Notas iniciais
Espero que gostem ^^ (Dedicado à Caroline, minha irmã diva, e musa inspiradora da Carol)

Uma guerra se inicia, quando uma batalha se encerra. Uma guerra se encerra, quando a batalha é inevitável.

Quando chegamos ao Olimpo, eu vi algo que nunca imaginei ver. Era uma reunião de monstros. A sala onde os deuses se reuniam estava completamente destruída. Os templos de Ares, Ártemis, Hera e Hermes haviam desmoronado, restando apenas pedras jogadas no chão e estátuas divinas.

– O que está acontecendo? – perguntei para Poseidon.

– É o que acontece quando os deuses se ausentam – ele respondeu. – Destruição.

– Ajuda! – Ouvi um grito agudo, imediatamente olhei na direção do templo de Afrodite. Clivia lutava contra uma Manticore. Ela estava prestes a disparar espinhos em minha irmã, quando um tridente enorme atingiu seu pescoço e a criatura desapareceu.

Corri até ela.

– Tudo bem? – perguntei.

– Sim – ela sorriu. Olhou para Poseidon. – Você conseguiu trazê-lo.

– Longa história – eu disse. – Vamos salvar o Olimpo, depois eu te conto.

– Não se preocupem com isso – Poseidon disse. Apontou para o templo dele. – Entrem lá e só saiam quando eu disser.

– Mas...

– Vão – ele disse.

Corremos para o templo. Caroline estava ofegante, Clivia sentou-se cansada e eu fiquei andando de um lado para o outro.

– Ele é um deus, vai conseguir lidar com isso – Carol disse segurando meu braço. – Pare de andar.

– Caroline? – uma voz masculina percorreu toda a sala. Nós três viramos a cabeça na direção da voz. Eros nos encarava sorridente.

– Ah, é você – murmurei.

– Está tudo uma zona lá fora – ele disse.

– É, já notamos – eu disse.

– Você tá aqui desde quando? – Clivia perguntou.

– Desde que os deuses desceram. Não saí daqui – ele disse.

Clivia rosnou e socou o rosto dele. Sortuda!

– Por que não foi me ajudar?! – ela berrou furiosa.

– Eu sou só o deus do sexo, o que eu ia fazer lá? – ele deu de ombros.

– Como eu disse, inútil – eu disse. Eros me encarou furioso. – Ui, por favor, senhor Eros, não atire uma dessas flechas rosa com corações em mim.

Eros estava prestes a voar em cima de mim – literalmente -, quando um barulho de uma explosão chamou atenção de todos nós. Saímos do templo e Poseidon estava parado no centro da cidade Olimpiana com milhares de monstros reduzidos a pó ao redor dele. O Olimpo visto de cima estaria fabuloso agora. Ele segurava o tridente.

– Então, mais alguém para brincar? – ele girou o tridente na mão direita e bateu-o no chão causando um pequeno terremoto.

– Posso tentar? – um garoto apareceu do outro lado da pequena cidade. Seus cabelos eram negros e um tanto longos, seus olhos verdes, mas com um brilho cruel no fundo. Ele era alto e, aparentemente, forte, mesmo por trás do manto negro que envolvia seu corpo. – Bom dia, Poseidon.

– Lucas? – Carol disse com a voz abafada.

– Pirralho, não deveria desafiar um deus – a voz de Poseidon fez todo o Olimpo tremer. Ele ergueu o tridente na direção de Lucas.

– Pai – Carol gritou. – Abaixe o tridente.

– Caroli... – ele tentou falar.

Carol interrompeu.

– Não pode mata-lo – ela deu um passo à frente e sacou a espada. – Esse é o meu trabalho.

– Aqua – Lucas sorriu e aproximou-se. – Soube que se casou com Eros, francamente, que mal gosto.

– Olha, nisso concordamos – murmurei.

– Caio – ela advertiu. Abaixei a cabeça. – Então, Lucas, sentiu saudades?

– Muitas – ele segurou a mão dela e beijou-a. – Afinal, quem não sentiria saudades desses lindos lábios?

Lucas se aproximou, mas antes que ele pudesse beijar Carol, uma flecha passou zunindo ao lado do meu ouvido direito e atingiu-o no ombro, ele cambaleou para trás e rosnou.

– Olha, não é que as flechas não têm corações? – brinquei.

– Eros – Lucas retirou a flecha do ombro e quebrou no joelho. –, fique na sua.

Eros rosnou, mas antes que ele atacasse, Carol elevou a mão direita na direção dele.

– Não. Eu faço isso.

– Aqua – Lucas disse. –, vamos resolver como gente grande. Você vai embora, e eu resolvo com seu papai.

– Ou eu fico e arranco sua cabeça – ela acariciou a lâmina dourada da espada. – Prefiro a segunda opção.

– Não sabia que a Carol era tão divertida – sussurrei para Clivia.

– Ela tem seus momentos – ela respondeu.

– Se quer lutar, não pegarei leve. – Ele ergueu a espada com lâmina negra.

– Engraçado, é a primeira vez que você consegue levantar alguma coisa – Carol disse em um tom irônico e todos, exceto Lucas, rimos.

– Sua vadia – ele murmurou e correu na direção de Carol.

A espada de Lucas estava elevada na direção do pescoço de Carol. Ele disparou um golpe contra o braço de minha irmã, mas ela rapidamente ergueu a espada e desviou a arma de Lucas. Carol desferiu um golpe contra o braço direito de Lucas, que deu dois passos para trás assim que seu braço cortado começou a sangrar. O garoto tentou atacar com a espada novamente, mas Carol saltou para trás em um mortal e assim que chegou ao chão, chutou a parte lateral do pé esquerdo de Lucas que caiu no chão, logo depois, Carol levantou e desceu a espada na direção da mão direita de Lucas – que segurava a espada –, e cortou-a. Deixando-o impossibilitado de usar a espada.

– Maldita! – ele gritou.

Lucas estava prestes a levantar, mas Carol colocou a espada sobre seu peito esquerdo.

– Isso é tudo? – Carol riu. – Era com isso que pretendia desafiar o deus dos mares? Fraco.

– Vadia! – ele berrou.

– Quando você disse que eu tenho mal gosto – ela disse calmamente. –, estava certo. Pergunto-me toda noite: como, por Poseidon, eu fui namorar aquilo?

– Lucas, sua namorada é muito divertida – uma voz fria saiu da parte escura da cidade. Carol começou a levitar e parou em pé ao meu lado. Uma pessoa encapuzada saiu da sombra de uma árvore. Não consegui ver nada além de seu manto e capuz negro. – Prazer, eu sou Mors.

Notas finais
Gostaram? Comentem! Até breve ^^