo brilhante de seu casaco.

Uma adaga. O objeto preferido pelos comensais, pelo que Rony observara.

O homem inclinou-se ligeiramente para frente, escorregando a adaga três longas vezes nas costas da garota, três rasgos profundos em sua pele pálida que passou a contrastar com o sangue que começara a se acumular.

Então o comensal se levantou e, dando um passo para trás, empunhou a varinha e murmurou algo inaudível.

Em poucos segundos, os cortes nas costas de Granger começaram a queimar. Literalmente.

As labaredas lambiam e se alastravam lentamente pela pele da garota, e ela urrava de dor, sem conseguir se mexer.

Aqueles sons que provinham dos gritos da grifinória eram os protagonistas de grande parte dos pesadelos de Rony e ver e ouvir as torturas tão de perto era horripilante.

O fogo aos poucos passou a se apagar, mas a ardência continuava ali, fazendo a castanha se contorcer desesperadamente.

O comensal guardou a varinha aproximando-se mais de Hermione e segurando seu ombro com força.

— Não estou com paciência para muita tortura hoje, sangue-ruim. — Dolohov puxou seu ombro para trás bruscamente, jogando-a sobre os joelhos novamente, suas costas em atrito com o chão fizeram com que ela soltasse um alto gemido de dor — Vamos partir para a ação.

E então um sorriso malicioso surgiu em seus lábios, e o homem rasgou a pequena blusa e o sutiã que Granger usava, deixando vulnerável e fazendo com que soltasse um ofego de surpresa.

Ronald fechou os olhos imediatamente.

Se recusava a ver aquilo.

Mas ainda sim não poderia impedir-se de ouvir com suas mãos atadas às costas.

Ele nunca se esqueceria do silêncio mortal da castanha naquele momento.

~*~

— Weasley, atenção! — vociferou Lucius.

Os olhos azuis de Rony percorreram todo o cubículo em que dormia, até encontrarem os olhos frios de Malfoy.

O ruivo estremeceu.

— Você tem dois minutos para ficar apresentável e ir até o Salão dos espelhos. Compreendeu bem, traidor?

Ronald balançou a cabeça positivamente.

— Se não estiver lá no tempo estipulado sofrerá sérias consequências, você sabe… — um minúsculo sorriso perverso surgiu por entre os lábios de Lucius e, com isso, ele deixou a instalação.

Weasley não perdeu tempo e rapidamente vestiu seu terno surrado e saiu em disparada pelos corredores estreitos.

Fora uma corrida e tanto do subterrâneo até o terceiro andar e, além de ter que calçar seus gastos sapatos sociais pelo caminho, sua franja atrapalhava sua visão, fazendo-o tropeçar nos próprios pés diversas vezes.

Até que, por fim, chegou até o Salão dos Espelhos, que teve as portas abertas imediatamente.

— Crucio! — a voz doce de Narcisa Malfoy preencheu o ambiente, parecendo mais firme do que nunca, enquanto o ruivo agonizava no chão — Dez segundos atrasado, Weasley.

Rony não pode ver, mas um sorriso sádico surgiu no rosto de Sra. Malfoy.

— Surpreendente, Narcisa, realmente, mas infelizmente hoje você não poderá cuidar do Traidor, tenho alguém especial para isso. — Lorde das Trevas se pronunciara.

A loira balançou a cabeça negativamente se sentou ao lado do marido, repousando sua cabeça no ombro do mesmo.

Ronald não ousou se mover sequer um centímetro deitado no chão.

— Como todos já sabem, nós temos um novo comensal. Abbott, cuide dele, sim?

O ruivo ouviu um baixo ruído, uma cadeira se arrastando.

— Sim, Milorde.

Aquela voz, Rony conhecia aquela voz.

— Levante-se, traidor asqueroso! — gritou Rodolfo.

E Weasley o fez, lentamente, sentindo seus músculos berrarem em repreensão.

— Levante a cabeça, escória!

“Parkinson, vadia”— pensou o grifinório, levanto a cabeça aos poucos.

— Sabe o que fazer, Abbott. — disse Voldemort.

Aquele homem era…

“Neville Longbottom!”— os pensamentos do ruivo berraram.

“Esse traidor, maldito!”

— Seu canalha!

Rony havia rugido e partido para cima de Neville, acertando-lhe um soco certeiro no nariz.

— Maldito Weasley!

— Você acha que é atoa que um Leão representa a Grifinória? Seu covarde! Desgraçado! COMO PÔDE? — o ruivo berrava, libertando toda sua raiva acumulada.

Outro soco.

Desta vez, Longbottom desviou.

— Você sabe porque sua família morreu Neville? Quem os matou? E o que dizer de Luna? VOCÊ SABE O QUE ELES FIZERAM A LUNA? SEU PORCO, IMUNDO!

— JÁ CHEGA! — gritou Fenrir jogando Ronald para longe.

Neville estava parado, com a mão sobre o nariz que sangrava sem parar.

Ele achava que nunca poderia se sentir mais ferido do que quando se sentiu ao ver Luna correndo para longe de si, mas a verdade, que havia sido jogada e esfregada em sua face, ela doía muito mais do que qualquer coisa.

— Escute bem, asqueroso Weasley, nós lhe chamamos para fazer uma proposta, então é melhor ficar calmo. — rosnou Fenrir.

O sangue de Ronald explodia em suas veias, seus olhos queimavam em ódio enquanto miravam Longbottom ao se recompor, mas ele não queria ser torturado, então endireitou o corpo e se acalmou.

— Então, Ronald, depois de muito discutirmos sobre suas atitudes como escravo, decidimos dar-lhe uma chance.

— Nós não decidimos nada, Milorde!

— Cale-se, Rowle! Não seria nenhum sacrifício castigá-lo tamém. — sibilou Voldemort, logo voltando seu olhar sorrateiro para o ruivo — Prossigamos, caro Weasley. A meu ver, você seria um ótimo comensal. Promissor, digamos. E eu estaria disposto a passar por cima de tudo o que você já fez para que se torne um de nós.

— Nunca! — vociferou Rony.

— Ora, Ronald, pense bem. É uma oportunidade única, imagine as vantagens que terá: Ganhará um quarto no segundo andar, será tratado como Rei, não sofrerá torturas e poderá ir e vir para onde quiser. E você só tem de fazer uma coisa para ganhar tudo isso. — a voz de você-sabe-quem era persuasiva.

Rony parou para pensar por um momento.

Sairia daquele cubículo repleto de mofo e infiltrações, não comeria sobras, vestiria roupas descentes e poderia tomar quantos banhos quisessem.

E tudo que tinha que fazer é dizer sim.

O ruivo abriu a boca, pronto para responder, da forma mais firme possível, um sim, quando Voldemort se pronunciou.

— Contudo não pense que a vida boa será a única atividade que lhe será acarretada, mas, se pensarmos bem, você terá apenas uma pequena prova de lealdade. — Voldemort sacudiu suas mãos em descaso.

— E qual seria… Milorde? — pronunciou com dificuldade, tossindo levemente.

O homem sorriu psicopaticamente.

— Olhe para sua direita, Weasley, o que você vê?

Rony virou a cabeça lentamente para o lado.

— Hermione…

Sua boca secou completamente.

— Exatamente, Ronald. Tudo o que você tem que fazer é ir até lá e lhe dar algumas marcas roxas, talvez algumas cicatrizes, quem sabe?

Os olhos do ruivo se mantinham fixos na garota frágil, machucada, de joelhos no chão frio, com as mãos e pés atados às costas. Sua boca se movia ininterruptamente, como se ela não precisasse respirar, mas nenhum som era ouvido.

“Ela deve estar orando”— pensou o garoto, com as lembranças invadindo sua mente.

“Férias de Natal, pouco antes da terrível Guerra, Hermione estava ajoelhada no tape da Toca, falando extremamente baixo, enquanto segurava suas mãos.

Rony se aproximou lentamente, ajoelhando-se em frente à garota.

— Mione? Você está bem? O que está fazendo? — perguntou curiosamente.

— Rony! Eu não o vi chegar, é tão cedo. Não deveria estar dormindo? — perguntou embaraçada.

— Na verdade eu… Tive um pesadelo, onde você… Morria, Herms, foi horrível. Então, quando acordei, fui ao seu quarto te procurar, você não estava lá, obviamente. Fiquei assustado, quando ouvi alguns murmúrios aqui e desci para ver o que era. — Ronald sentiu suas orelhas em chamas — Mas me responda, que está fazendo?

— Eu estou… Orando, Ronald, é algo que os trouxas fazem, para se comunicar com Deus. Lembra-se do que lhe expliquei há alguns anos? Sobre os Deuses trouxas? Isso. Sei que não sou muito de crenças, mas meus pais, Rony, eu não sei se eles vão sobreviver, eu… — a tentativa de reprimir as lágrimas foi falha. A face da castanha já estava completamente molhada, enquanto ela soluçava baixinho.

O ruivo, num gesto repentino, puxou-a contra si, abraçando apertado enquanto sentia o cheiro de seus cabelos.

Pergaminho, tinta e ervas.

Era esse o cheiro mais maravilhoso que ele já havia sentido na vida.

Cuidadosamente separou seus corpos e sua mão foi, instintivamente, enxugar as lágrimas da namorada.

— Fique calma, Mione, tudo vai dar certo e, muito em breve, você verá seus pais novamente. Você confia em mim? -perguntou.

A garota sacudiu a cabeça afirmativamente, então Ronald sorriu, debruçando-se sobre a grifinória.

Seus corpos se aproximaram de modo que Rony podia sentir novamente o cheiro do cabelo de Hermione.

E enfim eles se beijaram, compartilhando do medo e da paixão que sentiam.

Por algum tempo, eles realmente acharam que tudo daria certo.

Pobres almas apaixonadas.”

— E então, Weasley, o que me diz? — perguntou Voldemort, visivelmente impaciente.

Antes a castanha tivesse realmente morrido...

— Eu… Aceito.

… A fazê-lo passar por isto.

O sangue do ruivo disparou nas veias, seus batimentos cardíacos aumentaram tão rápido que o garoto sentia que seu coração poderia despencar em seu íntimo.

Voldemort sorriu.

— Busquem a Sangue-ruim.

E então dois comensais mascarados foram até a castanha.

Quando os homens abriram a sela, Hermione levantou o rosto levemente.

Não disse nada, mas seus olhos, seus grandes orbes castanhos opacos ganharam um brilho oculto.

O reflexo do medo, do horror.

E naquele momento Rony soube que jamais poderia fazer aquilo com ela.

Habilmente, Ronald nocauteou o Fenrir, fazendo com que o homem desse alguns passos para trás, quase caindo.

Enquanto ouvia os passos apressados em sua direção, o ruivo olhou para frente, vendo Dolohov próximo.

Algumas passadas.

A adaga do comensal estava em suas mãos.

E foi ali, diante todos aqueles mesmos comensais, justamente com a mesma adaga onde escorrera o sangue de Hermione, ele se matou.

A lamina atravessou seu peito e, num último sopro de vida, enquanto seu sangue escorria, sibilou:

— Desculpe-me por trair sua confiança, Mione.

~*~

Pobre Ronald, nosso tão querido Rei, que descanse em paz.

Infelizmente, meus amados seguidores, terei de partir, estou pensando em aparatar próximo ao Cemitério, afinal, todos os bravos estão lá, deitados no manto da eternidade, algumas flores farão bem aos seus espíritos.

Espero vê-los em breve!

“Vida longa ao nosso rei!”

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Leia também minhas outras One Shots:

Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno |Íris| Diamond Eyes | Dark Paradise

E a minha outra Longfic: Frutos Do Amor

Notas finais
Se tiver algum errinho me perdoem, conserto quando voltar! Bem, o próximo capítulo só virá com uma recomendação e comentários, obviamente, acredito que vocês vão adorar! Se eu tiver mais de uma recomendação eu posso postar também a matéria que o Profeta escreveu sobre a Pansy, o que me dizem, hein? Vou tentar responder os comentários do capítulo anterior agora. Amo vocês garotas (se tiver algum garoto aí, se pronuncie, eu também te amo), vocês são a minha vida! Até logo! Grande beijo Xx (: