Boa Sorte Edward!
9 Capítulo 9. O Príncipe Jasper e a Donzela Alice.
Notas iniciais
Não me matem, eu estava dodói.
serio mesmo, fui até no hospital. Foi horrível, pensei que ia morrer... ta bom eu estou sendo dramática.
Mas juro que vou compensar vocês pela paciência.
Liliane quase a beira de um colapso nervoso, quem manda trabalhar demais, mas escrevendo bastante e eu vou tentar adiantar o máximo possível os capítulos para a FIC não atrasar mais.
Amanhã vou passar o dia fazendo isso.
Capitulo betado feito a minha cara. --'
Nessa C Olanza.
POV Bella.
Crescer com Alice não foi uma tarefa fácil. Quando eu era criança não conseguia entender o que ela tinha e muitas vezes a tratei como as demais crianças.
Alice sempre foi tarjada de insuportável, chata, por falar demais, falar sem pensar, por não ficar quieta e por ai vai, todo o comportamento típico da doença.
Ela é hiperativa.
Alice tem problemas de comportamento e de atenção. É impulsiva, instável e incontrolável. É muito difícil lidar com uma pessoa assim, por que ela parece não ter um filtro que a impedi de falar sem parar e sem pensar e muito menos de fazer das suas.
Alice nasceu dessa forma por conta de uma complicação na hora do parto, onde ela se enrolou no cordão umbilical e ficou sem oxigênio até os médicos conseguir tira-la de dentro da minha mãe.
Por conta da doença, Alice além do comportamento tem dificuldade de aprender e prestar atenção e muitas vezes, foi chamada de burra por colegas da escola. Dia após dia eu vi a minha irmã sofrer por as pessoas não entender e ao mesmo tempo ela nunca quis que ninguém soubesse, então mantínhamos segredo.
O comportamento hiperativo dela interfere diretamente na vida social, seja com a família, na escola, onde ela for. Alice é incapaz de filtrar estímulos, é facilmente distraída, fala muito, alto demais e em momentos inoportunos. Ela esta sempre em movimento, sempre fazendo algo e é incapaz de ficar quieta. Ela é completamente impulsiva. Não para pra ouvir. Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendente e aparentemente infinita, ela tem certa tendência a se machucar, a quebrar e danificar as coisas.
As crianças hiperativas toleram pouco as frustrações e com Alice não é diferente.
Ela muitas vezes discutiu com nossos pais, professores, adultos e amigos, sem medo algum. E se não consegue algo, faz birra e seu humor flutua rapidamente, mudando de triste a curiosa, a feliz, a triste novamente em questão de minutos.
Como é carente de atenção e tranquilidade, Alice tem uma tendência a se apegar as pessoas e isso é um problema, já que a maioria acaba se voltando contra ela, por não entender seu comportamento.
Logico que Alice fez tratamento e de certa forma ainda faz, por que é uma constante. Muitas vezes até a alimentação dela tem que ser controlada, evitando sempre a ingestão de muitos alimentos açucarados e outros que tendem a dá muita energia, além do medicamento que é o metilfenidato, que se trata de umestimulante que tem efeito paradoxal de acalmar o sistema nervoso e aumentar a capacidade e a tioridazina que nada mais é que um calmante para quando ela estiver fora de controle e muito agressiva.
Precisamos sempre esta de olho nela, cuidar dela e faze-la sentir tranquila e foi por isso que fiz o juramento das sister.
Sempre vi meus pais tentando faze-la entender as regras e não pense que ela não as entende, ela só tem dificuldades em obedece-las. Não é proposital, é somente uma serie de acidentes causados pelo comportamento ativo dela. Devido a isso um passeio que parece simples aos demais, como ir ao supermercado, por exemplo, é um verdadeiro desastre.
E foi vendo minha irmã, desanimada, frustrada, envergonhada por diversas vezes que eu jurei esta sempre ao lado dela. Nunca me importei com o que iriam pensar de mim, o que sempre me importou foi o bem esta da minha irmã.
Confesso que é depois que aprendi a lidar com a Aly eu me diverti e muito.
Sei que muita gente pode se perguntar se eu não sentir falta de ter amigos, de um namorado, de sair. E é verdade, as vezes eu tenho vontade de sair, de ter encontros, de ir para uma balada, mas nada disso vale a companhia da minha irmã.
Alice já sofreu demais e eu não poderia mais permitir que nada de mau a acometesse, então em vez de tentar mantê-la quieta eu passei a me envolver em suas maluquices e para as demais pessoas, não passamos de duas pestinhas.
Isso funcionou, por que dessa forma tínhamos uma a outra e Alice nunca mais se sentiu envergonhada ou desanimada, por que eu sempre estive lá.
Depois de tudo que já passamos, dá para imaginar como eu fui relutante quando soube que iriamos nos mudar, passar um tempo com um tio que se eu vi quatro vezes a minha vida toda, foi muito.
Mas o que eu poderia fazer?
Nossa avó doente e o sentimento de culpa nos tomando, por conta dos aborrecimentos que sabemos que causamos, não nos deixou outra escolha, a não ser ir morar com o tal do tio Edward.
E assim embarcamos.
Logico que nosso vôo foi o mais normal do mundo, mas aquele pessoal estressadinho do aeroporto achou ruim e nos prendeu, pode?
Foi quando o vi entrando pela porta da sala de segurança do aeroporto foi como se eu acordasse de um transe.
E foi inevitável não sonhar.
Sonhar que eu era uma pobre donzela em perigo e ele o meu destemido príncipe. Aqueles cabelos acobreados bagunçados, aqueles olhos verdes intensos que me lembrava as matas de Forks em dia de chuva. Tão alto, tão forte, mas não muito. Era como se houvesse perfeição em tudo que ele fazia, até mesmo respirar.
Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que aquele Deus grego que me tirava o ar só com a sua presença, era o meu tio.
Foi como perder a base, o chão. Sei que mesmo ele não sendo o meu tio eu não teria a mínima chance como alguém como ele, mas sendo meu tio, até o ato de imaginar isso, se torna errado, pesado demais.
Mas eu não conseguir desviar meu olhar e nem meus pensamentos dele.
Juro que não provoquei e nem incentivei, mas é como se tivesse um campo magnético que nos une, que nos atrai um para o outro.
Quando ele me beijou eu me sentir sendo tragada pela orbita da terra, flutuando entre os planetas, em outra dimensão. Foi mias que calor, que desejo, foi muito mis intenso e fora do real que eu jamais que poderia ser, o meu primeiro beijo.
Mesmo com a relutância dele, ele também se sente atraído por mim e eu realmente tentei concordar com ele e ficar na minha, mas quando ele me agarrou no quarto, que sentir seus lábios e suas mãos no meu corpo, nos meus seios, pensei que morreria ali mesmo.
Foi como se naquela hora a única coisa que me mantivesse presa a terra eram as suas mãos me acariciando e apalpando de todos os jeitos mas devassos e quentes. Ele me fez sentir como as mocinhas dos romances que a mamãe ler. Eu sentir o calor, o desejo, a insanidade do ato, todo o prazer percorrendo meu corpo, arrepiando a minha pele e me perdi ali sem pressa de me encontrar.
E tive que admitir que eu estava completamente e perdidamente apaixonada por Edward Cullen, o meu tio.
E quando admitir isso para mim, a culpa dele ser meu tio foi aspirada por algum buraco negro na minha inconsciência, por que o sentimento que eu tenho por ele não pode ser errado de nenhuma forma, é certo, é muito certo e adequado a mim e a ele.
Mas as palavras duras, dele no carro, só serviram para mostrar que ele não sente a mesma coisa por mim.
Sai daquele carro em disparada, até me esquecendo de Alice. Parei em frente aos portões do colégio e tentei controlar a tremedeira que me acometia.
Foi impossível conter as lagrimas, fruto do sentimento de rejeição que aquele idiota me fez experimentar.
Eu sei que eu já deveria imaginar que ele iria procurar uma mulher de verdade para aliviar as necessidades de homem que ele não pode com a pirralha aqui, mas eu de verdade achei que ele esperaria e me tomaria para ele, já que é ele que não se sente preparado para esta comigo e não eu.
Sentir os pequenos braços de Alice me rodeando. Mesmo ela sendo mais velha eu era mais alta que ela.
Ela foi me guiando para dentro da escola. – Ah Bellinha não chora. Para de ser boba. – Alice foi dizendo em uma tentativa um tanto estranha de me consolar.
– Aly você ouviu, ele vai procurar outra.
– Ele não disse nada disso Bella. Mas claro que eu acho que é isso mesmo, afinal o homem é viril e deve esta subindo pelas paredes e não pode traçar a ninfetinha ne?
– Nossa Alice obrigado, esta me ajudando muito. – disse sarcástica.
– De nada irmã, pode contar sempre viu? – disse sorrindo.
Acabei rindo com ela. É impossível manter a seriedade perto dela.
Fomo para a secretaria e pegamos nossos horários. Infelizmente eu e Alice somos de anos diferentes e não vou poder ficar com ela e isso me preocupa, afinal é a pressão de uma escola nova, mas ela me parece bem tranquila e sei que tomou os remédios direitinho e eu vou garantir que não coma nada demais no almoço.
Nos despedimos e cada um seguiu para sua sala. Eu fui para a minha aula de calculo avançado e o professor “mala sem alça” me fez se apresentar de ante toda a sala e foi um alvoroço, todo mundo parecia bem interessado em mim desde que eu disse que meu sobrenome é Cullen.
Uma menina levantou a mão enquanto eu me apresentava.
– Diga senhorita Stanley? – disse a “mala sem alça”, quer dizer, o professor.
– Você é parente de Edward Cullen? O produtor da CULLEN&STALIN Produções? – perguntou com ar de duvida.
Olhei bem para a garota, ela era meio gordinha e com uma carinha de nojenta, com os cabelos meio acinzentados.
– Sim, esse mesmo. – disse sem explicar muito.
– UAU, tipo a CULLEN&STALIN Produções é simplesmente a responsável pelos shows e festas mais incríveis de Manhattan, O que ele é seu? – perguntou na maior cara de pau.
Fiz uma careta. Estava era achando essa garota muito intrometida e internamente rezei para não estarem fazendo a mesma coisa com a Alice, imagina ela surtar e xingar todo mundo? Vão achar que ela sofre de síndrome de Tourette.*
(N/A: Síndrome de Tourette é uma sucessão de tiques motores e vocais que mudam constantemente de intensidade, como espasmos involuntários e não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas (alguns se contorcem e falam sem pensar, outros xingam ao mesmo tempo que levantam o braço e por ai vai.) . A maioria das pessoas afectadas é do sexo masculino, mas existe casos registrados do sexo feminino.)
(N/V: ii acho que tenho um pouco disso, com um pouco da hiperatividade. Meu Deus, esse capitulo é um indireta para mim. :O kkkk)
Disse um “meu tio” bem baixinho e mesmo sem o professor mandar me encaminhei para a cadeira vazia mais próxima, que ficava do lado esquerdo da sala.
A aula transcorreu tranquilamente e até resolvi alguns cálculos no quadro, o que deixou o professor bem impressionado.
Algumas pessoas puxaram papo e se ofereceram para me levar as outras aulas, mas eu não poderia criar vinculo, não poderia expor Alice a isso e sei que ela iria acabar ficando nervosa na tentativa de se comportar para não me fazer passar vergonha e isso sempre acaba muito mau, com Alice envergonhada e frustrada.
Se fosse para fazer amigos, ela mesma os faria por escolha dela e não por se sentir pressionada por mim.
Logo as pessoas já tinham percebido que eu não queria companhia e não se aproximaram mais. Quando finalmente bateu o horário do almoço, caminhei em direção ao refeitório, mas tive que parar por conta da grande massa de alunos no corredor que dá ao refeitório.
O que será que estava acontecendo. Por que eles simplesmente não entravam logo?
Suspirei frustrada e esperei.
– Você sabe o que houve? — vi uma menina morena, perguntar a uma loira super alta.
– Parece que uma novata derrubou a Jane. – disse a alta.
– ah coitada no primeiro dia? – exclamou uma outra garota.
– Pois é, queria ver o que vai acontecer, mas esta impossível de ver. Parece que a Jane e a gangue dela cercou a menina e a pobrezinha parecia a beira de colapso, falando alto, rápido, muito nervosa.
Quando eu ouvir isso quase tive uma parada cardíaca.
Simplesmente fui empurrando as pessoas que foram exclamando e reclamando com as cotoveladas que eu dava, mas eu não tinha tempo de pedir desculpas, aos poucos e com muito esforço, o caminho foi se abrindo.
Conseguir avistar a confusão, mas não conseguir chegar até a Alice.
Aly estava quase imprensada na parede, com os olhos arregalados e falando de forma tão rápido que era incompreensível.
Sabia que ela estava se esforçando para não fazer nada de errado e isso acaba deixando ela pior.
Lutei mais, mas era impossível conseguir me mover. Ali perto da confusão ninguém queria abrir espaço.
– Como ousa sua esquisita? Esta louca? Você botou o pé de proposito na minha frente e ainda deu lascou a minha mochila. – uma garota loira um tanto baixinha gritava com Alice, que balbuciava palavras incompreensíveis e olhava para todo lado como se a garota nem estivesse ali na sua frente.
Vi vários garotos e garotas rindo e percebi que eram eles que estavam impedindo as pessoas de chegar até a Alice.
Eu sabia que Alice ia pirar a qualquer momento e eu não queria ver isso, precisava fazer algo.
Mas antes de eu conseguir me mexer, uma voz super alta e com sotaque inglês soou entre a aglomeração.
– Deixe a garota Jane. – disse a voz firme.
Vi a garota baixinha que gritava com Alice virar para o lado oposto em que eu estava e suspirar alto.
Então entre a aglomeração que simplesmente se abriu para ele passar, eu vi o dono da voz e quase morri ali mesmo.
Um homem da altura de Edward, forte, loiro, com os cabelos meio ondulados até a altura do queixo, um porte de lorde e um andar imponente, caminhou em direção a tal de Jane e parou a sua frente.
– Creio Jane que esse seu comportamento só demonstra mais uma vez o quanto odiosa você é. Por tanto deixe a garota em paz ou terei que agir de forma grosseira com você e eu nunca tive que tratar uma mulher de outra forma que não fosse como um belo de delicado botão de rosas. – ele disse com aquele sotaque inglês super charmoso, ele não sorria, mas seu semblante era tranquilo e inalterado.
A tal da Jane olhou para ele com uma mistura de deslumbramento e raiva e saiu bufando, empurrando os curiosos.
O tal de Jasper então caminhou até a minha irmã e estendeu uma mão para ela que prontamente a pegou, o que para mim era novidade, ela aceitar tão rápido o contato de alguém.
Finalmente conseguir passar pelas pessoas que já não estavam mais interessadas na situação.
Vi o tal Jasper levar a mão de Alice até os lábios e depois sorrir.
– Peço que se acalme milady, estas tremendo. – disse com um sorriso amável.
Aproximei-me mais, mas Ali olhava como que hipnotizada para o garoto a sua frente, creio que nem notou minha presença.
– Deixe-me apresentar-me. Sou Jasper Whitlock, ao seu dispor.
Alice continuou a olhar para ele e então disse com a maior cara de sonhadora.
– Nossa, você parece um príncipe.
Oh Deus não acredito que isso estava acontecendo.
Notas finais
comentem e que tal dá uma recomendação a FIC?
se tiver alguma eu posto um capitulo amanhã...
chantagem modo on kkkkkkkkkk
a Liliane odeia que faça isso, ela vai me matar, só por isso já valeu a pena HEHEHEHE
Fale com o autor