Blues Moon
5 Lua Cheia - Câmera
“O espelho e os sonhos são coisas semelhantes,
é como a imagem do homem diante de si próprio.”
José Saramago
LUA CHEIA
“Quando nos bosques perdidos, não esqueça que sempre foi um caçador. O caminho de volta está dentro, entre seus olhos, guie-se pelo o alto e meça pelo chão; não temerá aquele que a conheça.”
Câmera
Deslumbrado agora acabara por concluir que não estaria acordado, talvez. Não era certeza, conquanto analisasse não obtinha respostas apenas observando, e começara duvidar se aquilo era verdade, mas ela interrompe sua atenção:
— Com certeza não faria diferença se estivesse sonhando ou não, duvidaria da mesma forma, sua expressão deixa claro o que quer dizer. — ela sorriu suavemente. — Sei que deva parecer estranho pra você, compreensível por minha parte, reagiria da mesma forma, peço que se sinta tranquilo. — termina enquanto virava para a lua.
Enquanto ela citava as palavras, Hector via suas vestes completamente formadas como passe de mágica, era longas saias cheias de brilhos, que chamavam atenção dos olhos deles, mas também não ignorou o corselete justo, que parecia couro, mas havia algo de um azul magnânimo que parecia brilhar como com diversos Glitter em predominância em rosa e púrpura. Ao se virar, ele observa três pares das grandes ramificações de suas asas...
— Tem algum nome que posso chamá-la?
— Sara. Encantada meu cavalheiro. — retorna em direção a ele com uma pequena reverência.
— És tão doce assim, será que vem de algum lugar mágico?
— Tem lugar mais mágico do que esse!? — Hector levanta as sobrancelhas pela resposta, e ambos começam a rir.
— A lua está magnífica hoje, raramente eu a vejo assim — serenamente interpõe as palavras o jovem ao observar a lua. Os dois se voltam para o horizonte, suaves brisas temperam o clima junto as ondas que quebram o silêncio.
Naquele momento, ele sentia como se fossem próximos há muito tempo com aquela misteriosa sílfide, como afirmara antes, e mesmo assim guardava muitas perguntas, mas não queria ser deselegante para tantas que havia naquele momento. Dá para perceber que mesmo assim ele é um pouco tímido, mas tinha algo preso em sua garganta, algum tempo atrás algo ocorreu, mas tentava esquecer. Tira do seu bolso um celular discretamente, levanta levemente. “Preciso de algum registro...”.
— Sabia que desconfiaria, mas verá que não dará certo — falara sem olhar para ele, acanhado retorna o celular para o lugar. — Hector, deva saber o porquê de estar aqui, mas precisará saber algumas coisas antes.
— O que vai acontecer comigo... — ele pensa num intervalo rápido, e se remexe pelo que veio a tona em sua mente. — Irei morrer?
Ela respondeu que não e riu ao mesmo tempo. Após ouvi-la o rapaz bufou aliviado: “ufa!”. Encara-a atentamente, esperava ansioso pelas palavras que estavam para vir.
— Você está despertando, e daqui em diante talvez não seja o mesmo, houve uma...
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