Blues Moon

4 Lua Cheia - Luz


“Nunca é tarde para ser
o que você poderia ter sido”
George Eliot

LUA CHEIA

“Aquilo que move as águas, conhecem bem seu passado, guia as emoções, os corações seguem seu compasso.”

Luz

Algum metro próximo estava lá a mais bela em sua frente, Hector meio desconcertado fingia tampar os olhos com uma das mãos, logo responderia:

— Ei moça sou um cavalheiro, mas desta forma... — “O que eu faço agora?” — Estou perplexo, nem sei o que dizer...

— Fique com isto, em troca me dê alguma coisa para me secar. — Respondeu serenamente ainda com um rosto meigo e um belo sorriso, cobria a lua parcialmente, por isso mal via seus detalhes o rapaz, mas se via as curvas bem dotadas de suas silhuetas. Enquanto ela depositou ali um pequeno aquário próximo de onde estava sentado. Assim, com pressa abriu a bolsa aquele rapaz, remexia em tudo que havia ali dentro, e tirou algo:

— Pano de prato, serve?

— Nada mal... — ela meio que olhava de lado com um sorriso cerrado. Então jogou o pano próximo dela, se virou, e via apenas a sombra dela, pois a lua estava tão acessa aquela noite que dava para ver claramente os grãos da areia em sua cor.

“Cabeçudo! Pareço um banana assim... O que fazer, é a primeira vez que acontece isso, será que já passaram além da moda topless, nããããooo, mas, mas se me levantar e abraçar ela, aaaaah... Uma noite de amor, vixe, não é melhor pensar nisso, se não me empolgo, vou agarrá-la que nem vou ver, e ela me grita tarado...” – ele interrompe em seus pensamentos, perplexo agora, pois via a sombra crescer, mão não saberia detalhar o que era até ele se virar.

Como explicar algo que se vê a primeira vez, e não acredita — esse era o dilema — e, mais agora que já estava numa situação atípica, nem sabia o que dizer mais... Apenas, descrever que naquele momento deflagrava, esfregou os olhos para ter certeza do que realmente era aquilo. Perplexo mais além que fez chegar abrir sua boca, e dizer apenas um ‘ual’. Ele via formas de asas se erguerem e abrirem, eram pontiagudas em seus términos, via só a sua forma em sombras, o brilho da lua realçava os seus contornos. Viam-se ramos que saíssem de suas costas, muito parecido com as das plantas, que agora tomava forma, e cobria seu corpo.

— Quem é você!? — suas mãos afundariam na areia atrás de si, quase deitando seu corpo como se fosse se enterrar. — Uma fada, um anjo... ­— agora respirava mais fundo e acelerado como poucas vezes fez, e olhava com uma expressão de cara pálida, observava ela movimentar as asas levemente.

— Não exatamente, dizem que somos primas distantes, uma sílfide por assim dizer, acho que você já deva conhecer meu caro Hector Marino.

— Não me diga que estou sonhando.