Blue Sky!
12 Alguém para Conversar.
Notas iniciais
Espero que não odeiem (pois é)
Sempre confie em seus instintos. Uma guerra é vencida pela determinação e pela confiança.
Depois daquela longa conversa, eu resolvi voltar para meu quarto. Julliana não estava lá, como esperado. Deitei e fiquei encarando o teto por alguns minutos. Minha mãe é filha de Atena? Quer dizer, que eu torço para que meu pai case com minha avó? O.K., isso é estranho.
- O mundo inteiro é estranho – ouvi alguém dizer dentro da minha cabeça. Olhei para a janela, quase que por impulso, e vi Afrodite sentada sorrindo para mim. Ela continuou falando, mas agora sua voz não estava mais dentro de mim. – E eu também torço por Atena e Poseidon. Por trás de tanto ódio, tem de haver um pouco de amor.
- Acho que se a deusa do amor está ao lado deles, nada pode impedi-los, certo? – sorri. Sentei na cama e Afrodite sentou ao meu lado.
- Senti que você precisava conversar com alguém – ela disse. Encostou a cabeça no meu ombro, senti-me corar. Afrodite entrelaçou sua mão a minha. – Aproveite, nem sempre se tem uma deusa para conversar.
- Sou cercado por vocês – eu disse. Afrodite sorriu.
Ela levantou a cabeça e me olhou.
- Sua mãe vai ficar bem – ela disse. Ergui meus olhos até encontrar os lindos olhos verdes dela. – Ela é uma mulher forte, Poseidon dizia que todas as mulheres deveriam ser como ela.
- Seria bom – sussurrei.
- Não – Afrodite discordou. Olhei-a. – Sua mãe é uma mulher incrível, mas se todas fossem como ela, minha existência seria desnecessária.
- O amor nunca é desnecessário.
- A fragilidade é – ela completou. – Mulheres como sua mãe, fortes e destemidas, não precisam de coisas como beleza. Eu não gero o amor, Caio. Apenas cuido para que ele machuque as pessoas certas.
Ouvi um barulho como se alguém tentasse abrir a porta. Afrodite me beijou e desapareceu em uma fumaça rosa, mas eu ainda a ouvi dizer: Atena virá vê-lo.
- Entra – eu disse. Minha mãe entrou e sentou ao meu lado. – Mãe...
- Eu estou bem – ela disse segurando minha mão. Fez uma careta estranha. – Parece o perfume de Afrodite.
Sorri timidamente. Ela olhou para meu rosto.
- E seus lábios estão manchados de batom... Caio Vinícius, o que você e aquela deusa fizeram? – ela perguntou de forma autoritária. Contou até cinco e acalmou-se. – Você tem idade o suficiente pra namorar, certo?
- É...
- Eu queria dizer... – ela respirou fundo. – tem uma garota querendo falar com você. Disse que se chama Mirella.
Mirella? O que ela faz aqui? Algo que eu ainda não tinha pensado. Se minha mãe é filha de Atena, quer dizer que a Mirella é minha tia? Droga, os momentos estranhos não passam?
Desço as escadas e deixo minha mãe com Beatriz no quarto dela. Mirella me esperava ao lado do sofá. Vestindo uma armadura grega. Minha mãe não notou a armadura? Deuses!
- Boa noite – ela disse suavemente.
- Boa noite.
- Pronto para sua primeira missão? – ela perguntou sorridente. Assenti. Mirella abriu a bolsa e tirou uma armadura completa de dentro dela. WOW!, que bolsa útil! – Vista.
Vesti a armadura – de bronze, muito pesada, mas eu conseguia aguenta-la. O elmo ficou um pouco grande, então resolvi botar na hora da missão, acho melhor assim.
- Então, o que faremos? – perguntei.
- Você verá – ela fez uma pausa. Olhou-me incrédula. – Você está com o cheiro da colônia favorita de Afrodite.
- Ela esteve aqui – eu disse um pouco corado. É a segunda pessoa que sente o cheiro de Afrodite, pelos deuses!
- Isso explica o batom – ela apontou para minha boca. Segurei na pilastra para não desmaiar de tanta vergonha. Deuses! Não se pode beijar uma deusa e deixar isso em segredo? Mirella sorriu e segurou minha mão. – Vamos. Minha mãe quer falar com você antes da missão.
Assenti. Saímos da minha casa e tinha um cavalo parado na calçada. Não era um cavalo qualquer, ele era branco, muito branco, os pelos brilhavam e ele tinha... asas? Sim, eram asas.
- Isso é o que eu estou pensando? – perguntei.
Agradeceria se não me chamasse de isso., ouvi alguém dizer.
- Desculpe-me? – meu pedido soou mais como uma pergunta.
- Não é um pecado beijar Afrodite, não precisa se desculpar – disse Mirella andando até o cavalo. Ela olhou-me por um segundo. – Ah, você falava com ele?
Assenti. Mirella sorriu.
Chamo-me Nicholas, mas pode me chamar de Nick., disse a voz novamente.
- Eu consigo...?
Mirella assentiu.
- Poseidon criou os cavalos, então vocês podem conversar – ela sorriu. – Eu sei, é estranho.
Sorri.
- Cansei de achar que alguma coisa é normal na minha vida – eu disse.
O celular de Mirella vibrou.
- Vamos logo, minha mãe o aguarda – ela disse. Montou Nick. Montei logo depois. – Boa viagem.
Sorri.
- Boa viagem.
Notas finais
E ai, Cadite ou Carella? (Sei lá, nunca tinha pensado em um nome-shipper para esse casal kk)
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