Notas iniciais
Hey, eu estou aqui de novo, não abandonei a fanfic, como havia prometido!
Sei que demorei, mas tenho motivos pra isso.
Primeiramente estive em semana de provas até terça passada, estou cheia de trabalhos em grupo para fazer (tenho praticamente morado na casa da minha melhor amiga), tenho de ler três livros extremamente extensos até semana que vêm e, na mesma semana, já estarei entrando novamente na maratona de provas, fora que, além de tudo isso, estou com uma cólica desgraçada e minha internet está um lixo, era pra esse capítulo já estar postado desde ontem, mas meu computador travou e resolveu não colaborar.
Bem, não tenho previsão para o próximo capítulo (Nem sei como pude escrever este), mas estarei atualizando a fanfic "Frutos do Amor" o mais breve possível, esse capítulo é completamente dedicado a Cupcake Weasley Jackson que recomendou a história, obrigada gatona, você é um amor!
Sem banner nesse por enquanto.
Nos vemos lá em baixo,
Enjoy;*

Olá crianças! Que alegria vê-las novamente por aqui tão depressa! Pois bem, desta vez estou trazendo a história de dois personagens adoráveis! E, aqui para nós, são completamente casáveis, hihihi.

Prontos? Comecemos então!

“Às vezes, não sentir é o único meio para sobreviver”.
(Frase retirada do filme “A Vida Secreta das Abelhas”).

~*~

Em algum lugar no fim do mundo uma pequena casa se erguia entre as rochas.

Era perigoso morar ali, eles sabiam.

Mas ainda mais perigoso do que aquilo, seria voltar para qualquer outro lugar do mundo, do mundo de Voldemort.

As ondas se chocavam violentamente contra a muralha rochosa, estava chovendo e relampeava de segundo em segundo.

George estava com medo, ele escalava o mais rápido que suas mãos calejadas, cortadas e molhadas permitiam.

Seus sentidos vacilavam e sua visão oscilava quando o barulho do mar enfurecido chegava a seus ouvidos, suas pernas tremiam e seus pés escorregavam com facilidade, ele deveria ficar atento.

Foi com alívio que avistou, no topo da pedra, a minúscula casa de madeira onde se abrigava.

O garoto correu desesperadamente até que um rangido se fez presente sob seus pés.

O grifinório observou o minúsculo lugar, estava vazio e extremamente silencioso, só não se encontrava na completa escuridão pela fraca luz oscilante, vinda de outro cômodo.

George caminhou receosamente até a pequena cozinha que ali havia. Sua varinha em punho, ele estava pronto para estuporar qualquer coisa que se movesse de modo suspeito.

Um suspiro de alívio passou por seus lábios quando ele avistou a cabeleira ruiva, idêntica à sua, debruçada sobre a mesa.

Ele se aproximou silenciosamente.

– O que está fazendo?

Fred escrevia incessantemente num grande pergaminho, do qual George só conseguia visualizar no momento.

Era um mapa extremamente detalhado e continha anotações e rabiscos por toda sua extensão.

O ruivo piscou rapidamente, dirigindo seu olhar arregalado para seu irmão.

– Eu a achei.

O espanto de George era palpável.

– Mas... como? – sua voz continha espanto.

Os olhos mel-esverdeado do garoto fixaram-se novamente no pergaminho.

– Há algum tempo venho estudando as estatísticas com ajuda de um livro trouxa que achei, quando vi que havia chances dela estar viva fui até à Toca e reprogramei o relógio, colocando Angelina no meio, o ponteiro mostra perigo mortal. – ele falava de modo alucinado, seus olhos arregalados percorriam cada centímetro do pergaminho de maneira furiosa.

– Mas como você sabe onde encontrá-la? – perguntou George.

Fred encarou novamente o irmão, com uma expressão esperançosa.

– Leglimência. – respondeu.

– Isso é loucura, Fred! Loucura! Você se arriscou indo até a Toca, você arriscou as nossas vidas! A nossa localização! Você não pode ir! – gritou o ruivo sacudindo o gêmeo pelos ombros com voracidade.

– Eu não pedi permissão, George. Eu disse que a encontrei e vou até ela, com ou sem você.

– Você não pode! Fred, você vai revelar a nossa existência, nossa localização! Como você acha que levaremos nossas vidas depois?!

– Mas de que vida você está falando? Disto aqui? Isso não é uma vida, vida era o que nós tínhamos antes dessa maldita guerra! Eu passei todos esses seis amaldiçoados anos trancafiado nessa casa, eu não tenho nada a perder!

– Mas...

– Não tem mais George, já estou decidido. Partirei pela manhã, sozinho, se necessário.

George suspirou, o irmão tinha razão.

Eles não tinham nada a perder.

~*~

O ar faltava em seus pulmões, ela ofegava em busca de ar, seu peito doía e sua garganta queimava insanamente.

A garota tinha medo, muito medo, podia sentir as garras de a morte arranhar seus calcanhares, uma canção baixa soava em seus ouvidos, pereciam sussurros sombrios, que alastravam como arrepios por sua coluna, a risada estridente de Bellatrix ecoava em primeiro plano, porém aquela voz sussurrante ainda podia ser ouvida.

De repente um estrondo se foi ouvido e a risada sádica cessou.

Ela não podia acreditar no que seus olhos viam.

~*~

– Onde estamos?

– Eu não sei George, eu não sei! – Fred esganiçou a voz enquanto sussurrava.

Alguns passos se aproximaram e o coração de ambos bateu no estômago, eles se encolheram contra a parede, escondendo-se nas sombras.

Os passos ficaram ainda mais próximos, os gêmeos se encolheram internamente e prenderam a respiração.

As sombras negras deram mais um passo e estacaram bem a frente dos ruivos.

Por um segundo a sensação de que poderiam estar sendo vistos parou o coração dos grifinórios, uma sensação de agonia subia desde seus dedos do pé e atravessavam sua espinha até a garganta.

Um dos comensais encarou os garotos durante alguns segundos e levantou a mão vagarosamente, como se fosse tocá-los, mas um barulho ensurdecedor foi ouvido.

As largas portas de carvalho se abriram num rompante e a voz estridente de Bellatrix ecoou pelo corredor cinza e gélido.

– O que vocês estão fazendo aí? Inúteis! Vão logo, e tragam a sangue-ruim!

Os comensais assentiram e, antes de aparatar, deram um rápido último olhar para os gêmeos ainda encobertos pelas sombras.

Logo eles já não mais estavam por ali.

Um grito agudo cortou o silêncio e logo foi acompanhado por uma risada psicótica de Bellatrix, que empurrara novamente as portas de carvalho.

– Angelina! – sussurrou Fred, revelando-se no corredor.

– O que está fazendo?! – berrou George enquanto acompanhava, com horror, seu gêmeo correr em direção à passagem prestes a se fechar com a varinha em punho.

O garoto não obteve resposta.

– Bombarda! – berrou o outro e os cacos da porta se espelharam pelo ar.

O ar fugiu dos pulmões do ruivo quando viu a cena à sua frente.

George chegou logo atrás, espelhando o choque do irmão.

Angelina estava jogada do outro lado do salão circular – que mais se assemelhava com uma arena –, seu sangue pingava formando uma poça escarlate no chão e, em seu estômago, uma adaga de prata estava fincada. Ela estava suada e parecia cansada de tanto gritar, respirar aparentava ser uma tarefa bem difícil de ser executada.

Os olhos da garota ganharam um brilho intensamente sombrio.

Era ele, seu ruivo, o garoto por quem respirava todos os dias, o dono de seus pensamentos e lembranças mais felizes. Mesmo com todo o sofrimento em seus traços másculos, o grifinório ainda conseguia ser o homem mais bonito do mundo aos seus olhos. Os cabelos ruivos antes bem cortados e brilhantes agora eram longos até abaixo dos ombros e tinha um corte irregular e opaco, a barba por fazer e sua íris mel esverdeada não brilhava há muito e isso era notório.

– Fred... – sua voz não passava de um sussurro sofrido, um sorriso fantasma surgiu em seus lábios.

O coração do ruivo passou a bater de maneira tão rápida que o garoto acreditava que as pessoas podiam ouvir ou até mesmo que ele pudesse atravessar sua caixa torácica e sair andando.

– Angelina! – ele correu em direção a garota trocando os pés diversas vezes, uma sensação de desespero e saudade inundava seu corpo e embriagava seus músculos.

Suas pernas não suportaram seu peso por muito mais tempo e seus joelhos cederam e foram diretamente ao encontro do chão frio, ele estava ajoelhado ao lado da morena.

– Angelina... – sua voz saiu embargada e logo estava sendo acompanhada por finas lágrimas que banhavam sua face.

A garota abriu um minúsculo sorriso e ergueu a mão com dificuldade, para depois tocar com delicadeza o rosto de seu amado, limpando-lhe as lágrimas.

– Você está aqui mesmo... Desta vez não apenas uma alucinação. – ela sussurrou.

Ele assentiu e fungou, pondo sua mão sobre a as garota.

Um silêncio sepulcral se alastrou pelo local, até que palmas foram ouvidas.

– Que patético, o mocinho aparece para salvar a mocinha e eles são felizes para sempre. – Bellatrix zombou – Que coisa mais clichê, lamento informá-los, caros heróis, mas eu não gosto de romances ‘água com açúcar’. – um sorriso de escárnio se espalhou por seus lábios – Dessa vez não teremos um final feliz, queridinhos. Sectumsempra!

O feitiço atingiu Angelina, que gritava insanamente de dor, ela não suportaria por muito mais tempo.

Fred observava o sangue de sua garota jorrar em suas próprias vestes, aquilo era aterrorizante demais, ele não podia suportar vê-la sofrendo.

Bellatrix sorriu de maneira assustadoramente sádica.

– E você Weasleyzinho, – disse referindo-se a George – vai fazer alguma coisa ou vai apenas apreciar os últimos momentos da vida de seu irmãozinho e da namoradinha patética? – o riso de escárnio da comensal invadiu seus ouvidos, mas ele não conseguia, não podia fazer nada. – Chega de encenação! Crucio! – o feitiço atingiu diretamente a coluna de Fred que, não suportando seu próprio peso, caiu por cima de sua amada.

O grito de desespero de Angelina foi inevitável quando a adaga aprofundou-se ainda mais em seu estômago.

– Chega! Por favor, eu imploro! Chega de tortura! Que venha logo a morte, Merlin, que venha logo! Eu não aguento, não posso mais suportar! – ela berrou a plenos pulmões.

Um desespero profundo atravessou o corpo do ruivo ao ver os olhos da garota fecharem-se vagarosamente, suas mãos foram até seus ombros, apertando-os com força e os sacudindo.

– Angelina! Não! Não! Não! Não me deixe agora Angelina, não me abandone, por favor, eu te amo! – gritou o rapaz enquanto a sacudia violentamente.

Um sorriso suave cravou-se nos lábios da garota enquanto seus olhos o miravam docemente.

– ... Esperei tanto para ouvir isso de você, Fred... Eu também te amo, seu palhaço! – o sorriso vacilou e seus olhos se fecharam de maneira lenta, enquanto as lágrimas do grifinório rolavam incessantemente e seus soluços rompiam sua garganta de modo doloroso.

– ANGELINA! – a face do ruivo se contorcia numa expressão de completo horror, ele não podia acreditar que a garota dos seus sonhos, agora, estava morta.

Seu choro intenso e incessante quebrava o silêncio enquanto alternava entre soluços e sussurros do nome de Angelina, ele não poderia conviver com aquilo, não queria conviver com aquela lembrança.

Lentamente ele se deslocou de cima do corpo gelado e inerte, o sangue quente ainda manchava o chão, mas ele não se importava, não naquele momento.

Lentamente, ele puxou a adaga, tendo cuidado para não machucar sua amada no processo, e observou seu brilho prateado sendo ofuscado pelo escarlate que lhe banhava.

Num único movimento, ele fincou a prata em seu próprio coração, seu sangue sendo misturado com o de sua amada, ele iria encontrá-la dali pra frente, num lugar melhor, ele esperava.

Seu corpo novamente cedeu, tombando para frente e encontrando apoio no corpo feminino, encharcando-o ainda mais com o seu próprio sangue.

~*~

E ali fora marcado o fim de uma triste história de amor, ah meus queridos, me dói o coração relembrar que esse amor tão avassalador teve um fim tão trágico como esse.

E, quanto a George, dizem que ele conseguiu fugir, no entanto enlouqueceu com as imagens da morte de seu irmão, e, além disso, a única coisa que se sabe é que ele navegou, ou ainda navega, sem rumo pelo oceano.

Agora eu realmente tenho de ir, até a próxima minhas queridas crianças!

Que nos vejamos muito em breve!

Adeus!

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Leia também minhas outras One Shots:

Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno | Íris | Diamond Eyes | Dark Paradise

E a minha outra Longfic: Frutos Do Amor

Notas finais
Eaí, gostaram? Espero que sim e não se esqueçam de comentar e/ou recomendar! Além de fazer uma autora feliz ajuda na inspiração!
Ninguém aí vai fazer um recomendação no Nyah!Conference não? Okay, ainda amo vocês *risos*
Vejo vocês nos comentários!
Até a próxima,
Beijos (: xx