Notas iniciais
Sabe quando um autor não tem mais o que fazer e resolve escrever um capítulo completamente nada a ver, mas que, apesar de escroto, é importante? Então, esse é um desses capítulos. Espero que gostem ^^ E que não achem o Mors muito irritante kk' Dedico esse capítulo aos pozinhos do meu tangue, o 4JB: Dani, Juh e Bia

Uma vida não questionada não merece ser vivida. – Platão.

Eu, Mors, Clivia, Caroline, Lucas e Poseidon sentamos no templo de meu pai.

– Mors – Poseidon disse –, eu deveria saber que você tinha um dedo nisso tudo.

– É claro que eu tinha, quem mais seria? – ele sorriu. – Cronos? Aquela pedra gigante superestimada? Não, ele não seria capaz.

– Nem você, afinal, eu me lembro de tudo – Poseidon sorriu.

– De fato, isso não fazia parte do plano – ele disse. Deu de ombros. – Quem liga? O que você pode fazer contra um exército de deuses?

– Você me subestima, Mors – Poseidon disse.

– Não, não – Mors levantou e apoiou-se sobre a mesa de Poseidon. – Você me subestima.

– Pare de ser tão infantil – Poseidon murmurou.

– Pare de ser tão infantil – Mors repetiu em uma voz grave, imitando Poseidon.

– Francamente, como você pode ser tão criança? – Poseidon disse levantando da mesa irritado.

– Francamente, como você pode ser tão criança.

– Patético!

– Patético!

– Pare com isso! – Poseidon gritou e todo o templo tremeu.

– Pare com isso! – Mors imitou.

– Eu juro, por tudo que é mais sagrado, que se não parar agora, eu vou mata-lo! – gritou Poseidon.

– Eu juro – Mors se interrompeu. – Pode repetir? Parei de prestar atenção, o eco desse lugar é incrível!

Eu não aguentei mais prender. Gargalhei.

– Caio – Carol me cutucou com o cotovelo.

– O quê? – eu disse sem parar de rir. – O cara é hilário!

– Obrigado – ele sorriu para mim.

– Mors – Poseidon disse tentando controlar-se. –, por favor, vamos negociar.

– Certo – ele cedeu. Sentou-se novamente. Ajeitou o manto. – Poseidon, como dizias.

Poseidon suspirou aliviado.

– Eu gostaria que trouxesse a memória de meus ir – Poseidon foi interrompido.

– Espere – disse Mors. Poseidon encarou-o furioso. Mors olhou para Lucas. – Inútil, traga um café.

Lucas resmungou, mas alguns segundos depois entregou o café para Mors. Ele olhou sorridente para Poseidon.

– Lucas, talvez eu te pague o dobro do que eu te pago agora – ele disse apreciando o café.

– Você não me paga nada – Lucas murmurou.

– Ótimo, assim fica mais fácil – Mors sorriu e bebeu mais um gole do café, então se voltou para Poseidon. – Pode continuar.

Poseidon murmurou palavrões em grego antigo – palavrões que eu prefiro não repetir.

– Popo – Mors advertiu. –, isso é modo de falar na frente de seus filhos? Que tipo de pai é você?

– Calado! – Poseidon gritou. Mors saltou da cadeira, mas logo depois se sentou novamente. – Como eu dizia, eu adoraria que trouxesse meus irmãos de volta.

Poseidon disse rápido, atropelando uma palavra com a outra.

– Acalme-se, titio Popo – Mors sorriu. – Então, eu não posso atender ao seu pedido. Sabe como é, eu prometi para o pessoal que não ia deixar os deuses lembrarem-se de nada. Desculpa ai.

– O que Perséfone colocava na sua comida no Submundo? – Poseidon murmurou.

– Maçã batida. Deliciosa. – Ele levou a mão direita à boca e imitou um chefe italiano. – Mamma mia!

– Você é irritante – murmurou Poseidon.

– E você mal-humorado – Mors apertou a bochecha de Poseidon. – Vamos, titio, dê-me um sorrisinho.

– Já chega! – o Olimpo tremeu. Poseidon estava com o tridente em mãos, pronto para matar Mors, quando seu celular tocou. Ele sentou e atendeu. – Alo?... Claro, já estou indo... Desculpe, tive alguns problemas... Teninha, por favor... Tudo bem, nos encontramos em cinco minutos... Eu te amo!

– O amor é lindo – Mors sorriu e piscou os olhos rápido.

– Calado – Poseidon ordenou. – Eu tenho de ir. Carol, Clivia, vou deixar todos vocês na casa do Caio com a Beatriz. Ela já está melhor, só precisa descansar.

– Tudo bem – eu disse. – Pai.

– O que foi? – perguntou Poseidon.

– Não desaponte minha senhora – eu sorri. – Seria uma pena ter de arrumar um jeito de mata-lo.

Poseidon sorriu. Encarou Mors e o deus menor mostrou a língua para ele. Poseidon segurou a minha mão e a mão de minhas irmãs e aparatamos para minha casa.

– Se cuidem – ele sorriu e desapareceu.

– Caio – Beatriz disse atrás de mim. Virei-me a tempo de ver minha irmã saltar em cima de mim. – Eu vou te matar! Como ousou me deixar sozinha por três dias?!

– Três dias? – engoli em seco. – Isso tudo?

– Sim! – ela berrou e me socou no braço. – Mas é claro que você não notou! Estava se divertindo demais para se lembrar da sua irmãzinha aqui, não é?!

– Deuses, calma! – eu disse. Beatriz me apertou em um abraço.

– Calma?! Achei que tivesse morto!

– Ei, ei – sorri. – Lembra? Vou te atormentar para sempre.

– Beatriz, está tudo bem, ele estava comigo – Carol interveio.

Bia me soltou e olhou constrangida para as duas.

– Caio! Duas?! Que absurdo – ela gritou.

– Não – Carol disse. – Não estávamos juntos, estávamos...

– Visitando o papai – eu disse. Carol me olhou espantada. – Chega de mentiras. O mundo está acabando e já tá mais do que na hora dela saber tudo.

– Tudo sobre o que? – Beatriz perguntou.

– Sobre nosso pai. Sobre nossa família – respondi. – Sobre nosso mundo.

Notas finais
É pequeno, mas é o 2° que eu posto hoje, então eu quero um créditozinho né u.u' Gostaram? Comentem!