Blue Sky!
13 Confronto Divino!
Notas iniciais
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O Poder e o Amor caminham lado-a-lado. Pois não importa qual dos dois seja o motivo, ambos acabam em Guerra.
- Boa noite – disse Atena assim que entrei em seu templo no Olimpo.
- Boa noite, Lady Atena – curvei-me.
A deusa estava sentada em seu trono acariciando um livro com a mão direita e segurando uma lança de bronze-celestial com a esquerda. Ela encarou-me sorridente. Notei um anel com um pingente azul em sua mão direita, no dedo anelar – uma aliança de compromisso, não tinha reparado nela quando conheci Atena. Provavelmente não estava lá.
- Parabéns – sorri apontado para o anel.
Atena corou. Nunca imaginei que deusas coravam.
- Não é o que pensas – ela disse retomando sua cor original. – Foi um presente de Afrodite. De acordo com ela, os jovens de hoje em dia usam alianças em prova de amizade. Não quis decepciona-la.
Atena mentia tão mal que eu fiquei com pena de desmenti-la.
- Certo – concordei. – Soube que queria falar comigo.
- Sim, na verdade – ela bateu a lança no chão e um livro apareceu em minhas mãos. –, preciso que o entregue para Ares.
Assenti. Olhei para o livro: Táticas de Guerra e Proteção Divina, por Annabeth Chase. Annabeth Chase? Eu li mais cinco vezes para conferir, de fato, era isso que estava ali. Deve ser só coincidência. Ou não.
- Annabeth?
Atena sorriu maravilhada.
- Minha filha. Ela é genial – Atena sorriu orgulhosa. – Mais até que Dédalo.
- Concordo – sussurrei.
- Agora vá – ela disse. – Leve o livro até Ares.
Caminhei até a entrada do templo de Ares. Eu parecia mais um mensageiro do que um guerreiro. Talvez devesse trabalhar para Hermes. Enquanto andava ouvi alguém me gritar. Imediatamente reconheci sua voz: Clivia. Ela correu e começou a seguir meus passos.
- Boa noite – disse sorrindo.
- Boa noite, irmã – sorri de volta.
- Como descobriu? – ela perguntou. Não parecia muito surpresa.
- Tenho meus meios – brinquei. Clivia sorriu. – Aonde vai?
- Poseidon – ela disse séria. – Lady Afrodite pediu que eu lhe entregasse um recado. E você?
- Ares – murmurei. Mostrei o livro. Ela assentiu. – A conhece? Annabeth?
- Sim. Filha de Atena, veio algumas vezes ao Olimpo – Clivia sorriu. – Boa garota. Boa cunhada.
Cheguei ao templo de Ares e me despedi de Clivia, que seguiu em frente. O templo de Ares não era muito simpático. Tinha espadas cruzadas, fogo grego queimando ao redor, armaduras, cabeças de javalis. Coisas do gênero.
- Ares? – chamei. A estátua de Ares que estava na frente do templo me encarou. Mostrei o livro. – Entrega de Atena.
A porta abriu e eu entrei. Ao chegar lá o homem mais alto e forte que eu já vi na minha vida me encarava furiosamente.
- Então é verdade – ele sorriu ironicamente. – O filho de Poseidon foi rebaixado de guerreiro, para entregador. Humilhante.
- Melhor do que achar que uma tatuagem de machado te torna homem – apontei para o machado tatuado no braço moreno de Ares. – Quem fez? Um palhaço?
- Pirralho insolente – ele murmurou. Ergueu a mão direita e uma espada enorme apareceu sobre ela.
- Não tenho tempo para isso – dei de ombros. Coloquei o livro sobre um banco de madeira no canto do templo.
- Filho de Poseidon – Ares chamou. Encarei-o. – Se encontrar com Afrodite, diga-a que estou esperando.
Sorri.
- Pode deixar, eu encontrarei Afrodite.
Ares me encarou furioso.
- COMO OUSAS? – ele ergueu a espada novamente. Mas antes que me atacasse um tridente prendeu sua mão contra a parede do templo.
- NÃO OUSE TOCAR UM DEDO EM MEU FILHO – Poseidon apareceu. O tridente voltou para sua mão. – Ou eu juro, pelos sete mares e pelo Estige, que eu te levarei ao Tártaro!
- Enfrentar um deus por um mortal? Francamente, Poseidon – Ares girou a espada pronto para atacar meu pai. Eu não tinha certeza se queria ficar ali.
Ares investiu contra Poseidon, que brandiu o Tridente e defendeu-se. Logo ainda com o tridente na mão atirou uma espécie de raio azul contra Ares, que voou alguns metros até atingir uma parede e racha-la, provavelmente só não quebrou por ser tão resistente quanto ele. Poseidon arremessou o tridente no pescoço de Ares, perfurando-o. O licor dourado – sangue dos deuses – derramava do pescoço do deus, que logo depois se levantou, ainda mais furioso. Ele estava pronto para atacar meu pai, quando uma nuvem rosa apareceu no meio do templo e os dois pararam ao ver a imagem de Afrodite.
- Francamente, vocês dois estão brigando novamente? – ela disse irritada. Olhou para mim e sorriu. – Oi Caio.
- Oi – sorri.
Afrodite voltou-se para os outros dois.
- Poseidon, você é o mais velho de todo o Olimpo, mostre um pouco de maturidade. E Ares, pelos deuses, você tem milênios de vida, cresça!
- Vai ser uma tarefa difícil – murmurei. Ares rugiu.
- Caio, querido, por favor – Afrodite pediu.
- Tudo bem – peguei o livro que havia caído no chão e coloquei-o de volta sobre a cadeira de madeira. Direcionei-me para a saída. Olhei para Afrodite uma última vez antes de voltar para Atena. – Controle seu javali de TPM.
Notas finais
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