Boa Sorte Edward!
14 Capítulo 14. Não há nada de errado em amar.
Notas iniciais
Nessa C Olanza deu um ninja e foi pro festival.
Eu ia também, mas namorado cansado, estressadinho, ai só vou sábado.
ela mandou vocês verem pela TV que ela vai ser a maluca pulando mais que todos na hora de Ivete. kkkkkkkk
Gente, lembrem que no capitulo anterior Alice fez algo no quarto do Ed e trancou, ok?
nos vemos lá embaixo.
beijos s2
POV Edward.
A pobre da Laureen parou de vomitar depois que não tinha mais nada para colocar para fora. Ofereci-me para leva-la, mas ela não aceitou.
Bella correu e pegou uma roupa e deu a ela para se trocar, já que o vestido estava todo sujo e depois disso, ela saiu praticamente correndo, preferindo esperar pelo taxi na rua e disse para eu NUNCA mais a procurar.
Paguei o Buffet e graças a Deus eles possuem uma equipe de limpeza, que deixou tudo limpo, por que se tivesse que limpar vomito eu juro que matava Alice com as minhas próprias mãos.
Depois que tudo estava acertado e todos tinham ido embora, era hora de dá um jeito nas minhas pestes.
Bella estava encolhida no sofá, vermelha de vergonha e com lagrimas nos olhos, já Alice estava sentada de pernas cruzadas, folheando uma revista muito contente com ela mesma. É uma praga essa bonequinha de vodu.
Parei em frente às elas e cruzei os braços e fiz a minha melhor cara de bravo. Mas no fim das contas eu não estava TÃO bravo assim. Só fiquei mau, por saber ser minha culpa e que elas deveriam ter aprontado comigo, afinal Laureen estava lá por minha causa.
- Pois bem. O que as senhoritas têm a dizer? – disse em um tom firme e acusatório.
- Que o jantar estava uma delicia. – disse Alice sem tirar os olhos da revista.
Mas é ousada vou te contar viu? Puxei a revista das mãos dela e joguei do outro lado da sala.
- Ui quanta violência. – disse em tom irônico.
- PODE PARAR ALICE. – gritei agora realmente saindo do serio. – Primeiro de tudo, como conseguiu fazer a Laureen vomitar daquela forma? Você a envenenou? – perguntei a ultima parte alarmado.
Alice revirou os olhos, mas quem respondeu foi a Bella.
- Era só uma espécie de chá que a mãe faz pro Kit azar da Alice. – disse com a voz chorosa de cortar o coração.
Sabia que Bella tinha realmente ficado assustada, quando me viu desmaiado e Laureen passando mal.
- Kit azar? – perguntei confuso e Bella arregalou os olhos só então percebendo o que tinha feito.
Alice não sabia que eu já estava ciente de sua doença.
Vi Bella olhar assustada para a irmã.
- Ele sabe não é? – perguntou Alice em uma voz fraca, quase chorosa, com lagrimas nos olhos.
Bella só assentiu, deixando as lagrimas rolarem pelo seu rosto.
Alice parecia com vergonha, nunca a tinha visto assim. Ela engoliu em seco e me olhou. – Como?
Eu entendi, apesar das poucas palavras que ela queria saber como eu sabia.
- Eu desconfiei de que tinha algo errado e Emmett me contou.
- Ok. Você vai me tratar diferente? – ela disse simples e baixou a cabeça.
- Quer saber se eu vou relevar suas traquinagens? Não mesmo. – disse e ela sorriu.
- Prefiro você bravo comigo, me sinto normal. – disse meio sorrindo, meio chorando. Suspirei.
— Alice eu sei que você tenta se comportar, mas você precisa de limite. Você poderia ter machucado a Laureen.
Alice levantou o rosto e olhou para mim. – Nunca quis machucar ninguém, só queria ajudar a minha irmã. Você a faz sofrer e isso é algo que eu não permito. A vida inteira eu ela abdicou de tudo por mim. – ela engoliu o choro que brotava e olhou para Bella ao seu lado. – Eu vi dia após dia você deixar de ter uma vida normal e eu fui egoísta, por que eu deveria ter te afastado de mim, deixado você ser uma adolescente normal.
Bella a segurou pelo rosto a olhando dos olhos. – Eu sou muito mais que sua irmã, os laços de sangue não são responsáveis pelo amor que temos uma pela outra. Eu sou sua melhor amiga. Você poderia me chutar querer me expulsar da sua vida, mas não há nada nesse mundo que você faça que vá me impedir de esta ao seu lado. Não me importo se você não leva uma vida normal. Quem quer normalidade? Eu tenho a benção de ser a melhor amiga da minha irmã e isso não tem preço.
As duas se abraçaram e eu vi ali algo que eu não via muito tempo. Emmett era meu amigo, meu irmão e eu o afastei, por que ele precisou seguir a vida dele. E agora eu amava de uma forma indevida a sua filha mais nova e não sabia como lutar com aquilo.
Elas se afastaram e Alice esticou a mão e me puxou, me fazendo sentar entre as duas. Passei um braço por cima do ombro de cada uma e elas se encolheram contra mim.
- Me contem sobre o Kit. – pedi ainda pensando no quanto era especial a amizade delas.
Alice deu um risinho, seguido de Bella.
- Eu sempre me machuco, ou cabo em uma situação inusitada como você já percebeu. – ela disse e Bella completou. – Mamãe então montou um kit azar, onde tem tudo que ela pode precisar.
- Por exemplo? – perguntei realmente impressionado como a minha cunhada levava as coisas, mesmo sendo tão nova quando teve Alice.
- O emético, por exemplo, ela faz com folha de mostarda seca e água, é natural a Laureen não ia morrer. – disse Alice com a voz mansa.
- E tem caixa de costura, pomada para queimaduras, tudo para curativos, solventes de cola, algumas ferramentas... – Bella completou mais eu a cortei.
- Para quer ferramentas? – perguntei sem entender.
Elas riram e Alice explicou. – Você não sabe quantas vezes eu fiquei presa. É muito útil sabe? Tem também alguns analgésicos e uma tabela com os horários dos meus remédios e outra de alimentos.
- Ah e tem remédios para indigestão, tontura, tudo que você imaginar... É o super Kit azar. – acrescentou Bella.
- Olha diabinhas, eu sei que não é proposital e que você Alice não mede consequências, mas eu e a Laureen poderíamos sim ter nos machucado ali no gel. – disse tentando ser serio e paciente.
- Eu sei tio, desculpa. — disse Alice ainda mansa.
- Foi minha culpa, eu que pedi a ela para aprontar. – confessou Bella quase voltando a chorar.
Olhei para ela horrorizado. E eu pensando que ela iria controlar a Alice.
- Bem que sua mãe disse que apesar de Alice ser a gênia do mal, você apronta das suas. – disse quase rindo.
Ela sorriu para mim.
- Mas ainda vão ficar de castigo. – anunciei.
- Serio? – Alice começou a reclamar. – Puxa tio, a gente já arruma a casa toda, o que mais a gente pode fazer?
- Vocês vão arranjar um emprego. – Anunciei e juro que pensei que tinha dito a elas que a terra estava preste a ser atingida por um meteoro e que estávamos bem no ponto de colisão.
[...]
Depois de birra, gritos e reclamações, elas finalmente entenderam que eu não iria ceder.
Elas subiram emburradas e me amaldiçoando.
Juro que ouvir Alice dizer algo, sobre “tomara que apodreça e caia” e Bella rebater “rogue praga para ele e não para mim”. Achei melhor nem perguntar sobre o que elas estavam falando.
Fiquei ali um tempo jogado no sofá pensando. As palavras de Bella ainda dançando na minha cabeça.
“Eu sou muito mais que sua irmã, os laços de sangue não são responsáveis pelo amor que temos uma pela outra.”
Será que isso poderia se aplicar a mim e a ela também? Será que eu deveria esquecer os laços de sangue e entender que o que sinto por ela é amor de homem e mulher?
Mas Bella não é uma mulher, é uma menina, quase uma criança.
Minha cabeça chegava a doer e eu me perguntei se a criança ali não era eu.
Bella causa em mim, descontrole, desespero. Eu passo a agir com ela como um adolescente mimado e não o adulto serio e responsável que sempre fui.
Eu queria esta com ela, dá a ela tudo o que ela queria. Meu coração ela já tinha, mas o restante era como o impossível.
Esta com Bella seria trair meu irmão, minha família. Era jogar no lixo anos de trabalho do meu melhor amigo, por que meu eu não me importava.
Mas uma vez sem uma resposta para as minhas indagações, subir os degraus me arrastando até o meu quarto.
Quando cheguei a porta do meu quarto e tentei abrir, estava trancada.
Mas eu não tranco meu quarto, que estranho.
A não ser que...
- ALICE MARY CULLEN. VEM JÁ AQUI. – gritei para aquela peste.
Bella foi a primeira a abrir a porta do quarto, trajando só aqueles pedaços de pano que ela chama de camisola. Indecente e gostosa.
Em seguida Alice saiu do quarto com uma gororoba verde na cara.
- ECA você esta dando mofo Alice? – perguntei com nojo.
- me chamou aqui para sacanear com a minha cara? – perguntou bravinha.
Só ai eu lembrei por que eu tinha gritado aquela diabinha, filha do capeta.
- Por que a minha porta esta trancada filhote do inferno?
Ela fez um rostinho de quem se lembra de alguma coisa.
- Desculpe. Eu que tranquei. Bellita pega ali a chave no meu criado mudo. – disse toda inocente.
Bella olhou para ela desconfiada, mas foi pegar.
- O que esta aprontando em sua cria do mau? – perguntei desconfiado.
- Ai tio quanto apelido carinhoso, assim eu me apaixono. – disse rindo, diaba.
Logo Bella estava de volta e Alice pegou a chave da mão da irmã.
- Aqui sua chave. – disse estendendo a chave para mim com um sorriso muito do macabro.
Não peguei a chave é claro. – Quem me garante que não tem uma armadilha ai pra mim?
Alice revirou os olhos. – Credo que falta de fé na minha pessoa. – ela disse e colocou a chave na fechadura e abriu, depois virou para a irmã. – Bella você confia em mim?
- Claro Alice. – Bella respondeu sem pestanejar.
- Então entra primeiro para esse turrão ver que não tem nada demais. – pediu sorrindo.
Isabella olhou para ela e deu de ombros. Ela realmente confia na irmã, simplesmente entrou no quarto e como eu não ouvir grito algum, entrei logo em seguida e acendi a luz.
Bella estava parada confusa no meio do quarto e eu estava mais.
O quarto estava com varias velas, ainda apagadas. Por todo lado, tinha pétalas de rosas seguindo um caminho da porta até a cama. Em cima da cama tinha uma cestinha com alguns produtos que eu ainda não sabia o que era e na mesa de cabeceira tinha um balde de gelo com Champanhe, duas taças e uma vasilha de vidro com morangos e outra que parecia chantilly.
Olhei para Bella especulativo e ela parecia ainda mais confusa que eu.
Virei para Alice para indagar o que era aquilo tudo, mas a pestinha foi mais rápida e fechou a porta passando a chave em seguida, depois gritou do lado de fora.
- RELAXEM E APROVEITEM, VOU POR FONE DE OUVIDOS. VENHO SOLTAR VOCÊS NA HORA DE SAIRMOS AMANHÃ DE MANHÃ. AMO VOCÊS.
Eu ainda estava parado olhando para porta, diabinha danada.
O que eu faria agora? Ouvir um arquejo, como quem solta o ar e olhei para trás.
Bella estava constrangida, toda vermelhinha, parada ali no meio do quarto.
E se eu não quisesse pensar? E se eu só a quisesse? Ela me aceitaria por uma noite? Por mim seria por uma vida.
- Não precisa ficar ai me olhando com essa cara, não vou te atacar. – ela disse rancorosa. – Sei que você prefere a espantalha. – disse em um tom amargo, mas não pude deixar de rir.
- DO QUE ESTA RINDO IDIOTA? – esbravejou mais que nervosa.
E quilo por algum motivo me fez rir ainda mais. Ela bufou irritada e veio para cima de mim a passos largos, marchando. Passou por mim e começou a esmurrar a porta.
- ALICE ABRE JÁ ISSO AQUI. – ela gritava e esmurrava a porta com raiva.
O desespero dela era tão grande que ela chutou a porta.
- DROGA! – exclamou de dor e começou a pular em um pé só.
Parei de rir e fui até ela e a peguei no colo.
- Me larga idiota. – disse esmurrando o meu peito. Sua voz estava embarcada pelo choro.
Sentei-a na cama e me ajoelhei aos seus pés.
Apalpei o pé dolorido dela e vi que foi somente pela pancada. Ela me olhava e chorava.
Ainda agachado, a olhei nos olhos. – Eu te magoei não foi? – foi uma pergunta retorica, mas mesmo assim ela me respondeu.
- Você partiu meu coração. – disse em um tom baixo, seguido pelas lagrimas que evidenciavam o choro contido em seu peito.
Levantei em um suspiro e sentei-me ao seu lado na cama.
- Nunca quis a Laureen. – confidenciei e sentir seu olhar queimando em mim, mas permaneci encarando os meus pés. – Desde que eu te vi naquele aeroporto, as outras se tornaram isso, somente outras.
- Então por quê? Por que nos faz tanto mau?
Olhei-a, pronto para dá mil explicações para os meus atos, mas olhar no meu paraíso castanho é como um despertar. É a entonação perfeita de uma musica que nos toca, que nos fala ao coração. Olhar para Bella é a certeza de esta vivo.
- Por que é errado eu te amar tanto. – desabafei desesperado.
- Não há nada de errado em amar. – ela disse e se inclinou para frente, selando nossos lábios, me prendendo a ela de vez.
Ali eu soube que estava rendido, vencido e nunca estive tão feliz em perder um jogo. Ao menos no jogo do amor, neste caso, eu fazia questão de perder, por que a derrota significa tê-la.
Segurei seu rosto entre minhas mãos e sussurrei contra os seus lábios. – Mesmo contra todos os fatos. Não há nada de errado em te amar. – e voltei a beija-la, por que ao menos essa noite, ela não seria minha sobrinha, proibida a mim, ela seria minha mulher.
Notas finais
NOSSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, eu acho que vai...
vou postar amanhã, o capitulo de hoje, era o de ontem e o de ontem o de segunda...
Beijos e cheiros.
Comentem, vou responder os de ontem...
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