Notas iniciais
[Capítulo revisado e editado em 07/09/13]

Gente não deu pra responder todos os reviews, mas prometo que vou tentar responder todos nesse capítulo ^^

Gente sinceramente eu não gostei muito desse capítulo, mas eu prometo caprichar no próximo, pode demorar um pouquinho mais, porém vai compensar.

Enjoy;*

– Granger? – Draco perguntou, desacreditando.

Lucius deu um sorriso afetado e olhou para o filho.

– Vejo que reconheceu sua colega Sangue-ruim. – ele riu com escárnio – Agora vou deixá-los a sós, vocês tem alguns assuntos pendentes. – Hermione novamente foi de encontro à parede, porém dessa vez a cama estava sob ela.

Ele riu ainda mais quando a castanha bateu fortemente com a cabeça na parede. Ela não gritou, nem gemeu, apenas fez uma careta de dor.

Mancando levemente, Lucius deixou a sala ainda rindo.

Hermione sentou-se na beira da cama, segurando fortemente o colchão e olhando para baixo, sempre em silêncio.

Draco observou a mulher em sua frente. Ela estava magra, muito magra, havia manchas roxas e marcas de tortura por toda pele visível, seus cabelos estavam sujos e despenteados. Em volta da jovem boca viam-se linhas e seus lindos olhos castanhos já não brilhavam e, abaixo dos mesmos, olheiras roxas e profundas. Seu rosto se encontrava vermelho e inchado, marcado por lágrimas. Vestia um lingerie branco e gasto, com uma camiseta cinza rasgada, tudo estava manchado de sangue. Sangue seco, como se estivesse ali há semanas, e sangue recente.

Ele sentou-se ao lado dela, e esticou a mão para tocá-la.

A garota se encolheu e se afastou instintivamente.

Draco abaixou a mão, e viu seus olhos castanhos se arregalarem e a expressão da moça se contorcer no mais puro horror, quando percebeu o que havia feito.

– Me perdoe mestre, me perdoe. – ela dizia em tom de súplica, enquanto tremia da cabeça aos pés.

Draco ficou horrorizado com o que ouviu.

“Mestre, ela me chamou de mestre.”

Ele via medo, horror, pavor e dor nos olhos da castanha.

“Ela acho que eu ia... Oh meu Merlin! O que fizeram com essa garota?”

– Granger?

– Sim mestre?

– Olhe pra mim. – não foi uma ordem, estava mais para um pedido.

Mas Hermione não iria brincar com a sorte, olhou rapidamente para ele.

– O que fizeram com você? – ele perguntou em tom assustado, passando a mão pelos cabelos loiros.

Seja lá o que fizeram com ela, era loucura! Hermione sempre fora uma grifinória arrogante, sabe tudo, petulante e muito teimosa.

Agora ela era submissa e obediente.

– Lamento mestre, não é permitido falar sobre isso. – sua voz não passava de um sussurro amedrontado.

– Acalme-se, eu não vou fazer nada com você, mas me conte, o que aconteceu? – ele perguntou novamente enquanto a olhava.

Ela se virou para ficar de costas.

– Irei contar mestre, mas assim, não gostaria que olhasse para meu rosto.

– E por que não?

– Me sinto envergonhada e com nojo, não gostaria de vê-lo demonstrando o mesmo.

– Tudo bem.

Hermione ajeitou-se virada para a parede e começou.

– Tudo começou...

Flashback on

A guerra.

Havia pessoas caindo, sangue, cheiro de morte, todos lutavam incessantemente, até morrerem.

O colorido dos feitiços atrapalhava a visão de Hermione, que tentava acertar um comensal.

– Protego! Sectumsempra! – ela gritara e finalmente o comensal caiu, e sangrava desesperadamente.

Ela começou a correr pelos corredores, o cenário era assustador, havia sangue, e as pessoas que não estavam mortas estavam prestes a isso.

A garota correu mais rápido, teria que chegar até Harry, ela precisava saber que ele estava bem.

~*~

Voldemort e Harry se encaravam mortalmente, eles estavam ali cara a cara, Hermione já não podia fazer nada.

Eles empunharam suas varinhas, Voldemort ameaçou dizer algo mais o feitiço nunca veio.

Harry se contorcia no chão, era como se mil facas perfurassem o seu corpo de uma única vez.

Todos olharam na direção da risada sádica de Bellatrix Lestrange.

Nesse meio tempo Harry havia se reerguido, e se preparava para lançar um feitiço.

– Avad...

– Avada Kedavra! –gritou Voldemort antes que o garoto concluísse.

Hermione viu Harry Potter caindo, como Lilá Brown caiu, como Fred Weasley caiu, como Severus Snape caiu. Ele caiu como todos os outros, aos seus pés, e sem vida.

~*~

Hermione corria pelo castelo até a torre da Grifinória.

Ela subiu as escadas quase voando sobre os degraus e entrou em seu quarto, mas ela não esperava por Ginny Weasley.

– O que você está fazendo?! – a castanha gritou

– Ele morreu Hermione, ele morreu! – dizia a ruiva segurando uma lamina que rasgava a pele de seu pulso.

– Mas Ginny...

– EU ESTOU GRÁVIDA HERMIONE! GRÁVIDA! E QUE SE FODA SE EU POSSO VIVER A MINHA VIDA, EU DISSE A ELE QUE ERA PERIGOSO, ELA TINHA UM FILHO PORRA, UM FILHO, E ELE LUTOU MESMO ASSIM HERMIONE, E ELE MORREU! O QUE ACHA QUE VAI ACONTECER DAQUI PRA FRENTE? ACHA QUE AS SOBRAS DA ORDEM VÃO CONSEGUIR DRIBLAR OS COMENSAIS E REESTABELECER A PAZ? PARE DE SONHAR, ELES VÃO, PROVÁVELMENTE TE MATAR OU TE JOGAR NUMA CELA DE AZKABAN! MEU FILHO NÃO MERECE NASCER NUM LOCAL DESGRAÇADO COMO ESSE! EU QUERO VER HARRY MIONE, EU QUERO SER FELIZ COM ELE, SEJA AQUI OU NO ALÉM, QUE SE FODA O QUE VÃO PENSAR! ELE ME DEIXOU HERMIONE! – a ruiva chorava descontroladamente.

Soluçando Gina pegou a lâmina e ergueu até o pescoço, olhando angustiada para a amiga, ela rasgou o tecido de sua pele e as artérias, o sangue jorrava. Ela estava morta.

Hermione ajoelhou ao lado da cama de Gina, o sangue pingava fazendo barulho contra o chão, o lençol estava encharcado. A castanha abraçou os joelhos e fixou o olhar no nada.

– Um lugar pra ficar em paz... – ela repetia enquanto balançava para frente para trás num gesto infantil, até adormecer.

Fim do flashback

Hermione já não conseguia falar, soluçava em alto e bom som, tinha espasmos e tremia violentamente enquanto falava palavras desconexas, como se não fizesse parte da realidade, estava tendo uma alucinação.

Fazia quanto tempo que ela não comia ou tomava banho? Há quanto tempo estaria ali, vivendo naquelas condições desconhecidas, mas imundas?

As perguntas assombravam Draco, ele não sabia de nada, não era culpa dele, mas o que fazer quando se acha uma pessoa como Hermione Granger nessa situação?

O psicológico da garota estava em ruínas, seu corpo mal se mantinha, ela estava morrendo e qualquer um veria isso.

Ela suava, mas estava gelada, sua temperatura deveria estar acima dos quarenta graus.

Mas quantas vezes ela já não havia passado por isso? Sem ninguém para cuidar dela?

Ele se levantou e começou a se despir, bagunçou os cabelos e amarrou uma toalha na cintura.

Caminhou até a porta e a abriu.

Um comensal que estava ali perto olhou interrogativamente para ele.

– Me traga um balde com água bem gelada, agora. – ele ordenou, o comensal aparatou e desaparatou com o balde em mãos.

Draco pregou o balde e fechou a porta.

Caminhou até a cama e arrumou Hermione num posição confortável, tirou a blusa da moça com cautela e arrancou a fronha de um dos travesseiros.

Molhou a mesma no balde e torceu.

A água estava muito gelada.

Então Draco começou a passar a fronha pelo corpo seminu da castanha, a febre parecia baixar aos poucos, mas os delírios não pareciam estar dispostos a se render.

Ele pegou um copo e encheu com a água da jarra em cima do criado mudo, abriu a boca da moça e foi dando água a ela.

Os delírios não paravam então ele se sentou ao lado dela.

– Hermione? – ele tentou e ela grunhiu em resposta;

– Hermione, querida, vai ficar tudo bem. – ele sussurrava e a garota parecia se acalmar, até finalmente dormir.

Ele a cobriu e suspirou.

Ela deveria estar disposta para terminar de contar sua história quando acordasse.

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Leia também minhas outras One Shots:

Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno |Íris | Diamond Eyes | Dark Paradise

E a minha outra Longfic: Frutos Do Amor

Notas finais
Eai gostaram? Deixe seu review é muito importante e me motiva a escrever *-*